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Como a Wikipedia manipula a informação

08.01.16

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(Eu, realmente, já tinha sabido de várias pessoas que se queixam do quão manipulada é a informação relativa a si mesmas nas suas páginas na Wikipedia. Mas, estas agora, é que foram demais... E, no seguimento de uma conversa que tive noutro blogue, aqui vão algumas ocorrências interessantes que descobri eu neste sítio...)

- Sabem as pessoas melhor informadas que Webster Tarpley fez um estudo, a pedido do parlamento italiano, que concluiu que o assassinato de Aldo Moro foi uma operação dos serviços secretos ocidentais, certo? Pois, tal estava até descrito na sua página na Wikipedia. Ora, para quem for espreitar a sua página actual na Wikipedia, tal não aconteceu (e, só quem for mais curioso - e andar a informar-se sobre a sua bibliografia - é que tem conhecimento do mesmo).

- Quem souber, já há uns bons anos, o que são "atentados de bandeira falsa", conhece também o termo (muito a eles associado - e que descreve o plano maior em que estes normalmente se inserem) "estratégia de tensão". Pois, a mesma vinha até descrita na Wikipedia, certo? Ora, de acordo com a nova descrição na Wikipedia, tal estratégia trata-se de uma falsidade(!).

[Editado a 15/01/2016: Ao que parece, deve haver uma qualquer "guerra" entre as várias pessoas que editam a página da Wikipedia relativa à "estratégia de tensão". Pois, de ser simplesmente descrita como uma falsidade, há poucos dias, passou agora a mesma a ser descrita como uma teoria com origem numa falsidade...]

(E, assim se mantém uma boa parte da população na escuridão, ou ignorância sobre o mundo em que realmente vive...)

Já, relativamente às páginas de outros autores, tinha eu reparado que estavam cada vez menos informativas. Sendo um exemplo claro disso, a página do investigador Daniel Estulin, que dantes referia as várias fontes que ele tem e que agora omite as mesmas.
E, para além do claro desdém na maneira como são descritas neste sítio pessoas que fazem coisas incómodas (um leve exemplo disso, algo hilariante, de alguém fora do mundo da política), também já tinha reparado que, quando se tratam de "verdades" oficiais (que sabem as pessoas melhor informadas serem mentiras), são tais afirmações descritas como factos. Mas, quando se tratam de verdades não-oficiais, que vão contra as mentiras oficiais, são tais factos descritos como afirmações, alegações ou "teorias". E, um bom exemplo disso, é o com que nos deparamos quando vamos a este sítio informarmo-nos sobre aqueles que foram os mais marcantes acontecimentos do início deste século - em que (entre muitas outras coisas) apesar de, entre os supostos "terroristas suicidas" envolvidos em tais acontecimentos, terem 7 sido descobertos vivos, temos a Wikipedia a dizer-nos que os ataques de 11 de Setembro foram autoria dos 19 elementos que constam na lista que nos foi apresentada pelo FBI norte-americano.
Assim como, o melhor - e mais clássico - exemplo de como este sítio na Internet manipula a informação, continua a ser a famosa omissão do Período Quente Medieval - facto histórico este, que prova que, ainda que houvesse um aquecimento global de vários graus provocado pela actividade humana (sendo que, nem sequer algum "aquecimento" está a ocorrer) tal não resultaria em nenhuma catástrofe.

Mas, estas agora, é que me fizeram mesmo acordar para o quão forte esta manipulação é...

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Mais uma série de atentados obra do poder estabelecido ocidental

11.01.15

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Para começar, tal como poderão ler no que eu escrevi aqui, não vi ainda provas convincentes de que foram as pessoas que o governo francês diz que foram, os autores destes atentados.
E, tenham em atenção o muito importante facto de que tudo isto tem origem numa clara repetição do que foi, também claramente, uma anterior operação mediática e psicológica ocidental.
Mas, mesmo partindo do princípio de que os culpados destes atentados possam ter sido as pessoas indicadas pelo governo francês...
O "Estado Islâmico", que não é mais do que um renomeamento da conhecida "al-Qaeda" (talvez feito para impedir as confusões que naturalmente surgiam, quanto ao notório combate e ao mesmo tempo apoio do Ocidente a tal conhecida "organização") é uma criação ocidental.
Segundo a história oficial destes recentes atentados em França, aliás, pelo menos um destes supostos terroristas pertencia à al-Qaeda - a qual toda a gente sabe ser uma criação da CIA (e que sabem as pessoas melhor informadas ser ainda hoje uma extensão de tal agência secreta ocidental).
Este tipo de atentados, ocorridos em solo europeu e supostamente feitos por cidadãos autóctones, têm obviamente o objectivo de criar a paranóia de que "qualquer pessoa pode ser um terrorista". Paranóia essa, que irá servir de pretexto para a criação de um (ainda maior) estado policial.
(Reparem em como a propaganda que visava mentalizar as pessoas para este novo fenómeno de ataques terroristas começou bem antes de terem ocorrido estes atentados, com muita gente na imprensa controlada - com estranhas capacidades de prever o futuro - a dizer que os elementos ocidentais do Estado Islâmico iriam efectuar ataques nos seus países de origem...)
Por isso, saiam à rua para aumentar o impacto mediático de tudo isto - nomeadamente, para mostrar aos muçulmanos, radicais e não só, que apoiam o desrespeito à sua religião e que são também alvos a abater nesta nova guerra terrorista em solo ocidental - e também para homenagear quem ofende pessoas de religiões diferentes - e façam de um grupo de "jornalistas" parvalhões, ao serviço do poder estabelecido, heróis da "liberdade" de desrespeitar e insultar o próximo, se quiserem. (Pois, eu é que não me solidarizo com tais agentes do sistema - que pagam o preço que muitos outros pagam, quando passam a ser mais úteis mortos do que vivos.)
Mas, se quiserem antes não fazer parte da propaganda e evitar a lavagem ao cérebro mediáticas, que estão em curso, e saber e espalhar a Verdade sobre estes atentados, podem começar a ler e a ouvir o que têm a dizer o jornalista Wayne Madsen e também as outras fontes que eu aqui tenho recomendado.

 

Viva o Respeito pelas diferentes crenças pessoais e religiosas.

Abaixo a construção do Estado Policial Europeu.

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Mais uma montagem feita contra o movimento anarquista espanhol

01.01.15

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É o que, com toda a segurança, posso afirmar, relativamente às recentes notícias de pessoas que foram detidas no vizinho Estado Espanhol, acusadas de fazer algo tão estúpido como colocarem bombas em igrejas...
Pois, conheço bem o movimento anarquista no país nosso vizinho e também as repetidas montagens policiais que os aparelhos repressivos do Estado Espanhol fazem, para poderem demonizar e reprimir tal movimento.
E, para quem não saiba o que são "atentados de bandeira falsa", sobre os quais já elaborei - numa das primeiras colocações que fiz neste blogue - no que toca a estes serem usados contra movimentos sociais, passo a explicar brevemente...
Nada disto é uma novidade para o movimento anarquista espanhol, ou sequer europeu. E, por exemplo, neste artigo sobre o que agora ocorreu, podem ficar a saber de um exemplo recente de uma militante anarquista no país vizinho que acabou por ser ilibada do que era acusada.
Este tipo de montagens ou operações, tem até como muito conhecido antecedente, o "Caso Scala", ocorrido em 1978 - que não foi a única montagem menos recente, contra o Anarquismo militante, ocorrida no Estado Espanhol. Podendo este mais conhecido caso inserir-se na mais ampla operação europeia, conhecida como "Operação Gládio", de combate aos movimentos sociais, através de atentados executados por agentes do poder estabelecido, que eram depois atribuídos a anarquistas e militantes de esquerda.
(Têm uma explicação do que ocorreu em Itália, nos chamados "anos de chumbo", aqui.)
E, a razão para o que agora se passa no país vizinho é bastante simples...
Num Estado Espanhol em que muito cresce a contestação à actual ordem das coisas, torna-se mais importante do que nunca sabotar e reprimir qualquer movimento (real e legítimo) que tente avançar com reais soluções para os actuais problemas sociais - razão pela qual, mais do que nunca, interessa demonizar movimentos como o anarquista, que muitas mentes tem libertado, muito cresceu após a queda da ditadura franquista e muito potencial continua a ter.
E, dito isto, penso que não há sequer necessidade de estar a elaborar mais sobre este assunto... Para além de dizer que: exijam sempre *provas* do que vos dizem os média de massas e estejam sempre atentos aos resultados finais destas detenções de supostos "terroristas anarquistas" (e correspondentes operações de demonização mediática) que acabam, invariavelmente, por ser a ilibação dos acusados de tais actos.

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colocado por Fernando Negro às 19:08

Amílcar Cabral: morto pela Nova Ordem Mundial

10.10.14

Quem souber um pouco da história da agora dita Guerra Colonial e também um pouco sobre os líderes independentistas que combatiam as tropas portuguesas, certamente já se deparou com um nome, que se destaca de entre os outros - pela sua grande consciência política e verdadeira vontade de mudar para melhor e desenvolver o seu país.
Sendo, aliás, este um nome que também se destaca de entre todos os líderes guerrilheiros, das várias guerras por independência que ocorreram em África.
O nome de que falo, é Amílcar Cabral. E, era este quem liderava as tropas do PAIGC, na Guiné-Bissau, num cenário de guerra que constituía a única colónia portuguesa em que a guerra estava a ser, claramente, perdida pelo lado português.
Quem conheça um pouco da sua história e já o tenha ouvido falar, nalguma das entrevistas que ficaram para a História, poderá notar que este era um líder particularmente culto e inteligente, idealista e que muito lutava pelo em que acreditava. Sendo, até, muito triste observar a diferença entre o que este pretendia para o seu país natal e o que nesse mesmo país se tornou, após todos estes anos de independência.
Ora, quem se tenha também já informado, o suficiente, sobre o projecto da "Nova Ordem Mundial" - que denuncio eu, repetidamente, neste blogue - e tiver, por exemplo, escutado a palestra paralela à qual chamei eu a atenção para, na minha colocação anterior, saberá já que o que é pretendido para todo o continente africano (e não só) é manter tal continente numa situação de extremo subdesenvolvimento e como um mero agregado de vários territórios fornecedores de importantes matérias-primas para o Ocidente.
Ora, vendo o quão promissor era um líder político destes e tendo consciência do quão contrários eram os seus objectivos de desenvolvimento aos planos da "Nova Ordem Mundial", torna-se óbvio que era este um líder que não queriam as elites ocidentais que alguma vez chegasse a governar o seu país, certo?
E, observando também a quantidade de (presentes e possíveis futuros) líderes políticos que são simplesmente eliminados, por terem objectivos contrários aos das elites ocidentais...
Temos também a consciência de que, mais do que ser uma grande dor de cabeça, na altura, para as tropas portuguesas, iria este líder ser um grande entrave a quem queria (e ainda quer) dominar toda a África, a longo prazo - e ficamos também com a certeza de que iria este líder ser uma muito "má" influência para todos os outros líderes africanos (como, aliás, já estava a ser) caso continuasse este com as suas actividades políticas, certo?
Pois bem...
Tendo eu possivelmente "juntando os pontos", neste caso, e tendo procurado por uma confirmação da minha forte suspeita... Não demorei muito até encontrar os factos que constituíram uma quase confirmação desta, nos arquivos da melhor fonte sobre assuntos políticos que conheço...
E, podem ler <aqui> o que eu encontrei, numa referência, não só a Amílcar Cabral, como a um dos líderes da FRELIMO, a propósito das operações de uma organização conhecida como "Aginter Press".
Mais...
Procurando, na Internet, por mais alguma coisa que consubstanciasse esta possível relação, encontrei <este> texto, de um conhecido historiador, que implica (e com certeza) tal organização na morte do muito conhecido líder africano.
Ora, sabendo o que sei (e, depois de ter lido o que li) apenas posso tirar uma conclusão...

A ser verdade o que foi dito por vários jornalistas portugueses, que implicaram a mencionada organização de fachada da CIA/OTAN na sua morte, Amílcar Cabral terá sido (tal como qualquer pessoa bem informada sobre estes assuntos poderá facilmente concluir) mais do que morto pela PIDE portuguesa, um de muitos líderes políticos idealistas e progressistas que foram obviamente mortos por (ou, neste caso, com a ajuda de) o Movimento Sinarquista (/Império Britânico) por quererem realmente desenvolver os seus países e exercer uma real independência dos mesmos.

Para que fiquem todos a saber um pouco mais do que falo, quando digo que era este um líder particularmente culto, inteligente e promissor, deixo-vos com uma das entrevistas, que mencionei, onde se pode ver manifestada um pouco da sua personalidade.

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colocado por Fernando Negro às 12:29

Programa "The Truthseeker" da RT quase que desapareceu da rede

28.09.14

Aquele que era o programa mais "sem papas na língua" da RT na sua versão em língua inglesa simplesmente desapareceu, (1) quer do sítio oficial da RT, (2) quer do seu canal oficial no YouTube (que, agora, já não me recordo se era o canal oficial da RT, ou se era um canal próprio que este programa tinha, à semelhança de outros programas emitidos por esta estação de televisão).
E, os vídeos de tal programa só podem agora ser encontrados nos canais de outras pessoas no YouTube, que publicaram cópias dos mesmos, ou então (alguns deles) num outro canal oficial que tem a RT, no sítio francês Dailymotion.com.

  1. Se procurarem no arquivo de programas antigos da página oficial da RT, não irão ver nenhuma referência a este programa. (E isto, apesar de vários - e acho, até, que todos os outros(?) - programas, que também já não são emitidos por esta estação - e vários deles de qualidade claramente inferior a este - estarem lá todos arquivados.) E, se experimentarem fazer uma pesquisa por "truthseeker" na página da RT e clicarem nas hiperligações correspondentes às subpáginas onde está tal programa arquivado, são antes simplesmente enviados para a página inicial desta estação de televisão.
  2. Se clicarem em duas hiperligações diferentes, para dois vídeos de edições deste programa, que eu tinha referido neste meu blogue - [1] [2] - aparece agora um aviso de que tais vídeos são "privados" (o que já era o caso para um deles, sobre o 11 de Setembro, mas em que, ainda assim, quem tivesse a hiperligação correspondente conseguia ver tal vídeo, sem problemas). E, mesmo que uma pessoa entre na sua conta no YouTube (tal como exigem outros vídeos mais restritos, para poderem ser vistos) ainda assim, não é permitido a um utilizador comum ver tais vídeos.

Ou seja, os principais (e que constituíam a maior parte do que são) arquivos oficiais deste programa, estão agora simplesmente escondidos do comum utilizador de Internet.
O que é mesmo muito estranho - e, ainda mais, quando se tratava este, claramente, do mais "incómodo" programa que a RT emitia.
Ora, sabendo o que ficamos a saber, depois de ver o vídeo correspondente à minha anterior colocação... Surgem, naturalmente, algumas perguntas:

  • Terá sido isto o resultado de pressão, nos bastidores, por parte de agentes exteriores a este canal de televisão?
  • Terá sido este um caso de autocensura, por parte da RT, para não se "esticar" demasiado (tal como, aparentemente, foi o caso com o vídeo da edição deste programa relativa ao aniversário dos ataques de 11 de Setembro - que não aparecia em resultados do motor de busca do YouTube e que, só quem tinha a hiperligação para o mesmo, podia ver tal vídeo "privado")?

Qualquer que tenha sido a razão para isto, o que é certo é que, se não vi eu todas as edições deste programa, agora, é que vou definitivamente vê-las! (Pois, se é algo de muito revelador e que foi escondido, então, é porque tem informação mesmo muito importante, que merece ser vista...)
E, sobre este programa, em particular...
A quem nunca o viu, posso dizer que era, simplesmente, um dos melhores que este canal emitia - na sua versão em língua inglesa - no aspecto em que, era um dos programas que mais importantes e mais "sensíveis" informações revelava. E, posso também dizer que, por não ser este um blogue feito com o intuito de estar constantemente a republicar coisas oriundas das fontes que já recomendo, é que não fiz eu referência a mais do que duas edições deste programa. (Pois, todas as que pude ver, eram simplesmente excelentes.)
Mas/e, já que foram então apenas duas edições que eu aqui referi, anteriormente (uma que aqui embebi, numa colocação, e outra para a qual apenas deixei uma hiperligação) aqui vão (já agora e para quem não as tenha visto, na altura) essas mesmas duas edições, outra vez - que fui buscar ao canal oficial da RT no sítio Dailymotion.com e ao canal de uma outra pessoa no YouTube - para que fiquem todos a saber o quão revelador, como eu disse, este programa era.



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Sobre os recentes atentados em Itália atribuídos a "anarquistas"

26.12.10

Enquanto já muitos na imprensa controlada certamente esfregam as suas mãos de contentes com mais esta oportunidade de vilificar os anarquistas, não quis deixar passar ao lado a oportunidade de clarificar todos a quem esta mensagem chegar sobre o que realmente se passa na Península Itálica.
A estupidez e gratuitidade destes actos, tornam óbvio, para quem já fez ou faz parte de movimentos sociais, quem terão sido os seus verdadeiros autores.
Mas para quem esteja ainda alheio à enormidade de esquemas insidiosos a que os nossos governantes são capazes de recorrer para reprimir e manter as suas populações passivas e obedientes e para sabotar ou demonizar qualquer movimento de oposição que lhes ouse fazer frente, passo a explicar.
Um "atentado de bandeira falsa" é um tipo de operação a que frequentemente recorrem líderes políticos, que consiste em executar um ataque de modo a que este pareça que foi realizado por um qualquer dos seus inimigos para (quando na ausência de um) criar um pretexto para atacar esse mesmo inimigo.
Ou, como explicava eu um dia, de modo mais simples, na minha juventude: "Quando se quer atacar algo ou alguém e não se tem um pretexto, a solução é arranjar um. Artimanha-se um qualquer ataque, culpa-se o inimigo da autoria deste, e pronto, a agressão fica transformada em legítima defesa."
(Seguir-se-á mais uma "caça às bruxas", tendo como alvo os anarquistas, tal como outras que têm ocorrido no passado em Itália?)
Este tipo de ataques fazem também parte de um conhecido método, para aumentar o controlo sobre as populações, que surge usualmente incluído na mais amplamente denominada "estratégia de tensão" e que consiste em criar medo entre uma população, para que esta peça ou aceda a novas medidas de controlo estatal, que empurram a sociedade ainda mais para uma situação de verdadeiro estado policial.
Isto, já para não falar que servem também para afastar potenciais simpatizantes de ideais revolucionários de qualquer grupo contestatário organizado, com medo de se estarem a envolver com potenciais grupos "terroristas".
Resta agora ver que consequências terão mais estes ataques para quem, em Itália, não aceita de modo passivo estas "medidas de austeridade" e quer erradicar de vez a fonte de tudo o que são problemas sociais e abusos de poder por parte da classe política.
Deixo-vos com a tradução de um excerto de um relatório, elaborado por uma organização europeia de defesa dos direitos civis, sobre outros atentados ocorridos em Itália atribuídos a "anarquistas", com uma interessante referência à conclusão de um estudo, encomendado pelo Parlamento italiano, sobre quem esteve realmente por trás da morte do antigo Primeiro-Ministro Aldo Moro, com uma interessante referência à admissão de culpa da parte de um ex-Presidente da República italiana nos atentados ocorridos no seu país durante os chamados "anos de chumbo" e com algumas listas de outros exemplos, registados ao longo da História, deste tipo de atentados - [1] [2] [3] [4] [5].

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colocado por Fernando Negro às 19:25