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Polónia: usada e traída pelo Império Britânico na Segunda Guerra

01.04.13

É costume dizer-se que a Segunda Guerra Mundial teve início com a Invasão da Polónia por parte da Alemanha*. Pois, se a anexação da Áustria e a ocupação da Checoslováquia foram processos relativamente pacíficos, a guerra, propriamente dita, teve início com o confronto bélico, em grande escala, entre as forças armadas alemãs e forças armadas polacas, que fortemente resistiram à invasão do seu país.
Mas, algo que é frequentemente omitido, quando se faz um breve apanhado desta história e se fala do seu início, é (tal como explica o documentário que constituiu a minha anterior colocação) que esta mesma invasão não foi feita apenas pela Alemanha. E que, também a União Soviética invadiu a parte leste deste país.
É sabido que o Reino Unido e a França declararam guerra à Alemanha, em consequência desta invasão. Mas, por que razão não o fizeram também estes países relativamente à União Soviética?
Outra coisa que é sabida, é que mesmo muitos polacos acabaram por fugir para o Reino Unido, tendo chegado a constituir um conjunto de mais de 200.000 efectivos que lutavam sob liderança britânica contra as Potências do Eixo. Sendo também sabido que estas mesmas forças armadas foram muito úteis na tomada do Norte de África e da Itália.
E outra interrogação que naturalmente surge é: Se o propósito da luta polaca, no exterior do seu país, era libertar a sua pátria, como se terão sentido os nacionais deste país, que lutaram ao lado dos britânicos, quando, após a Conferência de Ialta e muito pouco tempo depois da rendição alemã, o Reino Unido deixou de reconhecer o Governo Polaco no Exílio e a liberdade da nação polaca acabou por não ser restaurada, com a conivência dos britânicos?
E que inconvenientes actividades futuras poderia ter desenvolvido o Primeiro-Ministro polaco no Exílio em 1943, Wladyslaw Sikorski, que não engolia a mentira soviética quanto à não autoria do Massacre de Katyn, caso não tivesse este muito prestigiado líder político convenientemente morrido numa queda de avião, após a descolagem de um aeroporto britânico, pouco tempo depois de começar a levantar problemas quanto a esta atrocidade soviética?
(Será que tudo isto se incluía num plano maior, em que era vontade do Império Britânico deixar que a União Soviética ocupasse o leste da Europa?)
São apenas algumas questões importantes que se podem levantar... E também apenas uma série de episódios, que convém muito lembrar, que fez parte da chamada "traição ocidental".

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* (A qual, note-se, teve como pretexto mais um "atentado de bandeira falsa".)

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A História Soviética

30.03.13

Muito bom documentário, sobre os aspectos menos conhecidos do Comunismo e os factos menos conhecidos da História da União Soviética, tais como:

  • as semelhanças que existem entre o Comunismo e o Nazismo
  • as raízes marxistas do Nazismo e da Eugenia
  • a colaboração inicial que houve entre a União Soviética e a Alemanha, durante os primeiros anos da Segunda Guerra Mundial
  • o massacre de milhões de cidadãos sob o jugo soviético
  • o propositado genocídio ucraniano
  • os campos de concentração existentes na União Soviética, semelhantes aos nazis, onde também eram realizadas experiências médicas

Um documentário a não perder - e excelente para se mostrar aos adeptos da ideologia comunista.

[Editado a 18/05/2014: (Corrigindo uma das descrições, por mim feitas, na introdução a este documentário...) Ao que parece, não terá havido um genocídio na Ucrânia, por parte das autoridades soviéticas. E, a explicação para esta provável correcção, pode ser ouvida a partir da marca dos 37m desta entrevista à conhecida historiadora Annie Lacroix-Riz. Mas, ainda assim, creio que o documentário se mantém como um mesmo muito interessante de se ver, por todas as outras coisas que denuncia.]

[Editado a 10/05/2019: Como quem seja um seguidor da conta no Twitter de Daniel Estulin já terá lido ou constatado... Parece que muito do que é dito neste documentário é mentira (e aparenta esta obra ter sido feita para demonizar o Comunismo)... Mas, como provas definitivas do contrário também não tenho (apesar de considerar Daniel Estulin uma pessoa honesta) - e também, já agora, pelo interesse que mantém o visionamento deste documentário, nem que seja para ver o tipo de mentiras que são ditas - irei manter esta colocação, em vez de apagá-la.]

(O DVD, que pode ser comprado na Internet, tem legendas em português. E, quem quiser procurar na rede por uma cópia deste polémico documentário, tem também disponíveis legendas em inglês mais completas.)

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colocado por Fernando Negro às 13:42

Segunda Guerra Mundial e Guerra Fria explicadas em poucas linhas

14.02.13

(Quando digo que a indústria soviética era, em grande parte, constituída por sucursais ocidentais, falo em termos práticos, ou metafóricos. Pois, embora assim não o fosse oficialmente, era nisto que se traduzia o seu modo de funcionamento...)

http://www.forumdefesa.com/forum/index.php?topic=9302.msg229690#msg229690

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Também os militares têm direito a saber da existência da NOM

08.12.12


Parece que houve um membro de uma conhecida família de militares condecorados que decidiu ir dizer algumas verdades para um fórum português de discussão sobre forças armadas, forças policiais, serviços secretos e assuntos relacionados... ;)

Divirtam-se a procurar pelas colocações no mencionado fórum e animem-se, um pouco, por saber que também há quem frequente este sítio e saiba o que realmente se passa neste Mundo.

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Mauthausen

20.08.11

A saga dos anarquistas e restantes combatentes antifascistas espanhóis não acabou com a sua derrota na Guerra Civil de Espanha.
Para além dos que escolheram ficar em território espanhol e que, durante décadas, foram praticando acções de guerrilha, refugiando-se nas várias zonas de vegetação densa deste território, foram muitos os que, tendo fugido para o sul de França, com o rebentar da Segunda Guerra Mundial, voltaram a pegar em armas, não só para combater os nazis e seus colaboracionistas franceses, como também para continuar a sua luta contra os fascistas espanhóis. Formando assim parte dos vários grupos de guerrilha da Resistência Francesa que operavam predominantemente no meio rural e constituindo também grupos de espanhóis apenas que agiam de modo independente.
De entre os antifascistas espanhóis que lutaram em França e que acabaram por ser capturados pelas autoridades francesas e alemãs e de entre a maioria destes que foi simplesmente transferida dos campos de concentração franceses onde se encontravam desde a sua fuga de Espanha, estima-se que mais de 90 por cento acabaram no complexo de campos de concentração de Mauthausen- -Gusen. Um dos mais conhecidos agrupamentos de campos de extermínio nazis, pelo qual passou, entre outras pessoas famosas, o conhecido caçador de nazis Simon Wiesenthal.
Chamados "Rotspanier" ("espanhóis vermelhos") pelos alemães e tendo nas suas roupas um símbolo azul em forma de triângulo, usado pelos prisioneiros de origem estrangeira, com um "S" para indicar a sua origem espanhola, estes chegaram a constituir de início a maioria dos prisioneiros do campo de Mauthausen que deu origem ao complexo, estimando-se que tenham passado por este conjunto de campos mais de 7 mil prisioneiros espanhóis, dos quais cerca de 5 mil lá morreram.
Junto a estes antifascistas de origem espanhola foram também parar alguns de outras nacionalidades, que ao lado destes tinham lutado em Espanha nas Brigadas Internacionais.
As condições deste campo eram simplesmente brutais... E quem quiser ter uma ideia de como as coisas eram, pode ver um muito bom, e algo perturbador, documentário intitulado KZ - O Campo de Concentração de Mauthausen, que foi há uns anos exibido na RTP 2 e que facilmente se encontra na Internet.
Mas outra coisa distingue este conjunto de campos de concentração nazis dos restantes, para além de ter sido aquele onde foi parar a esmagadora maioria dos combatentes antifascistas espanhóis. É que o principal campo do agrupamento - o campo de Mauthausen em si - foi o único campo no qual - aproveitando a desorientação das forças alemãs e o estado de semi-abandono em que este foi deixado, devidos ao avanço das forças aliadas - os seus prisioneiros tomaram o controlo do mesmo e conseguiram até repelir um ataque por parte das forças alemãs, encontrando-se este já sob o domínio dos seus prisioneiros aquando da chegada das forças libertadoras.
Um óbvio resultado da experiência organizativa dos combatentes antifascistas espanhóis e de outras nacionalidades e um muito inspirador exemplo de até onde pode ir o espírito de resistência humana, até mesmo nas mais horríveis condições de extermínio sistematizado.
A libertação deste campo foi registada numa fotografia, onde foi reconstituída a chegada das tropas americanas, no dia seguinte à real libertação.
A sempre resistente presença espanhola ficou assinalada na faixa que se pode ver pendurada sobre a entrada do campo.

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colocado por Fernando Negro às 07:44