Caro Dr. Octopus,
Também eu já não vejo praticamente televisão - à excepção dos dois canais que aqui recomendo (Russia Today e Press TV) e de umas espreitadelas ocasionais à VTV, para ver como vai a Revolução Bolivariana. E, mesmo quanto à RT, que é o canal que vejo mais, vejo muitas vezes os programas desta antes no YouTube.
Via ainda, há poucos anos atrás, apenas o telejornal da RTP 2, mas já nem isso sou capaz de ver na televisão nacional, devido à quantidade de mentiras, propaganda e notícias revoltantes, às quais já sei que muito pouca gente, neste país de panhonhas, irá reagir...
Quando falo que via a CNN, falo de quando era novo e surgiu a TV por cabo em Portugal - já lá vão cerca de 15 anos... E, poucos anos depois - já politicamente desperto, activo e definido, e conhecedor, através de outras fontes, do que este canal andava a omitir - deixei logo de ver tal estação. E até pus a palavra "LIXO" no conjunto de 4 ou 5 caracteres em que dava para escrever o nome do canal, numa das televisões, ou vídeos, cá de casa.
Cheguei ainda a espreitar, umas quantas vezes, tal canal, no decorrer da minha actividade jornalística amadora, para confirmar as mentiras e omissões que já sabia que este iria dizer e fazer, e também para reparar nas técnicas de propaganda utilizadas, mas, depois de ter feito tal coisa, não perco absolutamente mais nenhum do meu tempo a espreitar sequer o que tal estação tem a dizer.
Sobre o M6, a impressão que tenho, do pouco que me lembro de espreitar esse canal, há uns bons anos atrás, é que é apenas mais um dos muitos canais controlados, que emite até muita da música de treta moderna, para as gerações mais novas. Mas, irei então espreitar os programas de que fala. Pois, ainda que seja controlado, não quer dizer que não tenha nada que se aproveite.
A propósito disto, até na SIC Notícias costumo apanhar (quando ligo a televisão às refeições) bons documentários sobre questões de política internacional, que envolvem países do mundo subdesenvolvido. Documentários esses, que até me têm surpreendido pela sua qualidade. Mas que, obviamente, nunca põem seriamente em causa o poder estabelecido ocidental...
Um grande abraço.