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A NOM não faz as coisas "à bruta"...

08.07.12

E é gerida por pessoas muito mais sensíveis e inteligentes do que a maioria da massa alienada e ignorante, que não faz a mínima ideia do mundo em que vive...
(Assim como tem, até, um verdadeiro departamento de "guerra psicológica" ao seu dispor, a ajudá-la e a aconselhá-la em todas as suas decisões...)

Para quem esteja a celebrar o recente chumbo do ACTA, e outros pacotes de leis do mesmo género, no Parlamento Europeu, deixo aqui um breve esclarecimento...

Se, de um dia para o outro, as elites que nos governam, através dos seus governos-fantoche: abolissem as soberanias nacionais dos diferentes países; implementassem medidas de vigilância e controlo, por tudo quanto é lado; descessem de modo brutal os ordenados e, ao mesmo tempo, subissem também, de modo brutal, os impostos; acabassem com os cuidados médicos para todos quantos não lhes interessa que vivam; estabelecessem exames, a torto e a direito, ao longo de todo o sistema de escolarização (ou, melhor dizendo, de estupidificação e domesticação) obrigatório (de modo a implantar em todos, desde crianças, a ideia de serem constantemente controlados e examinados); aumentassem imenso o número de horas e de dias de trabalho; e outras coisas mais fizessem (sempre com o argumento oficial de que tudo isto é, obviamente, para o nosso bem-estar)... Haveria muita gente que se Revoltaria contra tais medidas, e que Lutaria contra as mesmas.
Mas, se se fizer tudo isto de modo gradual (a pouco e pouco; em pequenos passos; de modo a que pouco, ou mesmo muito pouco, as pessoas reparem nisso), ao mesmo tempo que se distrai a população com campeonatos de futebol, concursos de "7 maravilhas", estupidificantes programas de "entretenimento" na televisão e tudo mais que sirva para desviar a atenção do que é realmente importante... A maioria dessa mesma massa governada e controlada - que, noutras circunstâncias, se revoltaria - deverá aceitar tudo isto, sem refilar...
Assim como, se se mentalizar antecipadamente a população para todas estas novas medidas - debatendo e também avançando, e depois recuando, com as mesmas - familiarizando e habituando crescentemente esta mesma população a estas novas ideias... Esta deverá oferecer muito menos resistência às mesmas e deverá encarar a implementação de tais mudanças como algo natural...
(Por outras palavras... Se pensam, por exemplo, que o fantasma das mais de 8 horas de trabalho, e afins, se foi embora... Preparem-se para o seu retorno...)

Leiam mais, sobre o que quero dizer com isto, <aqui> e também aqui. (E lembrem-se também disto, quando virem os mesmos partidos políticos, que agora rejeitam este pacote de leis, a aprovar outros similares.)

E guardem os foguetes para o dia em que forem capazes de decidir sobre as coisas por vós próprios e de correr com tudo o que são políticos, de modo a acabar de vez com este e outro tipo de abusos de autoridade...

 

"The technetronic era involves the gradual appearance of a more controlled society. Such a society would be dominated by an elite, unrestrained by traditional values. Soon it will be possible to assert almost continuous surveillance over every citizen and maintain up-to-date complete files containing even the most personal information about the citizen. These files will be subject to instantaneous retrieval by the authorities."
--- Zbigniew Brzezinski, in
Between Two Ages: America's Role in the Technetronic Era

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colocado por Fernando Negro às 08:51


6 comentários

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De voz a 0 db a 15.07.2012 às 01:32

"A massa lentamente começa a despertar"... Quase que partia a mão!

Não sejamos inocentes ao ponto de acreditar que as MANADAS sabem quem é que realmente manda nos pastores... Se algum dia acordarem vão começar a dar coices nos pastores, e depois de mortos, os donos apenas colocam lá outros com aspecto de amigos e que até fazem uma tosquia de quando em vez... e lá voltam aos pastos!

Quanto ao espectacular acordo entre os pacóvios e os EUA também na altura escrevi sobre isso, e até enviei um e-mail de agradecimento aos grupos parlamentares desta porra de país, se é que ainda podemos chamar país a isto, claro que respostas, ZERO!

Mas um bom exemplo de para que serve o acordo espelhei aqui (http://otempoquehadevir.wordpress.com/2011/11/08/551/), mas claro que ninguém sequer associa os dois eventos!

O Instituto... é igual a tantos outros onde os escravos que lá trabalham, vão acreditando que se safarão só porque lá trabalham!

Abr

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