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Não. Pôr um bebé num caixote de lixo, não é um acto tolerável.

19.11.19

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Um comentário que deixei há pouco à muito boa análise que a historiadora Raquel Varela fez da polémica em curso.

 

A melhor análise que vi de toda esta polémica… Parabéns!

Eu próprio, depois de ter ouvido uma entrevista a uma muito conhecida figura defensora dos direitos das crianças, ainda recuei um pouco, por admitir a hipótese de se poder tratar de alguém com sérios problemas mentais. Mas, se não é esse o caso, obviamente que se trata este de um acto intolerável.

O facto do poder estabelecido (Presidente da República e afins) prontamente querer retratar a mãe em causa como “vítima”, faz obviamente parte do constante e contínuo processo de legitimação da irresponsabilidade por parte deste mesmo poder – obviamente, com vista a fazer dos actuais seres humanos, que constituem a sociedade, meros animais sem valores (e, por isso, fáceis de controlar e explorar).

É a mesma história de que com a legalização do Aborto (sei que a autora deste blogue quase certamente discordará deste aspecto, em particular) relativamente ao qual o poder estabelecido não desistiu enquanto não obteve um referendo favorável (mas deixou de referendar o mesmo, após tal ter sido legalizado).

Na Finlândia, por exemplo (que, tal como os restantes países nórdicos, serve de “ponta de lança” para os projectos sociais do poder estabelecido ocidental) já chegaram a um cúmulo em que, quem mata outra pessoa, vai para o que mais parece ser um campo de férias, em vez de para uma prisão (https://www.euronews.com/2019/07/19/finland-s-open-prisons-a-model-for-the-rest-of-europe) – porque, sabem, os criminosos são todos “vítimas da sociedade” etc.

Se os criminosos são todos “vítimas da sociedade”, então calem-se com as críticas aos políticos, capitalistas e restantes poderosos – que, essencialmente, são diferentes do comum criminoso apenas no grau de inteligência (por se terem apercebido de que, se cometerem os crimes dentro do próprio sistema, por norma não vão presos). Pois, estes últimos, mais do que “vítimas da sociedade”, são então também usualmente “vítimas” da educação familiar que tiveram.

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colocado por Fernando Negro às 22:47


1 comentário

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De Maria Ribeiro a 22.11.2019 às 01:52

Parabéns para si, também, Prezado Fernando. Depois das suas palavras, tenho mais é que assinar em baixo

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