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Mesmo muito previsível

10.08.19

Dada a quantidade de gente muito importante que podia esta figura denunciar - na qual se incluem os Clinton (conhecidos por deixarem um rasto de morte à sua volta) e até mesmo um membro da família real britânica...

 

Jeffrey Epstein Found Dead in Jail Cell Despite Being on 24/7 Suicide Watch

 

...não admira que já muitos estivessem à espera disto (Twitter: "how long before epstein suicided").

 

 

[Acrescentado a 15/08/2019: O seguinte vídeo também acrescenta alguma informação interessante, explicando porque razão Epstein é descrito como um agente da Mossad.]

 

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Um génio cuja existência passou ao lado de quase todos

29.03.19

lyndon_larouche.jpg

 

OBITUÁRIO


Lyndon H. LaRouche, Jr.
(1922–2019)


21 fevereiro, 2019 (EIRNS) - Lyndon H. LaRouche, Jr., o economista e estadista estadunidense que compilou, entre 1957 e 2007, o registro mais acertado do mundo de prognósticos econômicos, faleceu no 12 de fevereiro de 2019. Autor de milhares de artigos e de mais de 100 livros e panfletos de tamanho de um livro e de estudos estratégicos, LaRouche foi uma das mais controversas figuras políticas de toda a história estadunidense.

Uma das razões para isto foi a orgulhosa, vigorosa e persistente campanha presidencial de LaRouche, entre 1976 e 2004, para restabelecer o autogoverno constitucional estadunidense após os assassinatos, entre 1963 e 1968, de John F. Kennedy, Malcolm X, Martin Luther King Jr. e Robert F. Kennedy. Outra razão foi a sua bem-sucedida criação de um serviço de notícias independente e capacidade de obtenção de informação de alto nível que permitiu a ele e aos seus colaboradores uma capacidade de avaliações não filtradas, que os equiparam de modo a reportarem acertadamente o verdadeiro estado da economia estadunidense e amiúde a verdadeira natureza de processos políticos estadunidenses e internacionais, de outro modo misteriosos.

LaRouche criou também uma associação filosófica internacional, assente no princípio de recriar o conhecimento acerca da controvérsia milenar entre a tradição platônica e a escola de Aristóteles, a luta entre o modelo republicano de estado e o sistema oligárquico de império.

O alcance de LaRouche fora dos Estados Unidos foi o resultado do seu recrutamento com sucesso de centenas de estudantes politizados de muitas nações, particularmente na Europa, no Canadá e na América Central e do Sul. Esta intelectualidade autosselecionada deu-lhe o poder de originar e implementar mudanças de política através da mobilização de modestas, mas bem treinadas e extremamente bem informadas unidades, que catalisaram forças muito maiores em várias nações para algumas vezes agirem como "uma mente estendida por vários continentes".

LaRouche era conhecido pela sua insistência de que cada cidadão dos Estados Unidos, assim como os cidadãos de qualquer nação soberana, têm a responsabilidade de se educarem sobre as matérias cruciais de política que afetam o futuro das suas nações e da humanidade; de proporem e defenderem apenas aquelas políticas que "promovam o Bem-Estar Geral de nós próprios e da nossa posterioridade"; e de derrotarem medidas financeiras predatórias promulgadas no seguimento de políticas de redução populacional racialistas, por vezes disfarçadas como "ambientalismo" ou "desenvolvimento sustentável", tendo como alvo particular as nações da África, da Ásia e da América Central e do Sul.

Apesar de pessoas e instituições internacionalmente proeminentes terem recentemente começado a reportar sobre LaRouche, e a despeito de ter ele sido um dos mais prolíficos escritores dos Estados Unidos, nenhuma da “grande mídia” se atreveu ainda a citar as verdadeiras opiniões de Lyndon LaRouche sobre qualquer assunto político pelo qual ele era conhecido. Este medo de LaRouche é notável, mas não é novo. Sempre foi verdade que o poder das ideias de LaRouche, tanto quanto ou até mais, do que a pessoa de LaRouche, eram profundamente temidos pelos seus opositores. Esse medo não se irá abater com o seu falecimento.

As Quatro Leis de LaRouche, a sua proposta para um Acordo de Quatro Poderes entre Estados Unidos, Rússia, China, e Índia, a sua invenção da Iniciativa de Defesa Estratégica (SDI, sigla em inglês), de 1983, anunciada pelo então Presidente Ronald Reagan, e a sua defesa ímpar de cinco décadas de duração da energia de fusão termonuclear, não podem ser permitidas ser mencionadas pela "grande mídia" hoje, mesmo na ocasião da morte de LaRouche. Se o povo estadunidense chegasse a conhecer agora estas políticas, e consequentemente o que lhes tinha sido negado pela conspiração de silêncio imposta durante décadas em torno de LaRouche, particularmente durante a crise financeira e guerras predatórias sem utilidade dos passados 15 anos, eles iriam imediatamente concluir que alguém tem tentado intensamente mantê-los durante todos estes anos longe das ideias de Lyndon LaRouche.

"Ele é um tipo mau, mas não lhe podemos dizer o porquê" não irá mais ser suficiente como explicação para estas pessoas, sobre por que razão não deverão elas, ainda hoje, saber "quem é Lyndon LaRouche". Ao quebrar com sucesso os muros das notícias falsas neste momento, o verdadeiro Lyndon LaRouche pode finalmente ser ouvido e tornar-se conhecido. Para esse fim, o seguinte breve, muito incompleto relato da sua vida e do seu trabalho é providenciado.

O Desenvolvimento de Um Estadista Mundial

LaRouche estabeleceu-se durante mais de quatro décadas como o primordial inimigo do Sistema Imperial Britânico, em ambas as suas encarnações, pré-Segunda Guerra Mundial, e o atual Commonwealth pós-guerra. O serviço militar de LaRouche na Segunda Guerra Mundial, particularmente no teatro de operações da Birmânia, foi pessoalmente decisivo. "Foi a experiência em Calcutá, em 1946, que definiu o meu principal compromisso de vida, de que os Estados Unidos deveriam tomar a liderança mundial pós-guerra em estabelecer uma ordem mundial dedicada a promover o desenvolvimento econômico do que hoje chamamos 'países em desenvolvimento'", escreveu LaRouche na sua autobiografia, O Poder da Razão: 1988. LaRouche começou a batalhar com os "teóricos da economia política" e traficantes de escravos da versão moderna da Companhia Britânica das Índias Orientais, cujas teorias dominavam os departamentos de economia das universidades estadunidenses no período que se seguiu à Segunda Guerra Mundial.

LaRouche opôs-se ferozmente à concepção de homem-como-uma-besta defendida por Francis Bacon, Thomas Hobbes, Parson Thomas Malthus e John Locke. Em vez disso, LaRouche restabeleceu a ciência da economia física nos Estados Unidos, uma ciência inventada em 1672 pelo filósofo alemão Gottfried Leibniz, inventor do cálculo e coinventor da máquina a vapor. Durante um intenso período de estudo entre 1948 e 1952, LaRouche avançou os seus estudos independentes em ciência física de modo a desenvolver o seu método de previsão econômica. O livro de 1983, LaRouche: Irá Este Homem Tornar-se Presidente? declara: "O que LaRouche primeiramente reconheceu durante 1952, foi que ao adotar uma concepção de energia que é inteiramente consistente com a dissertação de 1854 de [Bernhard] Riemann, 'Sobre as Hipóteses Que Subjazem a Geometria', é possível medir ambos os crescimentos tecnológico e econômico em termos de energia assim definida. No trabalho de LaRouche, valor econômico - o crescimento econômico verdadeiro - é medido primariamente em termos de aumentos da densidade relativa potencial da população da sociedade".

LaRouche, contudo, considerou todo o seu trabalho sobre economia física como a expressão específica de uma tarefa epistemológica mais profunda. No seu artigo de 1988 "Beethoven como Cientista Político", LaRouche escreve:

"As minhas descobertas mais importantes, em cada campo para o qual contribuí, são baseadas na minha refutação bem-sucedida do famoso paradoxo kantiano reafirmado na Crítica do Julgamento de Immanuel Kant. Kant afirmava aqui duas coisas de relevância.

"Primeiro, ele insistiu que apesar dos processos criativos responsáveis por descobertas científicas fundamentais válidas existirem, estes próprios processos estão além de qualquer compreensão humana possível. Eu provei que isso é falso e dessa prova desenvolvi um método de representação inteligível desses processos criativos e consequentemente a medição implícita de progresso tecnológico como tal.

"Segundo, com base no primeiro pressuposto, Kant argumentou que não havia critérios inteligíveis de verdade ou beleza na estética. A tolerância que foi tão geralmente ganha por todo o irracionalismo moderno em matéria de arte, dependeu da aceitação alemã e de outros desta tese sobre estética avançada por Kant e mais tarde por Friedrich Carl von Savigny."


A natureza prolífica dos escritos de Lyndon LaRouche, nos campos da música, economia, história, linguagem e as ciências físicas, inspirou muitas colaborações e trocas com pessoas pelo mundo fora. LaRouche, primordialmente, era um estadista - não um político - um praticante de estadismo, no sentido socrático-ateniense. Ele estabeleceu organizações através do ensino, começando com uma série de palestras em 1966, através da qual ele avançou e debateu o seu método de previsão econômica, especialmente em polos universitários. Muitos encontraram LaRouche pela primeira vez num lado de um debate, levado a cabo com as autoridades econômicas e políticas dos polos universitários dos anos 1970. Isto parou depois do famoso debate de 1971 de LaRouche com o economista Abba Lerner. Lerner perdeu ao admitir que se as políticas de austeridade do Ministro das Finanças alemão Hjalmar Schacht tivessem sido implementadas nos anos 1920, "Hitler não teria sido necessário". Dentro de meses, ninguém mais podia ser encontrado para debater com LaRouche e nunca mais tal tipo de debates ocorreu.

As palestras de LaRouche sobre o que na altura era chamada "economia dialética", eram precisamente isso - diálogos entre LaRouche e figuras filosóficas, econômicas e científicas da história, retratadas por ele com precisão de contador de histórias, sempre sem notas e amiúde feitos sem quaisquer livros. Era entregue aos estudantes um extenso currículo de material de leitura, com leituras sugeridas, detalhadas semana a semana. Um estudante lembrou-se de que "referia-se a passagens de um trabalho como a Crítica da Razão Prática de Kant, por exemplo. Era-nos dito para lê-lo. Se o fizéssemos, e fôssemos à aula na semana seguinte, ele primeiro descrevia qual era a sua ideia da passagem, a qual era convincente assim como acertada. Ele prosseguia então destruindo-a ponto por ponto e porque tínhamos nós lido-a, e aceitado-a, conseguíamos descobrir as falácias escondidas no fundo da nossa própria mente. Ele demonstrava-nos a diferença entre ler e pensar. Elas não eram aulas: eram solilóquios. E foi assim que ficamos interessados."

A organização principal de LaRouche era a Convenção Nacional (mais tarde Internacional) de Comités Trabalhistas, uma associação filosófica organizada como um "sistema de conferências", normalmente realizadas duas vezes por ano. Desta associação nasceram muitas outras organizações, tais como a Fusion Energy Foundation (Fundação da Energia de Fusão), o U.S. Labor Party (Partido Trabalhista dos EUA), o National Democratic Policy Committee (Comitê Nacional Programático Democrata), a Anti-Drug Coalition (Coalição Anti-Drogas) e outras. LaRouche também fundou e trabalhou com organizações na França, Alemanha, Itália, Suécia, Canadá, Dinamarca, México, Colômbia, Peru, Austrália e muitas outras nações.

Em dezembro de 1977, LaRouche casou com Helga Zepp da Alemanha, mais tarde a criadora do Instituto Schiller, uma instituição para a promoção do estadismo e de uma renascença da cultura Clássica.

"No outono de 1977, eu sugeri que casássemos.... Eu estava um pouco surpreendido, mas agradavelmente, quando ela concordou.... Não havia nada de ordinário acerca das vidas de qualquer um de nós, nem foi alguma vez provável que fosse o contrário. Casamos em Wiesbaden no 29 de dezembro de 1977. A cerimônia foi em alemão; o oficial do Standesamt (o registro civil alemão) perguntou-me em alemão, se eu sabia o que acontecia. Houve riso acerca dessa pergunta entre os meus amigos durante semanas depois." Permaneceram casados durante 41 anos.

A natureza combativa e o estilo polêmico das campanhas, eleitorais e não eleitorais, de LaRouche e seus colaboradores foram únicos na vida política estadunidense nas décadas 1970, 1980 e 1990. A transmissão de meia-hora de 1976 de LaRouche, "Discurso de Emergência à Nação", foi a primeira vez que um candidato independente tinha alguma vez comprado tal quantidade de tempo televisivo numa eleição federal estadunidense. LaRouche apareceu na televisão quinze vezes durante a eleição presidencial de 1984 em segmentos de 30 minutos, praticamente inventando o que mais tarde seria imitado como o "infomercial". As candidaturas presidenciais de LaRouche, e as candidaturas dos seus colaboradores, incluindo o lançamento de 1.000 candidatos em 1986 apenas, ao mesmo tempo aterrorizaram os adversários de LaRouche nos Estados Unidos e inspiraram outros para ter a coragem não meramente de se candidatarem, mas de apoiarem políticas desenhadas para beneficiar toda a humanidade, não apenas o "seu lamaçal local".

Uma dessas políticas foi o Banco de Desenvolvimento Internacional (BDI), uma proposta de LaRouche de 1975 para substituir o Fundo Monetário Internacional e para desenvolver o que era na altura chamado "o Terceiro Mundo" através do fornecimento para a exportação de, não apenas tecnologia construída nos EUA, mas cidades inteiras. Estas cidades seriam construídas como locais de treino para o rápido desenvolvimento das qualificações de populações do sector em desenvolvimento, permitindo a estas criar as suas próprias economias plenamente ("full set”), em vez de se tornarem escravas de dívidas, como de fato ocorreu.

Pessoas como Frederick Wills, o antigo Ministro de Relações Exteriores da Guiana, defendeu a proposta do BDI de LaRouche numa sessão das Nações Unidas em 1976. O Presidente do México José López Portillo e a Primeira-Ministra da Índia Indira Gandhi encontraram-se com Lyndon e Helga LaRouche e adotaram aspectos das suas propostas, muitas das quais foram apresentadas como tratamentos do tamanho de um livro, tais como a "Operação Juárez" para o México e "A Industrialização da Índia: Do Atraso ao Poder Industrial em Quarenta Anos" e "Uma Política de Desenvolvimento de Cinquenta Anos para a Bacia dos Oceanos Índico e Pacífico" - todos artigos escritos por LaRouche no início dos anos 1980 e cuja visão central é ainda atual, não apenas para hoje, mas para a próxima década ou mais.

O método pouco ortodoxo para dispersar estas ideias defendido por LaRouche era socrático: falar com as pessoas uma a uma. Esta atividade organizativa diária nas ruas ocorreu em centros de desemprego, estações de correios, aeroportos e cruzamentos de trânsito, esquinas de ruas, distritos centrais das cidades e centros comerciais. Este contato direto com a população estadunidense resultou em LaRouche ter um melhor entendimento do que estava a acontecer nos Estados Unidos "desde as ruas" do que qualquer outra força política no país. Elementos corruptos do Departamento de Justiça e “quangos” (organizações chamadas “não governamentais” mas baixo control do governo) aos quais foi dada luz verde para sabotar ilegalmente o direito constitucionalmente garantido dos colaboradores de LaRouche de se organizarem, foram forçados a recorrer à caracterização da organização como uma "seita" de modo a dissuadir cidadãos de contribuírem para companhias associadas com o movimento político de LaRouche.

Nenhum dos detratores de LaRouche é capaz de negar o seu registro de previsões econômicas bem-sucedidas, incluindo o colapso do Sistema de Bretton Woods em 15 de agosto de 1971, o colapso de outubro de 1987 da bolsa de Wall Street (que LaRouche previu em maio desse ano) e a sua previsão de 22 de julho de 2007, capturada em formato de emissão via Internet, do que mais tarde se tornou o "resgate de trilhões de dólares" de setembro de 2008. Algumas das mais estonteantes previsões de LaRouche, apesar disso, não foram, estritamente falando, econômicas. No Dia de Colombo, 12 de outubro de 1988, Lyndon LaRouche, falando no Kempinski Hotel Bristol de Berlim, disse:

"Por profissão, sou um economista na tradição de Gottfried Wilhelm Leibniz e Friedrich List, na Alemanha, e de Alexander Hamilton e Mathew e Henry Carey, nos Estados Unidos. Os meus princípios políticos são os de Leibniz, List e Hamilton e são também consistentes com os de Friedrich Schiller e Wilhelm von Humboldt. Tal como os fundadores da minha república, tenho uma crença inflexível no princípio de Estados-nação absolutamente soberanos e oponho-me deste modo a todas as autoridades supranacionais que possam minar a soberania de qualquer nação. Contudo, tal como Schiller, acredito que qualquer pessoa que aspire a tornar-se uma alma bela, deve ser ao mesmo tempo um verdadeiro patriota da sua própria nação e também um cidadão do mundo.

"Por estas razões, durante os passados 15 anos tornei-me um especialista nos assuntos externos do meu país. Como resultado deste trabalho, ganhei influência crescente e significante entre alguns círculos em torno do meu próprio governo nos assuntos inter-relacionados da política externa e estratégia dos EUA. O meu papel durante 1982 e 1983 ao trabalhar com o Conselho de Segurança Nacional dos EUA para dar forma à adoção da política conhecida como a Iniciativa de Defesa Estratégica, ou 'SDI', é um exemplo disto. Apesar dos detalhes serem confidenciais, posso relatar-lhes que as minhas visões sobre a presente situação estratégica são mais influentes nos Estados Unidos hoje do que em qualquer altura no passado. Deste modo, posso assegurar-lhes que o que agora lhes apresento, sobre o tema de perspetivas para a reunificação da Alemanha, é uma proposta que irá ser estudada muito seriamente entre os círculos relevantes do ’establishment‘ dentro dos Estados Unidos. Sob as condições apropriadas, muitos hoje irão concordar, que o tempo chegou para dar passos iniciais na direção da reunificação da Alemanha, com a óbvia perspetiva de que Berlim possa retomar o seu papel como a capital."

Na Mira para a Destruição

Dois dias após o seu discurso no Kempinski Hotel, acusações federais foram emitidas contra Lyndon LaRouche e vários colaboradores. Mais tarde, LaRouche, falando no Clube Nacional de Imprensa sobre as acusações, declarou: "Uma pessoa pode dizer da própria acusação, que todos aqueles que cometem ofensas contra Deus, ou a humanidade, ou ambos, são mais cedo ou mais tarde castigados." As acusações seguiram-se dois anos a uma tentativa de assassinato no 6 de outubro de 1986 contra LaRouche, acerca da qual LaRouche escreveu no seu panfleto de 2004 intitulado "'Condenem-no ou Matem-no!' A Noite em Que Vieram para Me Matar", o seguinte:


"No 6 de outubro de 1986, um quase exército de mais de quatrocentos elementos armados chegou à vila de Leesburg, Virgínia, para um reide aos escritórios da EIR e seus colaboradores e foi também destacado para uma outra missão mais negra. O local no qual eu residia nessa altura foi cercado por uma força armada, enquanto aviões, veículos blindados e outro pessoal esperavam pela ordem para entrar disparando. Felizmente, a matança não ocorreu, porque alguém com mais autoridade de que o chefe da Divisão Criminal do Departamento de Justiça, William Weld, ordenou que o ataque a mim fosse abortado. As forças prontas para avançar sobre mim, a minha mulher e vários dos meus colaboradores foram retiradas de manhã.

"Este foi o segundo caso inteiramente documentado de um envolvimento do Departamento de Justiça dos EUA em operações que tinham como objetivo a minha eliminação pessoal da política."


Apesar de LaRouche e outros seis terem sido considerados culpados num tribunal de Alexandria, Virgínia, em dezembro de 1988, e terem sido presos no 27 de janeiro de 1989, os protestos internacionais e nacionais contra tais condenações corruptas continuam até hoje. O antigo Procurador-Geral da República dos EUA, Ramsey Clark, caracterizou o caso LaRouche como "envolvendo mais condutas sistemáticas e deliberadamente ardilosas de maior alcance durante um mais longo período de tempo, usando o poder dos recursos do governo federal, do que qualquer outro processo por parte do governo dos EUA no meu tempo ou que é do meu conhecimento." O dossiê de setembro de 2017 da Executive Intelligence Review, "Robert Mueller É um Assassino Legal Amoral: Ele Irá Fazer o Seu Trabalho Se o Deixarem" analisa compreensivelmente como o presente procurador especial contra Donald Trump foi um componente chave da perseguição política a Lyndon LaRouche nos anos 1980.

Durante o tempo que passou na prisão, LaRouche continuou a escrever, mas frequentemente ditando capítulos inteiros de manuscritos de livros ao telefone, uma vez mais sem trabalhos de referência de qualquer tipo. Para além da coleção intitulada "A Ciência da Economia Cristã e Outros Escritos da Prisão", LaRouche escreveu ou gravou muitos outros documentos, alguns dos quais foram compilados com outros escritos nunca antes publicados.

Durante 1989, à medida que se tornou claro que a esfera COMECON da União Soviética estava a passar por crescentes dificuldades econômicas, LaRouche e a sua mulher Helga cooperaram intensamente num programa chamado o "Triângulo Produtivo Paris-Berlim-Viena", o qual após a desintegração da União Soviética foi estendido para a "Ponte Terrestre Euro-Asiática". Após a eliminação da Cortina de Ferro, este programa propôs a integração dos centros populacionais e industriais da Europa com os da Ásia através de chamados corredores de desenvolvimento. Foi o único plano de paz abrangente para o Século XXI na mesa naquela altura, uma opção que foi ferozmente contrariada por britânicos e os neoconservadores anglófilos nos Estados Unidos, que em vez disso avançaram a sua política de um mundo unipolar e sistema neoliberal. A Ponte Terrestre Euro-Asiática, desde muito cedo, tornou-se conhecida como "A Nova Rota da Seda". Mais de duas décadas depois, a Iniciativa do Cinturão e da Rota chinesa, que cresceu deste conceito, tornou-se a locomotiva principal da economia física mundial.

Mudando Milhares de Vidas

Depois de ser libertado da prisão no 26 de janeiro de 1994, LaRouche continuou a sua carreira como analista que fazia prognósticos. Ele desenvolveu a sua pedagógica "Curva Tripla" em 1995 para ilustrar ao público leigo como o processo de "hiperinflação do tipo Alemanha de Weimar" tinha apanhado o mundo transatlântico e tinha de tal modo saqueado o último que nada podia ser feito para preservar o sistema monetário dominante. Teria de ser reorganizado de cima para baixo, utilizando a Lei Glass-Steagall da era do New Deal de Franklin Roosevelt para iniciar o processo de reorganização bancária. Ele avisou em janeiro de 2001 do perigo de um violento ataque terrorista a uma ou mais cidades estadunidenses, enquadrando este aviso no contexto de analisar porquê e como o sistema financeiro tinha entrado numa fase de uma "bolha da alta tecnologia" durante 1999 e 2000.

LaRouche falou da possibilidade de um "Incêndio do Reichstag" à luz da emergente ingovernabilidade dos Estados Unidos, sob condições de ruína econômica cada vez pior. E, tal como com o seu prognóstico de maio de 1987 de um colapso do mercado bolsista em outubro de 1987, no 22 de julho de 2007 LaRouche declarou, um ano antes da derrocada do Lehman Brothers/AIG de setembro de 2008:

"O sistema financeiro monetário mundial está na verdade agora num processo de desintegração. Não há nada de misterioso acerca disto; eu falei disto nos últimos tempos, tem estado em andamento, não está diminuindo. O que está listado como valores de ações e valores de mercado nos mercados financeiros internacionalmente é uma trapaça! São crenças puramente fictícias. Não há verdade em tal coisa; a falsidade é enorme. Não há possibilidade de um não colapso do presente sistema financeiro - nenhuma! Está acabado, !

"O presente sistema financeiro não pode continuar a existir sob quaisquer circunstâncias, sob qualquer presidência, sob qualquer liderança, ou qualquer liderança de nações. Apenas uma mudança fundamental e repentina no sistema financeiro monetário mundial irá impedir um colapso geral e imediato do tipo reação em cadeia. A que velocidade não sabemos, mas irá durar e irá ser imparável. E quanto mais tempo durar antes de ter um fim, pior as coisas irão ficar."


LaRouche, tal como evidenciado pelo prognóstico acima, feito aos 84 anos de idade, não apenas continuou a ser singularmente produtivo. Na viragem do milênio, LaRouche liderou um movimento para recrutar juventude - um movimento que se tornou tão bem-sucedido que o Partido Democrata em várias partes do país até tentou apoderar-se do mesmo. Milhares de jovens passaram por este processo educativo. Contribuições revolucionárias na apresentação do trabalho do físico Johannes Kepler, na prática do canto clássico de bel canto, quer para educação escolar secundária geral ou como um antídoto para a autodegradação cultural, e a apresentação da história estadunidense, incluindo história atual estadunidense (em vez de "eventos atuais" ou o termo ainda mais degradante, "notícias"), em formato vídeo tal como o programa 1932, foram produzidas pelo Movimento Juvenil LaRouche.

Desde a altura da sua emergência como uma figura pública há mais de cinquenta anos, a única tragédia que caracterizou a vida de Lyndon LaRouche, é que nunca lhe foi permitido implementar, como Presidente ou como um conselheiro do Presidente em exercício, as reformas econômicas que teriam melhorado as vidas de dezenas de milhões de estadunidenses e centenas de milhões pelo mundo fora.

Apesar de Lyndon LaRouche ter muitos amigos que foram líderes nos campos da ciência, música, economia e política, o seu maior amigo, para além da sua mulher Helga, foram os homens e mulheres esquecidos dos Estados Unidos da América e de outros países.

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Crítica a um filme que ainda não vi... :P

15.03.19

snu.jpg

Comentário que acabei de deixar no blogue do jornalista português Frederico Duarte Carvalho, a propósito de uma colocação sua sobre o novo filme português Snu.

 

Eu que, por norma, deprecio (mesmo muito) o cinema português, em particular (apesar de gostar muito de cinema, quando este é bom, em geral) já reparei que, para além dos filmes do Manoel de Oliveira, foram apenas os filmes biográficos os que, não só gostei de, mas gostei mesmo muito.

O filme da Amália, o do soldado Milhões e o Capitães de Abril são os que me vêm à memória.

Talvez por serem filmes que retratam o pouco "que se aproveita" desta cultura que, na sua grande maioria, é "para esquecer" - mas que, quando faz coisas boas, fá-las muito bem.

Quanto a este filme sobre Snu Abecassis,

Logo a temática do mesmo - da história de alguém que se envolveu romanticamente com uma mulher casada e com filhos (e que, com isto, "destruiu" uma família) - deixa-me muito "de perna atrás", que se retrate tal coisa como algo de belo...

Mas, ainda assim, suponho que possa dispensar duas horas do meu tempo, para então ver este filme, quando tal chegar aos canais da TV por cabo.

Contudo,

O que este filme logo me parece ser, à partida, é (dado o facto pelo qual Sá Carneiro é mais conhecido) uma maneira do poder estabelecido tentar suplantar a memória política, muito relevante, de Sá Carneiro com uma história de amor, que distraia as pessoas de tudo o que é e foi muito mais importante acerca desta figura política.

Algo na mesma onda do filme que fizeram sobre o rei Jorge VI do Reino Unido, essencialmente sobre o facto do mesmo ser gago - o que distrai do facto, muito mais importante, de que tomou ele, inesperadamente, o seu trono por ser o seu antecessor forçado a abdicar do mesmo devido ao facto de ser um admirador e apoiante de Hitler (esta última razão também, na altura, disfarçada com a desculpa de um caso amoroso).

E, assim sendo, quando as novas gerações ouvirem falar em Sá Carneiro, em vez reagirem com um:

"Sá Carneiro? Oh, esse foi aquele que morreu na queda de um avião!"

Reagirão com um:

"Sá Carneiro? Ah, o filme da Snu... Que bela história de amor."

(Deste modo, também vendo como belo algo que deveria ser visto como reprovável - mas que, a indústria do cinema é perita em retratar amiúde de modo inverso, no seu contínuo processo "tavistockiano" de perceptível degradação moral - como é, por exemplo, feito no filme Brokeback Mountain, que tenta fazer os espectadores sentir empatia por quem andava a trair as suas mulheres.)

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colocado por Fernando Negro às 18:34

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05.03.19

Quase metade dos portugueses acredita que um grupo secreto governa o Mundo

Por ZAP - 26 Novembro, 2018

A maioria dos portugueses não confia nos governos, nem nos militares, jornalistas, sindicalistas ou líderes religiosos.

Portugal é o país onde menos se acredita em teorias da conspiração, muitas vezes difundidas através de notícias falsas, como as que negam, por exemplo, a importância das vacinas e a responsabilidade humana no aquecimento global ou as que veiculam sentimentos anti-imigração.


Esta é uma das conclusões de um estudo da Universidade de Cambridge realizado em oito países europeus e nos EUA. De acordo com os resultados do estudo “Conspiracy and Democracy”, do Centre for Research in the Arts, Social Sciences and Humanities e a YouGov Cambridge, só 10% dos portugueses defendem que os verdadeiros efeitos das vacinas estão a ser escondidos — em França, por exemplo, ultrapassa os 25%.

Em relação aos imigrantes, apenas 13% acreditam que o Governo esconde o número real de imigrantes no país — lá fora, a média é 28%.

Por outro lado, Portugal é o país onde mais se crê que existe um grupo que governa secretamente todo o Mundo – 42%, o dobro da média. 66% dos portugueses acredita que, apesar de vivermos em democracia, haverá sempre uma elite a mandar.

“É a correlação entre estas duas posições que surpreende”, conclui Hugo Leal, investigador que participou no estudo. “Por um lado, há razões histórico-sociais que justificam a crença de que o país não está nas mãos dos eleitos, mas nas mãos das elites. Por outro lado, não há condições sociais e políticas para a emergência de fenómenos de base nativista ou nacionalista que espalhem essa desinformação pela Internet.”

Os níveis de desconfiança nas instituições já vêm de trás. “A grande maioria dos portugueses está acostumada às elites. São sempre os mesmos a mandar”, afirma o historiador Manuel Loff, citado pelo Expresso.

Já Pedro Magalhães, politólogo, explica que o sentimento de desafeição política — “uma combinação entre a perceção de que quem tem poder não ouve o cidadão comum e de que se é pessoalmente impotente para mudar as coisas” — é já uma característica da cultura política nacional.

O que surpreende é que essa descrença na política não leve os portugueses a embarcar na desinformação que circula na Internet, à semelhança do que tem acontecido nos Estados Unidos, Brasil ou Reino Unido.

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O país onde se pode não pagar pelas rádio e televisão estatais

27.02.19

(O que seria de pessoas como o psicólogo Quintino Aires, se tal fosse também permitido em Portugal?... Ou, de programas como o ultradecadente, e melhor exemplo de degradação moral, "5 Para a Meia-Noite"?)

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colocado por Fernando Negro às 17:32

Os smartphones como uma fonte de infelicidade

09.02.19

xiaomi.png

Tendo eu andado recentemente a navegar por entre um conhecido sítio na Internet que vende smartphones mais baratos por virem estes directamente da China, deparei-me uma vez mais com a fotografia, que coloco à direita deste texto, de promoção de um modelo da marca Xiaomi - sendo que, não é a primeira vez que vejo um grande fabricante chinês usar o conhecido símbolo de controlo mental (já vi também o mesmo ser usado pela mais conhecida Huawei) na publicidade aos seus equipamentos.
Ora, sabendo-se que (1) o poder estabelecido (e fascista) chinês tem ligações ao Império Britânico, criador do Instituto Tavistock, e (2) que o uso de smartphones - especificamente no que toca ao uso de redes sociais e outras formas de comunicação electrónica e indirecta, que têm vindo a substituir as relações pessoais e ao vivo - tem sido repetidamente reportado como psicologicamente não saudável, fazendo as pessoas infelizes...
Não é óbvio o significado desta fotografia?

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Obviamente, tratar-se-á de mais um "movimento colorido"

01.12.18

coletes_amarelos.jpg

 

Assunto: O movimento dos "coletes amarelos" é certamente um movimento controlado

(Estando eu a enviar esta mensagem a quem vive ou tem vivido em cidades que estão a ser afectadas por este movimento...)

Venho só informar-vos de que,

O a que estamos a assistir com este movimento dos "coletes amarelos", obviamente que (para qualquer pessoa bem informada) nada mais é do que a aplicação da velha fórmula das "revoluções coloridas" (https://pt.wikipedia.org/wiki/Revoluções_coloridas) que tem sido usada para derrubar governos democraticamente eleitos que não alinham com certos interesses ocidentais (https://www.theguardian.com/world/2004/nov/26/ukraine.usa).

Pois, o que se passa agora no Ocidente é que - tal como tem denunciado o agente dos serviços secretos russos, Daniel Estulin, na sua conta no Twitter e denuncia também este no seu último livro que já foi publicado em Portugal (https://www.wook.pt/livro/nos-bastidores-de-trump-da-russia-e-do-mundo-daniel-estulin/21876488) - a eleição do Donald Trump e o Brexit são duas manifestações de uma divisão que ocorreu entre as elites ocidentais, com uma facção que quer implementar um novo modelo económico que sirva de substituto ao que já entrou em Colapso (formada pela velha oligarquia europeia e outros, na qual se incluiu a monarquia britânica) e outra facção que continua a insistir neste modelo económico sem futuro - que é a facção que ainda controla a União Europeia e a grande maioria dos média de massas (incluindo as redes sociais) e que é formada essencialmente por uma grande parte dos chamados banqueiros internacionais.

Ora, o Macron antes de ser Presidente de França trabalhava para a família Rothschild. E, a família Rothschild é uma conhecida família de "sócios" da família real britânica (ex: http://kontrainfo.com/capitulo-5-la-casa-rothschild-sionismo-financiero-estado-israel/). E, como tal, o Macron tem sido repetidamente denunciado pelo autor Daniel Estulin como um agente britânico, tal como foi o Napoleão III (https://twitter.com/search?q=macron napoleon from:EstulinDaniel).

Tendo então estalado uma guerra interna entre as elites ocidentais, entre quem está do lado dos britânicos e outros interesses que se tornaram nacionalistas e quem está do lado dos liberais-financeiros, que insistem na União Europeia, obviamente que não é do interesse do sector liberal-financeiro ter um presidente como o Macron a comandar os destinos de um tão grande e importante país como França. E, tendo este sector liberal o controlo das redes sociais (o Facebook e afins são empresas de fachada da CIA - https://blackfernando.blogs.sapo.pt/ja-aderiram-ao-facebook-49568 - ainda sob o controlo de tal sector)... Não é preciso puxar muito pelos neurónios para perceber o que se passa agora nas ruas de França.

Tudo o que é oriundo de "redes sociais" é sinónimo de movimento controlado. Pois, primeiro que tudo, são estas redes imensamente populadas pelo fenómeno dos "trolls", que são (tal como tem sido repetidamente denunciado também na imprensa portuguesa: https://zap.aeiou.pt/sporting-meio-milhao-blogs-contas-falsas-209537 + http://videos.sapo.pt/osVD6KZEr9jc8zwnbAKm) pessoas que são pagas pelo poder estabelecido para emitir certo tipo de críticas, pontos-de-vista e propaganda nestas redes. E, segundo, qualquer pessoa que seja verdadeiramente "anti-sistema" e use este tipo de redes controladas para difundir mensagens que não interessam a esse mesmo sistema, é por norma censurada e alvo de golpes baixos, que visam impedir a difusão de tais mensagens (tal como tem acontecido ao autor Daniel Estulin, a inúmeros apoiantes do Donald Trump nos EUA e até a mim próprio, quando denunciava coisas mais incómodas - razão pela qual já não uso mais as minhas contas na Google/YouTube/Blogger ou no Twitter: https://www.rt.com/usa/441075-facebook-twitter-banned-accounts/).

E, por isso, venho avisar-vos...

Razões legítimas que possam haver para certos protestos (que normalmente há - e é exactamente por se usarem as mesmas é que este tipo de "movimentos coloridos" têm tido o sucesso que têm tido: https://blackfernando.blogs.sapo.pt/que-se-fa-a-constituicao-38423?thread=72983#t72983) à parte, desconfiem de tudo o que lêem nas ditas redes sociais para o qual não sejam apresentadas provas. E, tenham consciência de que estas redes são imensamente usadas, através de perfis falsos, para tentar manipular as pessoas e espalhar desinformação.

E, se não querem estar possivelmente a ser constantemente manipulados por estes ou aqueles interesses que desconhecem, se alguma vez se quiserem envolver em actividades políticas, informem-se primeiro sobre quem são e o que fazem os actores deste teatro, para que não sejam enganados pelos mesmos - podendo vós, para isso, começar por recorrer às melhores fontes de informação que existem, para as quais eu tenho chamado a atenção no meu blogue (ex: https://twitter.com/BlackFerdyPT/status/934827651533099009 + https://www.globalresearch.ca/cia-backed-color-revolutions/5611641 + https://blackfernando.blogs.sapo.pt/o-celebre-maio-de-68-explicado-em-muito-78960).

 

*

 

Assunto: O movimento dos "coletes amarelos" é certamente um movimento controlado - adendo

No fundo, trata-se este movimento de um do mesmo tipo do que ocorreu em Portugal, nos anos 90 junto à Ponte 25 de Abril, para derrubar o que a imprensa controlada chamava de "Cavaquistão".

O Cavaco Silva é um de dois ou três Presidentes da República que tivemos que não estava sob o controlo dos grandes interesses económicos - e a prová-lo está (para além do facto de ainda hoje ser ele imensamente denegrido por esta mesma imprensa controlada) o facto de ter sido Cavaco Silva quem nomeou a Procuradora-Geral da República, Joana Marques Vidal, responsável pela prisão de várias altas figuras da corrupta sociedade que temos - e que o actual Presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, obviamente tratou de correr do seu cargo.

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O Caso do Colar

14.11.18



Ainda sobre conspirações que ajudaram a derrubar monarquias...
Dada a quantidade de anos que já passaram desde a criação deste filme, já muitos o deverão ter visto. Mas, porque há pormenores aos quais, por vezes, as pessoas não dão a devida importância, venho só chamar a atenção para dois seguintes, desta obra (de Hollywood, que retrata com clara simpatia e de modo romântico - quase que, em jeito de ridícula homenagem - tais conspiradores, que recorriam aos mais baixos tipos de comportamento humano).
Reparem em como este caso serviu para espalhar o equivalente antigo a "notícias falsas" sobre a coroa francesa, para denegrir a última, já depois de ter esta apoiado a Revolução Americana contra o Império Britânico. E, talvez importante, reparem em como depois de ter feito a conspiradora-mor o que fez, escolheu como destino de exílio... Londres.

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Parte da História de Portugal que ainda deverá estar por contar

12.11.18

[Não tendo eu um grande interesse por este assunto específico, em particular - e, por isso, não sendo minha intenção alguma vez estar a pesquisar sobre o mesmo - venho, em alternativa, tornar aqui pública uma mensagem que enviei a alguém que me é algo próximo e que sei que investiga este tipo de episódios nacionais, para o caso de haver mais alguém que, possivelmente, um dia queira pegar neste assunto...]

 

Assunto: O regicídio de 1908 deverá ter tido mão maçónica por trás

Já há uns anos que eu suspeito disto...

E, na muito boa entrevista a Webster Tarpley, para a qual aponta a hiperligação da minha mensagem anterior [equivalente, neste blogue, à minha anterior colocação] (ficheiro mp3: http://tarpley.net/audio/20140926-WGT_on_GB.mp3) este investigador explica que o assassinato do rei português se inseriu numa (clara) série de assassinatos políticos, naquela época, de líderes que não alinhavam com (os interesses de) o Império Britânico.

Ora, é sabido que:

(1) o regicídio teve mão da Carbonária por trás; e que

(2) a Carbonária tinha ligações à Maçonaria.

E, o que me leva a suspeitar da mão de interesses nefastos por trás do movimento republicano em Portugal, é porque a actuação dos líderes da I República não teve nada de "progressista" - muito pelo contrário. Passando pela participação na estúpida Primeira Guerra Mundial, pela dura repressão dos movimentos operários contra as péssimas condições de vida e pela perseguição à Igreja Católica.

E, o anticlericalismo é, para além de um dos princípios da Carbonária original, que tinha sido fundada em 1822, também uma das características da sociedade dos Illuminati, fundada em 1776, que é sabido controlar agora a Maçonaria.

Ora, juntando os pontos, tudo me leva a suspeitar de mão maçónica por trás deste assassinato político - e também do movimento republicano da época (que terão então sido instigados por a Casa de Bragança não estar sob o controlo do Império Britânico, ao contrário da Maçonaria e seus presumíveis fantoches republicanos - que nomeadamente trataram de enviar "carne para canhão" portuguesa para lutar por interesses britânicos na Primeira Guerra Mundial).

 

[Acrescentado, poucas horas depois: E como, tal como pode ser inferido do que eu disse, a pessoa a quem eu enviei esta mensagem está bem informada sobre este tipo de assuntos... Recebi, logo após tal pessoa ter lido a minha mensagem, a hiperligação para um artigo que fala sobre um livro, que eu desconhecia, intitulado Com permissão de Sua Majestade: Família real inglesa e Maçonaria na instauração da República em Portugal, da autoria de Jorge Morais, que fala exactamente sobre a mão maçónico-britânica por trás do movimento republicano da época, contribuindo ainda mais para a minha (agora muito mais forte) suspeita...]

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