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Tentativa de golpe fascista na Ucrânia

13.02.14

(Uma tradução que fiz, para ser publicada na espécie de "secção do leitor" do blogue do jornalista José Milhazes, de um muito bom texto sobre a situação na Ucrânia, que foi publicado na última edição da revista Executive Intelligence Review.)

Potências Ocidentais Apoiam Golpe Neonazi na Ucrânia

por uma Equipa de Pesquisa da EIR


2 de Fevereiro - Nações ocidentais, lideradas pela União Europeia e pela Administração Obama, estão a apoiar um golpe abertamente neonazi com vista a uma mudança de regime na Ucrânia. Se o esforço for bem sucedido, as consequências irão estender-se muito para além das fronteiras da Ucrânia e dos seus estados vizinhos. Para a Rússia, tal golpe constituiria um casus belli, vindo como vem no contexto da expansão da defesa antimíssil da OTAN para a Europa Central e da evolução de uma doutrina EUA-OTAN de "Ataque Global Rápido", que presume que os Estados Unidos podem lançar um primeiro ataque preventivo contra a Rússia e a China e sobreviver à retaliação.

Os acontecimentos na Ucrânia constituem um potencial espoletar de uma guerra global que poderá rápida e facilmente escalar para uma guerra termonuclear de extinção. Na Conferência de Segurança de Munique deste fim-de-semana, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia Sergei Lavrov teve uma acalorada troca de palavras pública com o Secretário-Geral da OTAN Anders Fogh Rasmussen, na qual o último acusou a Rússia de "retórica belicosa" e Lavrov respondeu citando o programa de defesa antimíssil europeu como uma tentativa de assegurar uma capacidade de primeiro ataque nuclear contra a Rússia.

Nas suas declarações formais em Munique e uma semana antes no Fórum Económico Mundial em Davos, Suíça, Lavrov também criticou severamente os governos ocidentais por apoiarem organizações terroristas neonazis no seu zelo em colocar a Ucrânia sob controlo da União Europeia e da Troika para apertar a forca da OTAN em volta da Rússia.

No entanto, Lavrov subestimou o caso.

Desde que o Presidente Viktor Yanukovych anunciou que a Ucrânia estava a retirar os seus planos de assinar o Acordo de Associação da União Europeia em 21 de Novembro de 2013, organizações apoiadas pelo Ocidente constituídas por remanescências da colaboracionista nazi durante e imediatamente após a guerra Organização de Nacionalistas Ucranianos (ONU-B) e seus sucessores lançaram uma campanha de provocações com o objectivo de não apenas derrubar o governo do Primeiro Ministro Mykola Azarov, mas de derrubar o democraticamente eleito Presidente Yanukovych.

A Parceria de Leste da UE foi iniciada em Dezembro de 2008 por Carl Bildt e Radek Sikorski, os ministros dos negócios estrangeiros da Suécia e da Polónia, no seguimento da confrontação militar da Geórgia com a Rússia na Ossétia do Sul. A Parceria de Leste teve como alvo seis países que eram antigas repúblicas da União Soviética: três na região do Cáucaso (Arménia, Azerbeijão, Geórgia) e três na Europa Central de Leste (Bielorússia, Moldávia, Ucrânia). Não era intencionado que estes fossem convidados para uma adesão completa à UE, mas antes atraídos para uma posição em que estivessem sob o controlo da UE através dos chamados Acordos de Associação, cada um deles centrado num Acordo Profundo e Compreensivo de Mercado Livre (APCML). O principal alvo do esforço era a Ucrânia. Sob o Acordo de Associação negociado com a Ucrânia, mas não assinado, a economia industrial da Ucrânia teria sido desmantelada, o comércio com a Rússia teria sido ferozmente atacado (com a Rússia a terminar o seu regime de mercado livre com a Ucrânia, para impedir que os seus mercados fossem inundados através da Ucrânia) e os jogadores dos mercados europeus teriam se agarrado às exportações agrícolas e de matérias-primas da Ucrânia. O mesmo regime de austeridade mortífera que foi imposto aos estados mediterrânicos da Europa sob a burla do resgate da Troika teria sido imposto à Ucrânia.

Mais do que isto, o Acordo de Associação exigia "convergência" em assuntos de segurança, com integração em sistemas de defesa europeus. Sob tal acordo melhorado, os acordos de tratados de longo prazo sobre o uso por parte da Marinha Russa dos cruciais portos da Crimeia no Mar Negro teriam sido terminados, dando ultimamente à OTAN uma base avançada na fronteira imediata da Rússia.

Enquanto as reportagens ocidentais promoviam as manifestações na Praça da Independência de Kiev (Maidan Nezalezhnesti, ou Euromaidan como é agora chamada) como inicialmente pacíficas, o facto é que, desde o início, os protestos incluíram assumidos neonazis de núcleo duro, hooligans futebolísticos de direita e veteranos de guerra "Afghansy" das guerras no Afeganistão, na Chechénia e na Geórgia. De acordo com o membro do parlamento ucraniano Oleh Tsaryov, 350 ucranianos regressaram ao país vindos da Síria em Janeiro de 2014, depois de lutarem ao lado dos rebeldes sírios, incluindo grupos ligados à al-Qaeda como a Frente al-Nusra e o Estado Islâmico do Iraque e da Síria (EIIS).

Logo no fim-de-semana de 30 de Novembro-1 de Dezembro de 2013, os autores dos distúrbios estavam a atirar cocktails Molotov e apoderaram-se da Câmara Municipal de Kiev, declarando-a um "quartel-general revolucionário". Manifestantes do Partido Svoboda da oposição, anteriormente chamados Socialistas-Nacionalistas, marcharam sob a bandeira vermelha e negra da Organização de Nacionalistas Ucranianos de Stepan Bandera (ONU-B), os colaboradores nazis que exterminaram judeus e polacos como um adjunto da máquina de guerra nazi e em cumprimento das suas próprias ideias radicais sobre pureza étnica, durante a Segunda Guerra Mundial.

A máxima do Partido Svoboda, "Ucrânia para os ucranianos", era o grito de guerra de Bandera durante a colaboração da ONU-B com Hitler após a invasão nazi da União Soviética. Foi sob essa máxima que execuções em massa e limpezas étnicas foram cometidas pelos lutadores fascistas de Bandera. Fontes ucranianas relataram que o Partido Svoboda estava a efectuar treinos paramilitares durante o Verão de 2013 - meses antes do Presidente Yanukovych ter tomado a sua decisão de rejeitar o Acordo de Associação da UE.

O carácter neonazi, racista e anti-semita do Svoboda não desencorajou os diplomatas ocidentais - incluindo a Secretária de Estado Assistente dos EUA para os Assuntos Europeus e Euro-asiáticos Victoria Nuland - de se encontrarem publicamente com o líder do partido Oleh Tyahnybok, que tinha sido expulso do movimento Nossa Ucrânia em 2004 pelos seus discursos fortes contra "moscovitas e judeus" - usando nomes ofensivos e depreciativos para descrever ambos.

O reavivar fascista de Bandera tem vindo a decorrer à vista de todos desde a "Revolução Laranja" de 2004, quando Viktor Yushchenko foi instalado como Presidente da Ucrânia através de uma campanha de rua apoiada por interesses estrangeiros em muito financiada pela Fundação Renascença Internacional de George Soros e mais de 2,000 outras organizações não governamentais europeias e norte- -americanas, depois de ter sido oficialmente declarado o derrotado numa luta presidencial renhida com Viktor Yanukovych. A 22 de Janeiro de 2010, uma das últimas acções de Yushchenko como Presidente, depois de perder a sua reeleição para Yanukovych por uma larga margem, foi nomear Stepan Bandera um Herói da Ucrânia, a qual é uma alta honra de Estado. A segunda mulher de Yushchenko, Kateryna Chumachenko, foi ela própria um membro do grupo juvenil da banderista ONU-B em Chicago, onde ela nasceu, de acordo com relatos de notícias. Nos anos 1980, Chumachenko chefiou os escritórios de Washington do Comité do Congresso Ucraniano da América (no qual a influência da ONU-B era grande na altura, de acordo com a Enciclopédia de Internet da Ucrânia) e do Comité Nacional de Nações Cativas, antes de se mudar para o Gabinete para os Direitos Humanos do Departamento de Estado. Em Janeiro de 2011, o Presidente Yanukovych anunciou que o estatuto de Herói da Ucrânia de Bandera tinha sido oficialmente revogado.

A ONU-B: Um Pouco de História

O legado da ONU-B de Bandera é crítico para entender a natureza da insurreição armada que agora decorre na Ucrânia. A Organização de Nacionalistas Ucranianos foi fundada em 1929, e dentro de quatro anos, Bandera tornou-se o seu líder. Em 1934, Bandera e outros líderes da ONU foram presos pelo assassinato de Bronislaw Pieracki, o Ministro polaco dos Assuntos Internos. Bandera foi  libertado da prisão em 1938 e imediatamente entrou em negociações com o Quartel-General da Ocupação Alemã, recebendo fundos e tratando de providenciar treino Abwehr para 800 dos seus comandos paramilitares. Por altura da invasão nazi da União Soviética em 1941, as forças de Bandera consistiam em pelo menos 7,000 lutadores, organizados em "grupos móveis" que se coordenavam com as forças alemãs. Bandera recebeu 2.5 milhões de marcos alemães para realizar operações subversivas dentro da União Soviética. Depois de ter declarado um estado ucraniano independente sob a sua direcção em 1941, Bandera foi preso e enviado para Berlim. Mas manteve as suas ligações e o seu financiamento nazis, e os seus "grupos móveis" foram abastecidos e foi-lhes dada cobertura aérea pelos alemães durante o resto da guerra.

Em 1943, a ONU-B de Bandera efectuou uma campanha de exterminação em massa de polacos e judeus, matando uns estimados 70,000 civis durante apenas o Verão desse ano. Apesar de Bandera estar ainda na altura a comandar as operações da ONU-B desde Berlim, o programa de limpeza étnica foi dirigido por Mykola Lebed, o chefe da Sluzhba Bespeki, a organização de polícia secreta da ONU-B. Em Maio de 1941, num plenário da ONU em Cracóvia, a organização emitiu um documento, "Luta e Acção da ONU Durante a Guerra", o qual declarou, em parte, "moskali, polacos, judeus são hostis para nós e devem ser exterminados nesta luta". ("Moskal" é calão ucraniano depreciativo para "moscovitas", ou russos.)

Com a derrota dos nazis e o fim da guerra na frente europeia, Bandera e muitos líderes da ONU-B acabaram em campos de pessoas deslocadas na Alemanha e na Europa Central. De acordo com Stephen Dorrill na sua conceituada história do MI6, MI6: Inside the Covert World of Her Majesty's Secret Intelligence Service, Bandera foi recrutado para trabalhar para o MI6 em Abril de 1948. A ligação para os britânicos foi arranjada por Gerhard von Mende, um antigo nazi de topo que tinha chefiado a Divisão do Cáucaso do Ministério do Reich para os Territórios Ocupados de Leste (Ostministerium). Von Mende recrutou muçulmanos do Cáucaso e da Ásia Central para lutar ao lado dos nazis durante a invasão da União Soviética. Após o final da Segunda Guerra Mundial, ele trabalhou para os britânicos através de uma companhia de fachada, a "Research Service on Eastern Europe", a qual era uma agência de recrutamento principalmente para insurgentes muçulmanos que operavam dentro da União Soviética. Von Mende foi instrumental no estabelecimento de um grande centro de operações da Irmandade Muçulmana em Munique e em Genebra.

Através de von Mende, o MI6 treinou agentes da ONU-B e largou-os dentro da União Soviética para efectuar operações de sabotagem e de assassinato entre 1949 e 1950. Um relatório do MI6 de 1954 elogiou Bandera como "um trabalhador do submundo profissional com um passado terrorista e com noções impiedosas acerca das regras do jogo".

Em Março de 1956, Bandera foi trabalhar para o equivalente alemão da CIA, a BND, então chefiada pelo Gen. Reinhardt Gehlen, o chefe dos serviços secretos militares alemães na Frente de Leste durante a Segunda Guerra Mundial. Mais uma vez, von Mende foi um dos seus patrocinadores e protectores. Em 1959, Bandera foi assassinado pelo KGB na Alemanha Ocidental.

O assassino de topo da ONU-B de Bandera, Mykola Lebed, o comandante no local da polícia secreta do grupo, chegou ainda mais longe após o final da Segunda Guerra Mundial. Lebed foi recrutado pelo Corpo de Contra-Espionagem do Exército dos EUA (CCE) em Dezembro de 1946, e por altura de 1948, estava na lista de pagamentos da CIA. Lebed recrutou aqueles agentes da ONU-B que não foram com Bandera e o MI6, e participou em vários programas de sabotagem por trás da Cortina de Ferro, incluindo a "Operação Cartel" e a "Operação Aerodinâmica". Lebed foi trazido para a cidade de Nova Iorque, onde estabeleceu uma companhia de fachada da CIA, a "Prolog Research Corporation", sob o controlo de Frank Wisner, que era o chefe da Direcção de Planos da CIA durante os anos 1950. A Prolog operou até aos anos 1990, tendo sido em muito reavivada quando Zbigniew Brzezinski era o Conselheiro de Segurança Nacional de Jimmy Carter.

Em 1985, o Departamento de Justiça dos EUA lançou uma investigação ao papel de Lebed no genocídio durante a guerra na Polónia e na Ucrânia Ocidental, mas a CIA bloqueou a investigação e esta foi eventualmente largada. Contudo, em 2010, após a publicação de milhares de páginas de registos de guerra, os Arquivos Nacionais publicaram um relatório documental, Hitler's Shadow: Nazi War Criminals, U.S. Intelligence, and the Cold War, de Richard Breitman e Norman Goda, o qual incluiu um relato detalhado da colaboração nazi durante a guerra de Bandera e de Lebed e do envolvimento destes em execuções em massa de judeus e polacos.

É este legado Bandera-Lebed, e as redes que se formaram no período pós-guerra, que estão no centro dos recentes acontecimentos na Ucrânia.

Denunciando

A 25 de Janeiro de 2014, vinte e cinco líderes ucranianos de partidos políticos e organizações cívicas e religiosas, incluindo a antiga candidata presidencial e membro do parlamento Natalia Vitrenko, enviaram uma carta aberta ao Secretário-Geral das Nações Unidas e aos líderes da UE e dos EUA, a condenar publicamente o apoio ocidental à campanha neonazi de realizar um golpe sanguinário contra um governo eleito legitimamente.

A carta aberta lia, em parte: "Vocês devem perceber que, ao apoiar as acções das guerrilhas na Ucrânia (...) vocês próprios estão directamente a proteger, a incitar e a encorajar neonazis e neofascistas ucranianos".

"Nenhum destes opositores (Yatsenyuk, Klitschko e Tyahnybok) esconde que estão a continuar a ideologia e as práticas da ONU-EIU (...) Aonde quer que as pessoas da Euromaidan vão na Ucrânia, elas disseminam, para além das máximas acima mencionadas, símbolos neonazis, racistas (...) Confirmando também a natureza neonazi da Euromaidan está o constante uso de retratos dos executores sanguinários do nosso povo, Bandera e Shukhevych - agentes da Abwehr."

A carta aberta fazia a pergunta aos líderes ocidentais: "Deixaram a ONU, a UE e os EUA de reconhecer a Carta e o Veredicto do Tribunal Internacional de Crimes de Guerra de Nuremberga, em que os nazis hitlerianos e seus ajudantes próximos foram condenados? Deixaram os direitos humanos de ser um valor para os países da UE e da comunidade internacional? É a devoção dos nacionalistas ucranianos a Hitler e aos seus assassínios em massa de civis agora considerada democracia?"

Apenas nos dias recentes, com cenas de violência em grande escala por parte de manifestantes armados a atravessar finalmente o nevoeiro da propaganda, é que os média ocidentais pegaram no carácter neonazi da desestabilização em curso. A revista Time, colocou, a 28 de Janeiro, no título da sua cobertura feita desde Kiev "Rufias de Direita Estão-se a Apoderar da Insurreição Liberal da Ucrânia", caracterizando um grupo de hooligans neonazis chamado Spilna Sprava ("Causa Comum", mas as iniciais ucranianas soletram-se "SS") como estando perto do centro dos protestos.

No dia seguinte, a 29 de Janeiro, o The Guardian colocou num título "Na Ucrânia, Fascistas, Oligarcas e Expansão Ocidental Estão no Centro da Crise", com o rematar: "A história que nos é contada acerca dos protestos que decorrem em Kiev tem uma ligação à realidade feita apenas muito por alto". O repórter do The Guardian Seumas Milne escreveu candidamente, "Você nunca saberia através da maior parte das reportagens que nacionalistas de extrema-direita e fascistas têm estado no centro dos protestos e dos ataques a edifícios governamentais. Um dos três principais partidos da oposição a chefiar a campanha é o anti-semita de direita dura Svoboda, cujo líder Oleh Tyahnybok afirma que uma 'máfia moscovita-judaica' controla a Ucrânia. O partido, agora a gerir a cidade de Lviv, liderou uma marcha iluminada por tochas de 15,000 pessoas no início deste mês em memória do líder fascista ucraniano Stepan Bandera, cujas forças lutaram ao lado dos nazis na Segunda Guerra Mundial e participaram em massacres de judeus".

A Counterpunch publicou também, a 29 de Janeiro, um artigo de Eric Draitser, "Ucrânia e o Renascimento do Fascismo", que começou com o aviso: "A violência nas ruas da Ucrânia é muito mais do que uma expressão de ira popular contra um governo. É, em vez disso, meramente o último exemplo da ascensão da mais insidiosa forma de fascismo que a Europa viu desde a queda do Terceiro Reich (...) Numa tentativa de tirar à força a Ucrânia da esfera de influência russa, a aliança EUA-UE-OTAN aliou-se, não pela primeira vez, com fascistas".

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Os Donos do Dinheiro

11.12.13

Após já 10 anos acumulados de pesquisa sobre esta temática da NOM, continua, ainda hoje, a ser este, não só o melhor documentário que já vi sobre a mesma, mas também, simplesmente, o melhor documentário que já alguma vez vi, em termos dos que mais me abriram os olhos, para o Mundo em que realmente vivo...
Querem saber de que maneira é que os banqueiros nos roubam, a todos? Quem é que mexe alguns dos mais importantes "cordelinhos" na sociedade ocidental que temos? Como têm sido as várias guerras, ao longo da História, manipuladas pelos grandes nomes da finança internacional? E de que modo operam as pessoas por trás de tudo isto?
Vejam, então, este excelente documentário, sobre os chamados "banqueiros internacionais", a sua história e o seu projecto da "Nova Ordem Mundial".
Um muito bem elaborado documentário, que é já uma importante referência, entre os que estão politicamente "acordados", e um que tem sido elogiado por pessoas de renome internacional.
(Assim como, um documentário que, caso tivesse eu de elaborar uma lista de recomendados, seria certamente o que ocuparia a primeira posição de todas...)
São 3 horas e meia, mas, podem fazer como eu e ver em várias partes, ao longo de vários dias.
Acreditem que vale mesmo (imenso) a pena. E, têm muito tempo para o ver, pois, só depois do Natal é que irei voltar a fazer aqui alguma colocação.

(Para quem quiser, deixo aqui uma sinopse deste filme, presente na sua página oficial na Internet.)

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colocado por Fernando Negro às 07:56

Revolução Americana começou por causa de desarmamento

24.09.13

Para quem não sabe... Nos EUA, a posse de armas consideradas necessárias a uma eficaz autodefesa por parte de um cidadão (e não, necessariamente, aquelas que já ultrapassam esse objectivo, como equipamento militar poderoso) - seja essa contra criminosos vulgares, ou contra governos que se tornem tirânicos e criminosos (e sim, se lerem a literatura correspondente, foi também já a pensar neste último caso que tal direito foi instituído) - é um direito constitucional, que é referenciado na Segunda Emenda à Constituição dos Estados Unidos da América.

E, como tal, é um direito sagrado que, em nenhuma circunstância, deverá ser infringido.
E, como direito constitucional que é, é um direito que assiste a todo o cidadão e que o governo federal não o pode impedir de exercer (a não ser que este esteja sob detenção justificada, a cumprir uma pena por algum crime real que tenha cometido, ou alguma outra excepção óbvia, claro - e não devido a uma qualquer desculpa esfarrapada que o governo possa querer inventar).
Assim como, é um direito que não pode ser revogado por uma qualquer "lei" que possa ser passada, pelo simples facto de que (tal como dizem as pessoas minimamente informadas e inteligentes) "leis inconstitucionais não são leis".
Para além disto tudo, cada membro das forças armadas e das forças policiais norte-americanas é obrigado a jurar defender a Constituição do seu país, no decorrer do seu serviço. E está, por isso, impedido, por Lei, de violar essa mesma Constituição (incluindo a mencionada Segunda Emenda à mesma). Ou seja, é ilegal para um polícia ou militar norte-americano tentar desarmar uma pessoa, que não esteja sob detenção justificada.
Resumindo o muito importante ponto que quero fazer...

É ilegal, nos EUA, o governo tentar impedir as pessoas de possuírem armas, assim como, é ilegal que o governo lhes tente retirar essas mesmas armas.

(E, tal como em qualquer outro caso em que esteja a ser violada a Lei e estejam as pessoas a ser postas em perigo, é, consequentemente, um direito dessas mesmas pessoas, resistir a qualquer acto que ponha em sério risco a sua integridade física e que infrinja essa mesma Lei, na qual se inclui o mencionado direito de possuir armas.)
Por isso, se (ou quando) a altura chegar em que vejam notícias na televisão de que o governo norte- -americano está a "justificadamente" tentar desarmar cidadãos que, não cumprindo as ordens do governo, se recusam a ser desarmados e que oferecem resistência a essas mesmas tentativas de desarmamento, é o governo - e não as pessoas que possuem armas - quem está a cometer um crime, ou quem é o criminoso.
(Lembrem-se bem do que eu aqui digo, pois, o que os média controlados irão dizer é que são os cidadãos norte-americanos que têm armas quem são os criminosos - por estarem a exercer um direito constitucional...)
E, dito isto e vendo vocês, a seguir, o vídeo que se segue, ficam já a saber que, se alguma coisa "estalar" por causa disto... É do lado dos cidadãos que está a razão (e a Lei) - e não do governo.

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"Já cá canta..."

03.07.13



Fui buscá-lo ontem - depois de vários anos de interesse e por só agora ter dinheiro para comprar livros - à delegação local da empresa responsável pelo envio, após tê-lo comprado, via Internet, numa loja de livros antigos em Madrid, por menos de 10 euros (excluindo os portes de envio).
É de uma das primeiras edições, dos anos 50.
E, como penso que deve ser, para qualquer livro volumoso e importante que se preze, escolhi este, em particular, por ter uma capa dura e resistente - e também vermelha, a condizer. ;)
Está em muito bom estado de conservação, para a idade, e não tem qualquer defeito a assinalar.
Quem quiser lê-lo, em formato PDF, pode procurá-lo nesta hiperligação.
E, quem não souber, e quiser saber, que livro é este, pode ler a seguinte introdução - [1] [2] - feita por um autor que, ainda que não sendo um que me agrade (muito), fez uma boa sinopse do que se trata - e pode também, se quiser, descarregar o ficheiro, disponibilizado por tal autor, que contém a parte que mais interessa (traduzida para inglês).

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Símbolo do "#changebrazil" é o mesmo das "revoluções coloridas"

24.06.13
O que eu já sei, para além disto, é já suficiente para perceber do que tudo isto realmente se trata...
Mas, para os mais ingénuos e ignorantes, aqui vai mais uma prova (para juntar a várias - [1] [2]) de que todo este alvoroço se trata, na verdade, de uma tentativa, maioritariamente organizada por forças exteriores ao mesmo (em colaboração com os seus fantoches locais), de desestabilizar politicamente o Brasil, sabotar a sua Economia emergente (que poderá, um dia, vir a rivalizar com as mais desenvolvidas do Ocidente) e substituir o governo deste país. Que (concorde-se ou não com o modelo económico por ele implementado - e, ainda que se trate de um governo com vários problemas sérios por resolver) tem vindo (dentro do possível) a melhorar a qualidade de vida dos cidadãos do seu país e a deixar o país melhor do que estava, antes do partido por ele responsável ter subido ao poder. (Tudo, note-se, razões mais que suficientes para que seja alvo de uma tentativa de golpe e sabotagem destas...)
Se consultarem a página no YouTube onde são colocados os vídeos do sujeito mencionado na minha colocação anterior, poderão lá ver o símbolo que se encontra em cima e à esquerda deste texto.
Símbolo esse, que os mais atentos e bem informados, irão reconhecer doutros sítios...
Pois, é o mesmo símbolo que aparece em tudo o que são "revoluções coloridas", feitas para derrubar governos não alinhados com o Ocidente. E é também o mesmo símbolo usado pelos grupos que tentam desestabilizar a Rússia e a Venezuela.
(Mais uma muito boa prova de quem é que realmente está por trás disto...)
Como disse, tudo isto é já, para mim, mais que suficiente para saber do que realmente se trata toda esta confusão... E, por isso, não deverei sequer fazer mais colocações aqui sobre este assunto... Irei, antes, esperar que também nos meus sítios de referência na Internet se comecem a aperceber disto e a denunciá-lo - e, depois disso, irei deixar aqui, como comentários a esta colocação, as hiperligações para as confirmações por estes mesmos bons sítios de análise feitas.

Vivam o Brasil, o seu Desenvolvimento e o seu Futuro!

Morram o Imperialismo Anglo-Americano e a sua "Nova Ordem Mundial"!

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Como se podem também vocês livrar (em boa parte) da Google

13.05.13

No final das alterações e operações de manutenção que tinha a fazer nos computadores cá de casa, decidi - por ter sido repetidamente censurado, quer no YouTube (onde agora, aparentemente, todos os comentários que eu lá deixe são escondidos, pouco tempo depois de serem publicados) quer na Blogger (onde comentários que eu deixe noutros blogues, que não o meu, desaparecem quase instantaneamente) e também por não querer eu que o Grande Irmão norte-americano ande a espreitar a minha caixa de correio, de cada vez que lhe apeteça, nem gostar eu do facto de estar a utilizar um motor de busca que é usado para traçar o meu perfil psicológico e para apresentar publicidade que varia consoante as minhas buscas recentes - deixar de utilizar, dentro do possível, tudo o que sejam serviços da Google e suas empresas subsidiárias.

(Aproveitando eu para acrescentar que, relativamente a este blogue e à minha conta no YouTube - que é utilizada, essencialmente, para publicar vídeos que eu, por vezes, aqui quero partilhar - como já disse, estes já não deverão ser utilizados por muito mais tempo. Devendo estes, no final do seu período de utilização, ser simplesmente abandonados e tencionando eu aqui e lá deixar todos os seus conteúdos, até à altura publicados, para quem ainda esteja interessado nos mesmos.)

Mas, porque não é minha vontade (pelo menos, por enquanto) abandonar toda a Internet, enquanto for ainda possível utilizá-la de modo decente, mas sim, continuar a utilizá-la para coisas que eu considere úteis, tentando (dentro do possível) proteger (o que resta de) a minha (já muito pouca) privacidade, vim convosco partilhar duas simples coisas que todos podem também fazer, caso tenham por hábito utilizar os mesmos serviços que eu.

A primeira, caso pertençam também alguns de vós ao grupo de (muitas) pessoas, neste Planeta, que têm uma caixa de correio no Gmail, uma muito boa alternativa ao mesmo (que, espero eu, não venha a ser controlada pelos mesmos interesses) é o serviço Mail.ru. O qual, apesar de ser mais direccionado para a comunidade russa, pode ser utilizado em inglês ou castelhano.
Para criar uma conta de correio neste serviço, numa língua que não a russa, só têm de ir à sua página inicial, https://mail.ru, clicar na frase "Регистрация в почте" ("Registar-se no correio electrónico") na respectiva janela de registo/entrada, que se encontra no canto superior esquerdo da página, e, na página do registo para a qual são direccionados, no canto inferior direito da mesma, alterar a língua em que é apresentado o interface, de russo ("русский") para a que quiserem (inglês ou castelhano, deverão ser as duas únicas opções viáveis) e passar então a utilizar tal serviço numa língua que entendam.
(O interface, para além de ser, na minha opinião, mais simples e agradável de utilizar do que o do Gmail, tem quase tudo traduzido. E, relativamente às muito poucas mensagens que ainda não aparecem traduzidas, podem sempre facilmente traduzi-las, recorrendo a um "copiar-colar" para um qualquer tradutor electrónico, disponível na Internet.)
E, a partir daqui, podem então: ou utilizar este interface simples, no vosso navegador de Internet; ou configurar um qualquer cliente de correio electrónico, à vossa escolha - e não ter, subsequentemente, de recorrer mais a tal página na Internet, escrita em russo.
(Poderão também ainda aparecer, no cliente de correio electrónico que utilizem, uma ou outra pasta com a sua designação em russo, mas, caso não descubram uma maneira de alterar tais palavras no vosso cliente, estar a decorar apenas uma ou outra, neste língua, não deverá constituir um esforço significativo...)
Caso queiram transferir todo o correio que tenham na vossa conta antiga, no Gmail, para a nova que tenham no Mail.ru, podem utilizar a opção das configurações no Mail.ru que permite aceder a outras caixas de correio ("Mail from other mailboxes") e, depois de autorizar tal operação na vossa caixa no Gmail (a maneira mais simples deverá ser: tentar, sem sucesso, fazer a primeira "colheita" a partir da conta no Mail.ru e, depois de tal não ser autorizada, ir à vossa caixa no Gmail e autorizá-la, através do aviso que lá aparece) passar a ter toda a vossa correspondência arquivada também na vossa nova caixa no Mail.ru.
Após isto, podem, se quiserem, apagar a correspondência que tenham no Gmail (façam sempre cópias de segurança, com um qualquer cliente de correio electrónico, antes de tentar qualquer uma destas operações, caso alguma coisa corra mal) que, pela minha experiência, tal não faz com que esta seja, consequentemente, apagada também na vossa conta no Mail.ru.
E se, por uma qualquer razão, quiserem manter ainda activa a vossa antiga conta no Gmail, para que seja reenviada, para a vossa nova conta no Mail.ru, qualquer carta que ainda possam receber na caixa no Gmail, o melhor será, depois de terem desactivado o acesso do Mail.ru à vossa conta no Gmail (através do qual fizeram a "colheita" das mensagens - apesar de que, podem mantê-lo, se quiserem, e usar a conta no Mail.ru como um cliente de correio electrónico da vossa conta no Gmail, mas penso que seja melhor, e mais simples de operar com, a opção que a seguir sugiro) configurar a vossa antiga conta no Gmail (na parte das "Definições") seleccionando na secção "Encaminhamento e POP/IMAP" a opção "Encaminhar uma cópia do e-mail recebido para" a vossa nova conta no Mail.ru e, assim, receberem na vossa nova conta no Mail.ru qualquer carta que ainda possa alguém (que não tenham avisado da mudança) querer enviar para a vossa antiga conta no Gmail (como, por exemplo, algum serviço no qual se tenham esquecido de alterar o vosso endereço electrónico, para a recepção de avisos e mensagens importantes).
E, a finalizar, sobre as diferenças pelas quais se caracteriza este serviço alternativo de correio electrónico, uma nota importante, em termos de privacidade (e disponibilidade)...
O Mail.ru não vos obriga a dar um número de telemóvel.

A segunda coisa, de que me lembrei, foi de que, caso não queiram, tal como eu, continuar a utilizar (dentro do possível) o mais conhecido motor de busca da Internet - que, para além de, notoriamente, manipular resultados, escondendo aqueles dos quais não querem que tenhamos conhecimento e promover também tudo o que são sítios notoriamente controlados, incluindo os de suposta denúncia (acreditem em mim, quando faço esta última afirmação, pois tenho utilizado muito tal motor de busca para pesquisas sobre assuntos "incómodos"), é também (como digo acima) usado pelo Grande Irmão norte-americano para tentar "entrar dentro da nossa mente" - e também, caso não se deixem enganar pela óbvia publicidade enganosa de um outro conhecido motor de busca que, note-se, é recomendado pela imensamente honesta União Europeia e que diz ter apenas uma ténue ligação à Google, existe também uma boa alternativa, oriunda do único grande país que não está, definitivamente, controlado pela NOM. Sendo essa, o sítio Yandex.com, que constitui uma implementação, em língua inglesa, do conhecido motor de busca Yandex (.ru). Tendo este motor também buscas especializadas em imagens e vídeos, e também um tradutor electrónico próprio, entre outras coisas.
Se utilizam também o navegador de Internet "Mozilla Firefox" e quiserem adicionar este motor de busca à vossa lista dos restantes, apenas têm de visitar o sítio em causa e, na vossa pequena janela de buscas, no canto superior direito do vosso navegador, clicar na lista de motores de busca, para adicionar este, que aparece lá listado, para poder ser acrescentado, quando se visita a sua página.

E, sobre estas pequenas mudanças, que se podem fazer...
Não é que estas vos garantam muito mais privacidade. Pois, haverão certamente programas de inteligência artificial que, pelo simples registo do vosso tráfego na Internet consigam, à mesma, fazer as suas muitas interpretações. E é também sabido que todo o tráfego na Internet pode ser interceptado e analisado, incluindo quaisquer trocas de correio electrónico que sejam consideradas de interesse. (E as hiperligações que disponibilizo, para argumentar o que digo, são apenas sobre o que era do conhecimento público, há uns anos...)
E é também preciso notar que, de cada vez que façam uma qualquer pesquisa no YouTube e afins, estão, à mesma, a ter estas vossas pesquisas gravadas e interpretadas.
Mas, para quem, por uma questão de princípio, não queira facilitar o trabalho a quem a todos nos quer escravizar, aqui ficam estas dicas sobre o que podem fazer.

E, ainda... Se, por uma qualquer razão, se virem forçados a (ou quiserem, ainda assim) criar uma conta no YouTube (por exemplo, para subscreverem um qualquer canal), podem sempre criar uma conta na Google só para isso e escolher, na parte do endereço de correio electrónico a essa conta associado, o endereço da vossa conta no Mail.ru. E ficam, desta maneira, pelo menos livres da experiência desagradável de ter de estar sempre a entrar e a sair de uma conta na Google.

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Polónia: usada e traída pelo Império Britânico na Segunda Guerra

01.04.13

É costume dizer-se que a Segunda Guerra Mundial teve início com a Invasão da Polónia por parte da Alemanha*. Pois, se a anexação da Áustria e a ocupação da Checoslováquia foram processos relativamente pacíficos, a guerra, propriamente dita, teve início com o confronto bélico, em grande escala, entre as forças armadas alemãs e forças armadas polacas, que fortemente resistiram à invasão do seu país.
Mas, algo que é frequentemente omitido, quando se faz um breve apanhado desta história e se fala do seu início, é (tal como explica o documentário que constituiu a minha anterior colocação) que esta mesma invasão não foi feita apenas pela Alemanha. E que, também a União Soviética invadiu a parte leste deste país.
É sabido que o Reino Unido e a França declararam guerra à Alemanha, em consequência desta invasão. Mas, por que razão não o fizeram também estes países relativamente à União Soviética?
Outra coisa que é sabida, é que mesmo muitos polacos acabaram por fugir para o Reino Unido, tendo chegado a constituir um conjunto de mais de 200.000 efectivos que lutavam sob liderança britânica contra as Potências do Eixo. Sendo também sabido que estas mesmas forças armadas foram muito úteis na tomada do Norte de África e da Itália.
E outra interrogação que naturalmente surge é: Se o propósito da luta polaca, no exterior do seu país, era libertar a sua pátria, como se terão sentido os nacionais deste país, que lutaram ao lado dos britânicos, quando, após a Conferência de Ialta e muito pouco tempo depois da rendição alemã, o Reino Unido deixou de reconhecer o Governo Polaco no Exílio e a liberdade da nação polaca acabou por não ser restaurada, com a conivência dos britânicos?
E que inconvenientes actividades futuras poderia ter desenvolvido o Primeiro-Ministro polaco no Exílio em 1943, Wladyslaw Sikorski, que não engolia a mentira soviética quanto à não autoria do Massacre de Katyn, caso não tivesse este muito prestigiado líder político convenientemente morrido numa queda de avião, após a descolagem de um aeroporto britânico, pouco tempo depois de começar a levantar problemas quanto a esta atrocidade soviética?
(Será que tudo isto se incluía num plano maior, em que era vontade do Império Britânico deixar que a União Soviética ocupasse o leste da Europa?)
São apenas algumas questões importantes que se podem levantar... E também apenas uma série de episódios, que convém muito lembrar, que fez parte da chamada "traição ocidental".

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* (A qual, note-se, teve como pretexto mais um "atentado de bandeira falsa".)

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A História Soviética

30.03.13

Muito bom documentário, sobre os aspectos menos conhecidos do Comunismo e os factos menos conhecidos da História da União Soviética, tais como:

  • as semelhanças que existem entre o Comunismo e o Nazismo
  • as raízes marxistas do Nazismo e da Eugenia
  • a colaboração inicial que houve entre a União Soviética e a Alemanha, durante os primeiros anos da Segunda Guerra Mundial
  • o massacre de milhões de cidadãos sob o jugo soviético
  • o propositado genocídio ucraniano
  • os campos de concentração existentes na União Soviética, semelhantes aos nazis, onde também eram realizadas experiências médicas

Um documentário a não perder - e excelente para se mostrar aos adeptos da ideologia comunista.

[Editado a 18/05/2014: (Corrigindo uma das descrições, por mim feitas, na introdução a este documentário...) Ao que parece, não terá havido um genocídio na Ucrânia, por parte das autoridades soviéticas. E, a explicação para esta provável correcção, pode ser ouvida a partir da marca dos 37m desta entrevista à conhecida historiadora Annie Lacroix-Riz. Mas, ainda assim, creio que o documentário se mantém como um mesmo muito interessante de se ver, por todas as outras coisas que denuncia.]

[Editado a 10/05/2019: Como quem seja um seguidor da conta no Twitter de Daniel Estulin já terá lido ou constatado... Parece que muito do que é dito neste documentário é mentira (e aparenta esta obra ter sido feita para demonizar o Comunismo)... Mas, como provas definitivas do contrário também não tenho (apesar de considerar Daniel Estulin uma pessoa honesta) - e também, já agora, pelo interesse que mantém o visionamento deste documentário, nem que seja para ver o tipo de mentiras que são ditas - irei manter esta colocação, em vez de apagá-la.]

(O DVD, que pode ser comprado na Internet, tem legendas em português. E, quem quiser procurar na rede por uma cópia deste polémico documentário, tem também disponíveis legendas em inglês mais completas.)

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colocado por Fernando Negro às 13:42

Bakunin, um agente britânico?

04.03.13

A afirmação foi feita no último episódio da série de documentários de Daniel Estulin, que é exibida na versão em castelhano do canal internacional de notícias RT.
E, dada a importância desta mesma afirmação, decidi cortar e republicar aqui o trecho com a parte em que este menciona tal facto(?).



Que o Marx era um agente britânico, era algo do qual eu já sabia... E para o qual já tinha deixado as dicas aqui, aqui e aqui. (E também algo que, pelo menos para mim - apesar de inicialmente surpreendente - pelas razões que enuncio nas hiperligações anteriores, faz todo o sentido.)
Mas, realmente... Do que já tinha folheado dos livros e monografias do Dr. John Coleman, que tenho andado a acumular, já tinha visto referências ao Anarquismo na mesma linha do Marxismo, em que este autor apresenta a promoção destas duas ideologias como acções desestabilizadoras, por parte da sociedade dos Illuminati, com o objectivo de subverter o modelo de sociedade nacionalista que havia, numa maneira que convinha a quem liderava (e lidera) o movimento da NOM - pessoas essas, que o Daniel Estulin descreve como "sinarquistas".
Mas, no que toca ao Anarquismo, sempre pensei que se tratasse de uma má interpretação, por parte do Dr. Coleman (que, aproveito para dizer que, apesar da sua visão da espécie humana que roça o racismo e da sua crença religiosa cristã, é, para mim, tão credível quanto o Daniel Estulin) da verdadeira natureza da ideologia anarquista...

Mas, ter agora o Estulin a nomear especificamente o Mikhail Bakunin, é que foi algo que verdadeiramente me surpreendeu... Ainda que fosse - do que já pude, um pouco, ler do Dr. Coleman - uma possibilidade para a qual já tinha aberto a minha mente - a qual, aproveito também para dizer, estará sempre aberta a qualquer Verdade que seja, desde que esta o seja, realmente, e vá esta dar onde for...
(Mas, ora aqui está algo sobre o qual terei ainda muito de me informar e que, definitivamente, me fará pensar mesmo muito nos próximos tempos... Pois, terei então de saber se o Bakunin seria, de facto, um agente - e se isto não se tratará de uma interpretação abusiva dos factos - e se, a ser um agente, este o era consciente ou inconscientemente, em toda esta conspiração... Assim como, se (consequentemente) a vertente socialista do Anarquismo que este defendia, enquanto ideologia, surgiu, tal como o Comunismo, por vontade da NOM, ou se foi apenas algo do qual este último movimento se aproveitou, subverteu e usou, segundo lhe conveio...)
Sei, por exemplo, que o Webster Tarpley, quando diz também que o Marx era um agente britânico, fala em "tese". Mas, tal como se pode entender nas dicas que deixo no início deste texto, pelo menos para mim (que já estou relativamente bem informado sobre a componente comunista) no caso do Marx, isto é algo que é imensamente sugerido pelos factos históricos que são bem conhecidos e que são factos confirmados. Mas, quanto aos conhecidos pensadores anarquistas, ainda não vi nada que o sugerisse fortemente...
Se bem que, por outro lado, e falando no caso específico do Bakunin, também sei que ele faz, num dos seus livros, uma estranha referência a Satã como "o eterno revoltado, o primeiro livre- -pensador e o emancipador dos mundos! Ele faz o homem se envergonhar de sua ignorância e de sua obediência bestiais; ele o emancipa, imprime em sua fronte a marca da liberdade e da humanidade, levando-o a desobedecer e a provar do fruto da ciência", sei que ele era um defensor da violência em actos revolucionários (algo com o qual eu não concordo, sendo eu apenas defensor da autodefesa, quando se atinja uma maioria de população que esta alternativa queira seguir - alinhando-me eu mais, nesse aspecto, com o mais conhecido anarquista de todos, ainda que tal escritor não se assumisse como tal) e sei também que uma das coisas que ele fez foi andar por vários países a instigar revoltas, no decorrer da chamada "Primavera dos Povos" - por trás da qual (sabem hoje as pessoas bem informadas) esteve o Império Britânico. (Leiam Webster Tarpley.)

Mas, se Bakunin foi um agente britânico... Então e o Kropotkin, já agora? Que terminou os seus dias em solo britânico, foi lá bem acolhido e que escrevia até para uma das mais importantes publicações do poder estabelecido nesse país? Mudou ele apenas de liderança real e era também ele um agente da coroa britânica?!... E o Nestor Makhno?... Que se dizia anarquista, mas não se comportava como tal, liderou um exército que lutava a favor dos bolcheviques (e cujo modo de actuar faz lembrar os corsários e as supostamente independentes milícias paramilitares latino- -americanas, que servem para fazer os "trabalhos sujos" e esconder/negar a autoria governamental dos mesmos) e que, quando chegou a altura destes seus "aliados" exterminarem tal organização menos obediente, foi um dos muito poucos que escapou a tal purga?... Parece que há aqui mais coisas para as quais se pode olhar de modo suspeito(!)...

É preciso, no entanto, ter em conta que, ainda que isto seja verdade, tal não desvaloriza, necessariamente, o Anarquismo, em si - ou faz desta ideologia uma alternativa inválida. Pois, não foi esta ideologia criada apenas por Mikhail Bakunin, nem foi sequer ele o primeiro a apelidar-se como "anarquista". E não digo isto apenas por me considerar ainda anarquista, mas por - depois de já me ter deparado, antes de ter visto este documentário, com algumas afirmações do Dr. Coleman a dizer algo no mesmo sentido - ser isto algo sobre o qual já reflecti anteriormente e não ver numa alternativa de sociedade anarquista - que funcione séria a verdadeiramente como tal (com as devidas excepções, onde este ideal não possa ser implementado) - algo que seja benéfico, de algum modo, para o poder (agora já bem) estabelecido - muito pelo contrário. Pois, ainda que esta seja aplicada apenas em parte (no mesmo sentido em que foi criado o Marxismo) não vejo, mais uma vez, nisso algo que beneficie o poder estabelecido, visto que a síntese que vejo que daí resultaria, seria então uma sociedade "minarquista", tal como defendem os chamados "libertários" norte-americanos - os quais são até dos maiores opositores a este projecto da NOM.
Pelo que diz o Estulin neste trecho - e a ser verdade(?) o que ele diz - o que entendo é que o Anarquismo, tal como era defendido por Bakunin, tenha sido então inventado como uma mera fachada, para nunca ser verdadeiramente aplicada(?), a qual era usada por este e outras pessoas controladas pelo Império Britânico - que eram, na verdade, niilistas e - que queriam apenas desestabilizar os países onde instigavam revoltas(?). Mas, nesse caso, já não é então de Anarquismo que estamos a falar - mas sim de niilismo...
Por outras palavras, entendo que o Anarquismo que defendia Bakunin tenha sido então criado com a mera intenção de subverter a ordem nacionalista que, na altura, existia e como uma alternativa que seria apenas temporaria e parcialmente criada, para depois ser "corrigida" pela alternativa final pretendida por quem lidera o movimento da NOM. (E que seria, numa das etapas - e já o é, nos dias de hoje - o tal superestado europeu defendido pelo, também mencionado pelo Estulin e conhecido amigo de Bakunin, Mazzini, que também já eu sabia, através do Dr. Coleman, que fazia parte de toda esta conspiração.)
Mas, caso tenha sido, de facto, este o objectivo com que foi criado o tipo específico de Anarquismo que era defendido por Bakunin, tal como disse anteriormente para o caso do Anarquismo, na sua forma genérica, isso não faz - para mim, pelo menos - desse modelo específico uma alternativa inválida, nem quer sequer, necessariamente, dizer que não seja este uma (muito) boa ideia...
(Ainda que possa ter sido, então, originalmente criado com o mero objectivo de subverter, e destruir por dentro, os diferentes Estados-Nação existentes, no decorrer da guerra, que já dura há séculos, entre este tipo de organizações e as forças sinarquistas e internacionalistas da NOM.)
Enfim... Enquanto não souber mais nada sobre isto, só posso especular. E, como não tenho eu acesso a fontes dentro dos vários serviços secretos ocidentais, nem tempo ou dinheiro para passar literalmente anos de volta do arquivo histórico do Museu Britânico e outras grandes bibliotecas - tal como têm e fazem o Dr. John Coleman e o Daniel Estulin - para saber e tentar perceber o que se passou naquela altura, terei de aguardar até saber de mais coisas da parte destes.
(Enviei até uma mensagem ao Estulin, a pedir para ele, um dia, elaborar mais sobre o assunto, num dos seus trabalhos, e, dado que ele quer claramente contar tudo o que sabe sobre isto, estou esperançoso que um dia ele o possa explicar melhor.)
De qualquer modo, quanto a tirar - dentro do possível e antes de tal ocorrer - as dúvidas que agora se levantam sobre tudo isto, isso será algo que, da minha parte, só irei tentar fazer quando terminar a série de colocações que ainda quero fazer neste blogue e terminar também - pelo menos, no que toca à controlada - a minha presença na blogosfera.

("Viva a Anarquia"?)

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