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Jornalismo e Inteligência Artificial

09.10.17

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Um comentário que deixei, na página de notícias "ZAP" do portal aeiou.pt, à notícia "Brevemente, esta notícia será escrita por um robô", que fala sobre um futuro próximo em que os jornalistas que temos irão ser substituídos por Inteligência Artificial.
Comentário esse que, não surpreendentemente, não foi publicado. Sendo que, de qualquer modo, já tinha eu decidido não deixar mais quaisquer críticas ou avisos nessa página, depois de terem lá repetidamente censurado comentários meus - por razões aparentemente ridículas, que nada tiveram a ver com qualquer indecência da minha parte.*

 

Fernando Negro (#comment-275134)

Se interpretarmos "artificial" como sinónimo de "falsa", há já muito que tal inteligência se instalou no jornalismo convencional.


Os meios de comunicação de massas pouco mais são, hoje em dia, do que grandes gaiolas mentais cheias de papagaios, que nunca saem das mesmas para investigar o que quer que seja e que se limitam a repetir o que lhes é dito pelos governos e grandes interesses económicos - que, de acordo com a "inteligência" de tais jornalistas convencionais, supostamente nunca mentem.

Desde repetir alegações da parte de governos, que anteriormente foram apanhados a mentir, como factos inquestionáveis, a não apontar (ou reparar sequer em) as inconsistências dos comunicados oficiais, a repetidamente apresentar certas afirmações duvidosas como verdades (como que o Planeta está mais quente do que nunca) sem nunca apresentar uma única prova que seja do que é afirmado (pois, os gráficos verdadeiros provariam o contrário), há já muito tempo que o jornalismo convencional é uma contínua emissão de propaganda com origem e destino em pessoas cuja inteligência se pode considerar equiparada à "artificial".

Pois, que venham os robôs, então. Os supostos humanos que lá estão a fazer este muito triste papel pouco diferentes são dos seus futuros substitutos.

 

* (Sendo de notar que, um desses meus comentários consistia numa crítica à livre circulação de pessoas no dito "Espaço Schengen", a propósito da notícia de que dois suspeitos de pertencerem ao Estado Islâmico tinham fugido da polícia portuguesa, após terem conseguido atravessar toda a Europa, desde a Finlândia, sem terem sido detidos em alguma fronteira - e que depois pude eu constatar que tinha sido censurado, por violar uma regra desta página na Internet, que se diz intolerante com a dita "xenofobia", confirmando o que já dizia eu há uma década, de que iria chegar o dia em que quem se assuma contra esta União Europeia é considerado "xenófobo".)

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colocado por Fernando Negro às 05:04


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