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A liberdade de pensamento defendida pelo Bloco de Esquerda

22.03.19

Fotografia de ecrã de um comentário que fiz há pouco no Twitter.
(A primeira hiperligação, para a notícia de uma publicação do BE, é esta. E, a hiperligação que eu deixo no meu comentário, é <esta>.)

 

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Querem mesmo aderir à "Internet das Coisas"?

16.03.19

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Eu nem vou falar da quantidade de coisas muito estranhas que têm acontecido em equipamentos informáticos e de telecomunicações meus, desde que me tornei politicamente activo...
E irei, em vez disso, partilhar apenas um comentário que hoje fiz, a mais uma colocação da parte de alguém que se mostra entusiasmado com o surgimento da dita "Internet das Coisas", seguido de uma hiperligação para uma notícia que fala sobre o que aconteceu, há uns anos, a alguns activistas que tinham importantes trabalhos "anti-sistema" nos seus computadores.

 

Nada que esteja ligado à Internet pode ser considerado realmente “seguro”... Mas, apenas capaz de proteger alguém contra criminosos comuns.

A começar pelo hardware, é sabido que a maioria dos computadores que usamos já vêm com um firmware/BIOS equivalente a um sistema operativo paralelo, embebido nas placas-mãe dos mesmos (e com a capacidade de usar componentes do computador e muitas vezes também de se ligar à Internet), cujo código-fonte é desconhecido (https://libreboot.org/faq.html#intel). O que nos leva a interrogar sobre como funcionarão então todas as outras placas-mãe de “hardware proprietário” (e não também “open source”) com firmwares e chips desconhecidos.

E, qualquer encriptação que se use em comunicações via Internet (como, por exemplo, para o descarregamento de software a ser instalado) não é inquebrável. Mas sim, quebrável apenas com uma capacidade de processamento que não está ao alcance do comum cidadão. E, o que diz quem já trabalhou para um dos serviços secretos estadunidenses, é que o seu governo já possui supercomputadores capazes de desencriptar quase todo o tipo de comunicações usadas, incluindo em tempo real (https://www.youtube.com/watch?v=Z1O7Ftm3nBg#t=20m30s).

Logo, nada do que irá ser implementado irá impedir que o Grande Irmão ocidental, denunciado por Edward Snowden e outros, entre pelos nossos equipamentos dentro – sendo esta nova “Internet das Coisas” um meio e um modo perfeitos para tal Grande Irmão, não só espiar ainda mais as pessoas, como também controlar mais aspectos das suas vidas.

Vejam, por exemplo, um filme que anda a ser passado na TV por cabo, que retrata o pesadelo em que tudo isto se pode/irá tornar, chamado I.T. (https://www.imdb.com/title/tt2679552/) – e pensem duas vezes se querem mesmo ligar tudo o que têm à Internet...

 

***

 

As viruses attack their computers, the eco-activists ask themselves: “could we be seeing ghosts?

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colocado por Fernando Negro às 18:52

O país onde se pode não pagar pelas rádio e televisão estatais

27.02.19

(O que seria de pessoas como o psicólogo Quintino Aires, se tal fosse também permitido em Portugal?... Ou, de programas como o ultradecadente, e melhor exemplo de degradação moral, "5 Para a Meia-Noite"?)

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colocado por Fernando Negro às 17:32

O número 11 como assinatura codificada

03.01.19

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Quem tenha lido algumas das colocações neste blogue, sobre a forte presença do número 11 na escolha de importantes datas, já deverá ter concordado que, de facto, há aqui algo que pode, no mínimo, ser considerado mesmo muito suspeito.
Mas, quantos de vós é que já repararam na presença do mesmo, sob a forma de letra?
"Ku Klux Klan", movimento "okupa"...
Se considerarmos cada letra do alfabeto como equivalente a um número, temos A=1, B=2, C=3 etc e... K=11.
Ora, não é claramente o nome escolhido para o grupo "KKK" o resultado da vontade de alguém de que as três iniciais do nome de tal grupo fossem a letra K?
Afinal de contas, "Ku" não quer dizer nada, "Klux" também não e "Klan" não se escreve com K.
A óbvia explicação para isto, está no facto de que quem fundou este grupo foi um conhecido maçom de 33º grau, chamado Albert Pike - conhecido até por ter reformulado alguns dos rituais da (muito presente, na sociedade ocidental) Maçonaria.
Devendo também esta ser a razão pela qual a letra K aparece 3 vezes e a razão pela qual o grupo por este maçom formado tem como símbolo um muito discreto 6 (adoptado também pela multinacional britânica Vodafone) - que, quando repetido também 3 vezes, resulta num número satânico.
O objectivo da criação de tal grupo ou movimento?
Também óbvio: criar divisões raciais nos EUA, no seguimento da máxima "dividir para reinar".
Ora, tornando-se mesmo muito suspeito (ou óbvio) que a presença da letra K em movimento sociais não esteja lá por acaso e que seja uma assinatura oculta...
O que pensar então do movimento "okupa" no nosso país vizinho?
Qualquer pessoa que tenha tido contacto com este movimento, saberá que se distingue o mesmo dos reais movimentos sociais pela sua inconsequência política, promoção de um estilo de vida alternativo (em detrimento de um real e forte activismo social - o que, no que toca a movimentos anarquistas, é conhecido por "lifestyle anarchism" em países anglo-saxónicos) e pela promoção de estéticas e formas de "arte" normalmente feias e degradantes (sugiro a visita a um destes "centros sociais okupados" para o constatar ou, em alternativa, podem procurar por fotografias dos mesmos na Internet) sempre associadas ao consumo de drogas - sejam estas leves ou duras (álcool incluído).
Ora, sabendo isto, não será de suspeitar que também que este movimento "okupa" tenha sido uma criação do próprio poder estabelecido, para desviar as poucas energias que restem (após o consumo das referidas drogas, isto é) por parte dos seus adeptos para formas de "luta" (quando puderem estas sequer ser consideradas como tal) ineficazes e inconsequentes, no seguimento do mesmo princípio sobre o qual elaborava eu <aqui> e também <aqui>?
(Comparem, por exemplo, a quantidade e acima de tudo a qualidade do material - de natureza política e não só - produzido por uma redacção de um qualquer jornal, ou de um qualquer departamento de um serviço secreto, com a quantidade e a qualidade do material produzido pelo mesmo número de integrantes de um qualquer destes centros sociais "okupados"...)

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Obrigado pelo maravilhoso Ser Humano que foste e sempre serás, John Taylor Gatto. Deste razão a alguns que lutavam contra isso!

18.12.18

 

Um "artigo" que tencionava partilhar com John Taylor Gatto, mas que já não fui a tempo de o fazer, para lhe provar que é, de facto, verdade que há quem (embora sejam, como dizia ele, mesmo muito poucos os que o fazem) seja capaz de se aperceber do processo de domesticação e também estupidificação a que é sujeito, no decorrer (i.e. enquanto é vítima) do mesmo.
(Artigo este, obviamente escrito anos antes de saber eu sequer quem era este autor.)
Foi um relativamente mau artigo, com a palavra "indivíduo" a surgir n vezes e com repetições de argumentos, escrito à pressa para ser partilhado numa manifestação de estudantes que iria ocorrer dentro de poucos dias, na viragem do século, quando fazia eu parte de um colectivo de estudantes anarquistas. Assim como, foi o primeiro artigo teórico que alguma vez escrevi. E, por isso, por favor não associem a falta de qualidade do mesmo aos meus presentes textos, neste blogue.
Também, para além da imaturidade e pouca literacia da altura, outra razão para os erros gramaticais é que sempre fui (e sou) ligeiramente disléxico. Razão pela qual, ainda hoje, faço coisas como escrever "causa" em vez de "casa", como ocorreu na última colocação neste blogue, antes de ter eu corrigido tal erro, só me tendo apercebido do mesmo ao ler o texto uma terceira ou quarta vez.

 

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colocado por Fernando Negro às 11:49

Para a História: Com a ajuda do PCP, que faz este Governo possível

22.11.18

[Governo ordena que Polícia retire trabalhadores do Porto de Setúbal, com contratos incrivelmente precários, que tentam impedir a entrada de fura-greves...]

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colocado por Fernando Negro às 14:46

Para que serve a Polícia? (x2, versão curta e grossa)

13.06.18

Um comentário que deixei anteontem a uma colocação num blogue, a propósito das manifestações que têm ocorrido no Reino Unido, por causa da detenção de Tommy Robinson pela Polícia, por ter este conhecido activista simplesmente reportado sobre o veredicto de um julgamento de um caso de proxenetismo, violações, raptos e tráfico de crianças por parte de um grupo de muçulmanos.

 

"NWA was right". :)

Loved that particular tag (the same way I loved their well-known song, when I found out about it - after years of personally witnessing Police abuse and hypocrisy).

The Police *never* served the interests of the common citizen. Their real function is to protect the interests and impose the will of the ruling class. And, if they indeed imprison some criminals, that's because those criminals also represent a danger to that same ruling class. Since, the root cause of most criminal activity that affects the common citizen (drug dealing) is never really combated - but, actually protected by the Police (https://www.youtube .com/watch?v=UT5MY3C86bk + https://www.amazon.co.uk/Shadow-Masters-Governments-Intelligence-Terrorists/dp/0979988616/).

(If you're talking about sheriffs - who are elected officials - then that's a different story... But, when it comes to the regular police force, who obeys the State, that's always the case. Even if most police officers are not aware of such, and sometimes also protect some common citizens - when those common citizens are not opposing the ruling class, that is.)

 

Comentário esse, ao qual aproveito para acrescentar um vídeo de (apenas) parte do que mais faz a Polícia a este activista, ao ponto de afectar até a família do último. (Vejam o vídeo e possivelmente interroguem-se: Quem é que está a Polícia a proteger, no seguinte que é um claro caso de assédio?)

 

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A Fábrica de Nada

29.05.18



No decorrer de um inevitável processo de Colapso económico e desindustrialização (que está à beira de se tornar muito pior) e também já no início de uma era de transição para a mão-de-obra robótica em trabalhos fabris, parece este filme querer dar a dica (obviamente errada e tardia, que levará a um beco sem saída) de que, a maneira de se lidar com este inevitável Colapso industrial, é simplesmente entrar agora em autogestão nas várias fábricas, ignorando as actuais situação e evolução económicas, assim como a necessária adaptação à nova realidade tecnológica.
Como alguém que possui um passado anarquista, este filme provoca inevitavelmente em mim sentimentos mistos - pois, passando ao lado do seu modo de produção claramente não-anarquista e da altura em que este surge, tem também o próprio filme vários aspectos que considero negativos, maioritariamente associados à aplicação prática do conhecido (e notoriamente autodestrutivo) lema "Sexo, Drogas e Rock'n'Roll" (ou, neste caso, "Punk Rock").
Para além de que, parece esta obra criar uma atmosfera maioritariamente distópica e sombria.
E, o facto de ter sido este um filme que foi, muito estranhamente, premiado, bastante elogiado e até promovido internacionalmente pela imprensa controlada, leva-me logo a ficar "de perna atrás" com o mesmo e a suspeitar que possa este constituir uma tentativa de colar tais aspectos negativos à muito positiva experiência original, que o filme diz querer homenagear - ao mesmo tempo que, acima de tudo, seja este uma tentativa de promoção da subcultura decadente que retrata.
Também, logo a começar pela sua parcial origem duvidosa, num muito estranho e contraditório centro social que recebe dinheiro da Comissão Europeia (e onde se promovem conhecidos falsos movimentos controlados, a degradação cultural, a confusão sexual, uma sociedade pós-industrial, a abolição das fronteiras e se disseminam mentiras ecológicas, entre outros claros objectivos do poder estabelecido) inspira esta obra em mim tudo menos confiança e crença nas boas intenções de quem a criou.
No dia em que surga, em Portugal ou qualquer outro país do Mundo, um filme produzido de modo anarquista e que queira realmente promover o Anarquismo, retratando-o de modo essencialmente belo, funcional, verdadeiramente consciente, indubitavelmente sério e mesmo muito positivo, não associando esta ideologia e prática política a subculturas decadentes, poderei então eu encarar tal possível obra com outros olhos.
Até lá... É este filme, para mim, mais um que não tem valor e que assenta maioritariamente na negatividade e na crítica destrutiva e inconsequente, como tantos outros de natureza cínica que nos impinge a imprensa controlada - e também mais um que foi (quase certamente) feito com segundas intenções (que, infelizmente, quem aceitou nele participar e pensa estar a agir contra o "sistema" é incapaz de atingir - por não ter lido um muito importante livro).
Até o próprio nome do filme parece querer instilar a ideia inconsciente, entre quem o vê, de que o resultado final de quando se envereda por um modelo de autogestão é... "Nada".
(Vejam também este cartaz.)

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Uma muito boa explicação do que é "oposição controlada"

08.05.18

"You have to be very aware of people who present themselves as your supporters and then try to either become leading critical 'gatekeepers' that only point out to petty wrongdoings by the government and hide the (much more important and revealing) rest, and people that lead you into traps, false solutions, or try to make you adopt counter-productive or time-wasting ineffective forms of struggle."
--- Eu próprio, há 10 anos (no fórum do sítio PrisonPlanet.com)

"A melhor maneira de controlarmos a oposição é sermos nós próprios a liderá-la."
--- Vladimir Lenine

 

(O anterior vídeo é sobre este fenómeno a ocorrer na suposta Direita estadunidense. E, se quiserem observar o mesmo a ocorrer na suposta Esquerda do mesmo país, têm por exemplo <este> muito interessante facto.)

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Boaventura Sousa Santos foi co-fundador do Fórum Social Mundial

06.05.18

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Há já muito tempo que o sítio do "Centro de Pesquisa sobre Globalização" (GlobalResearch.ca) me vem, infelizmente, a despertar cada vez menos interesse... Pois, desde a sua criação, no início da década passada - quando constituía este sítio uma muito boa fonte de análise de informação na Internet (veja-se a excelente investigação que o seu fundador e director, Michel Chossudovsky, fez sobre a verdadeira natureza da al-Qaeda, por exemplo) - que tenho visto novo autor atrás de novo autor desconhecido juntar-se ao mesmo, que com nada de verdadeiramente útil contribui para tal Centro de Pesquisa - tornando tal sítio numa estranha amálgama de pouca informação de interesse, no meio de informação que nada realmente adianta relativamente ao que já se sabe (onde, por vezes, tentam alguns até dar explicações alternativas a boas denúncias que já foram feitas). E, olhando para o que escreve um dos (principais) primeiros novos contribuintes que vi surgir neste Centro de Pesquisa - nos quais penso quando faço este tipo de crítica - chamado James Petras, por exemplo, o que eu vejo é um outro Howard Zinn.
Mas, se apesar de tudo ainda vou por vezes espreitando tal sítio, já com muito poucas esperanças de encontrar nele algo de útil, eis que fui hoje muito surpreendido, pela negativa, com uma grande evolução no mesmo... A presença agora de artigos de "análise" de Boaventura Sousa Santos.
Boaventura Sousa Santos - nunca me irei esquecer - era quem - enquanto andávamos eu e outras pessoas nas ditas manifestações "antiglobalização" no início da década passada - escrevia no jornal Diário de Notícias (se não me engano) as mais inócuas críticas possíveis (1) à incrível perda de soberania e controlo nacionais, relativamente às vontades das cada vez mais poderosas companhias multinacionais, que começavam a sobrepor os seus interesses aos dos países onde se estabeleciam, e (2) aos incríveis esquemas montados pelos FMI e Banco Mundial, através dos quais conseguia o Ocidente pilhar (e obter o controlo de) os países em vias de desenvolvimento.
E, depois de ter eu aprendido o que aprendi sobre o controlo que existe da informação nos média de massas, outra coisa não seria também de esperar, da parte de alguém a quem este média davam atenção (ou caso contrário, não seriam as suas "análises" publicadas em tal imprensa)...
Mas, se tem alguém ainda alguma dúvida de que esta figura não é (obviamente) mais do que outro exemplo da aplicação da fórmula de "oposição controlada" em Portugal, apenas tem de olhar para uma conhecida suposta alternativa por esta mesma pessoa criada, a nível internacional, ao fenómeno da globalização capitalista... O dito "Fórum Social Mundial".
Já alguma vez ouviram de algo de jeito que tenha saído de tal fórum? Claro que não. E, o objectivo é obviamente mesmo esse... Servir de fórum de discussão inútil, que apenas serve para desviar a atenção e o tempo, da parte de quem queira mudar as coisas, de outras possíveis alternativas reais e efectivas - como é, por exemplo, o caso da aliança BRICS, que entretando surgiu.
E, porque razão digo eu que é obviamente este o propósito de tal fórum?
Ora, porque (para além de ser esta uma manobra de diversão muito usada pelo poder estabelecido) no caso deste Fórum Social Mundial, não se deram as elites ao trabalho de esconder sequer os seus cordelinhos. E, basta ver quem é que <financia> as edições de tal fórum, para facilmente concluir que interesses é que (ultima e verdadeiramente) serve o mesmo.
Ora, se é este Fórum claramente uma criação de tais interesses elitistas (que permitem que tais reuniões ocorram, através do seu financiamento) o que é que acham vocês que serão os indivíduos que visivelmente fundaram o mesmo?
Pois bem, o conhecido Boaventura Sousa Santos (que é por vezes também convidado para os péssimos debates controlados da RTP, por exemplo) foi um dos fundadores deste Fórum! (Basta que espreitem a sua página na Wikipedia, ou leiam a nota no final deste artigo, para constatar tal facto.) E, juntando isto às críticas ligeiras que este faz ao fenómeno da globalização capitalista, penso que é óbvio - para toda a gente bem informada e inteligente - perante o que é que estamos...
"O Fórum Social Mundial são as elites de esquerda a tentar obter o controlo do movimento antiglobalização." - disse eu uma vez, numa cidade estrangeira, perante um pequeno grupo de activistas que pareciam ser maioritariamente anarquistas, numa pausa entre as manifestações contra o Fórum Económico Mundial (do qual tirou esta "alternativa" o seu nome).
"Ninguém o disse melhor [que tu]!" - respondeu-me um desses activistas, perante quem eu tinha feito tal observação.
(Por "elites de esquerda" estava eu a referir-me ao tipo de líderes de (suposta) esquerda que notoriamente o são em busca de poder e controlo sobre os outros - e não os que querem realmente mudar as coisas. Pois, a criação de tal Fórum alternativo era clara e notoriamente o que dizia eu que era. E não uma criação independente oriunda de tal movimento que tinha surgido.)
Mas, deixemo-nos de críticas a uma organização que merece apenas ser ignorada...
Se querem saber do que estou eu a falar, quando digo que Boaventura Sousa Santos (o autor que, enquanto decorriam as manifestações chamadas de "antiglobalização", era indicado pela imprensa controlada como a pessoa que devia ser lida, para saberem todos porque razão ocorriam tais estranhas manifestações) apenas faz denúncias e críticas ligeiras das actividades do FMI, Banco Mundial e afins, comparem o que escreve este autor com o que é, por exemplo, denunciado pelo jornalista de investigação Greg Palast <nesta> e <nesta> entrevistas.

 

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Nota final: E, observem que tipo de pessoas é que são convidadas para este Fórum Social Mundial: Noam Chomsky, Ignacio Ramonet... A nata da falsa e reformista esquerda ocidental. Chossudovsky (descobri quando estava a acabar de escrever esta colocação) está também consciente das fontes de financiamento deste Fórum... Ficando nós sem saber, então, porque razão decide ele dar lugar aos escritos de Sousa Santos no sítio na Internet do primeiro.

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