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Um homem muito à frente do seu tempo

14.12.18

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(Ou, em alternativa, um homem que não se deixou puxar pela corrente que, há décadas, tem vindo a puxar as pessoas para baixo - pois, modelos educativos alternativos, que visem libertar a mente das pessoas, há mais de um século que andam a ser debatidos pelo movimento anarquista...)

Logo por azar, foi no final de Agosto deste ano que o serviço que eu usava para receber tweets por correio electrónico deixou de funcionar e tive de mudar para outro. E, concentrado como tenho andado noutras coisas e também com os importantes tweets do Daniel Estulin, fui-me esquecendo repetidamente de adicionar os outros três autores que sigo no Twitter à lista de tweets da parte de quem me interessa o que têm a dizer. E, por isso, só ontem soube que John Taylor Gatto tinha falecido (logo no mês seguinte à minha alteração de seguimentos no Twitter).

John Taylor Gatto é uma das muito poucas pessoas que conheço que considero verdadeiramente "brilhantes". Pois, gente muito inteligente há muita. Mas, que queira usar essa inteligência para ajudar, iluminar e libertar os outros, é um fenómeno raro.

E, no estado de decadência intelectual e moral em que agora estamos, talvez só daqui a umas boas décadas (se conseguirmos inverter o sentido evolutivo das coisas, isto é) é que poderá haver um número significativo de pessoas que saibam dar real valor a este ser humano cuja existência passou ao lado de quase todos.

(Sendo, no entanto, o que se passa com o seu desparecimento físico que, tal como no caso de Chávez, o legado por este grande ser humano deixado, de tão positivo que é, provoca uma alegria e um espírito positivo tão grandes, que acabam por ofuscar a tristeza causada pela sua morte.)

Eu podia aqui fazer uma enunciação de tudo o que de imensamente positivo John Taylor Gatto fez e defendeu na sua vida. Mas, (1) ou isso me obrigaria a uma muito extensa colocação, que seria apenas um resumo do que qualquer pessoa poderá por si própria saber, se decidir informar-se sobre quem foi este ser humano que tivemos o privilégio de partilhar o Planeta com, (2) ou me obrigaria tal a cometer o quase-sacrilégio de estar a omitir algumas das suas ideias, nomeando apenas umas outras - pois, sendo quase todas estas igualmente boas e importantes, seria um muito estúpido e mau resultado final que eu produziria.

Assim sendo, em alternativa, deixo aqui apenas uma introdução aos seus trabalhos e denúncias, na seguinte entrevista, que toca em alguns dos aspectos fulcrais que explicam a observável verdadeira castração mental que ocorre em quase toda a gente que é obrigada a submeter-se ao normal sistema de ensino que temos.



E, reparem na humildade, abertura de espírito e prazer em ser educado (ainda que já se saiba mesmo muito e que são típicos de quem é verdadeiramente inteligente) que John Taylor Gatto demonstrou até aos seus últimos dias de vida, aos 82 anos de idade... Ainda no mês de Março, deste ano, num de muito poucos comentários que fiz a tweets da sua autoria, consegui ser merecedor de um "gosto", ao corrigi-lo no seguinte: https://twitter.com/BlackFerdyPT/status/970559729868115969

Que pena é que não tenha ele podido viver para assistir ao (possivelmente grande) impacto que irão (ou começam a) ter as suas muito importantes ideias e descobertas.

Um imenso Obrigado, John Taylor Gatto!

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colocado por Fernando Negro às 06:27

In memoriam

13.12.18

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John Taylor Gatto (1935-2018)

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colocado por Fernando Negro às 01:47

A minha eterna pega com os professores...

12.12.18

 

[Comentário que deixei há pouco no blogue da conhecida historiadora de movimentos sociais, Raquel Varela, a uma colocação sobre "burn-out docente".]

 

Professores do Ensino Secundário,

Fiquem em casa, que quando saem da mesma, só fazem é m**da. Vejam os resultados do vosso “sistema educativo”…

Gerações inteiras de gente domesticada e acéfala, demasiado estúpida para avançar com soluções para os graves (e que chegam a ser ridículos) problemas sociais que existem. (Ex: Mas que raio de gente é que tolera, durante duas décadas, andar a trabalhar com contratos que cessam ao fim de cada dia? Só ao fim de duas décadas é que acharam que isso está errado?)

A razão pela qual as pessoas não se rebelam, é porque foram domesticadas. E, quem é que as domesticou?

A razão pela qual as pessoas são cada vez mais estúpidas, é porque nunca são ensinadas e estimuladas a pensar por si próprias – e porque o Conhecimento ao qual são expostas é cada vez mais reduzido. E, quem são os responsáveis por isso?

Vocês são piores do que guardas prisionais – pois, encarceram o que de mais fundamental e sagrado qualquer ser humano tem, que é o Desenvolvimento da sua Personalidade e a sua própria Liberdade de Pensamento.

Fiquem em casa a editar páginas na Wikipedia ou outros sítios na Internet, que dessa maneira talvez venham a ter alguma utilidade. Pois, qualquer criança que atinja a puberdade é já capaz de ler livros por si própria e de tirar as suas próprias dúvidas em dicionários e enciclopédias. E, para qualquer outra dúvida que surja, se tiver pais que tenham sido bem educados, também os últimos lhe poderão ajudar a tirá-la.

Aproveitem também, já agora, para ler o que tem a dizer um autor que foi nomeado Professor do Ano, nos EUA, sobre o quão nocivo se deu ele conta que é o vosso sistema “educativo”: https://www.wook.pt/livro/compreender-a-escola-de-hoje-john-taylor-gatto/170407

(A ligação anterior é para a tradução em português do mais conhecido livro deste autor. Se não forem capazes de perceber o inglês dos seus outros livros e das muito boas entrevistas a ele feitas que estão disponíveis no YouTube, adivinhem porque razão não conseguem fazer tal coisa…)

Solidariedade para com todos os trabalhadores que lutam pelos seus direitos, excepto quem os domesticou e estupidificou!

Greve eterna aos professores do Secundário e afins! (https://blackfernando .blogs.sapo.pt/greve-eterna-aos-professores-142881)

Assinado,

Alguém que sempre odiou a Escola (e detestou a experiência) e que sempre preferiu aprender por si próprio.

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colocado por Fernando Negro às 11:14

Parte da História de Portugal que ainda deverá estar por contar

12.11.18

[Não tendo eu um grande interesse por este assunto específico, em particular - e, por isso, não sendo minha intenção alguma vez estar a pesquisar sobre o mesmo - venho, em alternativa, tornar aqui pública uma mensagem que enviei a alguém que me é algo próximo e que sei que investiga este tipo de episódios nacionais, para o caso de haver mais alguém que, possivelmente, um dia queira pegar neste assunto...]

 

Assunto: O regicídio de 1908 deverá ter tido mão maçónica por trás

Já há uns anos que eu suspeito disto...

E, na muito boa entrevista a Webster Tarpley, para a qual aponta a hiperligação da minha mensagem anterior [equivalente, neste blogue, à minha anterior colocação] (ficheiro mp3: http://tarpley.net/audio/20140926-WGT_on_GB.mp3) este investigador explica que o assassinato do rei português se inseriu numa (clara) série de assassinatos políticos, naquela época, de líderes que não alinhavam com (os interesses de) o Império Britânico.

Ora, é sabido que:

(1) o regicídio teve mão da Carbonária por trás; e que

(2) a Carbonária tinha ligações à Maçonaria.

E, o que me leva a suspeitar da mão de interesses nefastos por trás do movimento republicano em Portugal, é porque a actuação dos líderes da I República não teve nada de "progressista" - muito pelo contrário. Passando pela participação na estúpida Primeira Guerra Mundial, pela dura repressão dos movimentos operários contra as péssimas condições de vida e pela perseguição à Igreja Católica.

E, o anticlericalismo é, para além de um dos princípios da Carbonária original, que tinha sido fundada em 1822, também uma das características da sociedade dos Illuminati, fundada em 1776, que é sabido controlar agora a Maçonaria.

Ora, juntando os pontos, tudo me leva a suspeitar de mão maçónica por trás deste assassinato político - e também do movimento republicano da época (que terão então sido instigados por a Casa de Bragança não estar sob o controlo do Império Britânico, ao contrário da Maçonaria e seus presumíveis fantoches republicanos - que nomeadamente trataram de enviar "carne para canhão" portuguesa para lutar por interesses britânicos na Primeira Guerra Mundial).

 

[Acrescentado, poucas horas depois: E como, tal como pode ser inferido do que eu disse, a pessoa a quem eu enviei esta mensagem está bem informada sobre este tipo de assuntos... Recebi, logo após tal pessoa ter lido a minha mensagem, a hiperligação para um artigo que fala sobre um livro, que eu desconhecia, intitulado Com permissão de Sua Majestade: Família real inglesa e Maçonaria na instauração da República em Portugal, da autoria de Jorge Morais, que fala exactamente sobre a mão maçónico-britânica por trás do movimento republicano da época, contribuindo ainda mais para a minha (agora muito mais forte) suspeita...]

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Voltamos aos atentados de bandeira falsa em Itália

18.08.18

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Far-Left Anarchist Extremists Take Credit For Bombing Italian Populist Party Office

 

A história é sempre a mesma...

  1. O motivo/alvo do ataque é algo de imensamente estúpido (como, pôr uma bomba numa igreja na véspera de Natal, ou neste caso pôr uma bomba numa sede de um partido político que, claramente, não é pior do que os outros - muito pelo contrário).
  2. E, quanto à autoria dos ataques, estes são sempre (a) ou reinvidicados por um qualquer grupo que ninguém (no meio anarquista) conhece (b) ou não são reinvidicados por ninguém, sendo alguns verdadeiros anarquistas acusados de e presos por isto (enquanto os média muito reportam tal coisa) e sendo posteriormente tais anarquistas ilibados disto (enquanto os média, convenientemente, mal reportam tal coisa).

E, reparem em como são os verdadeiros progressistas quem constitui o alvo deste atentado (muito a fazer lembrar o assassinato de Aldo Moro)...
Que sentido é que faria, para alguém que supostamente quer melhorar a sociedade, atacar logo os que querem também claramente fazê-lo, em vez de atacar os restantes?
A quem é que verdadeiramente interessa (ou, por outras palavras, quem é que realmente beneficia de) este atentado? (Lembrem-se de que o "Liga Norte" é indubitavelmente anti-sistema!)

Tenham sempre em mente o seguinte relatório, que eu parcialmente traduzi há uns bons anos, de cada vez que oiçam falar de atentados terroristas em Itália atribuídos a anarquistas.

 

Statewatch: "Anarchists to be targeted as 'terrorists' alongside Al Qaeda"

 

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colocado por Fernando Negro às 04:57

Dois melhores exemplos de como conseguem os média controlados alterar eficazmente a percepção de factos entre as novas gerações

28.06.18

(Três tweets que fiz no passado - em resposta a um outro de um conhecido autor - seguidos de um muito bom vídeo que hoje descobri no YouTube.)

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colocado por Fernando Negro às 17:16

A Fábrica de Nada

29.05.18



No decorrer de um inevitável processo de Colapso económico e desindustrialização (que está à beira de se tornar muito pior) e também já no início de uma era de transição para a mão-de-obra robótica em trabalhos fabris, parece este filme querer dar a dica (obviamente errada e tardia, que levará a um beco sem saída) de que, a maneira de se lidar com este inevitável Colapso industrial, é simplesmente entrar agora em autogestão nas várias fábricas, ignorando as actuais situação e evolução económicas, assim como a necessária adaptação à nova realidade tecnológica.
Como alguém que possui um passado anarquista, este filme provoca inevitavelmente em mim sentimentos mistos - pois, passando ao lado do seu modo de produção claramente não-anarquista e da altura em que este surge, tem também o próprio filme vários aspectos que considero negativos, maioritariamente associados à aplicação prática do conhecido (e notoriamente autodestrutivo) lema "Sexo, Drogas e Rock'n'Roll" (ou, neste caso, "Punk Rock").
Para além de que, parece esta obra criar uma atmosfera maioritariamente distópica e sombria.
E, o facto de ter sido este um filme que foi, muito estranhamente, premiado, bastante elogiado e até promovido internacionalmente pela imprensa controlada, leva-me logo a ficar "de perna atrás" com o mesmo e a suspeitar que possa este constituir uma tentativa de colar tais aspectos negativos à muito positiva experiência original, que o filme diz querer homenagear - ao mesmo tempo que, acima de tudo, seja este uma tentativa de promoção da subcultura decadente que retrata.
Também, logo a começar pela sua parcial origem duvidosa, num muito estranho e contraditório centro social que recebe dinheiro da Comissão Europeia (e onde se promovem conhecidos falsos movimentos controlados, a degradação cultural, a confusão sexual, uma sociedade pós-industrial, a abolição das fronteiras e se disseminam mentiras ecológicas, entre outros claros objectivos do poder estabelecido) inspira esta obra em mim tudo menos confiança e crença nas boas intenções de quem a criou.
No dia em que surga, em Portugal ou qualquer outro país do Mundo, um filme produzido de modo anarquista e que queira realmente promover o Anarquismo, retratando-o de modo essencialmente belo, funcional, verdadeiramente consciente, indubitavelmente sério e mesmo muito positivo, não associando esta ideologia e prática política a subculturas decadentes, poderei então eu encarar tal possível obra com outros olhos.
Até lá... É este filme, para mim, mais um que não tem valor e que assenta maioritariamente na negatividade e na crítica destrutiva e inconsequente, como tantos outros de natureza cínica que nos impinge a imprensa controlada - e também mais um que foi (quase certamente) feito com segundas intenções (que, infelizmente, quem aceitou nele participar e pensa estar a agir contra o "sistema" é incapaz de atingir - por não ter lido um muito importante livro).
Até o próprio nome do filme parece querer instilar a ideia inconsciente, entre quem o vê, de que o resultado final de quando se envereda por um modelo de autogestão é... "Nada".
(Vejam também este cartaz.)

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A minha nutricionista, no programa "Grande Entrevista" da RTP

18.11.17

(Se quiserem ver a entrevista completa - que é sobre a sua vida pessoal - podem vê-la, por enquanto, aqui.)

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colocado por Fernando Negro às 07:54

O mais estúpido (e também explícito) exemplo da, já por si, muito estúpida propaganda "anarco-capitalista", com que já me deparei

08.07.17

De um algo conhecido defensor desta ideologia (a qual, como eu já aqui denunciei, é quase certamente uma criação do próprio sistema - e cuja aplicação prática da mesma consiste, quase invariavelmente, em não fazer nada quanto ao status quo e deixar que as multinacionais que dominam a nossa Economia finalizem a sua obtenção do controlo total da sociedade em que vivemos) deixo aqui (1) um excerto de um livrete escrito por este apologista (ex-militar, que participou na infame Batalha de Faluja e que agora nos quer convencer de que é "anti-sistema") e (2) um excerto de uma entrevista ao mesmo. (A ênfase no seguinte texto foi por mim adicionada.)

 

«The compassion of a truly happy person will say, “How could I possibly not share my joy and let some poor victimizer continue in the misery of oppressing others?” Only a mental slave will hate their oppressors. A free mind will pity them, and seek to share joy with those who are deficient in love. We should not “fight” oppression, or “struggle” for liberation, but rather empower those who have succumbed to mental slavery.»
--- http://thefreedomline.com/freedom-full-text/

 

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colocado por Fernando Negro às 14:16