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Resposta que já não pude dar a um militante do Bloco de Esquerda

11.03.18

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Por, na altura (final do ano passado) andar eu concentrado noutras coisas mais importantes - e tal blogueiro demorar também muito tempo a responder aos comentários que deixavam as pessoas no seu blogue (por andar também ele ocupado com outros assuntos mais importantes) - não tive eu pressa em responder a um comentário que tinha sido por ele deixado em resposta a um meu (último este, que tinha eu deixado a uma colocação final, de despedida, no blogue de tal autor) após ter sido eu automaticamente notificado, por correio electrónico, da ocorrência do mesmo.
E, lembrado eu - pela natureza da última colocação no meu blogue - de que não tinha ainda escrito tal resposta... Quando fui, anteontem, tentar deixar uma em tal blogue alheio, também alojado aqui no SAPO, já não consegui mais aceder ao blogue de tal autor, por ter sido o mesmo "suspenso".
E, assim sendo, na vaga esperança de que esta minha resposta possa um dia ser lida pelo destinatário em causa - e, já agora, porque (sendo de comentários públicos que se tratam) também poderá ser do interesse de outros ler tal pequena troca de mensagens - aproveito então para publicar aqui, no meu próprio blogue, a resposta que já não fui a tempo de dar (e também para republicar o comentário ao qual se dirigia tal resposta, da autoria do blogueiro Francisco Freima, para o qual já uma vez aqui tinha chamado a atenção para).

 

Francisco Freima respondeu ao seu comentário no post Adeus, pessoal (um adeus pessoal) às 02:31, 30/11/2017:

[...]

Por acaso nunca pensei muito na América Latina como região para viver, embora não me importasse de ir para a zona dos Andes. Se me dessem a escolher um país em todo o mundo, penso que iria para a Rússia. Adoro a cultura deles, sendo também um adepto do frio (e, lendo a teoria de Mackinder acerca do Heartland, percebemos que a Rússia será sempre importante).

Rússia que entronca no outro tema abordado pelo Fernando: os apoios dados a Trotsky por parte de Wall Street. Já tinha lido sobre isso, mas tendo sempre a relativizar. Não me choca que Trotsky tenha tido esse t ipo de ajudas, até porque existe o tal ponto de confluência que é o internacionalismo. Infelizmente, a política tem algumas zonas cinzentas onde um Ribbentrop e um Molotov podem negociar um pacto de não-agressão ou, voltando aos tempos da I Guerra Mundial, Lenine ser ajudado pelos alemães no seu regresso do exílio. Quando forças opostas convergem é sempre na esperança de enganarem o parceiro de ocasião. Escusado dizer, os povos ficam à porta de tais considerações.

Para mim, a importância de Trotsky está mais nas suas teorias da revolução permanente ou do desenvolvimento desigual e combinado do que propriamente nas suas acções enquanto indivíduo/actor político. Talvez, pela época em que viveu, ele não pudesse ter agido de outra forma; talvez, tendo sido um homem ambicioso, aquilo que resulta numa falha ética grave fosse apenas um meio para atingir um fim; na pior das hipóteses, mesmo que ele não acreditasse em nada, ou acreditasse apenas no intern acionalismo (capitalista ou socialista), a verdade é que as suas obras são lidas por muitas pessoas que defendem o internacionalismo socialista sem quaisquer concessões aos interesses capitalistas. É o que eu chamo de triunfo dos ingénuos: vivendo o marxismo um momento de refluxo a nível mundial, hoje em dia quem é marxista pode aprofundar as suas ideias sem grande rebuliço, um pouco à semelhança do período em que Marx viveu. Existem pequenas guerras, independentismos, mas nada que se assemelhe à proximidade de uma revolução como a de 1917.

O capital tem a situação controlada. Dentro do marxismo, os adeptos da revolução permanente podem polemizar com os adeptos do comunismo num só país sem que venha grande mal ao mundo. As figuras tutelares morreram e a própria questão coloca-se hoje sob outros prismas que não os da URSS. A Catalunha, por exemplo, tem suscitado um amplo debate: como podem os internacionalistas apoiar a independência catalã? Não é o Estado-nação uma construção burguesa destinada a desviar o foco da luta de classes? Estando no Bloco, foi um debate que acompanhei com gosto, até por ser militante de base. Na base dos partidos temos sempre aqueles camaradas mais puros, que não afinam as suas opiniões pelas dos notáveis. Claro que chega o dia em que a festa acaba e a vitória cai para um dos lados. Enquanto a festa durou, vi pessoas frontalmente contra a independência catalã e outras que, sendo também elas internacionalistas, colocavam o direito dos povos à auto-determinação num patamar superior. Da minha parte, defendo a independência. Nem tanto pela auto-determinação, para mim a questão premente reside na força imprimida pelo capitalismo à sua globalização. Ainda assim, torna-se um exercício vagamente cómico, o de defender a independência de um povo que pretende ir logo a correr para os braços da União Europeia...

Um abraço, Fernando, e viva a Margem Sul :D

 

[Segue-se então a minha resposta, que já não fui a tempo de publicar...]

 

Olá outra vez, Francisco.

(Com a crescente escassez de recursos naturais e o sério impacto que tal irá ter na agricultura: http://forum.prisonplanet.com/index.php?topic=63630.msg900364#msg900364)

Os melhores sítios para se viver, no futuro próximo (e para os quais eu iria, se pudesse) serão os locais do Mundo ainda pouco populados, que têm solos férteis em grande quantidade e que são também ricos em água - como o Brasil (e restante América Latina) e, sim, também a Rússia. (Tanto o Brasil como a Rússia exportam muita comida. Por isso, são estes dois países onde as pessoas nunca deverão morrer de fome.)

Quanto à criação do Estado-Nação,

Ela não tem (nada) a ver com "desviar o foco da luta de classes" (pois, surgiu até muito antes que tal luta tivesse início, devido à publicação do "Manifesto Comunista" escrito pelo capitalista Friedrich Engels). Mas, é antes algo que surge como uma consequência da vontade de Desenvolvimento económico, motivada pelo ideal de Progresso, a todos os níveis (http://www.schillerinstitute.org/newspanish/InstitutoSchiller/Arte/GoyaLucesCarlosIII.html) - algo que as elites (i.e. os verdadeiros ricos e membros da dita nobreza) não querem (nem nunca quiseram) por gerar tal progresso económico também progresso cultural e tornar as pessoas mais difíceis de controlar e continuar a explorar.

E, o tentar colar algo de positivo a algo mau, através de falácias, é um truque muito usado pelos propagandistas do poder estabelecido (como me lembro de ler, da parte de um Professor seu, que me disse você ser um maçon, que usava num texto pró-UE o ridículo termo "o totalitarismo das nações" - como se ter um governo central europeu, que repetidamente proíbe os vários países de fazerem isto ou aquilo é que não fosse, antes isso mesmo, uma forma de totalitarismo). Sendo o melhor exemplo que conheço, de constantemente dar falsas explicações alternativas (sem argumentos que realmente as sustentem) para certos acontecimentos históricos (do que posso ler da descrição, pois recuso-me a ler tais obras) o livro "A People's History of the United States" do propagandista Howard Zinn.

Quanto ao Trotsky,

Não se tratava de um convergência de apenas alguns interesses comuns que tinha ele com alguns ultra-ricos. O jogo por ambos jogado é um que, certamente, não deve ser ensinado no tipo de cursos universitários sobre História e Política que você tirou - e que se chama "Dialética Hegeliana" (http://forum.prisonplanet.com/index.php?topic=43336.0). Sendo que, o Trotsky estava tão interessado numa verdadeira Revolução Social quanto estão os seus discípulos, de hoje em dia, como são os dirigentes do Bloco de Esquerda (muito contentes em colaborar com o falso Partido Socialista português e ficar-se por aí).

Se alguma vez decidir você pesquisar seriamente sobre o que eu aqui denuncio, da verdadeira natureza deste tipo de líderes comunistas (deixo-lhe mais uma dica aqui: http://blackfernando.blogs.sapo.pt/primeira-e-talvez-unica-tentativa-seria-52674) depois interrogue-se sobre porque razão andam os movimentos por eles criados a usar a mesma simbologia que é usada por outros movimentos, que toda a gente bem informada sabe serem controlados por conhecidos capitalistas: http://blackfernando.blogs.sapo.pt/alguem-ainda-duvida-de-que-o-podemos-e-127764

Um abraço e Boa Sorte para o futuro próximo.

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colocado por Fernando Negro às 12:20

A razão pela qual as próximas décadas vão ser mesmo muito más

06.07.17

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Um comentário que deixei num sítio na Internet sobre as novidades no campo da informática e também sobre novas tecnologias, que veio no seguimento de uma colocação que foi feita sobre a energia de fusão - no final da qual o autor perguntava às pessoas se achavam que iríamos ter este tipo de energia já disponível daqui a pouco mais de uma década.
Quem quiser, pode também consultar os restantes comentários à colocação em causa, para mais explicações, que eu lá deixei, sobre o que se passa em torno de tudo isto.

 

Fernando Negro 4 de Julho de 2017 às 16:07

«Um pouco de pressão e uma competição saudável seria o necessário para ter a motivação suficiente para que este prazo se cumpra.»

Mentira. A fusão nuclear já podia até ser uma realidade, não fosse o constante subfinanciamento consciente de projectos governamentais no Ocidente – e o encerramento dos mesmos, quando estes têm sucesso (https://www.youtube.com/watch?v=Wbtj29ERG-Y).

A fusão nuclear está a ser propositadamente adiada pelas mesmas pessoas que andam a propagandear a mentira do “aquecimento global” antropogénico (https://www.youtube.com/watch?v=bSAgCFLgaVI). E, o objectivo de ambas as acções é reduzir a população mundial para números que sejam mais fáceis de controlar (https://larouchepac.com/green-fascism).

Se os países BRICS (que não fazem parte deste conluio) tiverem possibilidades de investir dinheiro suficiente no projecto ITER (https://www.rt.com/shows/technology-update/new-energy-unlimited-power-710/), poderemos ter a fusão nuclear mais cedo. Caso contrário, só quando se acabar de destruir a sociedade que temos, para dar lugar à pretendida pelas elites ocidentais, é que irá aparecer a energia de fusão.

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colocado por Fernando Negro às 12:11

A grande "luz ao fundo do túnel"?

26.11.14

ITER.jpg

Que o petróleo e os restantes hidrocarbonetos estão a acabar, é um facto aparente...
E, que isto representa um sério problema, cujos efeitos já se começam a sentir, é também um facto que, para além de aparente, é mesmo muito preocupante.
Mas, quer isto dizer que os próximos tempos não poderão ser outra coisa, que não negros?
Não exactamente...
Existe uma possível fonte de energia alternativa, mesmo muito rica - e que recorre a fontes abundantes - que, embora seja há já muito tempo conhecida, não foi ainda dominada, ou controlada - mas, na qual muita gente deposita a sua esperança. E, a fonte de que falo, é a chamada "energia de fusão".

Fazendo uma breve introdução a este tema...
Existem dois tipos de reacções nucleares que libertam uma energia imensa. E, são estas: a fissão nuclear (quando se dividem/quebram os núcleos dos átomos em partes mais pequenas) e a fusão nuclear (quando se unem/fundem núcleos de átomos, para formar novos átomos maiores).
Quanto à fissão, foi a reacção que foi usada nas primeiras bombas nucleares (que foram lançadas em Hiroshima e Nagasaki) e é a reacção que é usada nas actuais centrais nucleares.
No que toca à fusão, para além de ser a reacção que está na origem do calor e da luz solares que recebemos na Terra (em que átomos de hidrogénio, no Sol, estão constantemente a fundir-se, formando novos átomos de hélio) é a reacção que é actualmente usada na nova geração de armas nucleares (que usam uma mistura de reacção de fissão seguida de uma de fusão - e que faz com que actualmente o nome para designar tais armas seja "termonucleares") enquanto que, no que toca ao uso desta reacção para fins de produção controlada e contínua de energia, ao contrário da fissão, é este um processo que não foi ainda conseguido, ou dominado.
Mas, quanto ao qual muita gente pensa ser possível fazê-lo - e, muito mais importantemente, relativamente ao qual já tem havido alguns sérios progressos.
Sendo de assinalar, para além da recente intenção declarada da Rússia, de construir uma nova geração de centrais que utilizam, ao mesmo tempo, fissão e fusão nucleares no seu processo de produção de energia, o recente anúncio, da parte de um dos mais importantes fabricantes estadunidenses de armamento militar, do possível fabrico de um reactor de fusão já na próxima década e o muito interessante projecto internacional, que já teve início, chamado ITER (do inglês "International Thermonuclear Experimental Reactor"), sobre o qual o canal televisivo RT fez uma grande reportagem.

Se quiserem uma introdução mais elaborada sobre este assunto, podem ver a seguinte palestra, dada numa recente conferência do Instituto Schiller, do Movimento LaRouche, ou então espreitar esta série de dois pequenos vídeos.



E, se quiserem algumas explicações mais detalhadas sobre a ciência que está por trás disto, podem espreitar os vários vídeos que a equipa científica deste movimento tem no seu canal no YouTube.

Quanto às implicações do desenvolvimento desta tecnologia...
Elas vão muito mais além de poderem resolver os actuais problemas energéticos.
A ser bem-sucedida a tentativa de desenvolver tal forma de energia, será o princípio de uma Nova Era para a Humanidade.
Uma espectacular e maravilhosa Nova Era em que se poderá eliminar a pobreza e a fome na Terra, assim como quase todos os problemas relacionados com a falta de recursos. Pois, com uma fonte de energia tão rica, poderia, por exemplo, facilmente converter-se água do mar em água potável, levar água a zonas onde actualmente não é possível praticar a agricultura, resolver quase todos os problemas de poluição, através da decomposição dos elementos poluentes, resolver o problema da escassez de outros recursos, através da criação artificial dos mesmos... Enfim. Seria o princípio de uma verdadeira utopia de energia imensamente abundante e um enorme empurrão para o espectacular desenvolvimento científico e tecnológico que se adivinha...

(Já repararam em como em alguns filmes de "ficção científica", que aparentam ser feitos para "mentalizar" as pessoas para o que aí vem, se começam a fazer referências a esta forma de energia?... Não deverá esta componente lá estar por acaso... E, se quem quase tudo controla - incluindo a indústria cinematográfica - e de tudo está a par, no topo, coloca este tipo de elementos nos argumentos, não deverá ser por serem tais pessoas propriamente cépticas em relação a isto...)

Sobre a mais abrangente questão energética em que se insere o possível surgimento desta nova alternativa e os problemas que existem com a manifesta falta de vontade de desenvolvimento da mesma (pelas suas óbvias implicações imensamente libertadoras), podem ver a muito boa palestra que se segue, onde é mencionado o muito importante facto de haver um subfinanciamento propositado da pesquisa sobre esta forma de energia, por parte de organismos públicos, e na qual é denunciado que "há cientistas que perdem o seu financiamento por serem bem-sucedidos na fusão" e que "há tecnologia que é tornada secreta". O que leva a concluir que o facto de a mesma não ter sido ainda desenvolvida pelos governos ocidentais "é uma intenção política e não um desafio científico", tal como é dito.

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John F. Kennedy homenageado com "Requiem" de Mozart

23.02.14

Uma interessante homenagem, prestada pelo curioso Instituto Schiller, do Movimento LaRouche, exactamente 50 anos após uma outra que foi feita na mesma Catedral da Santa Cruz, de Boston.

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colocado por Fernando Negro às 16:28