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A Questão Kubrick

21.07.19

[Um vídeo de James Corbett, que me faz ter agora menos dúvidas sobre o que o autor (com fontes muito privilegiadas) Daniel Estulin e o radialista Alex Jones disseram sobre Stanley Kubrick...]

 

(As fontes que foram usadas para este vídeo estão disponíveis aqui.)

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colocado por Fernando Negro às 00:32

Querem mesmo aderir à "Internet das Coisas"?

16.03.19

smarthome.png

Eu nem vou falar da quantidade de coisas muito estranhas que têm acontecido em equipamentos informáticos e de telecomunicações meus, desde que me tornei politicamente activo...
E irei, em vez disso, partilhar apenas um comentário que hoje fiz, a mais uma colocação da parte de alguém que se mostra entusiasmado com o surgimento da dita "Internet das Coisas", seguido de uma hiperligação para uma notícia que fala sobre o que aconteceu, há uns anos, a alguns activistas que tinham importantes trabalhos "anti-sistema" nos seus computadores.

 

Nada que esteja ligado à Internet pode ser considerado realmente “seguro”... Mas, apenas capaz de proteger alguém contra criminosos comuns.

A começar pelo hardware, é sabido que a maioria dos computadores que usamos já vêm com um firmware/BIOS equivalente a um sistema operativo paralelo, embebido nas placas-mãe dos mesmos (e com a capacidade de usar componentes do computador e muitas vezes também de se ligar à Internet), cujo código-fonte é desconhecido (https://libreboot.org/faq.html#intel). O que nos leva a interrogar sobre como funcionarão então todas as outras placas-mãe de “hardware proprietário” (e não também “open source”) com firmwares e chips desconhecidos.

E, qualquer encriptação que se use em comunicações via Internet (como, por exemplo, para o descarregamento de software a ser instalado) não é inquebrável. Mas sim, quebrável apenas com uma capacidade de processamento que não está ao alcance do comum cidadão. E, o que diz quem já trabalhou para um dos serviços secretos estadunidenses, é que o seu governo já possui supercomputadores capazes de desencriptar quase todo o tipo de comunicações usadas, incluindo em tempo real (https://www.youtube.com/watch?v=Z1O7Ftm3nBg#t=20m30s).

Logo, nada do que irá ser implementado irá impedir que o Grande Irmão ocidental, denunciado por Edward Snowden e outros, entre pelos nossos equipamentos dentro – sendo esta nova “Internet das Coisas” um meio e um modo perfeitos para tal Grande Irmão, não só espiar ainda mais as pessoas, como também controlar mais aspectos das suas vidas.

Vejam, por exemplo, um filme que anda a ser passado na TV por cabo, que retrata o pesadelo em que tudo isto se pode/irá tornar, chamado I.T. (https://www.imdb.com/title/tt2679552/) – e pensem duas vezes se querem mesmo ligar tudo o que têm à Internet...

 

***

 

As viruses attack their computers, the eco-activists ask themselves: “could we be seeing ghosts?

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colocado por Fernando Negro às 18:52

Crítica a um filme que ainda não vi... :P

15.03.19

snu.jpg

Comentário que acabei de deixar no blogue do jornalista português Frederico Duarte Carvalho, a propósito de uma colocação sua sobre o novo filme português Snu.

 

Eu que, por norma, deprecio (mesmo muito) o cinema português, em particular (apesar de gostar muito de cinema, quando este é bom, em geral) já reparei que, para além dos filmes do Manoel de Oliveira, foram apenas os filmes biográficos os que, não só gostei de, mas gostei mesmo muito.

O filme da Amália, o do soldado Milhões e o Capitães de Abril são os que me vêm à memória.

Talvez por serem filmes que retratam o pouco "que se aproveita" desta cultura que, na sua grande maioria, é "para esquecer" - mas que, quando faz coisas boas, fá-las muito bem.

Quanto a este filme sobre Snu Abecassis,

Logo a temática do mesmo - da história de alguém que se envolveu romanticamente com uma mulher casada e com filhos (e que, com isto, "destruiu" uma família) - deixa-me muito "de perna atrás", que se retrate tal coisa como algo de belo...

Mas, ainda assim, suponho que possa dispensar duas horas do meu tempo, para então ver este filme, quando tal chegar aos canais da TV por cabo.

Contudo,

O que este filme logo me parece ser, à partida, é (dado o facto pelo qual Sá Carneiro é mais conhecido) uma maneira do poder estabelecido tentar suplantar a memória política, muito relevante, de Sá Carneiro com uma história de amor, que distraia as pessoas de tudo o que é e foi muito mais importante acerca desta figura política.

Algo na mesma onda do filme que fizeram sobre o rei Jorge VI do Reino Unido, essencialmente sobre o facto do mesmo ser gago - o que distrai do facto, muito mais importante, de que tomou ele, inesperadamente, o seu trono por ser o seu antecessor forçado a abdicar do mesmo devido ao facto de ser um admirador e apoiante de Hitler (esta última razão também, na altura, disfarçada com a desculpa de um caso amoroso).

E, assim sendo, quando as novas gerações ouvirem falar em Sá Carneiro, em vez reagirem com um:

"Sá Carneiro? Oh, esse foi aquele que morreu na queda de um avião!"

Reagirão com um:

"Sá Carneiro? Ah, o filme da Snu... Que bela história de amor."

(Deste modo, também vendo como belo algo que deveria ser visto como reprovável - mas que, a indústria do cinema é perita em retratar amiúde de modo inverso, no seu contínuo processo "tavistockiano" de perceptível degradação moral - como é, por exemplo, feito no filme Brokeback Mountain, que tenta fazer os espectadores sentir empatia por quem andava a trair as suas mulheres.)

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colocado por Fernando Negro às 18:34

O futuro distópico que nos espera?

06.03.19

blade_runner_2049.png

 

Um comentário que deixei à notícia, dada num sítio português, de que a nova corrida à Lua (desta vez, com motivações económicas) já teve início.

 

Toda a gente que sabe o que se passa nos bastidores políticos (ouvir, por exemplo, os webcasts do movimento LaRouche) há uns bons anos que sabe que existe uma (muito discreta) corrida para extrair o precioso hélio-3 da Lua, para ser usado na Fusão Nuclear, que se espera que seja desenvolvida dentro de duas décadas. Razão pela qual até já a “pobre” Índia tem missões lunares – https://en.wikipedia.org/wiki/Chandrayaan-2 – e Fusão Nuclear essa, que (a longo prazo) será necessária para que se possa ter energia suficiente para viagens para fora do Sistema Solar.

(Aliás, há até pelo menos um filme de “ficção científica”, daqueles que aparentam ser feitos para mentalizar as pessoas para o que aí vem, chamado Moon – O Outro Lado da Lua, que retrata exactamente este tipo de operações na Lua.)

Agora, no que toca ao Ocidente e falando das perspectivas a *longo prazo*, o que fica em aberto é: Que tipo de desenvolvimento espacial teremos?

1) Um regresso ao uso de agências estatais, como a NASA, em que a exploração e o desenvolvimento espaciais sejam feitos de modo colectivo?

2) Ou, como começa a ser o modelo adoptado – e é referido neste artigo – um desenvolvimento feito por empresas privadas (i.e. elites económicas) que dê origem ao que se chama uma “Breakaway Civilization” por parte das elites, em que partirão estas para o Espaço, acompanhadas dos seus robots e andróides, enquanto a restante população humana fica apenas a olhar – e para trás, na Terra – tal como é retratado no filme Elysium?

(Vejam também, por exemplo, o filme Blade Runner 2049 – feito também pelos grandes interesses económicos ocidentais. O projecto ocidental é ficar a restante Humanidade para trás, enquanto o Espaço fica reservado para as elites.)

 

Ao qual aproveito para acrescentar outro comentário, de que...
Os maiores fãs de ficção científica sabem que os filmes da série Blade Runner e da série Alien pertencem ao mesmo universo.
E, para os que estiverem mal informados sobre questões político-económicas, se querem saber por que razão foi escolhido o título Prometheus para um dos últimos filmes da série Alien (e daí poderem inferir o sentido, ou o significado, oculto do filme) a palavra-chave é também "LaRouche".

E, a finalizar, deixo-vos também com um excerto de uma entrevista de 2014 feita a Daniel Estulin:

 

Now, in one of the biggest breakthroughs in recent history, scientists have created a synthetic genome that can self-replicate. They have taken a cell and modified the genes of a cell by inserting DNA from another organism. And the bacteria replicated itself thus creating a second generation of the synthetic DNA. The organism will do exactly what the scientist intended: a living thing, but under the control of Man.
If the 19th century was all about the revolution of harnessing energy from fossil fuels, and the 20th century was about exploiting the power of data, this century will be about controlling biology.
What’s amazing is that the cell was assembled and sparked into life in a laboratory. This technology takes mankind across a threshold. A turning point that marked a coming of age of a new science called synthetic biology, founded on the ambition that one day it will be possible to design and manufacture a human being.
In other words, you can get DNA of anything here on Earth and create organisms that never before existed entirely from non-living materials. Scientists are creating new life forms that the human immune system and the world have never so far experienced. As such, it will revitalise perennial questions about the significance of life – what it is, why it is important and what role humans should have in its future.

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O filme "La haine" é uma criação do próprio sistema

24.01.19



A propósito dos actos de vandalismo que têm ocorrido na zona da Grande Lisboa, em resposta a um episódio de violência policial, que (dada a "inteligência" dos mesmos) suspeito eu que sejam o resultado de uma inspiração ocorrida entre quem tenha gostado muito de um certo filme - que suponho que seja já considerado "de culto" entre os seus fãs - venho dizer o seguinte...
Este filme trata-se, claramente, do que chamo eu "propaganda hegeliana". Pois, para além de seguir a mesma fórmula do filme V de Vingança, de misturar imagens reais de violência com fictícias, para fazer uma ponte psicológica que inconscientemente faça quem gosta do que vê neste filme querer transpor tais atitudes fictícias para a realidade da mesma maneira que são estas mostradas nas imagens reais do filme... É este mais um filme, de tantos, que muito foi aplaudido pela crítica internacional (dos média controlados) com vista a promover tal obra.
Também, o seu argumentista e realizador é a mesma pessoa que faz filmes distópicos, que visam mentalizar as pessoas para uma sociedade futura pior do que a presente, e filmes violentos, que visam dessensibilizar as pessoas para as consequências de actos de brutalidade - duas conhecidas fórmulas com origem no (agora já conhecido) Instituto Tavistock, que lidera os vários tipos de lavagem ao cérebro montados pelo sistema.
Por isso, a quem seja literalmente estúpido ao ponto de cometer estes actos de vandalismo, sobre os bens de quem nada tem a ver com o episódio de violência policial que ocorreu, venho só (retoricamente) dizer-vos que estão a cair numa armadilha, criada pelo próprio sistema, que visa retirar-vos a razão, relativamente a quaisquer queixas legítimas que pudessem ter.

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O Caso do Colar

14.11.18



Ainda sobre conspirações que ajudaram a derrubar monarquias...
Dada a quantidade de anos que já passaram desde a criação deste filme, já muitos o deverão ter visto. Mas, porque há pormenores aos quais, por vezes, as pessoas não dão a devida importância, venho só chamar a atenção para dois seguintes, desta obra (de Hollywood, que retrata com clara simpatia e de modo romântico - quase que, em jeito de ridícula homenagem - tais conspiradores, que recorriam aos mais baixos tipos de comportamento humano).
Reparem em como este caso serviu para espalhar o equivalente antigo a "notícias falsas" sobre a coroa francesa, para denegrir a última, já depois de ter esta apoiado a Revolução Americana contra o Império Britânico. E, talvez importante, reparem em como depois de ter feito a conspiradora-mor o que fez, escolheu como destino de exílio... Londres.

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2 provas de que a indústria farmacêutica conscientemente *mata*

06.10.18

O primeiro vídeo é de uma notícia sobre um episódio que se insere num caso internacional mais abrangente, que envolve várias companhias e vários países - nos quais se inclui Portugal (em que, não surpreendente e vergonhosamente, se distinguiu o nosso país por não ter enviado ninguém para a prisão por causa disto).

 

 

E, o segundo é um trecho de promoção de um bom filme que anda a ser exibido na televisão por cabo, sobre um caso verídico de uma equipa de médicos franceses que denunciou os malefícios de um medicamento (que eram também já conhecidos pela companhia farmacêutica em causa).

 

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colocado por Fernando Negro às 20:53

O acesso à Cultura e ao Conhecimento sempre foi, está a e irá ser um dos principais obstáculos a quem quer *escravizar* os outros

16.09.18

book_burning.jpg

1. Razão pela qual se criam obras distópicas, que visam mentalizar as pessoas para uma sociedade futura onde o acesso a estes seja restringido e proibido.
2. Razão pela qual os meios de divulgação destes são, cada vez mais, electrónicos e requerem o uso de computadores ligados à Internet, onde podem ser controlados.
3. Razão pela qual, por exemplo, na Alemanha nazi se queimavam livros.
4. Razão pela qual, por exemplo, no Brasil era proibido aos escravos aprenderem a ler e a escrever.
5. Razão pela qual foi a invenção da Imprensa que tornou possível a Abolição da Escravatura nos Estados Unidos da América.
6. Razão pela qual se restringe, cada vez mais, o acesso a estes no sistema de escolarização (i.e. de domesticação e estupidificação) obrigatório que temos.
7. Razão pela qual estão as elites governantes a destruir de propósito a sociedade que temos.
8. Razão pela qual há quem apele à censura de quem diz que não há qualquer "aquecimento global" provocado pela actividade humana, cuja evolução tem aumentado muito o acesso a estes.
9. Razão pela qual os principais autores de informação alternativa já começam a ser censurados.
10. Razão pela qual já começaram a ser passadas leis que controlam o fluxo de informação na Internet (e, tal como a conhecemos, tem esta rede os seus dias contados).

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Crimes Invisíveis

25.07.18

Pensei em escrever uma longa colocação, sobre todas as implicações que a seguinte notícia representa... Mas, como a paciência já não é muita - e, já agora, também para tentar estimular alguns neurónios - irei então, de modo sucinto, referir apenas algumas das mais importantes implicações - que poderão depois vocês complementar, à medida que forem, por outros meios, aprendendo mais sobre as possibilidades que oferecem este tipo de sistemas de vigilância, que operam com recurso à inteligência artificial.

Vejam o seguinte filme e depois leiam a notícia - ou, se quiserem, façam ao contrário...


 

Bill Gates backs a $1 billion plan to cover Earth in 'Big Brother' satellites capable of streaming 'live and unfiltered' HD footage of the planet

 


...e, depois de o fazerem, saibam que:

  1. Já é possível, através da inteligência artificial, reconhecer alguém pelo seu modo de andar.
  2. Tudo o que é feito com recurso a vídeo pode ser gravado. E, deste modo, cada um de nós poderá passar a ter o "filme da sua vida" (filmado de "cima", por estes satélites - e complementado pelo cada vez maior número de câmaras de vigilância em espaços públicos) destacado dos registos do Grande Irmão, depois de serem os dados gravados processados para mostrar apenas o percurso de uma única pessoa. (E, como tal, de cada vez que quiser o Grande Irmão saber onde, e com quem, é que estávamos em certo dia, e a certa hora, terá apenas de usar as suas capacidades informáticas.)
  3. Também, se se quiser fazer esta vigilância em tempo real, observar milhões (ou mesmo biliões) de indivíduos - ou, em termos informáticos, gerir milhões (ou mesmo biliões) de instâncias - ao mesmo tempo, certamente que não será nada por aí além, por parte dos supercomputadores que existirão quando tal sistema for implementado (e, provavelmente, até com os que já existem, mas que nós desconhecemos).


Soa-vos rebuscado?
Informem-se sobre a chamada Lei de Moore - que diz que a evolução da capacidade de processamento informático é feita de modo exponencial (e não apenas linear) - e comparem, por exemplo, os MHz dos computadores da vossa infância com os que se vendem hoje em dia (e, acima de tudo, saibam que a tecnologia que o Grande Irmão possui está sempre décadas à frente do que é do uso, ou sequer conhecimento, público).

Soa-vos totalitário?
É isso mesmo que é... E, tal como o filme de Wim Wenders indicia... O que um sistema de vigilância destes (associado ao uso de armas de qualquer tipo e a um regime totalitário) representa, são os literais controlo quase-absoluto dos cidadãos e quase-fim da possibilidade de movimentações sociais por parte dos últimos que ponham em causa o regime vigente.

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colocado por Fernando Negro às 20:57

Fahrenheit 451

01.07.18

conhecimento.png

Pois é... E, é por isso mesmo é que a Internet, tal como a conhecemos, tem os seus dias contados. Para além de que, até no que toca aos próprios livros, tudo o que é informação está a ser movido para computadores e formatos electrónicos que possam ser acedidos (i.e. vigiados e controlados) através da Internet.
(Fotografia de ecrã tirada deste trecho de promoção.)

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colocado por Fernando Negro às 13:42