Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Denúncias de espionagem electrónica por parte da CIA a cidadãos estadunidenses são da autoria de funcionários da própria agência

11.03.17

[Uma edição imperdível (das tantas) do programa de rádio de Alex Jones - em que, de acordo com o alto funcionário governamental Steve Pieczenik, se denuncia que as recentes revelações de espionagem electrónica ilegal por parte da CIA a cidadãos do seu próprio país, que estão a ficar conhecidas como "Cofre 7", fazem parte da guerra interna governamental, entre nacionalistas e agentes da NOM, que se iniciou após a vitória de Donald Trump nas últimas eleições presidenciais.]

Autoria e outros dados (tags, etc)

colocado por Fernando Negro às 01:23

A vitória do Brexit poderá ser algo de mau por ocorrer nesta altura

24.06.16

brexit.jpg

 

(Interrompo as minhas "férias literárias", para vir aqui fazer um importante aviso.)

Reparem que foi um governo fantoche da União Europeia quem organizou este referendo. E, se decidiu tal governo fazer uma coisa destas, foi obviamente porque isto acaba por ser benéfico para o mesmo - ou, por outras palavras, para os interesses que estão por trás do mesmo (pois, não havia uma muito forte pressão nas ruas para que tal acontecesse e que não deixasse a este governo outra alternativa que não fosse realizar este referendo). Ora, se assim é, temo-nos então de interrogar: "Porque razão fez o governo britânico este referendo?"

E, as respostas a tal interrogação são óbvias...

O UKIP não pára de subir nos resultados eleitorais. E, se nada fosse feito, obviamente que os sentimentos anti-UE acabariam por levar este partido não-alinhado ao poder. Ora, sendo o actual governo, ou outro governo fantoche da UE que lhe siga, quem "decide" sair da União Europeia (pois, o UKIP ainda não tem força suficiente para ganhar umas eleições britânicas), temos então duas vantagens. Primeiro, tenta-se deste modo roubar eleitorado ao UKIP e manter, dentro do possível, o controlo da situação. Segundo, se for um partido fantoche da UE quem decide como sair da mesma, obviamente que tal partido irá fazê-lo da pior maneira possível, para com isso tentar "demonstrar" que sair da UE é uma coisa má.

Assim sendo, muito pouco de bom é de esperar nos próximos tempos, para o Reino Unido, com esta vitória do Brexit. E, o que provavelmente irá acontecer, é que tal sirva de motivação para uma maior (/mais acelerada) destruição da Economia do mesmo. (Lembrem-se de que estamos a assistir a uma destruição propositada das várias economias europeias. [fontes])

A sairem diferentes países da UE, para que tal seja feito da melhor maneira possível, terá de ser feito por partidos não alinhados com os interesses que estão por trás da mesma. E, ainda assim, é preciso ver que, numa Economia ocidental imensamente privatizada e onde os grandes interesses económicos que a dominam são exactamente os que estão por trás da UE, o processo de reconquista da independência dos vários países europeus será tudo menos fácil...

E, a título de curiosidade, deixo aqui o que recentemente respondi a alguém na Internet, que perguntava o que achavam as pessoas do possível Brexit - onde destaco agora (a "negrito") o que já há duas semanas dizia eu sobre isto ser possivelmente uma coisa má de ocorrer nesta altura.

 

 

[–] Fernando_Negro 2 points 16 days ago

A União Europeia é uma coisa mesmo muito má. Logo a começar por algo que nos afecta directamente a todos, que é esta história da "moeda única" - que, entre outras coisas, desde que foi implementada em Portugal, reduziu o poder de compra das pessoas. (Pergunte a quem é mais velho e viveu no tempo do escudo se as coisas não estão hoje em dia muito mais caras e se, quando vão às compras, o dinheiro estranhamente "desaparece" muito mais rápido do que a que estavam habituados...)

A União Europeia é - tal como a União Norte-Americana, União Africana etc - um governo "regional" cujo objectivo último é fundir-se com outros governos "regionais" num único Governo Mundial fascista (/"antidemocrático", ou o que lhe quiser chamar): http://www.prisonplanet.com/financial-times-editorial-admits-agenda-for-dictatorial-world-government.html

A União Europeia é uma criação do Clube Bilderberg (http://www.prison planet.com/leaked-1955-bilderberg-docs-outline-plan-for-single-european-currency.html), formado pela oligarquia ocidental, que anda há décadas e há séculos a explorar os povos europeus e restantes povos do mundo. E, se quiser você saber o que este Clube é, pode ler um livro cuja primeira versão foi censurada em Portugal, mas cuja segunda versão ainda está à venda: http://6.fotos.web.sapo.io/i/o41140ea4/17596647_i1zW0.jpeg

A União Europeia é, em parte, uma concretização do sonho fascista do século XX de criar um único superestado europeu. Não sendo por acaso que grande parte das suas características são uma concretização dos planos de alguns dos fascistas que se reorganizaram após a derrota na 2ª Guerra Mundial (https://en.wikipedia.org/wiki/National_Party_of_Europe), não sendo por acaso que o Clube Bilderberg e algumas organizações ocidentais têm nazis entre os seus membros (http://paramimtantofaz.blogspot.pt/2010/06/quem-sera.html) e não sendo por acaso que serviu o Clube Bilderberg como veículo para gastar parte do ouro que foi pilhado pelos nazis na 2ª Guerra Mundial (fonte: Daniel Estulin, que escreveu o livro censurado em Portugal, numa qualquer entrevista de rádio, de que não me lembro exactamente). Tem mais informação sobre isto, muito resumida, aqui: http://octopedia.blogspot.pt/2015/09/os-estados-unidos-querem-enfraquecer_16.html?showComment=1442507517665 #c1790505247670078841

A União Europeia assemelha-se também à União Soviética, em termos do modo antidemocrático como é gerida. Fazendo a não-eleita Comissão Europeia lembrar o Politburo Soviético: http://www.prisonplanet.com/articles/march2006/020306socialistdictatorship.htm

E, a União Europeia em nenhum lado surgiu por vontade dos povos europeus, mas por vontade de políticos corruptos maçons e afins, fantoches dos grandes interesses económicos ocidentais (veja para onde vão os nossos ministros trabalhar, depois de deixarem os seus cargos). Em muitos países a adesão à mesma não foi sequer referendada. E, no caso do nosso país, o partido actualmente no poder nem sequer cumpriu a promessa de referendar um dos seus muito importantes tratados (de Lisboa), que retiravam ainda mais soberania/independência nacional.

Quanto mais centralizado o poder, pior é. Veja o quão corruptos e tirânicos se tornam os estados que governam sob grandes extensões de território, onde quase ninguém sabe o que andam as pessoas no seu governo central a fazer, como começa a ser o caso da UE (https://euobserver.com/justice/121489 + http://blackfernando.blogs.sapo.pt/ue-proibe-a-franca-de-banir-o-uso-de-um-33442) e o quão mais democráticos são os pequenos estados, onde podem as pessoas manter os seus políticos debaixo de olho e sob pressão, como é o caso da Islândia (http://www.independent.co.uk/news/world/europe/icelands-pots-and-pans-revolution-lessons-from-a-nation-that-people-power-helped-to-emerge-from-its-10351095.html). Não foi por acaso que os Impérios caíram, ao longo da História. E, a evolução a sério da Humanidade, em termos de melhorias no bem-estar e na qualidade de vida, começou com o surgimento dos estados-nação, há poucos séculos (http://blackfernando.blogs.sapo.pt/os-ditos-referendos-independentistas-37545 + http://blackfernando.blogspot.pt/2014/10/o-exercito-zapatista-de-libertacao.html).

Por estas e por várias outras razões (https://www.youtube.com/watch? v=rNJ05NfM-4Y), se o Brexit ganhar, será um bom passo na direcção de um Reino Unido mais democrático e onde se viva melhor. Mas, sendo a situação a de que as pessoas que estão no poder, no Reino Unido, são os políticos fantoches da UE... Case ganhe o Brexit, é de esperar que tais fantoches arruínem de propósito a economia britânica, para tentar fazer desta um exemplo. ("Vêem? É nisto que dá sair da UE!") Mas, o mais provável é aproveitarem-se da pouca diferença de votos para aldrabar os resultados.

E, respondendo à sua pergunta sobre se estaríamos nós também melhor se não fizéssemos parte da UE, pergunte, uma vez mais, a quem viveu a época antes do "euro" - e outras importantes implementações europeias - se não vivia melhor nesse tempo.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Imigração é muito útil para alterar as diferentes culturas europeias

04.09.15

pro-immigration.jpg

Tragédias à parte, é importante reflectirmos sobre as causas de todo este fenómeno de imigração massiva para a Europa (para além do facto de ter o mesmo origem em guerras criadas ou instigadas pelo próprio Ocidente). Nomeadamente, questionando-nos sobre porque razão não decidem antes estas pessoas lutar pela libertação das suas pátrias e como conseguem elas, numa situação de desemprego, arranjar tanto dinheiro para pagar a traficantes de seres humanos - ainda mais, quando são oriundas de países (muito) pobres.

E, quanto à reacção do poder estabelecido europeu a este fenómeno, é também importante fazer algumas perguntas.

  • Porque razão se disponibilizam, prontamente, os diferentes líderes europeus para acolher estas pessoas estrangeiras?
  • Porque razão tem existido uma clara e contínua propaganda, por parte do poder estabelecido e dos seus média de massas, que visa misturar culturas - e, consequentemente, "diversificar" ou miscigenar as populações europeias?
  • Porque razão atribuem alguns estados-membros da União Europeia subsídios a quem não é cidadão do seu país, para ajudar tais pessoas a se fixarem dentro dos seus países de acolhimento, financiam algumas autarquias destes estados a construção de templos de religiões diferentes das predominantes locais e se atribuem até cargos ministeriais a quem nem sequer é natural do país onde exerce tal cargo?

A resposta a todas estas interrogações deverá, uma vez mais, ser óbvia para quem já conhece este blogue... [1] [2]

Alterando significativamente as populações humanas e as culturas dos diferentes estados europeus, para uma situação em que comecem estes, outrora diferentes, a assemelhar-se uns aos outros (por terem acolhido o mesmo tipo de populações estrangeiras), é mais uma facilidade que se cria para a pretendida extinção dos diferentes estados-nação europeus e sua substituição por um, cada vez mais homogéneo, superestado europeu.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Brasil no bom caminho, mas com sérios desafios à sua frente

21.05.15

desemprego_brasil_2014.jpg

 

[Nota: Esta colocação era para ter sido feita na altura em que foi publicado o primeiro seguinte artigo, de Fevereiro deste ano. E, a situação no Brasil já se começou a inverter. Mas, de qualquer modo, como "mais vale tarde do que nunca", aqui vai a mesma, com alguns meses de atraso...]

 

Com mais uma vitória do PT nas últimas eleições, pode o governo brasileiro seguir apostando seriamente numa lógica de desenvolvimento económico, com resultados bem visíveis - no que toca, por exemplo, a uma muito baixa taxa de desemprego, nunca vista neste país (e na zona do chamado "pleno emprego"). Mas, nem tudo deverão ser rosas, para o futuro da sua economia. E, para além das constantes tentativas de sabotagem ocidental, deste país emergente, ainda muitas coisas más deverão ocorrer, num país que faz parte de um mundo à beira de uma crise energética.
Seguem-se dois artigos traduzidos para português, que foram publicados pelo Movimento LaRouche.

 

Brasileiros se mobilizam para deter o golpe de Wall Street

27 de fevereiro de 2015 (EIRNS) - Patriotas de todas as áreas: políticos, cientistas, engenheiros, empresários, juristas e acadêmicos fizeram o primeiro dos muitos encontros planejados para estabelecer uma "Aliança para o Brasil em Defesa da Soberania Nacional", o 25 de fevereiro de 2015. Eles se encontraram no Clube de Engenharia, no Rio de Janeiro, para traçar a estratégia para defender a nação do desmembramento às mãos dos interesses financeiros estrangeiros.

O pretexto para o assalto financeiro é a corrupção descoberta na gigante estatal do petróleo, Petrobras - corrupção conduzida pelos mesmos interesses financeiros que agora pretendem não só se apoderar do petróleo brasileiro, mas derrubar o governo de Dilma Rousseff e tirar o Brasil de sua aliança com os BRICS, que ousa desafiar a criminosa operação internacional que Wall Street e a City de Londres chamam "um sistema financeiro".

"A Nação se defronta com um dos maiores desafios de sua história abalada que está por forças internas e externas que ameaçam os próprios alicerces de sua independência e de sua soberania", adverte a declaração do Clube de Engenharia aprovada na reunião. "A Petrobras é a espinha dorsal do desenvolvimento brasileiro. (...) É uma criadora e difusora de tecnologia, de investimentos e de produtividade que beneficiam toda a economia brasileira. (...) Tudo isso está em risco. E é para enfrentar esse risco que o movimento social e político que estamos organizando conclama uma mobilização nacional em favor da Petrobras."

Roberto Amaral, ex-ministro da Ciência e Tecnologia, foi bem claro sobre os desafios impostos: O país não sofre o risco de sofrer um golpe, disse; "o golpe já está em curso". O único meio de impedi-lo é pela união do povo brasileiro, falou.

Outros oradores traçaram paralelos entre a operação golpista que eles enfrentam e os ataques à Argentina e à Venezuela.

Em seu bravo discurso, Roberto Saturnino Braga, diretor-presidente do Centro Celso Furtado, disse que a soberania do Brasil está sendo ameaçada, "pelas medidas ousadas que teve a coragem de tomar", citando entre essas medidas o papel ativo nos BRICS e na criação de seu Novo Banco de Desenvolvimento como alternativa ao FMI.

A classe criminosa de Wall Street não está escondendo seus planos. Em 24 de fevereiro, a Moody’s rebaixou a nota da Petrobras, colocando-a como de risco para os investidores, e ameaçou declarar seus títulos como insolúveis. Fitch e Standard & Poor’s estão dispostas a segui-la, desencadeando uma enxurrada de prognostições interessadas de Wall Street (Bloomberg, Bank of America, etc.) sobre como a Petrobras deve vender pelo menos 20 bilhões de dólares de seus ativos e instalar as multinacionais em seus gigantescos campos de petróleo "off-shore".

No dia seguinte, o Financial Times publicou uma tresloucada história  em seu blog, "Além dos BRICS", com o subtítulo: "Brasil: 10 boas razões para pensar em como irá embora um governo com apenas dois meses", que afirma (prematuramente) "que existem boas razões para pensar que Dilma Rousseff, que começou seu segundo mandato em 1º de janeiro, talvez não resista por mais tempo".

 

***

 

Brasil Vota por um Futuro com os BRICS e a América do Sul

por Gretchen Small


1 de novembro, 2014 (EIR) - Os brasileiros infligiram uma forte derrota ao Império Britânico, ao reelegerem Dilma Rousseff como Presidente o 26 de outubro. Rousseff tornou claro, que sob a sua liderança, o Brasil irá continuar a sua participação ativa no avanço da nova arquitetura financeira e de segurança mundial que se forma em torno do agrupamento BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e da sua crescente lista de aliados.

A guerra dirigida por Londres contra o Brasil e os seus parceiros dos BRICS não foi esmagada, mas os resultados das eleições somam-se ao crescente reconhecimento no mundo de que o Império Britânico não é o imbatível Leviatã que nos quer fazer acreditar que é.

Londres e os seus apêndices de Wall Street tinham investido tudo em derrotar Rousseff, determinados em tirar o "B" dos BRICS e deste modo ganhar uma posição a partir da qual poderiam obliterar a rebelião mundial que se espalha contra o sistema globalizador genocida do Império.

A Economist e o Financial Times de Londres fizeram uma campanha feroz pelo afastamento de Dilma, tentando primeiro manobrar a agente da Coroa Britânica Marina Silva para a Presidência. (Isso requereu a remoção do candidato presidencial Eduardo Campos, que convenientemente morreu a meio da campanha num acidente aéreo ainda por explicar.) Quando Marina foi severamente derrotada na primeira volta das eleições o 5 de outubro, dinheiro e propaganda britânicos foram usados para apoiar Aécio Neves do Partido da Social Democracia (PSDB), para a volta final contra Dilma.

Neves fez campanha como o candidato do sistema bancário transatlântico. Prometeu impor novamente "ortodoxia económica" no Brasil, realinhar o país com o partido da guerra anglo-americano e virar-se contra os BRICS e a América do Sul - e foi derrotado.

Forças BRICS Celebram

Os brasileiros não foram tão burros ao ponto de prestar atenção aos apelos para saltar de volta para bordo do Titanic que se afunda, desde um barco salva-vidas dos BRICS que começa a tomar as dimensões de um porta-aviões. O Brasil tem aliados que se prepararam para o defender contra a guerra em marcha lançada pelo império moribundo, tal como foi experienciada pela vizinha do Brasil, a Argentina.

Conjuntamente com os parabéns de chefes de Estado sul-americanos em posições-chave que também lutam contra os poderes financeiros de modo a desenvolver as suas nações, tais como Cristina Fernández de Kirchner da Argentina e Evo Morales da Bolívia, a Presidente Rousseff recebeu calorosos parabéns dos líderes dos três gigantes do grupo BRICS: China, Rússia e Índia.

O Presidente chinês Xi Jinping recordou as suas discussões com Rousseff, nos vários fóruns bilaterais e multilaterais que tiveram lugar em torno da Cúpula dos BRICS em Fortaleza, Brasil no último mês de julho. A Presidente Rousseff e eu "decidimos unanimemente aprofundar a cooperação mutuamente benéfica e amigável entre a China e o Brasil em vários campos, e promover conjuntamente o desenvolvimento da ordem mundial para uma direção mais imparcial e mais racional", escreveu Xi.

Na sua mensagem de parabéns, O Presidente russo Vladimir Putin afirmou "a sua prontidão para continuar um diálogo construtivo e uma colaboração ativa para desenvolver uma maior cooperação bilateral em todas as áreas, assim como uma cooperação nos fóruns das Nações Unidas, G20, BRICS e outras estruturas multilaterais". Numa chamada telefónica pós-eleitoral, os dois líderes concordaram em encontrar-se novamente à margem da reunião dos G20 (dias 15 e 16 de novembro, em Brisbane, Austrália).

O Primeiro-Ministro indiano Narendra Modi disse que "anseia por continuar a trabalhar com Dilma para fortalecer as relações Índia-Brasil nos anos vindouros".

Desde dentro dos Estados Unidos da América, Lyndon LaRouche expressou o seu regozijo com a notícia da reeleição de Rousseff, assim que foi sabida. Mais cedo no dia da eleição, LaRouche tinha avisado que uma vitória do seu adversário, Neves, iria fazer o Brasil regressar à condição de colónia britânica e iria deste modo ser uma ameaça aos interesses dos próprios Estados Unidos da América, numa altura em que LaRouche lidera a luta para acabar com o controlo britânico e de Wall Street, sobre os Estados Unidos da América, para que possam estes, também, juntar-se aos BRICS no estabelecimento de uma ordem mundial de soberania nacional e de desenvolvimento.

Fúria Britânica

Frustrada por terem os eleitores brasileiros mais uma vez "derrotado inexplicavelmente" o seu sistema, a Economist de Londres previu no dia seguinte à eleição que o capital iria fugir dos mercados do país e que isso poderia ajudar a chantagear Rousseff para que adotasse as políticas de austeridade, "amigas do mercado" que os eleitores tinham acabado de derrotar nas eleições. A Economist apontou para o sucesso relativo de tal guerra financeira em amarrar a antigo Presidente brasileiro Lula da Silva durante a sua administração 2003-10, enquanto ameaçava que "de agora em diante, a viagem poderá apenas tornar-se mais difícil". Os "mercados" exigem que Dilma nomeie imediatamente um novo Ministro, ou uma nova Ministra, da Fazenda e que ele ou ela faça o que eles querem.

Os interesses endinheirados especulativos procederam à desvalorização da moeda do Brasil, o real, enquanto a bolsa de Bovespa caiu mais de 6% num dia, a dada altura, logo a seguir à eleição. Os britânicos insistem em castigar o Brasil por ter ganho, comentou LaRouche.

O 29 de outubro, três dias após a eleição, o Banco Central do Brasil aumentou as taxas de juro em 1/4 para 11,25%, o primeiro aumento desde Abril. A concessão não parou a pressão sobre o real.

De fato, nenhuma concessão será suficiente. A intenção é lançar uma "revolução colorida", afastar Rousseff e depois conduzir o Brasil ao caos e à ingovernabilidade, tais que as capacidades científicas e tecnológicas da nação possam ser finalmente desmanteladas.

Nunca subtil, a Economist intitulou o seu artigo pós-eleitoral na edição impressa de 1 de novembro, "Dilma Difícil de Morrer" ("Diehard Dilma"), uma manifestação típica do sadismo de escola pública britânico com insinuações de uma ameaça de morte implícita. "Se o seu segundo mandato não for uma desilusão ainda maior do que o primeiro", avisou a Economist, "A Sr.ª Rousseff precisa de prestar atenção não só aos seus partidários mas também àqueles que não votaram nela. Estes incluem muita da classe média, que em 2013 tomou as ruas em protestos massivos para exigir melhores serviços públicos e menos corrupção".

Até agora, a carne para canhão de tal "revolução" tem permanecido confinada a aspirantes a "revolucionários de caxemira", recrutados, em grande parte, das classes média e média-alta de São Paulo, sendo arrebanhados com gritos sobre "lutar contra o comunismo". Aquelas chamadas redes de mídia sociais estão a ser preparadas para apresentar uma aura de atividade que não existe. Organizadores das marchas de 1 de novembro em São Paulo e outras cidades para exigir a destituição de Rousseff e uma intervenção militar(!), hiperventilaram acerca de 100,000 comprometimentos na Internet em participar, mas não mais de 1,000-1,500 apareceram de fato nas ruas.

A histeria britânica de fomentar isto é tal, que a 30 de outubro, o PSDB de Neves entregou um pedido ilegítimo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para uma auditoria das eleições federais, quatro dias depois de ter aceite os resultados da eleição sem qualquer queixa sobre fraude. O pedido não apresenta provas, mas argumenta que a auditoria é necessária para restaurar a "confiança", porque um crescente número "do povo" questiona os resultados da eleição. Citada como prova dessa afirmação está uma petição na Internet que apela a Neves que rejeite os resultados da eleição; a petição reuniu um grande total de 60,000 assinaturas em dois dias.

Num país de mais de 200 milhões de pessoas, a ideia de que 60,000 assinaturas numa petição na Internet é uma força que compele a que se mande fazer uma recontagem, é ridícula. O que é ainda mais ridículo, é que a petição foi organizada pelo astrólogo mistura de subproduto da escola von Mises com "filósofo", Olavo de Carvalho, a quem LaRouche há muito tempo recomendou que fosse dado "o tratamento Pasteur contra a raiva", depois de ter este sugerido que a Rússia e a China estavam por trás do ataque de 11 de setembro ao World Trade Center em Nova Iorque. Juntando-se a Carvalho na petição está um toxicodependente brasileiro, estrela de rock pornográfica "Lobão" e outros dessa laia.

Este não é um movimento de massas e não tem bases para prosseguir, mas tem o objetivo de construir a base para a "revolução colorida" que a Economist, et al., insiste que seja posta em prática.

Dois Sistemas

Não tivessem os BRICS se afirmado este ano como um polo contrário, que se desenvolve por si próprio, ao sistema imperial britânico dominante, as esperanças da Economist de forçar o Brasil a capitular teriam sido provavelmente satisfeitas. Mas este não é o mesmo mundo que Lula enfrentou em 2002.

Dois desenvolvimentos durante a campanha, em particular, enfraqueceram a posição britânica.

Seis dias antes da volta final entre Rousseff e Neves, o jornal muito lido no país Jornal do Brasil, publicou um artigo reportando, com alguma extensão, sobre a avaliação da EIR, de que "O Que Está Estrategicamente em Causa na Eleição do Brasil" se resume à luta sobre se o Brasil irá arrancar economicamente como parte do renascimento global iniciado pelos BRICS, ou irá arruinar-se sob o sistema moribundo de Londres. (Ver o número do 15 de outubro; disponível em português no sítio na Internet em português da EIR).

O Jornal descreveu-o de forma certa, detalhando os assuntos cruciais levantados pela EIR, uma "revista americana conhecida por suas análises políticas": que Londres, tal como a EIR, vê a eleição brasileira como uma guerra, mas que os britânicos apoiam o candidato Aécio Neves e a sua aliada, Marina Silva, de modo a "subjugar o Brasil para impedir que o país e a América Latina sigam se desenvolvendo"; enquanto a EIR apoia a reeleição da Presidente Dilma Rousseff, porque em aliança com os BRICS, o Brasil pode "vencer mais de 25 anos de subjugação á ditadura financeira supranacional" e deste modo soltar as suas grandes capacidades científicas e industriais.

O Diário do Poder baseado em Brasília, lido pelos seus supostos "exclusivos com origem em fontes internas" e notícias sobre escândalos, publicou um editorial o 19 de outubro queixando-se de que círculos governamentais davam atenção ao apoio da EIR de LaRouche a Rousseff nesse artigo. No dia seguinte, o artigo do Jornal garantiu que a avaliação da EIR era muito lida pela classe política do Brasil.

Rousseff enfatizou a importância da participação do Brasil nos BRICS em várias aparições públicas na semana final de campanha. Num discurso perante um enorme comício em São Paulo o 20 de outubro, por exemplo, atacou Neves por conceber apenas "o Brasil pequeno" atrelado "aos grandes países. Querem entregar o Brasil. Querem voltar com a ALCA [Área de Livre Comércio das Américas], não querem os BRICS e são capazes de menosprezar o MERCOSUL" e a América Latina.

Os temas enfatizados pela campanha de Rousseff nas semanas finais da campanha fortaleceram o potencial do Brasil de adotar uma política de desenvolvimento nacional mais agressiva no segundo mandato de Rousseff. Ela disse aos brasileiros que eles estavam a escolher entre duas visões radicalmente opostas do que deve ser o Brasil no mundo: a visão do adversário dela de um Brasil subserviente a potências estrangeiras e interesses bancários, com baixos salários e alto desemprego e pobreza para a maioria do seu povo; ou um Brasil aliado com outras nações soberanas nos BRICS e nos agrupamentos regionais sul-americanos, UNASUL e MERCOSUL e o uso da banca pública para fortalecer a infraestrutura do país, a indústria nacional e os padrões de vida e habilitações.

Celso Amorim, antigamente Ministro das Relações Exteriores e atualmente Ministro da Defesa, elaborou sobre esta ideia num editorial aberto no portal Vermelho o 22 de outubro. Dilma Rousseff e o seu antecessor Lula da Silva, provaram que o país está "disposto a defender sua soberania e a integridade de uma ordem internacional baseada no Direito", contrariamente àqueles que justificam "comportamentos tímidos, pouco condizentes com as dimensões do país e as aspirações do nosso povo", escreveu ele. Ele listou as políticas deles de dar prioridade à unidade sul-americana; prestando especial atenção a África; trabalhando ativamente com os BRICS; e rejeitando provisões de livre-comércio que favoreciam as companhias farmacêuticas multinacionais, que limitariam o direito do Brasil de lidar adequadamente com a saúde pública. "O Estado brasileiro", escreveu ele, "deixou para trás a visão de um país 'periférico e desarmado' e assumiu plenamente a responsabilidade pela proteção de seus recursos e de sua população", usando o poder de compra do governo para favorecer a indústria nacional e investir em tecnologias nacionais.

A campanha dela descreveu o apoio da Economist a Neves pelo que este verdadeiramente vale, com o antigo Presidente Lula a rir-se dizendo da Economist: "essa revista é a mais importante do sistema financeiro internacional, dos bancos, dos achacadores que dizem que são de investidores, mas que são exploradores. Pois bem. Qual é a resposta que temos que dar? Que o Aécio é candidato dos banqueiros, ótimo. A Dilma é candidata do povo brasileiro."

O Brasil numa Encruzilhada

Para segurar o país, Rousseff terá de tomar ações dramáticas. Sem estas, a guerra financeira irá criar as condições sob as quais uma "revolução colorida" pode arrancar. Carlos Pastoriza, presidente da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), numa entrevista dada a 27 de outubro ao jornal Zero Hora, apontou para um dos grandes problemas económicos subjacentes que o Brasil enfrenta:

O Brasil está ameaçado por uma "desindustrialização galopante. A nossa indústria de transformação está certamente na UTI. Este processo tem se agravado", disse ele. "A desindustrialização tem duplo efeito de mascaramento da realidade. Primeiro porque o Brasil tem taxa de desemprego muito baixa (menor que 6%) e, então, há a sensação falsa de que não há problemas graves. O segundo fato é que as empresas estão, silenciosamente, se tornando maquiladoras. E, passo seguinte, passam a somente ser distribuidoras de produtos fabricados em outros países. Nem o IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] capta este fenômeno. (...) O Brasil está numa encruzilhada. O próximo governo precisa encontrar um rumo. Se isto não for feito, voltaremos ao Brasil colônia."

Tão cedo quanto o início dos anos 1990, a EIR tinha enfatizado que o caminho que o Brasil precisava de adotar era o do desenvolvimento das suas mais avançadas capacidades científicas e tecnológicas - especialmente nos setores nuclear e aeroespacial - conjuntamente com a sua vizinha Argentina. As duas nações juntas constituem uma espécie de "Eixo Produtivo" cuja ativação da alta tecnologia é a chave para o desenvolvimento de toda a América do Sul.

Em Fevereiro de 1993, a EIR escreveu: "O 'Eixo Produtivo' economicamente mais denso da Ibero-América é constituído pela área do sul do Brasil, passando pelo Uruguai até ao norte da Argentina. (...) Esta região possui a maior densidade económica, a maior concentração de mão-de-obra e potencial de capital capaz de facilitar as mais rápidas taxas de crescimento possíveis do poder laboral produtivo de todo o continente. (...)"

"O que torna isto possível não são tanto as densidades existentes (...) mas antes o potencial da região de gerar e absorver avanços tecnológicos - um potencial que se fundamenta acima de tudo na existência de um número significativo de cientistas e técnicos, particularmente na Argentina e no Brasil. Este é o recurso económico mais importante do continente: essa capacidade tecnológica e científica que é exatamente o que o Fundo Monetário Internacional e Wall Street querem destruir de qualquer modo. São estas capacidades, particularmente os programas nucleares e aeroespaciais da Argentina e do Brasil, que tornam possível transformar a Ibero-América numa superpotência económica."

Quase uma década depois, Lyndon e Helga LaRouche fizeram uma notória visita ao Brasil, entre 11 e 15 de junho de 2002, que estabeleceu um diálogo com círculos de liderança brasileiros sobre a direção que o Brasil e o mundo tinham de adotar (ver em baixo).

E agora hoje, pouco mais de uma década depois dessa visita histórica, o assunto é outra vez central para o Brasil - mas desta vez com poderosos aliados, no contexto da acção liderada pelos BRICS de substituir o sistema financeiro internacional falido por uma nova ordem mundial de soberania e desenvolvimento científico.


Visita de 2002 de LaRouche a São Paulo, Brasil

Lyndon e Helga LaRouche visitaram o Brasil entre 11 e 15 de junho de 2002, convidados pela Prefeitura de São Paulo, onde LaRouche foi homenageado com o título de Cidadania Honorária dessa cidade de mais de 18 milhões de pessoas, a terceira maior do mundo. Dirigindo-se a uma multidão de várias centenas que estiveram presentes na cerimónia, LaRouche disse que não havia maneira dos Estados Unidos da América saírem da crise de colapso, sem a fundação de uma comunidade de princípio entre as nações das Américas. O Brasil tem um particular papel a desempenhar em qualquer tal empreendimento, disse ele, como um dos poucos países no mundo que ainda retém algum grau significativo de soberania. Ele disse que esperava, com a vinda dele ao Brasil, abrir um tal diálogo com todas as nações das Américas.

LaRouche fez três discursos públicos durante a sua visita de uma semana, além do seu discurso dirigido à Prefeitura. Em cada um deles, ele avisou que não havia solução dentro do sistema financeiro internacional existente. Vocês têm de nos ajudar a substituir o sistema, disse ele às suas audiências brasileiras, porque ambas as nossas nações dirigem-se direito a um rebentamento.

Precisamos de uma Reforma Financeira Global

Num discurso o 13 de junho dirigido à Associação Comercial de São Paulo, LaRouche disse:

"Isto quer dizer que temos de pensar em vários termos: Primeiro, precisamos de uma reforma monetária/financeira global. O melhor modelo que temos é o sistema de 1945-64, não como um modelo perfeito, mas como um modelo político. Sob estes, temos de ter, deste modo, uma reorganização financeira em vários países. Precisamos de uma conferência monetária de emergência entre países preeminentes, usando os poderes de emergência de governo implícitos, para negociar imediatamente uma reforma geral e uma reorganização derivada das falências.

"Temos também, então, que tomar certas medidas em cada país e em acordos de tratados para fazer crescer a economia mundial. Isso quer dizer que precisamos um sistema protecionista, porque o que muitas pessoas não entendem, é a importância dos ciclos de capital. Os ciclos de capital duram normalmente 25 anos para o desenvolvimento de infraestrutura a longo prazo; 3-7 anos para um programa agrícola, mesmo para um agricultor individual; e para uma firma industrial, desenvolver uma linha de produtos podem tomar 7-15 anos.

"Por isso, temos que gerar uma enorme quantidade de investimento de capital. Como é que fazemos isso? Temos que criar um sistema de crédito, mas precisamos um sistema de crédito seguro. Não se podem ter comércio ou empréstimos internacionais acima de 1-2% de taxa de juro simples. Portanto, devemos ter uma taxa de câmbio fixa. Deveríamos provavelmente usar uma taxa de câmbio baseada em reservas de ouro.

"Então, temos que fazer certas mudanças em cada país. O caso do Brasil é óbvio. O Brasil tem definitivamente um potencial tremendo. Temos duas áreas: Temos as áreas económicas domésticas. Temos infraestrutura, a qual é primária. Os requisitos energéticos são imensos. O controlo e o desenvolvimento dos próprios recursos energéticos. É preciso um programa orientado para o desenvolvimento científico, de desenvolvimento económico e recuperação, que o Brasil já tem em algumas áreas, tal como na área da ciência médica, que é crucial, por exemplo, para África. É preciso ter então um sistema educativo que possa ser construído para produzir os quadros para esta expansão.

"Temos que dar também uma ênfase ao empreendedorismo. Nenhum contabilista, trabalhando como contabilista, pode fazer uma economia crescer. O crescimento vem dos princípios físicos; vem da ingenuidade do empreendedor. Vemos isto na Itália, vemos isto noutros sítios: O falhanço das grandes corporações revela o que sempre soubemos. Uma economia bem-sucedida tem sempre como base o empreendedorismo - são eles os inovadores."

Mantendo o Bem-Estar Comum

O 11 de junho de 2002, numa conferência patrocinada pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG) e pela EIR, que teve lugar no auditório do Parlamento Latino-Americano em São Paulo, LaRouche declarou:

"Primeiro que tudo, tem que se trazer um fator de estabilidade para a situação e se faz isso da melhor maneira através de medidas económicas, que têm como objetivo o bem-estar comum. Se se puder ir a uma população e convencer a população de que se vai agir efetivamente para manter o bem-estar comum, para que possam as pessoas viver em paz nos seus bairros, para que não tenham elas de lutar em lixeiras por comida e esse tipo de coisas, pode-se então estabelecer uma autoridade civil para governar. Tem-se um governo credível (...) dedicado à manutenção do bem-estar comum."

O 12 de junho de 2002, LaRouche disse num discurso dirigido à Prefeitura de São Paulo:

"Olhem para o Brasil: esta maravilhosamente grande, quase intocada terra selvagem, com algumas concentrações de desenvolvimento, mas com vastas áreas não desenvolvidas, simbolizadas pelo poder bruto do rio Amazonas. Se se olhar para a região da Amazónia desde o ponto-de-vista do grande cientista russo, Vernadsky, que criou os termos 'Biosfera' e 'Noosfera', tem-se uma noção do grande poder para o futuro, implícito no desenvolvimento disso, de uma maneira cientificamente sólida e racional. (...)

"Então, como é que se vai realizar o potencial do Brasil? Tem que haver fontes de energia em várias partes do país; tem que haver comunicações e transportes eficazes. Assim, a rentabilidade da firma, a produtividade da firma, numa parte do Brasil, não fica tipicamente baseada na produtividade interna ou finanças próprias dessa firma. Mas que é o 'ambiente artificial', que a nação crie sob a forma de infraestrutura, que a nação crie sob a forma de programas educativos, que a nação crie sob outras formas, que permita então ao povo do Brasil desenvolver as várias partes do continente para criar novas cidades, para criar novas indústrias, para transformar a região da Amazónia, para conquistar o cerrado com o seu grande potencial: Para alterar a natureza através da vontade humana, através do descobrimento."

Autoria e outros dados (tags, etc)

colocado por Fernando Negro às 20:06

O célebre Maio de 68 explicado em muito poucas linhas

16.05.15

mai68_violence.jpg

 

Um comentário que deixei ontem na rede Facebook, na página de um colectivo de estudantes anarquistas que assinalava como algo de positivo este conhecido episódio (comentário esse, que foi inesperadamente apagado, quando eliminei eu hoje a minha conta nesta rede - a qual foi criada apenas temporariamente, para enviar uma mensagem a um outro colectivo que apenas se deixava contactar através deste rede social controlada).
Os dois artigos para os quais eu deixo hiperligações, no final do comentário, são <este> e <este>.

 

maio68.png

Autoria e outros dados (tags, etc)

O "Exército Zapatista de Libertação Nacional" (EZLN) mexicano é mais uma ferramenta do Império Britânico

12.10.14

Longe de ser algum movimento "progressista", como nos tenta convencer alguma da imprensa de esquerda, a verdadeira finalidade do movimento zapatista - que se iniciou com actividades terroristas - é (tal como no caso das colombianas FARC e do MST brasileiro) destruir o seu país, enquanto estado-nação - tentando, neste caso, instilar sentimentos primitivistas e separatistas nos diferentes grupos indígenas que fazem parte deste país latino-americano.
Iniciando um processo de desmembrando do país onde opera e desprovendo-o das grandes estruturas político-económicas que permitem um verdadeiro progresso e grande desenvolvimento, o objectivo final deste grupo - controlado desde fora - é, obviamente, transformar tal país num mero agregado de comunidades que pouco cooperem entre si e atirá-lo de volta para uma situação semelhante à de um qualquer país medieval, ou de Terceiro Mundo, que pouco mais seja do que um conjunto de territórios fornecedores de valiosas matérias-primas para as elites ocidentais.
Quem quiser uma explicação mais elaborada sobre o que verdadeiramente está em jogo - não só no México, com este grupo, mas em toda a América Latina, com as várias guerrilhas que nela existem - tem esta pequena introdução ao tema.
E, para quem se interrogue sobre porque razão querem as elites sinarquistas destruir este e outros estados-nação no Mundo, a explicação é bastante simples...
A organização dos diferentes povos do Mundo sob a forma de "estados-nação" ou "estados-nações" - em que pessoas que partilham uma mesma cultura ou território (e que têm, por isso, uma natural afinidade entre elas) se juntam para desenvolver uma sociedade comum - tem historicamente demonstrado ser, não só o tipo de organização política que melhor funciona (e que mais sentido faz) como, acima de tudo, aquela que mais progresso gera (derivado do sentimento, ou ideal, de bem-estar comum, que naturalmente surge entre pessoas que têm uma mesma identidade e resultante do surgimento de grandes estruturas organizativas, que não são possíveis quando se tratam de meras comunidades, tribos ou clãs, centrados apenas em si mesmos). Sendo, por isso, este o principal "alvo" a abater, por quem quer impedir o progresso na sociedade.
E, dito isto, se quiserem saber mais do que falo eu, quando menciono esta questão dos estados modernos que temos, apenas têm de estar atentos aos artigos para os quais chama a atenção o autor Daniel Estulin e ao que vai também publicando o Movimento LaRouche.

Autoria e outros dados (tags, etc)

colocado por Fernando Negro às 10:42

Amílcar Cabral: morto pela Nova Ordem Mundial

10.10.14

Quem souber um pouco da história da agora dita Guerra Colonial e também um pouco sobre os líderes independentistas que combatiam as tropas portuguesas, certamente já se deparou com um nome, que se destaca de entre os outros - pela sua grande consciência política e verdadeira vontade de mudar para melhor e desenvolver o seu país.
Sendo, aliás, este um nome que também se destaca de entre todos os líderes guerrilheiros, das várias guerras por independência que ocorreram em África.
O nome de que falo, é Amílcar Cabral. E, era este quem liderava as tropas do PAIGC, na Guiné-Bissau, num cenário de guerra que constituía a única colónia portuguesa em que a guerra estava a ser, claramente, perdida pelo lado português.
Quem conheça um pouco da sua história e já o tenha ouvido falar, nalguma das entrevistas que ficaram para a História, poderá notar que este era um líder particularmente culto e inteligente, idealista e que muito lutava pelo em que acreditava. Sendo, até, muito triste observar a diferença entre o que este pretendia para o seu país natal e o que nesse mesmo país se tornou, após todos estes anos de independência.
Ora, quem se tenha também já informado, o suficiente, sobre o projecto da "Nova Ordem Mundial" - que denuncio eu, repetidamente, neste blogue - e tiver, por exemplo, escutado a palestra paralela à qual chamei eu a atenção para, na minha colocação anterior, saberá já que o que é pretendido para todo o continente africano (e não só) é manter tal continente numa situação de extremo subdesenvolvimento e como um mero agregado de vários territórios fornecedores de importantes matérias-primas para o Ocidente.
Ora, vendo o quão promissor era um líder político destes e tendo consciência do quão contrários eram os seus objectivos de desenvolvimento aos planos da "Nova Ordem Mundial", torna-se óbvio que era este um líder que não queriam as elites ocidentais que alguma vez chegasse a governar o seu país, certo?
E, observando também a quantidade de (presentes e possíveis futuros) líderes políticos que são simplesmente eliminados, por terem objectivos contrários aos das elites ocidentais...
Temos também a consciência de que, mais do que ser uma grande dor de cabeça, na altura, para as tropas portuguesas, iria este líder ser um grande entrave a quem queria (e ainda quer) dominar toda a África, a longo prazo - e ficamos também com a certeza de que iria este líder ser uma muito "má" influência para todos os outros líderes africanos (como, aliás, já estava a ser) caso continuasse este com as suas actividades políticas, certo?
Pois bem...
Tendo eu possivelmente "juntando os pontos", neste caso, e tendo procurado por uma confirmação da minha forte suspeita... Não demorei muito até encontrar os factos que constituíram uma quase confirmação desta, nos arquivos da melhor fonte sobre assuntos políticos que conheço...
E, podem ler <aqui> o que eu encontrei, numa referência, não só a Amílcar Cabral, como a um dos líderes da FRELIMO, a propósito das operações de uma organização conhecida como "Aginter Press".
Mais...
Procurando, na Internet, por mais alguma coisa que consubstanciasse esta possível relação, encontrei <este> texto, de um conhecido historiador, que implica (e com certeza) tal organização na morte do muito conhecido líder africano.
Ora, sabendo o que sei (e, depois de ter lido o que li) apenas posso tirar uma conclusão...

A ser verdade o que foi dito por vários jornalistas portugueses, que implicaram a mencionada organização de fachada da CIA/OTAN na sua morte, Amílcar Cabral terá sido (tal como qualquer pessoa bem informada sobre estes assuntos poderá facilmente concluir) mais do que morto pela PIDE portuguesa, um de muitos líderes políticos idealistas e progressistas que foram obviamente mortos por (ou, neste caso, com a ajuda de) o Movimento Sinarquista (/Império Britânico) por quererem realmente desenvolver os seus países e exercer uma real independência dos mesmos.

Para que fiquem todos a saber um pouco mais do que falo, quando digo que era este um líder particularmente culto, inteligente e promissor, deixo-vos com uma das entrevistas, que mencionei, onde se pode ver manifestada um pouco da sua personalidade.

Autoria e outros dados (tags, etc)

colocado por Fernando Negro às 12:29

Os ditos referendos "independentistas" europeus são uma farsa

18.09.14

Pois, não são contra a permanência das respectivas nações na União Europeia. Não sendo, por isso, referendos sobre uma real independência das nações em causa.
A única coisa que visam tais referendos alterar, é a permanência das respectivas nações nos actuais estados- -nações a que pertencem, para que passem estas nações a pertencer apenas ao grande superestado europeu.
Um dos objectivos do poder estabelecido, que está por trás da construção da UE e das Nações Unidas, é (tal como tem repetidamente dito o investigador Daniel Estulin) a destruição do conceito de Estado-Nação. E servem estes referendos "independentistas", no caso dos estados europeus constituídos por várias nações, meramente para destruir tais estados-nações, enquanto conceito. Pois, a maior parte das políticas que sejam realmente importantes, continuarão a ser, cada vez mais, decididas em Bruxelas e não nas capitais de tais nações.
O que estamos a assistir, é a mais uma tentativa de destruir os diferentes estados-nação e estados- -nações europeus (desta vez, desde dentro, com regionalismos e nacionalismos) para que deixem as pessoas de valorizar as actuais entidades e estruturas político-económicas estatais em que vivem - e, mais importantemente, os conceitos (de bem-estar comum e de desenvolvimento) que estão por trás do surgimento das mesmas - e se possa prosseguir com a destruição das mesmas, em favor de um superestado europeu, controlado pelos grandes interesses económicos internacionais (e, eventualmente, um superestado mundial, que sirva apenas para consolidar o poder destes mesmos interesses económicos internacionais, antes de dar forma a uma sociedade neofeudalista).
Lembrem-se de que foi o próprio poder estabelecido quem dividiu vários países europeus em regiões autónomas e nacionais - e que tentou fazê-lo também em Portugal.
Foram os partidos do sistema quem, na elaboração da Constituição democrática de 1978, dividiu o Estado Espanhol em comunidades autónomas. E foi o governo de Tony Blair quem, depois de uma série de referendos, criou os diferentes parlamentos nacionais no Reino Unido, em 1998. Ou, por outras palavras, foi o próprio poder estabelecido quem criou e abriu o caminho para que pudessem ser fortalecidos os diferentes movimentos nacionalistas nestes territórios que vão a referendo. E, é claramente - pelos motivos acima mencionados - o próprio poder estabelecido quem mais tem a beneficiar com tudo isto.
Por isso, não se deixem enganar pelas muitas bandeiras nacionalistas que vêem nas respectivas marchas e manifestações - e procurem pelas bandeiras europeias que estão presentes nas mesmas.

Autoria e outros dados (tags, etc)