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O meu parecer relativo à polémica sobre equipamentos da Huawei

31.03.19

huawei_reuters.jpg

[Dois comentários que deixei a esta notícia. Aos quais acrescento já que, sobre a questão da possível espionagem, é minha crença que as "portas dos fundos" existentes neste tipo de equipamentos (sejam elas a nível de hardware ou de software) serão partilhadas entre os vários governos em causa...]

 

«Estarão estes estudos a tentar descredibilizar propositadamente a Huawei?»

Muito provavelmente...

Já repararam até na coincidência de que tudo isto surge logo depois de que a Huawei destronou a estadunidense e ocidental Apple do lugar de segunda maior vendedora mundial de telemóveis?

Querem-nos fazer crer que a concorrência também não terá tantos ou mais problemas quanto os que foram identificados?

A Huawei, pela sua superior qualidade dos equipamentos (e também melhor relação qualidade-preço) sempre esteve destinada a chegar ao topo. E, disto me apercebi eu logo quando, por meros acaso e coincidência, o meu primeiro smartphone foi exactamente um Huawei, que muito me impressionou pela sua qualidade.

(Reparem em como quase metade dos telemóveis, e outros equipamentos, que são lançados pela estadunidense Apple, têm sempre problemas. Ou, comparem um ecrã IPS do último modelo “iPad mini” da Apple com um ecrã IPS dos primeiros modelos de smartphones da Huawei – e vejam quais é que, depois de todos estes anos, ainda continuam a ter uma qualidade superior.)

Os governos ocidentais têm acordos secretos com as companhias de telecomunicações, que obrigam estas companhias a cumprir certos requisitos para poderem vender nos países de tais governos. Por exemplo, nos telefones analógicos antigos, era obrigatório deixar dentro dos mesmos espaço suficiente para a colocação de aparelhos de escuta, caso fosse necessário. Ora, acham que se representassem estes equipamentos de telecomunicações de multinacionais estrangeiras algum perigo para a segurança dos países em causa, os governos de tais países alguma vez teriam deixado tais marcas venderem equipamentos no seu território? E que, a detectarem realmente tais governos qualquer problema sério, não poderiam obrigar as marcas em causa a resolvê-lo – e que tais marcas não o fariam prontamente, para não perderem o tão grande mercado em causa?

Ora, na falta de uma real razão para poderem correr com as *concorrentes* chinesas Huawei e ZTE, que lhes têm vindo a conquistar uma grande fatia do mercado, têm então os grandes interesses económicos ocidentais, que controlam os nossos governos e média de massas: (1) ou de se ficar pelo mero lançamento de suspeitas; (2) ou, no caso dos EUA, ir até mais longe, sem nunca poderem então apresentar provas das suas alegações...

 

*

 

Ainda, sobre o que dizia eu de que “os governos ocidentais têm acordos secretos com as companhias de telecomunicações, que obrigam estas companhias a cumprir certos requisitos para poderem vender nos países de tais governos”,

Se alguém duvida do que eu digo, tem no seguinte pequeno trecho de vídeo uma prova disto mesmo: https://cld.pt/dl/download/a0c3f4c1-09d1-4308-ad08-d2702c7304ec/la_huida.mp4

(Obviamente que, as “portas dos fundos” e afins, que venham nos equipamentos de telecomunicações, serão partilhadas com os governos dos países onde tais equipamentos são vendidos...)

 

[Acrescentado, algumas horas depois: E, tendo alguém feito um comentário a tal notícia, ao qual eu entretanto também respondi, aqui fica mais algo que gostaria de acrescentar...]

 

«...existência de backdoors nos produtos da Huawei. A confirmar-se, é grave.»

*Todos* os smartphones vêm com “portas dos fundos” incluídas.

(Não faria sentido algum aos governos dos vários países, que é sabido quererem espiar os seus cidadãos, permitir a venda de equipamentos que garantissem uma real privacidade dos seus utilizadores.)

Apple, Samsung, Xiaomi, Google... Todas vendem (também) equipamentos, ou sistemas operativos, com “portas dos fundos” incluídas: https://www.gnu.org/proprietary/proprietary-back-doors.en.html

(“Divirtam-se” a consultar a extensa e elucidativa lista, para a qual aponta a última hiperligação...)

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O futuro distópico que nos espera?

06.03.19

blade_runner_2049.png

 

Um comentário que deixei à notícia, dada num sítio português, de que a nova corrida à Lua (desta vez, com motivações económicas) já teve início.

 

Toda a gente que sabe o que se passa nos bastidores políticos (ouvir, por exemplo, os webcasts do movimento LaRouche) há uns bons anos que sabe que existe uma (muito discreta) corrida para extrair o precioso hélio-3 da Lua, para ser usado na Fusão Nuclear, que se espera que seja desenvolvida dentro de duas décadas. Razão pela qual até já a “pobre” Índia tem missões lunares – https://en.wikipedia.org/wiki/Chandrayaan-2 – e Fusão Nuclear essa, que (a longo prazo) será necessária para que se possa ter energia suficiente para viagens para fora do Sistema Solar.

(Aliás, há até pelo menos um filme de “ficção científica”, daqueles que aparentam ser feitos para mentalizar as pessoas para o que aí vem, chamado Moon – O Outro Lado da Lua, que retrata exactamente este tipo de operações na Lua.)

Agora, no que toca ao Ocidente e falando das perspectivas a *longo prazo*, o que fica em aberto é: Que tipo de desenvolvimento espacial teremos?

1) Um regresso ao uso de agências estatais, como a NASA, em que a exploração e o desenvolvimento espaciais sejam feitos de modo colectivo?

2) Ou, como começa a ser o modelo adoptado – e é referido neste artigo – um desenvolvimento feito por empresas privadas (i.e. elites económicas) que dê origem ao que se chama uma “Breakaway Civilization” por parte das elites, em que partirão estas para o Espaço, acompanhadas dos seus robots e andróides, enquanto a restante população humana fica apenas a olhar – e para trás, na Terra – tal como é retratado no filme Elysium?

(Vejam também, por exemplo, o filme Blade Runner 2049 – feito também pelos grandes interesses económicos ocidentais. O projecto ocidental é ficar a restante Humanidade para trás, enquanto o Espaço fica reservado para as elites.)

 

Ao qual aproveito para acrescentar outro comentário, de que...
Os maiores fãs de ficção científica sabem que os filmes da série Blade Runner e da série Alien pertencem ao mesmo universo.
E, para os que estiverem mal informados sobre questões político-económicas, se querem saber por que razão foi escolhido o título Prometheus para um dos últimos filmes da série Alien (e daí poderem inferir o sentido, ou o significado, oculto do filme) a palavra-chave é também "LaRouche".

E, a finalizar, deixo-vos também com um excerto de uma entrevista de 2014 feita a Daniel Estulin:

 

Now, in one of the biggest breakthroughs in recent history, scientists have created a synthetic genome that can self-replicate. They have taken a cell and modified the genes of a cell by inserting DNA from another organism. And the bacteria replicated itself thus creating a second generation of the synthetic DNA. The organism will do exactly what the scientist intended: a living thing, but under the control of Man.
If the 19th century was all about the revolution of harnessing energy from fossil fuels, and the 20th century was about exploiting the power of data, this century will be about controlling biology.
What’s amazing is that the cell was assembled and sparked into life in a laboratory. This technology takes mankind across a threshold. A turning point that marked a coming of age of a new science called synthetic biology, founded on the ambition that one day it will be possible to design and manufacture a human being.
In other words, you can get DNA of anything here on Earth and create organisms that never before existed entirely from non-living materials. Scientists are creating new life forms that the human immune system and the world have never so far experienced. As such, it will revitalise perennial questions about the significance of life – what it is, why it is important and what role humans should have in its future.

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Os smartphones como uma fonte de infelicidade

09.02.19

xiaomi.png

Tendo eu andado recentemente a navegar por entre um conhecido sítio na Internet que vende smartphones mais baratos por virem estes directamente da China, deparei-me uma vez mais com a fotografia, que coloco à direita deste texto, de promoção de um modelo da marca Xiaomi - sendo que, não é a primeira vez que vejo um grande fabricante chinês usar o conhecido símbolo de controlo mental (já vi também o mesmo ser usado pela mais conhecida Huawei) na publicidade aos seus equipamentos.
Ora, sabendo-se que (1) o poder estabelecido (e fascista) chinês tem ligações ao Império Britânico, criador do Instituto Tavistock, e (2) que o uso de smartphones - especificamente no que toca ao uso de redes sociais e outras formas de comunicação electrónica e indirecta, que têm vindo a substituir as relações pessoais e ao vivo - tem sido repetidamente reportado como psicologicamente não saudável, fazendo as pessoas infelizes...
Não é óbvio o significado desta fotografia?

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O que acontecerá a boa parte do Mundo com uma Guerra Nuclear

14.04.18

nuclear_tweet.png

O seguinte é um trecho de promoção da melhor versão (a de 2000 e não a de 1959) do melhor filme que já vi, sobre a possibilidade de uma guerra nuclear neste mundo, que possui o mesmo título do livro em que se baseia, On the Beach.

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Sobre o desaparecimento do voo MH370 da Malaysia Airlines

07.03.17


(Mais informação aqui. Têm também aqui um artigo sobre este mesmo assunto, escrito por um outro autor.)

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colocado por Fernando Negro às 11:24

Os BRICS *não* são uma falsa oposição à Nova Ordem Mundial

13.12.15

brics.jpgPara quem esteja consciente da falsidade desta história do "aquecimento global" e não compreenda, então, por que razão países não controlados pelo Ocidente foram também assinar algo como o recente Acordo de Paris, (para além do que já dizia eu, no final da minha anterior colocação) a explicação é bastante simples...
O que estamos a assistir, é a uma adopção camuflada de algo semelhante ao que era proposto pelo geólogo Colin Campbell e pelo ecologista Richard Heinberg, intitulado de "Oil Depletion Protocol".
O mundo está, inevitavelmente, à beira de um Colapso, derivado do fim das principais reservas energéticas existentes. E, se não querem os diferentes países do Mundo que tal Colapso ocorra de forma descontrolada, com todos a lutar uns com os outros pelos recursos que restam, a solução mais inteligente - e que mais convém a todos - é que se faça um racionamento de tais recursos energéticos, com quotas a serem atribuídas aos diferentes países, consoante as necessidades de cada um. Pois, o caos é algo que não interessa a ninguém nesta planeta. Seja para governos que, como no caso dos BRICS, realmente se preocupam com o bem-estar (em diferentes graus) dos seus cidadãos, seja até para quem, como no caso do Ocidente, quer implantar um Estado Policial. Pois, o caos é sinónimo de perda de controlo por parte de todos estes governos - e também de total imprevisibilidade, que pode afectar também quem faz parte dos diferentes poderes estabelecidos.
Como tal, não há alternativa racional a um qualquer acordo deste tipo... E, ainda que haja governos, como no caso dos BRICS - tal como explico eu <aqui> - que estejam realmente interessados em desenvolver as suas economias, não há simplesmente (por enquanto) uma maneira de conciliar tais desejos com a mesmo muito infeliz realidade com que nos defrontamos.
Os sinais de que um Colapso generalizado da Economia Mundial já teve início são claros. E, até as economias emergentes mais promissoras, como a China e o Brasil, já estão a ser afectadas por uma recessão económica e um crescente desemprego.
Como tal, torna-se urgente chegar a um acordo deste tipo, agora.
(Sendo que, o que estamos a assistir, é também à prova provada de que nenhum governo neste Mundo é completamente honesto com os seus cidadãos - e também à indicação de que, se é numa sociedade honesta que queremos viver, não parece que poderá esta alguma vez passar pela existência de governos autoritários, em que uns poucos decidem por todos e tomam as suas decisões em reuniões longe dos olhares públicos. Mas, isso já é outra história...)
Por isso, preparem-se, como puderem, para o que aí vem.
E, mais uma vez: Bom Colapso.

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colocado por Fernando Negro às 06:32

Quase todos os computadores e alta tecnologia (das principais marcas) que usamos são, pelo menos em parte, fabricados pela chinesa Foxconn, conhecida pelo seu trabalho quase-escravo

21.07.15

foxconn.jpg

Pessoalmente, há já muitos anos que desisti de tentar comprar produtos que não fossem "Made in China"... Pelo simples facto de que quase tudo, hoje em dia, é (inevitavelmente) feito na China.
Mas, o que digo no título desta colocação, foi uma infeliz constatação que fiz, depois de pesquisar por alternativas a alguns aparelhos que tenho (incluindo até um leitor de livros electrónicos) - dos quais pensei me livrar, por ter finalmente tido verdadeira consciência das condições em que foram feitos... Raios. Até a fonte de alimentação do meu computador, que recentemente rebentou ao fim de 9 anos de uso, tinha um autocolante a dizer "Foxconn"...

Têm aqui a explicação de por que razão é aos produtos da Apple que, normalmente, se costuma associar este fabricante chinês e aqui uma lista de várias outras das principais companhias de computadores e produtos de alta tecnologia que recorrem a este fabricante.
A história de uma trabalhadora da Foxconn que se tentou suicidar - e que sobreviveu para contar por que razão fez tal coisa - pode ser lida <aqui>.

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Brasil no bom caminho, mas com sérios desafios à sua frente

21.05.15

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[Nota: Esta colocação era para ter sido feita na altura em que foi publicado o primeiro seguinte artigo, de Fevereiro deste ano. E, a situação no Brasil já se começou a inverter. Mas, de qualquer modo, como "mais vale tarde do que nunca", aqui vai a mesma, com alguns meses de atraso...]

 

Com mais uma vitória do PT nas últimas eleições, pode o governo brasileiro seguir apostando seriamente numa lógica de desenvolvimento económico, com resultados bem visíveis - no que toca, por exemplo, a uma muito baixa taxa de desemprego, nunca vista neste país (e na zona do chamado "pleno emprego"). Mas, nem tudo deverão ser rosas, para o futuro da sua economia. E, para além das constantes tentativas de sabotagem ocidental, deste país emergente, ainda muitas coisas más deverão ocorrer, num país que faz parte de um mundo à beira de uma crise energética.
Seguem-se dois artigos traduzidos para português, que foram publicados pelo Movimento LaRouche.

 

Brasileiros se mobilizam para deter o golpe de Wall Street

27 de fevereiro de 2015 (EIRNS) - Patriotas de todas as áreas: políticos, cientistas, engenheiros, empresários, juristas e acadêmicos fizeram o primeiro dos muitos encontros planejados para estabelecer uma "Aliança para o Brasil em Defesa da Soberania Nacional", o 25 de fevereiro de 2015. Eles se encontraram no Clube de Engenharia, no Rio de Janeiro, para traçar a estratégia para defender a nação do desmembramento às mãos dos interesses financeiros estrangeiros.

O pretexto para o assalto financeiro é a corrupção descoberta na gigante estatal do petróleo, Petrobras - corrupção conduzida pelos mesmos interesses financeiros que agora pretendem não só se apoderar do petróleo brasileiro, mas derrubar o governo de Dilma Rousseff e tirar o Brasil de sua aliança com os BRICS, que ousa desafiar a criminosa operação internacional que Wall Street e a City de Londres chamam "um sistema financeiro".

"A Nação se defronta com um dos maiores desafios de sua história abalada que está por forças internas e externas que ameaçam os próprios alicerces de sua independência e de sua soberania", adverte a declaração do Clube de Engenharia aprovada na reunião. "A Petrobras é a espinha dorsal do desenvolvimento brasileiro. (...) É uma criadora e difusora de tecnologia, de investimentos e de produtividade que beneficiam toda a economia brasileira. (...) Tudo isso está em risco. E é para enfrentar esse risco que o movimento social e político que estamos organizando conclama uma mobilização nacional em favor da Petrobras."

Roberto Amaral, ex-ministro da Ciência e Tecnologia, foi bem claro sobre os desafios impostos: O país não sofre o risco de sofrer um golpe, disse; "o golpe já está em curso". O único meio de impedi-lo é pela união do povo brasileiro, falou.

Outros oradores traçaram paralelos entre a operação golpista que eles enfrentam e os ataques à Argentina e à Venezuela.

Em seu bravo discurso, Roberto Saturnino Braga, diretor-presidente do Centro Celso Furtado, disse que a soberania do Brasil está sendo ameaçada, "pelas medidas ousadas que teve a coragem de tomar", citando entre essas medidas o papel ativo nos BRICS e na criação de seu Novo Banco de Desenvolvimento como alternativa ao FMI.

A classe criminosa de Wall Street não está escondendo seus planos. Em 24 de fevereiro, a Moody’s rebaixou a nota da Petrobras, colocando-a como de risco para os investidores, e ameaçou declarar seus títulos como insolúveis. Fitch e Standard & Poor’s estão dispostas a segui-la, desencadeando uma enxurrada de prognostições interessadas de Wall Street (Bloomberg, Bank of America, etc.) sobre como a Petrobras deve vender pelo menos 20 bilhões de dólares de seus ativos e instalar as multinacionais em seus gigantescos campos de petróleo "off-shore".

No dia seguinte, o Financial Times publicou uma tresloucada história  em seu blog, "Além dos BRICS", com o subtítulo: "Brasil: 10 boas razões para pensar em como irá embora um governo com apenas dois meses", que afirma (prematuramente) "que existem boas razões para pensar que Dilma Rousseff, que começou seu segundo mandato em 1º de janeiro, talvez não resista por mais tempo".

 

***

 

Brasil Vota por um Futuro com os BRICS e a América do Sul

por Gretchen Small


1 de novembro, 2014 (EIR) - Os brasileiros infligiram uma forte derrota ao Império Britânico, ao reelegerem Dilma Rousseff como Presidente o 26 de outubro. Rousseff tornou claro, que sob a sua liderança, o Brasil irá continuar a sua participação ativa no avanço da nova arquitetura financeira e de segurança mundial que se forma em torno do agrupamento BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e da sua crescente lista de aliados.

A guerra dirigida por Londres contra o Brasil e os seus parceiros dos BRICS não foi esmagada, mas os resultados das eleições somam-se ao crescente reconhecimento no mundo de que o Império Britânico não é o imbatível Leviatã que nos quer fazer acreditar que é.

Londres e os seus apêndices de Wall Street tinham investido tudo em derrotar Rousseff, determinados em tirar o "B" dos BRICS e deste modo ganhar uma posição a partir da qual poderiam obliterar a rebelião mundial que se espalha contra o sistema globalizador genocida do Império.

A Economist e o Financial Times de Londres fizeram uma campanha feroz pelo afastamento de Dilma, tentando primeiro manobrar a agente da Coroa Britânica Marina Silva para a Presidência. (Isso requereu a remoção do candidato presidencial Eduardo Campos, que convenientemente morreu a meio da campanha num acidente aéreo ainda por explicar.) Quando Marina foi severamente derrotada na primeira volta das eleições o 5 de outubro, dinheiro e propaganda britânicos foram usados para apoiar Aécio Neves do Partido da Social Democracia (PSDB), para a volta final contra Dilma.

Neves fez campanha como o candidato do sistema bancário transatlântico. Prometeu impor novamente "ortodoxia económica" no Brasil, realinhar o país com o partido da guerra anglo-americano e virar-se contra os BRICS e a América do Sul - e foi derrotado.

Forças BRICS Celebram

Os brasileiros não foram tão burros ao ponto de prestar atenção aos apelos para saltar de volta para bordo do Titanic que se afunda, desde um barco salva-vidas dos BRICS que começa a tomar as dimensões de um porta-aviões. O Brasil tem aliados que se prepararam para o defender contra a guerra em marcha lançada pelo império moribundo, tal como foi experienciada pela vizinha do Brasil, a Argentina.

Conjuntamente com os parabéns de chefes de Estado sul-americanos em posições-chave que também lutam contra os poderes financeiros de modo a desenvolver as suas nações, tais como Cristina Fernández de Kirchner da Argentina e Evo Morales da Bolívia, a Presidente Rousseff recebeu calorosos parabéns dos líderes dos três gigantes do grupo BRICS: China, Rússia e Índia.

O Presidente chinês Xi Jinping recordou as suas discussões com Rousseff, nos vários fóruns bilaterais e multilaterais que tiveram lugar em torno da Cúpula dos BRICS em Fortaleza, Brasil no último mês de julho. A Presidente Rousseff e eu "decidimos unanimemente aprofundar a cooperação mutuamente benéfica e amigável entre a China e o Brasil em vários campos, e promover conjuntamente o desenvolvimento da ordem mundial para uma direção mais imparcial e mais racional", escreveu Xi.

Na sua mensagem de parabéns, O Presidente russo Vladimir Putin afirmou "a sua prontidão para continuar um diálogo construtivo e uma colaboração ativa para desenvolver uma maior cooperação bilateral em todas as áreas, assim como uma cooperação nos fóruns das Nações Unidas, G20, BRICS e outras estruturas multilaterais". Numa chamada telefónica pós-eleitoral, os dois líderes concordaram em encontrar-se novamente à margem da reunião dos G20 (dias 15 e 16 de novembro, em Brisbane, Austrália).

O Primeiro-Ministro indiano Narendra Modi disse que "anseia por continuar a trabalhar com Dilma para fortalecer as relações Índia-Brasil nos anos vindouros".

Desde dentro dos Estados Unidos da América, Lyndon LaRouche expressou o seu regozijo com a notícia da reeleição de Rousseff, assim que foi sabida. Mais cedo no dia da eleição, LaRouche tinha avisado que uma vitória do seu adversário, Neves, iria fazer o Brasil regressar à condição de colónia britânica e iria deste modo ser uma ameaça aos interesses dos próprios Estados Unidos da América, numa altura em que LaRouche lidera a luta para acabar com o controlo britânico e de Wall Street, sobre os Estados Unidos da América, para que possam estes, também, juntar-se aos BRICS no estabelecimento de uma ordem mundial de soberania nacional e de desenvolvimento.

Fúria Britânica

Frustrada por terem os eleitores brasileiros mais uma vez "derrotado inexplicavelmente" o seu sistema, a Economist de Londres previu no dia seguinte à eleição que o capital iria fugir dos mercados do país e que isso poderia ajudar a chantagear Rousseff para que adotasse as políticas de austeridade, "amigas do mercado" que os eleitores tinham acabado de derrotar nas eleições. A Economist apontou para o sucesso relativo de tal guerra financeira em amarrar a antigo Presidente brasileiro Lula da Silva durante a sua administração 2003-10, enquanto ameaçava que "de agora em diante, a viagem poderá apenas tornar-se mais difícil". Os "mercados" exigem que Dilma nomeie imediatamente um novo Ministro, ou uma nova Ministra, da Fazenda e que ele ou ela faça o que eles querem.

Os interesses endinheirados especulativos procederam à desvalorização da moeda do Brasil, o real, enquanto a bolsa de Bovespa caiu mais de 6% num dia, a dada altura, logo a seguir à eleição. Os britânicos insistem em castigar o Brasil por ter ganho, comentou LaRouche.

O 29 de outubro, três dias após a eleição, o Banco Central do Brasil aumentou as taxas de juro em 1/4 para 11,25%, o primeiro aumento desde Abril. A concessão não parou a pressão sobre o real.

De fato, nenhuma concessão será suficiente. A intenção é lançar uma "revolução colorida", afastar Rousseff e depois conduzir o Brasil ao caos e à ingovernabilidade, tais que as capacidades científicas e tecnológicas da nação possam ser finalmente desmanteladas.

Nunca subtil, a Economist intitulou o seu artigo pós-eleitoral na edição impressa de 1 de novembro, "Dilma Difícil de Morrer" ("Diehard Dilma"), uma manifestação típica do sadismo de escola pública britânico com insinuações de uma ameaça de morte implícita. "Se o seu segundo mandato não for uma desilusão ainda maior do que o primeiro", avisou a Economist, "A Sr.ª Rousseff precisa de prestar atenção não só aos seus partidários mas também àqueles que não votaram nela. Estes incluem muita da classe média, que em 2013 tomou as ruas em protestos massivos para exigir melhores serviços públicos e menos corrupção".

Até agora, a carne para canhão de tal "revolução" tem permanecido confinada a aspirantes a "revolucionários de caxemira", recrutados, em grande parte, das classes média e média-alta de São Paulo, sendo arrebanhados com gritos sobre "lutar contra o comunismo". Aquelas chamadas redes de mídia sociais estão a ser preparadas para apresentar uma aura de atividade que não existe. Organizadores das marchas de 1 de novembro em São Paulo e outras cidades para exigir a destituição de Rousseff e uma intervenção militar(!), hiperventilaram acerca de 100,000 comprometimentos na Internet em participar, mas não mais de 1,000-1,500 apareceram de fato nas ruas.

A histeria britânica de fomentar isto é tal, que a 30 de outubro, o PSDB de Neves entregou um pedido ilegítimo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para uma auditoria das eleições federais, quatro dias depois de ter aceite os resultados da eleição sem qualquer queixa sobre fraude. O pedido não apresenta provas, mas argumenta que a auditoria é necessária para restaurar a "confiança", porque um crescente número "do povo" questiona os resultados da eleição. Citada como prova dessa afirmação está uma petição na Internet que apela a Neves que rejeite os resultados da eleição; a petição reuniu um grande total de 60,000 assinaturas em dois dias.

Num país de mais de 200 milhões de pessoas, a ideia de que 60,000 assinaturas numa petição na Internet é uma força que compele a que se mande fazer uma recontagem, é ridícula. O que é ainda mais ridículo, é que a petição foi organizada pelo astrólogo mistura de subproduto da escola von Mises com "filósofo", Olavo de Carvalho, a quem LaRouche há muito tempo recomendou que fosse dado "o tratamento Pasteur contra a raiva", depois de ter este sugerido que a Rússia e a China estavam por trás do ataque de 11 de setembro ao World Trade Center em Nova Iorque. Juntando-se a Carvalho na petição está um toxicodependente brasileiro, estrela de rock pornográfica "Lobão" e outros dessa laia.

Este não é um movimento de massas e não tem bases para prosseguir, mas tem o objetivo de construir a base para a "revolução colorida" que a Economist, et al., insiste que seja posta em prática.

Dois Sistemas

Não tivessem os BRICS se afirmado este ano como um polo contrário, que se desenvolve por si próprio, ao sistema imperial britânico dominante, as esperanças da Economist de forçar o Brasil a capitular teriam sido provavelmente satisfeitas. Mas este não é o mesmo mundo que Lula enfrentou em 2002.

Dois desenvolvimentos durante a campanha, em particular, enfraqueceram a posição britânica.

Seis dias antes da volta final entre Rousseff e Neves, o jornal muito lido no país Jornal do Brasil, publicou um artigo reportando, com alguma extensão, sobre a avaliação da EIR, de que "O Que Está Estrategicamente em Causa na Eleição do Brasil" se resume à luta sobre se o Brasil irá arrancar economicamente como parte do renascimento global iniciado pelos BRICS, ou irá arruinar-se sob o sistema moribundo de Londres. (Ver o número do 15 de outubro; disponível em português no sítio na Internet em português da EIR).

O Jornal descreveu-o de forma certa, detalhando os assuntos cruciais levantados pela EIR, uma "revista americana conhecida por suas análises políticas": que Londres, tal como a EIR, vê a eleição brasileira como uma guerra, mas que os britânicos apoiam o candidato Aécio Neves e a sua aliada, Marina Silva, de modo a "subjugar o Brasil para impedir que o país e a América Latina sigam se desenvolvendo"; enquanto a EIR apoia a reeleição da Presidente Dilma Rousseff, porque em aliança com os BRICS, o Brasil pode "vencer mais de 25 anos de subjugação á ditadura financeira supranacional" e deste modo soltar as suas grandes capacidades científicas e industriais.

O Diário do Poder baseado em Brasília, lido pelos seus supostos "exclusivos com origem em fontes internas" e notícias sobre escândalos, publicou um editorial o 19 de outubro queixando-se de que círculos governamentais davam atenção ao apoio da EIR de LaRouche a Rousseff nesse artigo. No dia seguinte, o artigo do Jornal garantiu que a avaliação da EIR era muito lida pela classe política do Brasil.

Rousseff enfatizou a importância da participação do Brasil nos BRICS em várias aparições públicas na semana final de campanha. Num discurso perante um enorme comício em São Paulo o 20 de outubro, por exemplo, atacou Neves por conceber apenas "o Brasil pequeno" atrelado "aos grandes países. Querem entregar o Brasil. Querem voltar com a ALCA [Área de Livre Comércio das Américas], não querem os BRICS e são capazes de menosprezar o MERCOSUL" e a América Latina.

Os temas enfatizados pela campanha de Rousseff nas semanas finais da campanha fortaleceram o potencial do Brasil de adotar uma política de desenvolvimento nacional mais agressiva no segundo mandato de Rousseff. Ela disse aos brasileiros que eles estavam a escolher entre duas visões radicalmente opostas do que deve ser o Brasil no mundo: a visão do adversário dela de um Brasil subserviente a potências estrangeiras e interesses bancários, com baixos salários e alto desemprego e pobreza para a maioria do seu povo; ou um Brasil aliado com outras nações soberanas nos BRICS e nos agrupamentos regionais sul-americanos, UNASUL e MERCOSUL e o uso da banca pública para fortalecer a infraestrutura do país, a indústria nacional e os padrões de vida e habilitações.

Celso Amorim, antigamente Ministro das Relações Exteriores e atualmente Ministro da Defesa, elaborou sobre esta ideia num editorial aberto no portal Vermelho o 22 de outubro. Dilma Rousseff e o seu antecessor Lula da Silva, provaram que o país está "disposto a defender sua soberania e a integridade de uma ordem internacional baseada no Direito", contrariamente àqueles que justificam "comportamentos tímidos, pouco condizentes com as dimensões do país e as aspirações do nosso povo", escreveu ele. Ele listou as políticas deles de dar prioridade à unidade sul-americana; prestando especial atenção a África; trabalhando ativamente com os BRICS; e rejeitando provisões de livre-comércio que favoreciam as companhias farmacêuticas multinacionais, que limitariam o direito do Brasil de lidar adequadamente com a saúde pública. "O Estado brasileiro", escreveu ele, "deixou para trás a visão de um país 'periférico e desarmado' e assumiu plenamente a responsabilidade pela proteção de seus recursos e de sua população", usando o poder de compra do governo para favorecer a indústria nacional e investir em tecnologias nacionais.

A campanha dela descreveu o apoio da Economist a Neves pelo que este verdadeiramente vale, com o antigo Presidente Lula a rir-se dizendo da Economist: "essa revista é a mais importante do sistema financeiro internacional, dos bancos, dos achacadores que dizem que são de investidores, mas que são exploradores. Pois bem. Qual é a resposta que temos que dar? Que o Aécio é candidato dos banqueiros, ótimo. A Dilma é candidata do povo brasileiro."

O Brasil numa Encruzilhada

Para segurar o país, Rousseff terá de tomar ações dramáticas. Sem estas, a guerra financeira irá criar as condições sob as quais uma "revolução colorida" pode arrancar. Carlos Pastoriza, presidente da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), numa entrevista dada a 27 de outubro ao jornal Zero Hora, apontou para um dos grandes problemas económicos subjacentes que o Brasil enfrenta:

O Brasil está ameaçado por uma "desindustrialização galopante. A nossa indústria de transformação está certamente na UTI. Este processo tem se agravado", disse ele. "A desindustrialização tem duplo efeito de mascaramento da realidade. Primeiro porque o Brasil tem taxa de desemprego muito baixa (menor que 6%) e, então, há a sensação falsa de que não há problemas graves. O segundo fato é que as empresas estão, silenciosamente, se tornando maquiladoras. E, passo seguinte, passam a somente ser distribuidoras de produtos fabricados em outros países. Nem o IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] capta este fenômeno. (...) O Brasil está numa encruzilhada. O próximo governo precisa encontrar um rumo. Se isto não for feito, voltaremos ao Brasil colônia."

Tão cedo quanto o início dos anos 1990, a EIR tinha enfatizado que o caminho que o Brasil precisava de adotar era o do desenvolvimento das suas mais avançadas capacidades científicas e tecnológicas - especialmente nos setores nuclear e aeroespacial - conjuntamente com a sua vizinha Argentina. As duas nações juntas constituem uma espécie de "Eixo Produtivo" cuja ativação da alta tecnologia é a chave para o desenvolvimento de toda a América do Sul.

Em Fevereiro de 1993, a EIR escreveu: "O 'Eixo Produtivo' economicamente mais denso da Ibero-América é constituído pela área do sul do Brasil, passando pelo Uruguai até ao norte da Argentina. (...) Esta região possui a maior densidade económica, a maior concentração de mão-de-obra e potencial de capital capaz de facilitar as mais rápidas taxas de crescimento possíveis do poder laboral produtivo de todo o continente. (...)"

"O que torna isto possível não são tanto as densidades existentes (...) mas antes o potencial da região de gerar e absorver avanços tecnológicos - um potencial que se fundamenta acima de tudo na existência de um número significativo de cientistas e técnicos, particularmente na Argentina e no Brasil. Este é o recurso económico mais importante do continente: essa capacidade tecnológica e científica que é exatamente o que o Fundo Monetário Internacional e Wall Street querem destruir de qualquer modo. São estas capacidades, particularmente os programas nucleares e aeroespaciais da Argentina e do Brasil, que tornam possível transformar a Ibero-América numa superpotência económica."

Quase uma década depois, Lyndon e Helga LaRouche fizeram uma notória visita ao Brasil, entre 11 e 15 de junho de 2002, que estabeleceu um diálogo com círculos de liderança brasileiros sobre a direção que o Brasil e o mundo tinham de adotar (ver em baixo).

E agora hoje, pouco mais de uma década depois dessa visita histórica, o assunto é outra vez central para o Brasil - mas desta vez com poderosos aliados, no contexto da acção liderada pelos BRICS de substituir o sistema financeiro internacional falido por uma nova ordem mundial de soberania e desenvolvimento científico.


Visita de 2002 de LaRouche a São Paulo, Brasil

Lyndon e Helga LaRouche visitaram o Brasil entre 11 e 15 de junho de 2002, convidados pela Prefeitura de São Paulo, onde LaRouche foi homenageado com o título de Cidadania Honorária dessa cidade de mais de 18 milhões de pessoas, a terceira maior do mundo. Dirigindo-se a uma multidão de várias centenas que estiveram presentes na cerimónia, LaRouche disse que não havia maneira dos Estados Unidos da América saírem da crise de colapso, sem a fundação de uma comunidade de princípio entre as nações das Américas. O Brasil tem um particular papel a desempenhar em qualquer tal empreendimento, disse ele, como um dos poucos países no mundo que ainda retém algum grau significativo de soberania. Ele disse que esperava, com a vinda dele ao Brasil, abrir um tal diálogo com todas as nações das Américas.

LaRouche fez três discursos públicos durante a sua visita de uma semana, além do seu discurso dirigido à Prefeitura. Em cada um deles, ele avisou que não havia solução dentro do sistema financeiro internacional existente. Vocês têm de nos ajudar a substituir o sistema, disse ele às suas audiências brasileiras, porque ambas as nossas nações dirigem-se direito a um rebentamento.

Precisamos de uma Reforma Financeira Global

Num discurso o 13 de junho dirigido à Associação Comercial de São Paulo, LaRouche disse:

"Isto quer dizer que temos de pensar em vários termos: Primeiro, precisamos de uma reforma monetária/financeira global. O melhor modelo que temos é o sistema de 1945-64, não como um modelo perfeito, mas como um modelo político. Sob estes, temos de ter, deste modo, uma reorganização financeira em vários países. Precisamos de uma conferência monetária de emergência entre países preeminentes, usando os poderes de emergência de governo implícitos, para negociar imediatamente uma reforma geral e uma reorganização derivada das falências.

"Temos também, então, que tomar certas medidas em cada país e em acordos de tratados para fazer crescer a economia mundial. Isso quer dizer que precisamos um sistema protecionista, porque o que muitas pessoas não entendem, é a importância dos ciclos de capital. Os ciclos de capital duram normalmente 25 anos para o desenvolvimento de infraestrutura a longo prazo; 3-7 anos para um programa agrícola, mesmo para um agricultor individual; e para uma firma industrial, desenvolver uma linha de produtos podem tomar 7-15 anos.

"Por isso, temos que gerar uma enorme quantidade de investimento de capital. Como é que fazemos isso? Temos que criar um sistema de crédito, mas precisamos um sistema de crédito seguro. Não se podem ter comércio ou empréstimos internacionais acima de 1-2% de taxa de juro simples. Portanto, devemos ter uma taxa de câmbio fixa. Deveríamos provavelmente usar uma taxa de câmbio baseada em reservas de ouro.

"Então, temos que fazer certas mudanças em cada país. O caso do Brasil é óbvio. O Brasil tem definitivamente um potencial tremendo. Temos duas áreas: Temos as áreas económicas domésticas. Temos infraestrutura, a qual é primária. Os requisitos energéticos são imensos. O controlo e o desenvolvimento dos próprios recursos energéticos. É preciso um programa orientado para o desenvolvimento científico, de desenvolvimento económico e recuperação, que o Brasil já tem em algumas áreas, tal como na área da ciência médica, que é crucial, por exemplo, para África. É preciso ter então um sistema educativo que possa ser construído para produzir os quadros para esta expansão.

"Temos que dar também uma ênfase ao empreendedorismo. Nenhum contabilista, trabalhando como contabilista, pode fazer uma economia crescer. O crescimento vem dos princípios físicos; vem da ingenuidade do empreendedor. Vemos isto na Itália, vemos isto noutros sítios: O falhanço das grandes corporações revela o que sempre soubemos. Uma economia bem-sucedida tem sempre como base o empreendedorismo - são eles os inovadores."

Mantendo o Bem-Estar Comum

O 11 de junho de 2002, numa conferência patrocinada pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG) e pela EIR, que teve lugar no auditório do Parlamento Latino-Americano em São Paulo, LaRouche declarou:

"Primeiro que tudo, tem que se trazer um fator de estabilidade para a situação e se faz isso da melhor maneira através de medidas económicas, que têm como objetivo o bem-estar comum. Se se puder ir a uma população e convencer a população de que se vai agir efetivamente para manter o bem-estar comum, para que possam as pessoas viver em paz nos seus bairros, para que não tenham elas de lutar em lixeiras por comida e esse tipo de coisas, pode-se então estabelecer uma autoridade civil para governar. Tem-se um governo credível (...) dedicado à manutenção do bem-estar comum."

O 12 de junho de 2002, LaRouche disse num discurso dirigido à Prefeitura de São Paulo:

"Olhem para o Brasil: esta maravilhosamente grande, quase intocada terra selvagem, com algumas concentrações de desenvolvimento, mas com vastas áreas não desenvolvidas, simbolizadas pelo poder bruto do rio Amazonas. Se se olhar para a região da Amazónia desde o ponto-de-vista do grande cientista russo, Vernadsky, que criou os termos 'Biosfera' e 'Noosfera', tem-se uma noção do grande poder para o futuro, implícito no desenvolvimento disso, de uma maneira cientificamente sólida e racional. (...)

"Então, como é que se vai realizar o potencial do Brasil? Tem que haver fontes de energia em várias partes do país; tem que haver comunicações e transportes eficazes. Assim, a rentabilidade da firma, a produtividade da firma, numa parte do Brasil, não fica tipicamente baseada na produtividade interna ou finanças próprias dessa firma. Mas que é o 'ambiente artificial', que a nação crie sob a forma de infraestrutura, que a nação crie sob a forma de programas educativos, que a nação crie sob outras formas, que permita então ao povo do Brasil desenvolver as várias partes do continente para criar novas cidades, para criar novas indústrias, para transformar a região da Amazónia, para conquistar o cerrado com o seu grande potencial: Para alterar a natureza através da vontade humana, através do descobrimento."

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colocado por Fernando Negro às 20:06

Quem melhor explica a actual situação política internacional

07.08.14

Acabaram por ser a última muito boa fonte que descobri, no meu processo de procura por fontes credíveis e de qualidade que denunciem o projecto da Nova Ordem Mundial e são, ao mesmo tempo - e de longe - a melhor de todas as fontes que conheço, no que toca a fazer um constante apanhado geral sobre o que, de mais e de muito importante, se passa e tem passado, neste incrível Mundo em que vivemos - e sobre o que o Império Britânico, que ainda opera nas sombras (como, mais correctamente, gostam eles de chamar ao movimento da NOM) vai fazendo, para tentar dominar este Planeta.
São o Movimento LaRouche, que é descrito como tendo os melhores serviços secretos privados do mundo. E, para constatar a inegável qualidade do seu trabalho, não é preciso ir mais longe do que um texto que eu traduzi e publiquei, há uns meses, neste meu blogue.
Querem saber por que razão está o Ocidente a tentar provocar uma guerra nuclear com a Rússia e seus aliados? Por que razão não falam os média de massas sobre o programa espacial chinês e o objectivo do último? Que possível alternativa promissora existe aos actuais problemas energéticos com que nos deparamos? O quão promissora é a aliança BRICS? Que alternativas económicas viáveis existem para mitigar o processo de Colapso que estamos a experienciar?
Então, só têm de estar atentos às muito boas publicações e sessões de esclarecimento que este movimento vai lançando e organizando.
O que se segue, é a mais recente dessas sessões de esclarecimento, que são semanalmente emitidas via Internet e que este movimento vai também publicando no seu canal no YouTube.

(Aqui esta mesma emissão dobrada em castelhano - e aqui o correspondente canal no YouTube nesta língua.)

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