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Voltamos aos atentados de bandeira falsa em Itália

18.08.18

gladio.jpg

 

Far-Left Anarchist Extremists Take Credit For Bombing Italian Populist Party Office

 

A história é sempre a mesma...

  1. O motivo/alvo do ataque é algo de imensamente estúpido (como, pôr uma bomba numa igreja na véspera de Natal, ou neste caso pôr uma bomba numa sede de um partido político que, claramente, não é pior do que os outros - muito pelo contrário).
  2. E, quanto à autoria dos ataques, estes são sempre (a) ou reinvidicados por um qualquer grupo que ninguém (no meio anarquista) conhece (b) ou não são reinvidicados por ninguém, sendo alguns verdadeiros anarquistas acusados de e presos por isto (enquanto os média muito reportam tal coisa) e sendo posteriormente tais anarquistas ilibados disto (enquanto os média, convenientemente, mal reportam tal coisa).

E, reparem em como são os verdadeiros progressistas quem constitui o alvo deste atentado (muito a fazer lembrar o assassinato de Aldo Moro)...
Que sentido é que faria, para alguém que supostamente quer melhorar a sociedade, atacar logo os que querem também claramente fazê-lo, em vez de atacar os restantes?
A quem é que verdadeiramente interessa (ou, por outras palavras, quem é que realmente beneficia de) este atentado? (Lembrem-se de que o "Liga Norte" é indubitavelmente anti-sistema!)

Tenham sempre em mente o seguinte relatório, que eu parcialmente traduzi há uns bons anos, de cada vez que oiçam falar de atentados terroristas em Itália atribuídos a anarquistas.

 

Statewatch: "Anarchists to be targeted as 'terrorists' alongside Al Qaeda"

 

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colocado por Fernando Negro às 04:57

Dois melhores exemplos de como conseguem os média controlados alterar eficazmente a percepção de factos entre as novas gerações

28.06.18

(Três tweets que fiz no passado - em resposta a um outro de um conhecido autor - seguidos de um muito bom vídeo que hoje descobri no YouTube.)

reps+dems+nazis.png

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colocado por Fernando Negro às 17:16

A Fábrica de Nada

29.05.18



No decorrer de um inevitável processo de Colapso económico e desindustrialização (que está à beira de se tornar muito pior) e também já no início de uma era de transição para a mão-de-obra robótica em trabalhos fabris, parece este filme querer dar a dica (obviamente errada e tardia, que levará a um beco sem saída) de que, a maneira de se lidar com este inevitável Colapso industrial, é simplesmente entrar agora em autogestão nas várias fábricas, ignorando as actuais situação e evolução económicas, assim como a necessária adaptação à nova realidade tecnológica.
Como alguém que possui um passado anarquista, este filme provoca inevitavelmente em mim sentimentos mistos - pois, passando ao lado do seu modo de produção claramente não-anarquista e da altura em que este surge, tem também o próprio filme vários aspectos que considero negativos, maioritariamente associados à aplicação prática do conhecido (e notoriamente autodestrutivo) lema "Sexo, Drogas e Rock'n'Roll" (ou, neste caso, "Punk Rock").
Para além de que, parece esta obra criar uma atmosfera maioritariamente distópica e sombria.
E, o facto de ter sido este um filme que foi, muito estranhamente, premiado, bastante elogiado e até promovido internacionalmente pela imprensa controlada, leva-me logo a ficar "de perna atrás" com o mesmo e a suspeitar que possa este constituir uma tentativa de colar tais aspectos negativos à muito positiva experiência original, que o filme diz querer homenagear - ao mesmo tempo que, acima de tudo, seja este uma tentativa de promoção da subcultura decadente que retrata.
Também, logo a começar pela sua parcial origem duvidosa, num muito estranho e contraditório centro social que recebe dinheiro da Comissão Europeia (e onde se promovem conhecidos falsos movimentos controlados, a degradação cultural, a confusão sexual, uma sociedade pós-industrial, a abolição das fronteiras e se disseminam mentiras ecológicas, entre outros claros objectivos do poder estabelecido) inspira esta obra em mim tudo menos confiança e crença nas boas intenções de quem a criou.
No dia em que surga, em Portugal ou qualquer outro país do Mundo, um filme produzido de modo anarquista e que queira realmente promover o Anarquismo, retratando-o de modo essencialmente belo, funcional, verdadeiramente consciente, indubitavelmente sério e mesmo muito positivo, não associando esta ideologia e prática política a subculturas decadentes, poderei então eu encarar tal possível obra com outros olhos.
Até lá... É este filme, para mim, mais um que não tem valor e que assenta maioritariamente na negatividade e na crítica destrutiva e inconsequente, como tantos outros de natureza cínica que nos impinge a imprensa controlada - e também mais um que foi (quase certamente) feito com segundas intenções (que, infelizmente, quem aceitou nele participar e pensa estar a agir contra o "sistema" é incapaz de atingir - por não ter lido um muito importante livro).
Até o próprio nome do filme parece querer instilar a ideia inconsciente, entre quem o vê, de que o resultado final de quando se envereda por um modelo de autogestão é... "Nada".
(Vejam também este cartaz.)

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A minha nutricionista, no programa "Grande Entrevista" da RTP

18.11.17

(Se quiserem ver a entrevista completa - que é sobre a sua vida pessoal - podem vê-la, por enquanto, aqui.)

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colocado por Fernando Negro às 07:54

O mais estúpido (e também explícito) exemplo da, já por si, muito estúpida propaganda "anarco-capitalista", com que já me deparei

08.07.17

De um algo conhecido defensor desta ideologia (a qual, como eu já aqui denunciei, é quase certamente uma criação do próprio sistema - e cuja aplicação prática da mesma consiste, quase invariavelmente, em não fazer nada quanto ao status quo e deixar que as multinacionais que dominam a nossa Economia finalizem a sua obtenção do controlo total da sociedade em que vivemos) deixo aqui (1) um excerto de um livrete escrito por este apologista (ex-militar, que participou na infame Batalha de Faluja e que agora nos quer convencer de que é "anti-sistema") e (2) um excerto de uma entrevista ao mesmo. (A ênfase no seguinte texto foi por mim adicionada.)

 

«The compassion of a truly happy person will say, “How could I possibly not share my joy and let some poor victimizer continue in the misery of oppressing others?” Only a mental slave will hate their oppressors. A free mind will pity them, and seek to share joy with those who are deficient in love. We should not “fight” oppression, or “struggle” for liberation, but rather empower those who have succumbed to mental slavery.»
--- http://thefreedomline.com/freedom-full-text/

 

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colocado por Fernando Negro às 14:16

Estado Livre de Jones

25.05.17

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Um (mesmo) muito bom filme, que tem andado a passar nos canais de cinema TVCine (que estão disponíveis na televisão por cabo), relativamente ao qual deixo apenas um cartaz, por serem os seus trechos de promoção de vídeo demasiado reveladores.
O filme é baseado num episódio verídico que ocorreu durante a Guerra Civil Americana. Sendo que, o seu grande interesse - e também o que faz deste um episódio de grande importância - é o facto de ser uma muito boa demonstração prática de uma das razões de ser da Segunda Emenda à Constituição dos Estados Unidos da América, ímpar entre as várias Constituições existentes no Mundo, que permite aos cidadãos deste país se defenderem do próprio governo, quando este se torne tirânico.

(Um filme também bem realizado, com uma bela fotografia, protagonizado por bons actores e com tudo mais que se pode esperar de uma grande produção de Hollywood...)

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colocado por Fernando Negro às 18:20

E ainda continuo eu (ingenuamente) a acreditar(?) no Anarquismo

15.03.17

Um comentário que deixei (através de uma conta temporária, que criei apenas para o efeito) na página no Facebook de um "Colectivo Estudantil Libertário", a propósito da recente polémica do cancelamento de uma conferência-debate na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa, organizada por um núcleo de estudantes (aparentemente, de inspiração fascista), depois de ter lido <este> comunicado da autoria do primeiro colectivo.

colestlib.png

Comentário este, ao qual não obtive resposta - sendo que, a um comentário anterior (que entretanto desapareceu) que falava de "moções contra a liberdade de expressão", estava lá uma resposta de tal colectivo a dizer qualquer coisa como que "não se tratou de um acto de censura, mas apenas da não cedência de uma sala" (como que se o segundo acto, neste caso, não constituísse uma forma do primeiro).

Quem tiver dúvidas sobre o sucedido, pode ver a seguir a moção em causa - na qual se pode constatar que este episódio se tratou claramente de uma tentativa (ou acto) de censura de tal evento.

aefcsh.jpg

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Primeiro sério questionamento sobre a origem do ideal anarquista

03.12.16

proudhon.jpg

Tal como eu aqui disse anteriormente, ainda que possa o ideal anarquista ter sido um criação da NOM, isso não o invalida necessariamente como forma de organização - pelo menos, para algumas das situações (como a muito boa do sindicalismo). E, ainda que venha eu a ter alguma certeza em relação a isto, no mínimo é este um ideal que, pelas suas bases ideológicas, constitui uma muito boa "escola" (pela qual todos deviam passar) no que toca ao constante questionar da autoridade - e desobediência à mesma, sempre que tal se mostre necessário ou se justifique.
Mas, como ainda não posso ter certezas em relação a isto, aqui fica esta colocação sob a forma de mera suspeita...
Os textos que a seguir publico, são dois comentários que fiz, há dois dias, a uma colocação no sítio do jornalista James Corbett, que simpatiza com o dito "anarco-capitalismo". E, o livro (interessante de se ler, por ser nele revelada parte da verdadeira natureza de Karl Marx) que menciono no meu primeiro comentário (como prova da amizade que existia entre o fundador do Marxismo e dois dos "pais fundadores" do Anarquismo) está traduzido para português, sob o título Jenny - A Mulher de Karl Marx, e foi publicado pela editora "Livros do Brasil".

 


Serious warning(s) to James Corbett, and everyone else:

1) The “anarcho-capitalist” branch (or supposed branch) of Anarchism is almost certainly a creation of the NWO. And, the so-called “anarcho-capitalists” repeatedly censor people who denounce it on their websites – like when I made the following comment: http://blackfernando.blogs.sapo.pt/os-anarco-capitalistas-tambem-nao-sao-45837

2) Everyone that seriously researches the NWO conspiracy and the true origins of the Communist ideology (http://forum.prisonplanet.com/index.php?topic=43336.0), comes to the conclusion that Karl Marx was most likely an agent of the British Empire (a.k.a. New World Order). And, if you don’t believe me, listen to what Webster Tarpley (https://www.youtube.com/watch?v=H4MahRKtM5s) and also Daniel Estulin (https://www.youtube.com/watch?v=8VbI-t-HUuA) have to say about it.

3) Mikhail Bakunin has been denounced by Daniel Estulin as a British/NWO agent, in his series of documentaries on the Spanish version of RT (https://www.youtube.com/watch?v=8VbI-t-HUuA).

4) Pierre-Joseph Proudhon was a personal (close) friend of Karl Marx and also Mikhail Bakunin (https://www.amazon.fr/gp/product/2221068084). And, his “questioning” of private property came at about the same time as Marx’s and Bakunin’s calls to abolish it.

Connect all the previous dots, and you might start getting a picture on what the true origins of the Anarchist ideology/ideal most probably are…

 


And, as an addendum (and, still as a serious warning that I make),

Concerning only the “anarcho-capitalist” branch (that I see that you, James Corbett, seem to be a fan of – and, that several of the people that you have interviewed are also promoters of)…

I have had someone high up in the LaRouche Movement (who are, by far, the best informed people there are about this whole NWO conspiracy) tell me, in a conversation, that the Libertarian Movement (obviously, the Austrian School/von Mises type of libertarianism – and, not the USA Founding Fathers’ type) is a creation of the British Empire.

But, again, if you don’t believe me, you can all listen to the same Webster Tarpley interview that I linked to in my previous comment, where he also talks about this exact same “synthetic ideology”: https://www.youtube.com/watch?v=H4MahRKtM5s

(And, what this all comes down to, is that: when you’re promoting “anarcho- -capitalism”, in the kind of planned economy capitalist society that we nowadays have – dominated and run by the Bilderbergers and the likes – you’re actually promoting the same type of neo-feudalist society that is the end goal of the NWO…)

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Noam Chomsky apoia Hillary Clinton

31.10.16

(A quem tiver isto passado ao lado - e, não é que tal seja importante para mim, vindo de alguém com quem sempre aprendi muito pouco - deixo aqui esta curiosa nota, sobre as próximas eleições presidenciais estadunidenses.)



Em declarações no início deste ano à estação de televisão pseudo-alternativa Al Jazeera, o não declarado líder intelectual de muitos activistas e supostos anarquistas, Noam Chomsky, disse que votaria em Hillary Clinton, se estivesse em situação de poder ajudá-la a ser eleita. E, podem ler os excertos que interessam dessa entrevista, <aqui> (num artigo onde também é denunciado que Chomsky apoiou monetariamente o pré-candidato democrata Bernie Sanders).
Hillary Clinton! A Secretária de Estado co-responsável por várias guerras de agressão, que gozou com a tortura e morte de Qaddafi e que irá prosseguir com o cerco militar da Rússia, fazendo o mundo continuar no caminho para uma Terceira Guerra Mundial.
Chomsky não só disse isto, como nessa mesma entrevista chamou a todos os pré-candidatos republicanos "negacionistas das alterações climáticas" - assumindo-se (com tal declaração e com alguns artigos seus recentes - [1] [2]) como um defensor da já mais que provada mentira do "aquecimento global provocado pelas actividades humanas".
Juntem a isto (1) o facto deste filósofo dizer que não é importante saber quem assassinou John F. Kennedy ou quem realmente cometeu os atentados de 11 de Setembro - [1] [2] - (e até mesmo que existem "imensas provas" de que a Administração Bush "não esteve envolvida" nos últimos) e (2) o facto de ser este conhecido autor um professor no sistema de estupidificação (leia-se escolarização) oficial - e de dar o mesmo até palestras sobre "política educativa" a outros professores, sobre como deverão os últimos prosseguir com o seu trabalho de estupidificação e domesticação - e, só mesmo quem tiver sido quase completamente estupidificado por este sistema é que não conseguirá ver que este conhecido intelectual não pode ser nenhum "anti-sistema" ou anarquista.

(Apenas uma nota de interesse, que pensei que deveria fazer, antes daquelas que poderão ser as mais importantes eleições de sempre, se - tal como muitos prevêem - vierem a ser as últimas eleições presidenciais estadunidenses de sempre.)

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