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25 de Abril, Maçonaria e Fascismo

25.04.20

Tal como noutros casos - [1] [2] - a assinatura maçónica esteve sempre à vista de todos.

 

 

E, reparem na ironia de como se festeja agora o 25 de Abril...

Suposto "Dia da Liberdade" em que as pessoas estão encarceradas em casa, por ordens do Estado.

Toda a gente politicamente bem informada tinha já consciência de que, para além da tão badalada "Liberdade de Expressão" (que, note-se, pode e irá ser retirada quando for declarado um Estado de Sítio, em vez de apenas um de Emergência, como o presente) pouco tinha mudado no País, após este golpe militar.

Pois, o Grande Capital voltou a ser detentor das suas anteriores posses - e é quem ainda "puxa os cordelinhos" no País, com a Economia nas suas mãos (não sendo este alguma vez eleito).

Mas, agora que as restantes liberdades já começaram a ser visivelmente retiradas - e assistimos até a uma nazificação da Economia, com a nacionalização anunciada de algumas indústrias consideradas estratégicas - ninguém pode negar o que, por vezes, dizia quem tem consciência política, de que: "Isto está a caminhar de volta para o Fascismo..." (Na sua forma mais assumida, isto é.)

E, melhor do que tudo isto e também depois da constante glorificação dos oficiais e restantes militares que supostamente deram Liberdade ao povo (os mesmos que, finda a Guerra Colonial, embarcaram depois noutras guerras imperialistas, agora a favor dos interesses estrangeiros anglo-americanos que mandam na OTAN) reparem em quem é que vai impor o que já se adivinha ser um futuro Estado de Sítio (muito provavelmente, de longa duração - ou mesmo interminável) no País.

A mesma instituição militar que fez este "golpe libertador" - que muitos quiseram também sempre travestir de suposta "revolução social".

O 25 de Abril não passou de uma versão hiper-romantizada da Transição Espanhola.

Isto é, tratou-se de uma reorganização do próprio sistema fascista - em que, tal como no caso das monarquias, o controlo passou a ser exercido de modo encoberto - feita de modo a satisfazer os interesses de parte das classes dominantes.

(Vejam o que sucedeu após terem as coisas estabilizado no nosso País - em que, sem o saberem, aderiram as pessoas a uma continuação do projecto fascista europeu.)

Razão pela qual, no caso espanhol, foi o próprio sistema vigente (fascista) da altura que teve a iniciativa de fazer tal coisa.

(Sobre o que eu digo nos últimos 4 parágrafos, leiam o que escrevi há já 9 anos.)

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Porque ninguém se dá ao trabalho de se informar por si próprio...

19.04.20

mortalidade_dgs.png

 

Assunto: Mortalidade do coronavírus pouco diferente é da de uma gripe

(Tal como no caso de tantas outras mentiras que os média de massas dizem às pessoas, a verdade sobre o assunto está à vista de todos - mas, no entanto, apenas ao alcance de quem pensa - i.e. de quem é capaz de "unir os pontos" - por si próprio/a...)

A maioria das pessoas saudáveis que apanha este coronavírus nem sabe disso, por não manifestar sintomas (pelo menos, que leve a sério):

https://www.voanews.com/covid-19-pandemic/coronavirus-clue-most-cases-aboard-us-aircraft-carrier-are-symptom-free

E, entre quem o apanha e manifesta sintomas, é quem já tem problemas de saúde (derivados da idade, nomeadamente) é que, na sua grande maioria, morre do mesmo:

https://zap.aeiou.pt/covid-19-99-das-vitimas-mortais-italia-pelo-menos-doenca-314852

Se a maior parte dos infectados nem dá por disso, a taxa de infecção é obviamente muito maior do que é divulgada (pois, ninguém vai fazer testes de averiguação só porque sim).

https://www.publico.pt/2020/04/15/ciencia/noticia/estudo-portugal-detectava-apenas-15-casos-infeccao-final-marco-1912419

E, tendo sido noticiado ontem que a taxa de infecção pode ser até dezenas de vezes maior do que é reportado...

https://www.irishtimes.com/news/health/coronavirus-cases-may-be-tens-of-times-higher-than-previously-thought-study-says-1.4232557

...obviamente que, a taxa de mortalidade é também até dezenas de vezes menor do que é reportado - pois, para os números oficiais, só contam os casos confirmados (i.e. de que as autoridades têm conhecimento).

Ora, fazendo as contas, de dividir a taxa de mortalidade pelo mesmo número de vezes que a real/efectiva taxa de infecção deverá ser sub-reportada (comparativamente aos casos confirmados apenas), temos que a mortalidade deste vírus não é muito pior do que a de uma gripe.

(Tirado da última hiperligação: "Stanford researchers said their findings show a death rate of just 0.12 per cent to 0.2 per cent.")

Também, tal como admite a própria autoridade portuguesa de saúde - https://ionline.sapo.pt/artigo/693471/vao-ser-retomadas-as-atividades-suspensas-no-sns - "uma pessoa com uma doença em estado avançado, mesmo que venha a falecer dessa doença, se estiver infetada com covid-19 entra nos números de óbitos registados no país". Por isso, imensa gente haverá que nem morreu realmente deste novo vírus (tal como um miúdo de 14 anos, que foi muito falado em Portugal: https://www.jn.pt/local/noticias/aveiro/santa-maria-da-feira/menino-de-14-anos-cm-covid-19-tera-morrido-de-meningite-12008314.html) e que é erradamente incluída nas estatísticas oficiais.

Inclusivamente, com uma taxa real de mortalidade tão baixa, não é de admirar que as estatísticas sejam de que não haja um real aumento da mortalidade em Portugal e nos vários países europeus: https://evm.min-saude.pt/ + https://twitter.com/AquAhora1/status/1247600049275777025 + https://twitter.com/EstulinDaniel/status/1249445075219865610 (No caso português, do qual se podem informar na primeira hiperligação, reparem em como em Janeiro-Fevereiro deste ano, em plena época da gripe, morreram mais pessoas do que têm morrido durante o pico deste novo vírus.)

Obviamente que - tal como na época da gripe - se convivemos com pessoas idosas e/ou doentes, temos sempre de ter cuidado para não trazer nenhuma doença para casa - nomeadamente, evitando grandes aglomerados de pessoas no Outono e no Inverno. Mas, se apenas temos pessoas até à meia-idade e saudáveis em casa, não é preciso ter maiores preocupações do que já tínhamos com a gripe e afins.

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Realmente, que ingénuo que eu era...

04.11.19

crowd_madrid.png

Um comentário que ontem deixei à notícia de que "Espanha vai 'rastrear' smartphones dos cidadãos durante oito dias", sem qualquer tipo de autorização dos mesmos.

 

(Sabem as pessoas bem informadas que, foi justamente para evitar que denunciasse que este tipo de coisas são já feitas de modo encoberto, é que Julian Assange está agora a definhar numa prisão, longe da vista de todos...)

Mesmo quando é recolhida esta informação de forma (supostamente) anónima, faz parte do senso comum – e é também costume social – pedir-se o consentimento das pessoas em causa – pois, ainda assim trata-se sempre, de qualquer modo, de uma questão de *privacidade* (porque é sempre possível alguém que trabalhe para os serviços em causa, que queira mesmo, saber quem é quem).

Mas, pediu o governo espanhol a autorização de cada uma das pessoas afectadas, para realizar este estudo?

Que ingénuo era eu, quando novo, por pensar que nunca as pessoas iriam deixar as coisas chegar a um estado tal como era descrito na novela Mil Novecentos e Oitenta e Quatro... (“Assim que os indícios de tais medidas surgissem, as pessoas iriam revoltar-se!”, certo?)

Depois admirem-se de que, os atentados terroristas de origem duvidosa (que são usados para passar leis que aumentam o controlo sobre a população) produzam “coincidências” como as de pessoas que sobrevivem a um depois morrem no outro (https://twitter.com/BlackFerdyPT/status/1085700955222536192) – e não prestem atenção às ligações entre os suspeitos de tais atentados e as autoridades dos países em causa, tal como na vizinha Espanha: https://archives.globalresearch.ca/articles/OWE406A.html

Num dos países verdadeiramente europeus que existem, um deste tipo de projectos de “data mining” deu origem a uma revolta nos respectivos serviços secretos: https://www.youtube.com/watch?v=IVpE7PtKQsg

Mas, não admira então que, dos Pirenéus para baixo, sejam as pessoas olhadas como “subeuropeus” e meros empregados de manutenção de destinos turísticos, ou povos atrasados de culturas a condizer: https://www.youtube.com/watch?v=NwZxS92j_ek#t=24m19s

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colocado por Fernando Negro às 06:14

Vade retro, Franco

24.10.19

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colocado por Fernando Negro às 17:46

Sempre houve conspirações, ao longo da História

27.05.19

(O historiador em causa lançou a mais recente versão portuguesa do seu livro em Março último - e irá, já no próximo mês de Junho, fazer uma mini-digressão em Portugal e também estar na Feira do Livro de Lisboa.)

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colocado por Fernando Negro às 17:42

Dicas de possível interesse para quem tenha a mesma infelicidade que eu de residir num certo país da Europa, onde muito pouco ou nada (de jeito, ou "fora da caixa") se tem a aprender com os outros

09.01.19

amazon_es.jpg

 

Assunto: Dicas para fazer compras pela Amazon.es

Para quem compre livros em línguas estrangeiras e prefira comprá-los pela Amazon por serem lá mais baratos e virem sempre em melhor estado do que os que se podem mandar vir em livrarias físicas e venham algo danificados pelo mau manuseamento dos mesmos pelos vários intermediários, venho só chamar a atenção para algo e também dar uma dica.

Se fizerem encomendas de livros iguais ou superiores a €19 (apenas na Amazon.es - i.e. no vizinho Estado Espanhol) não têm de pagar portes de envio dos mesmos - ficando estes certamente mais baratos do que quando comprados numa livraria física e tendo também a grande vantagem de serem entregues em casa, fazendo-nos poupar tempo (e possivelmente também dinheiro) em transportes até uma boa livraria próxima (ex: Fnac) que possibilite encomendas de livros estrangeiros que não tenham à venda.

https://pplware.sapo.pt/informacao/portugal-entregas-amazon-es-gratuitas/

E se, tal como eu, considerarem o uso de cartões de crédito muito inseguro (e ainda mais, quando se digitam os dados dos mesmos em computadores, que podem sempre conter software malicioso) e se recusarem a instalar a nova aplicação "MB way" num smartphone, para criar cartões de crédito temporários, por ser também imensamente inseguro estar a mexer numa conta bancária através de um smartphone (a segurança dos quais é uma anedota: https://pplware.sapo.pt/resultados-da-pesquisa/?q=falha+android) fiquem a saber que não precisam de usar um cartão de crédito para fazer compras na Amazon.

Para comprar neste sítio na Internet, podem primeiro adquirir cartões de oferta de crédito específico para esta loja, com duração de 10 anos (como digo, se comprarem especificamente na Amazon.es, não pagam os portes de envio - também para outras encomendas que não livros, neste último caso se a despesa for pelo menos de €29) em pelo menos um sítio na Internet, que eu já usei várias vezes e considero seguro, que é o seguinte - https://www.offgamers.com/gift-cards/buy/amazon-gift-card-es - podendo pagar por tais cartões de oferta (1) através do Multibanco ou (2) através do vosso saldo no PayPal (que desde Maio de 2018 já podem também carregar directamente através do Multibanco).

Boas compras.

 

[Acrescentado a 19/11/2019: Um outro serviço também fiável, que já experimentei - e que é até conhecido: "SEA Gamer Mall"]

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colocado por Fernando Negro às 21:17

O número 11 como assinatura codificada

03.01.19

ParcGuellOkupas.jpg

Quem tenha lido algumas das colocações neste blogue, sobre a forte presença do número 11 na escolha de importantes datas, já deverá ter concordado que, de facto, há aqui algo que pode, no mínimo, ser considerado mesmo muito suspeito.
Mas, quantos de vós é que já repararam na presença do mesmo, sob a forma de letra?
"Ku Klux Klan", movimento "okupa"...
Se considerarmos cada letra do alfabeto como equivalente a um número, temos A=1, B=2, C=3 etc e... K=11.
Ora, não é claramente o nome escolhido para o grupo "KKK" o resultado da vontade de alguém de que as três iniciais do nome de tal grupo fossem a letra K?
Afinal de contas, "Ku" não quer dizer nada, "Klux" também não e "Klan" não se escreve com K.
A óbvia explicação para isto, está no facto de que quem fundou este grupo foi um conhecido maçom de 33º grau, chamado Albert Pike - conhecido até por ter reformulado alguns dos rituais da (muito presente, na sociedade ocidental) Maçonaria.
Devendo também esta ser a razão pela qual a letra K aparece 3 vezes e a razão pela qual o grupo por este maçom formado tem como símbolo um muito discreto 6 (adoptado também pela multinacional britânica Vodafone) - que, quando repetido também 3 vezes, resulta num número satânico.
O objectivo da criação de tal grupo ou movimento?
Também óbvio: criar divisões raciais nos EUA, no seguimento da máxima "dividir para reinar".
Ora, tornando-se mesmo muito suspeito (ou óbvio) que a presença da letra K em movimento sociais não esteja lá por acaso e que seja uma assinatura oculta...
O que pensar então do movimento "okupa" no nosso país vizinho?
Qualquer pessoa que tenha tido contacto com este movimento, saberá que se distingue o mesmo dos reais movimentos sociais pela sua inconsequência política, promoção de um estilo de vida alternativo (em detrimento de um real e forte activismo social - o que, no que toca a movimentos anarquistas, é conhecido por "lifestyle anarchism" em países anglo-saxónicos) e pela promoção de estéticas e formas de "arte" normalmente feias e degradantes (sugiro a visita a um destes "centros sociais okupados" para o constatar ou, em alternativa, podem procurar por fotografias dos mesmos na Internet) sempre associadas ao consumo de drogas - sejam estas leves ou duras (álcool incluído).
Ora, sabendo isto, não será de suspeitar que também que este movimento "okupa" tenha sido uma criação do próprio poder estabelecido, para desviar as poucas energias que restem (após o consumo das referidas drogas, isto é) por parte dos seus adeptos para formas de "luta" (quando puderem estas sequer ser consideradas como tal) ineficazes e inconsequentes, no seguimento do mesmo princípio sobre o qual elaborava eu <aqui> e também <aqui>?
(Comparem, por exemplo, a quantidade e acima de tudo a qualidade do material - de natureza política e não só - produzido por uma redacção de um qualquer jornal, ou de um qualquer departamento de um serviço secreto, com a quantidade e a qualidade do material produzido pelo mesmo número de integrantes de um qualquer destes centros sociais "okupados"...)

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Resposta que já não pude dar a um militante do Bloco de Esquerda

11.03.18

capa_podemos.png

Por, na altura (final do ano passado) andar eu concentrado noutras coisas mais importantes - e tal blogueiro demorar também muito tempo a responder aos comentários que deixavam as pessoas no seu blogue (por andar também ele ocupado com outros assuntos mais importantes) - não tive eu pressa em responder a um comentário que tinha sido por ele deixado em resposta a um meu (último este, que tinha eu deixado a uma colocação final, de despedida, no blogue de tal autor) após ter sido eu automaticamente notificado, por correio electrónico, da ocorrência do mesmo.
E, lembrado eu - pela natureza da última colocação no meu blogue - de que não tinha ainda escrito tal resposta... Quando fui, anteontem, tentar deixar uma em tal blogue alheio, também alojado aqui no SAPO, já não consegui mais aceder ao blogue de tal autor, por ter sido o mesmo "suspenso".
E, assim sendo, na vaga esperança de que esta minha resposta possa um dia ser lida pelo destinatário em causa - e, já agora, porque (sendo de comentários públicos que se tratam) também poderá ser do interesse de outros ler tal pequena troca de mensagens - aproveito então para publicar aqui, no meu próprio blogue, a resposta que já não fui a tempo de dar (e também para republicar o comentário ao qual se dirigia tal resposta, da autoria do blogueiro Francisco Freima, para o qual já uma vez aqui tinha chamado a atenção para).

 

Francisco Freima respondeu ao seu comentário no post Adeus, pessoal (um adeus pessoal) às 02:31, 30/11/2017:

[...]

Por acaso nunca pensei muito na América Latina como região para viver, embora não me importasse de ir para a zona dos Andes. Se me dessem a escolher um país em todo o mundo, penso que iria para a Rússia. Adoro a cultura deles, sendo também um adepto do frio (e, lendo a teoria de Mackinder acerca do Heartland, percebemos que a Rússia será sempre importante).

Rússia que entronca no outro tema abordado pelo Fernando: os apoios dados a Trotsky por parte de Wall Street. Já tinha lido sobre isso, mas tendo sempre a relativizar. Não me choca que Trotsky tenha tido esse t ipo de ajudas, até porque existe o tal ponto de confluência que é o internacionalismo. Infelizmente, a política tem algumas zonas cinzentas onde um Ribbentrop e um Molotov podem negociar um pacto de não-agressão ou, voltando aos tempos da I Guerra Mundial, Lenine ser ajudado pelos alemães no seu regresso do exílio. Quando forças opostas convergem é sempre na esperança de enganarem o parceiro de ocasião. Escusado dizer, os povos ficam à porta de tais considerações.

Para mim, a importância de Trotsky está mais nas suas teorias da revolução permanente ou do desenvolvimento desigual e combinado do que propriamente nas suas acções enquanto indivíduo/actor político. Talvez, pela época em que viveu, ele não pudesse ter agido de outra forma; talvez, tendo sido um homem ambicioso, aquilo que resulta numa falha ética grave fosse apenas um meio para atingir um fim; na pior das hipóteses, mesmo que ele não acreditasse em nada, ou acreditasse apenas no intern acionalismo (capitalista ou socialista), a verdade é que as suas obras são lidas por muitas pessoas que defendem o internacionalismo socialista sem quaisquer concessões aos interesses capitalistas. É o que eu chamo de triunfo dos ingénuos: vivendo o marxismo um momento de refluxo a nível mundial, hoje em dia quem é marxista pode aprofundar as suas ideias sem grande rebuliço, um pouco à semelhança do período em que Marx viveu. Existem pequenas guerras, independentismos, mas nada que se assemelhe à proximidade de uma revolução como a de 1917.

O capital tem a situação controlada. Dentro do marxismo, os adeptos da revolução permanente podem polemizar com os adeptos do comunismo num só país sem que venha grande mal ao mundo. As figuras tutelares morreram e a própria questão coloca-se hoje sob outros prismas que não os da URSS. A Catalunha, por exemplo, tem suscitado um amplo debate: como podem os internacionalistas apoiar a independência catalã? Não é o Estado-nação uma construção burguesa destinada a desviar o foco da luta de classes? Estando no Bloco, foi um debate que acompanhei com gosto, até por ser militante de base. Na base dos partidos temos sempre aqueles camaradas mais puros, que não afinam as suas opiniões pelas dos notáveis. Claro que chega o dia em que a festa acaba e a vitória cai para um dos lados. Enquanto a festa durou, vi pessoas frontalmente contra a independência catalã e outras que, sendo também elas internacionalistas, colocavam o direito dos povos à auto-determinação num patamar superior. Da minha parte, defendo a independência. Nem tanto pela auto-determinação, para mim a questão premente reside na força imprimida pelo capitalismo à sua globalização. Ainda assim, torna-se um exercício vagamente cómico, o de defender a independência de um povo que pretende ir logo a correr para os braços da União Europeia...

Um abraço, Fernando, e viva a Margem Sul :D

 

[Segue-se então a minha resposta, que já não fui a tempo de publicar...]

 

Olá outra vez, Francisco.

(Com a crescente escassez de recursos naturais e o sério impacto que tal irá ter na agricultura: http://forum.prisonplanet.com/index.php?topic=63630.msg900364#msg900364)

Os melhores sítios para se viver, no futuro próximo (e para os quais eu iria, se pudesse) serão os locais do Mundo ainda pouco populados, que têm solos férteis em grande quantidade e que são também ricos em água - como o Brasil (e restante América Latina) e, sim, também a Rússia. (Tanto o Brasil como a Rússia exportam muita comida. Por isso, são estes dois países onde as pessoas nunca deverão morrer de fome.)

Quanto à criação do Estado-Nação,

Ela não tem (nada) a ver com "desviar o foco da luta de classes" (pois, surgiu até muito antes que tal luta tivesse início, devido à publicação do "Manifesto Comunista" escrito pelo capitalista Friedrich Engels). Mas, é antes algo que surge como uma consequência da vontade de Desenvolvimento económico, motivada pelo ideal de Progresso, a todos os níveis (http://www.schillerinstitute.org/newspanish/InstitutoSchiller/Arte/GoyaLucesCarlosIII.html) - algo que as elites (i.e. os verdadeiros ricos e membros da dita nobreza) não querem (nem nunca quiseram) por gerar tal progresso económico também progresso cultural e tornar as pessoas mais difíceis de controlar e continuar a explorar.

E, o tentar colar algo de positivo a algo mau, através de falácias, é um truque muito usado pelos propagandistas do poder estabelecido (como me lembro de ler, da parte de um Professor seu, que me disse você ser um maçom, que usava num texto pró-UE o ridículo termo "o totalitarismo das nações" - como se ter um governo central europeu, que repetidamente proíbe os vários países de fazerem isto ou aquilo é que não fosse, antes isso mesmo, uma forma de totalitarismo). Sendo o melhor exemplo que conheço, de constantemente dar falsas explicações alternativas (sem argumentos que realmente as sustentem) para certos acontecimentos históricos (do que posso ler da descrição, pois recuso-me a ler tais obras) o livro "A People's History of the United States" do propagandista Howard Zinn.

Quanto ao Trotsky,

Não se tratava de um convergência de apenas alguns interesses comuns que tinha ele com alguns ultra-ricos. O jogo por ambos jogado é um que, certamente, não deve ser ensinado no tipo de cursos universitários sobre História e Política que você tirou - e que se chama "Dialética Hegeliana" (http://forum.prisonplanet.com/index.php?topic=43336.0). Sendo que, o Trotsky estava tão interessado numa verdadeira Revolução Social quanto estão os seus discípulos, de hoje em dia, como são os dirigentes do Bloco de Esquerda (muito contentes em colaborar com o falso Partido Socialista português e ficar-se por aí).

Se alguma vez decidir você pesquisar seriamente sobre o que eu aqui denuncio, da verdadeira natureza deste tipo de líderes comunistas (deixo-lhe mais uma dica aqui: http://blackfernando.blogs.sapo.pt/primeira-e-talvez-unica-tentativa-seria-52674) depois interrogue-se sobre por que razão andam os movimentos por eles criados a usar a mesma simbologia que é usada por outros movimentos, que toda a gente bem informada sabe serem controlados por conhecidos capitalistas: http://blackfernando.blogs.sapo.pt/alguem-ainda-duvida-de-que-o-podemos-e-127764

Um abraço e Boa Sorte para o futuro próximo.

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colocado por Fernando Negro às 12:20

Alguém ainda duvida de que o Podemos é movimento controlado?

09.03.18

Reparem, não só no símbolo do "punho erguido" que repetidamente aparece no seguinte vídeo, mas também no conhecido gesto de fazer um triângulo com as mãos, tão usado pelos "artistas" do novos estilos de música, criados por uma conhecida sociedade secreta.



(Por estas e por outras, é que eu digo o que digo sobre este tipo de "esquerda" europeia...)

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Recomendação de leitura

06.12.17

viriato.jpg"Excelente estratega y líder carismático, Viriato ha pasado a la historia envuelto en los ropajes del mito. Sus continuas victorias sobre el poderoso ejército imperial romano terminaron con un acuerdo de paz, por el que el Senado reconocía su condición de «rey de los lusitanos». Sólo la traición de tres de sus colaboradores más cercanos conseguiría poner fin a la exitosa carrera política y militar del héroe, cuyas magníficas exequias fueron el preludio de múltiples leyendas inmortales. El historiador Mauricio Pastor nos ofrece en estas vibrantes páginas no sólo la biografía definitiva de uno de los grandes héroes de la historia de la península Ibérica, sino también el retrato de una época y un mundo convulso, así como las pruebas inequívocas de que el valor de unos pocos puede hacer tambalear hasta al más arrogante de los imperios."

--- Tirado da contracapa da versão mais recente (de 2017) do original em castelhano, de um livro que foi traduzido para português em 2013.

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colocado por Fernando Negro às 10:16