Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Definitivamente, a RT já não é o que era...

12.11.17

rt_london.png

[Duas cartas electrónicas que, há poucos dias, enviei a um amigo meu que vive em França, depois de me ter ele enviado uma hiperligação para uma discussão no fórum "reddit", sobre a publicidade que a RT faz no Metro de Londres.]

 

Assunto: Publicité de Russia Today dans le métro de Londres

Deverá ser um bom avanço. Mas, infelizmente, a RT já não é o que era...

De ser uma estação de televisão verdadeiramente incómoda (http://blackfernando.blogs.sapo.pt/eua-a-perder-a-guerra-da-informacao-1588) passou a ser uma mais "moderada", que já evita os assuntos mais polémicos (http://blackfernando.blogs.sapo.pt/programa-the-truthseeker-da-rt-quase-10551).

E, para além disto, já soube de dois casos em que se calaram por causa de ameaças vindas de governos. Sendo estes (1) o facto de não entrevistarem mais o Alex Jones (que foi quem iniciou a mim e muita gente nesta temática das "conspirações") devido a uma ameaça do governo estadunidense (http://blackfernando.blogs.sapo.pt/a-razao-pela-qual-alex-jones-nao-64492) e (2) o terem-se recusado a emitir um episódio da série de documentários do Daniel Estulin, devido a uma ameaça da Presidente Kirchner, da Argentina (https://twitter.com/estulindaniel/status/568059743056609280 + https://twitter.com/EstulinDaniel/status/880483985213796352).

Para além disto, a RT cometeu o que é, para mim, o maior pecado de todos, que podem cometer os média de massas ou a classe política - que foi (começar a) mentir sobre a questão das "alterações climáticas" (https://www.rt.com/viral/398734-mummified-corpses-alps-glaciers/) depois de, no passado, ter andado a chamar a atenção para esta fraude (https://www.rt.com/news/climategate-climate-change-fake/).

O que o Daniel Estulin (que é russo) diz, é que a situação política na Rússia não é tão simples como parece. Pois, se o Putin notoriamente controla a política exterior deste país, a sua economia nacional está ainda nas mãos dos traidores/liberais que lá foram postos pelos americanos, a seguir à queda da União Soviética (sendo essa, até, a razão pela qual a economia da Rússia continua em tão mau estado, apesar do enorme potencial que o país tem). E, como tal, há ainda certos órgãos do Estado russo sob o controlo de traidores.

O Estulin (que ficou fulo com a censura de que foi alvo) diz que a RT é então um órgão que está sob o controlo dos liberais - e que terá sido por isso que ele foi censurado. Mas, eu não partilho desta opinião... Apenas, acho que a RT moderou (muito erradamente, na minha opinião) os seus critérios editoriais e está agora a seguir a linha do seu governo de alinhar também com a mentira do "aquecimento global" (http://blackfernando.blogs.sapo.pt/os-brics-nao-sao-uma-falsa-oposicao-a-85794).

De qualquer modo, a partir do momento em que apanho eu uma grande entidade a mentir sobre um assunto importante, perco a confiança na mesma. E, como tal, deixo de poder acreditar em quase qualquer coisa que dela venha. E, juntando isto ao facto de ser esta estação de televisão agora pouco diferente das restantes... Acabei por perder muito de (ou quase todo) o interesse que tinha pela mesma...

Ainda assim, há momentos que nunca irei esquecer de ter visto nos seus canais, como os seguintes:

http://blackfernando.blogs.sapo.pt/eles-bem-vao-dando-as-dicas-41496
http://blackfernando.blogs.sapo.pt/os-pedofilos-que-nos-governam-a-todos-5723

 

*

 

Assunto: Esclarecida a verdadeira natureza da RT

Até ler os seguintes tweets do Daniel Estulin, pensei que as críticas dele à RT fossem mais motivadas por rancor pessoal, por ter tal estação de televisão cancelado a série de documentários dele, que era exibida no canal em castelhano. Pois, pensei que fosse esta estação totalmente financiada pelo governo russo. Mas, parece que não é assim... E, como sempre, a melhor maneira de compreender a (verdadeira) natureza de uma fonte mediática é "seguir o dinheiro":

https://twitter.com/EstulinDaniel/status/929041502143205376
https://twitter.com/EstulinDaniel/status/927719904073039873
https://twitter.com/EstulinDaniel/status/929075770785390592

A resposta que ele acabou de me dar a algo de muito estranho em que eu já tinha reparado, aliás, confirma que há aqui mais (e pior) censura do que eu pensava:

http://blackfernando.blogs.sapo.pt/programa-the-truthseeker-da-rt-quase-10551
https://twitter.com/EstulinDaniel/status/929124447117721600

Autoria e outros dados (tags, etc)

Reportagem TVI: "O Cartel do Fogo"

01.11.17

Ora aqui está algo que nunca pensei vir a fazer neste blogue(!) - recolocar aqui informação oriunda de um órgão de comunicação de massas português como assunto principal de uma colocação.
Finalmente, a imprensa controlada fez uma reportagem decente sobre o assunto... (Certamente, porque os interesses que estão por trás disto não fazem então parte de quaisquer elites - i.e. de verdadeiramente grandes interesses económicos - e são por isso "arraia-miúda" que se pode denunciar...) Mas, no país que temos, é quase garantido que não vai ninguém ser preso por causa disto, ainda que morram mais centenas de pessoas.
Reparem em como foi, especificamente, a TVI - que é controlada por interesses estrangeiros - quem trouxe esta informação a público... Pois, nas outras principais estações de televisão, RTP e SIC, assim como nos restantes meios de comunicação de massas nacionais, a reacção habitual é, essencialmente, ou (1) de silêncio ou (2) de desvio de atenções para a indústria madeireira - que, com estes repetidos incêndios, saberão os mais atentos e melhor informados que tem perdido enormes quantidades de matéria-prima para a sua indústria.


Autoria e outros dados (tags, etc)

Quem lucra com estes fogos florestais

17.10.17

canadair.png

(Estando este blogue de férias, esta é apenas uma colocação de "ensaio" - e que não seguirá o meu habitual estilo de publicação, de incluir hiperligações com as provas do que digo. Mas, de qualquer modo, o que a seguir afirmo são coisas que têm sido ditas na imprensa controlada nacional - mais propriamente, em entrevistas e debates televisivos que já pude apanhar.)

Primeiro que tudo, um muito importante dado estatístico:

O número de ignições por habitante em Portugal é 10x superior ao dos outros países europeus. (10x!)

E, dito isto, passemos ao que tenho a apontar...
No início do mês passado, ao ligar o meu computador, deparei-me com uma notícia na secção "ZAP Notícias" do portal aeiou.pt a dizer "Preço da madeira queimada não para de cair. Quem ganha com os fogos?" - no que é claramente mais uma demonstração de estupidez (ou cumplicidade) por parte da vergonhosa classe jornalística portuguesa, perante as repetidas desgraças que ocorrem neste país, causadas pelos incêndios florestais...
Ora, queriam com isto obviamente lançar a suspeita de que será a indústria madeireira quem lucra com estes fogos - e, por isso, quem poderá estar por trás dos mesmos... Mas, recorrendo a uma lógica mesmo muito simples - e que a classe jornalística portuguesa não é capaz de (ou que, conscientemente, não quer) usar - analisemos o que é sugerido nas entrelinhas.
Se fosse a indústria madeireira quem ganhasse significativamente com estes incêndios florestais, teríamos obviamente o mesmo fenómeno, de fogos constantes durante o Verão e não só, a ocorrer em toda a restante Europa (que também tem zonas florestais) certo? E, se isto não acontece, é porque alguma coisa distingue Portugal dos restantes países europeus...
Logo, temos de fazer a muito importante pergunta:

O que distingue Portugal, em termos de incêndios florestais, dos restantes países europeus?

(Já viram que pergunta difícil é de se fazer? Nem com um curso de jornalismo é alguém capaz, de tão complicado que é chegar à mesma...)

E, a resposta óbvia é:

O facto de serem empresas privadas quem combate (e lucra imensamente com) estes mesmos fogos.

Na quase totalidade ou maior parte (não consigo saber exactamente, porque a imprensa controlada não investiga isto) dos restantes países europeus, são as forças do próprio Estado quem combate os fogos florestais - e, deste modo, não há empresas privadas que tenham interesse em que estes ocorram, para depois poderem combatê-los.
A indústria madeireira já se tem defendido, dizendo que não lucra com estes fogos - pois, a madeira que daí advêm é de má qualidade e não pode ser usada para pasta de papel ou para mobília de qualidade. Pelo contrário, o que estes incêndios representam, é uma grande perda de matéria-prima para essa mesma indústria. (E, reparem em como muitas vezes são as próprias fábricas da indústria madeireira que, por se situarem em zonas florestais, são afectadas por estes mesmos incêndios!...) O único uso significativo que se poderá dar à madeira queimada, é usá-la para contraplacados - que, entre outras coisas, integram mobília de baixa qualidade.
Ora, quem compra esta mobília de baixa qualidade são as classes mais baixas - que, com a dita "crise", já nem dinheiro para estar a comprar mobília têm. E, não estou a ver uma economia nacional de tal modo vibrante - no decorrer desta suposta "crise" - que justifique que fosse a restante indústria que produz e usa contraplacados - e que tem cada vez menos clientes - pôr o seu próprio país a arder - e, com isso, reduzir o poder de compra dos seus potenciais clientes...
Resumindo: O preço da madeira queimada "não pára de cair" para valores tão baixos, porque ninguém a quer comprar!
Quem, inquestionavelmente, lucra muito com tudo isto são as empresas privadas de combate aos fogos. Pois, embora os valores que são pagos às mesmas sejam sempre, muito convenientemente, omitidos pela imprensa controlada, se há pilotos que deixam de fazer as suas preciosas férias de Verão para andar (a arriscar a sua vida) a combater estes fogos, é porque certamente um muito bom salário recebem para tal. Ou seja, é porque muito dinheiro têm tais empresas para lhes pagar, por receberem muito dinheiro da parte do Estado para combater tais incêndios. Tão simples como isso.
O facto da imprensa controlada, neste país, estar constantemente a apontar (de forma implícita) o dedo (e, com isto, a desviar as atenções) para a indústria madeireira - ao mesmo tempo que quase nunca aponta esse mesmo dedo para a indústria de combate aos fogos (e, muito importante, nunca revela que valores recebe e quanto lucra esta indústria para combater estes fogos) - é, logo em si, muito revelador de que há aqui uma muito importante ligação, pela qual passam enormes fluxos monetários, que é constante, consciente e muito convenientemente escondida.
Restando a nós fazer a pergunta: Porquê?

(E, também muito importante, reparem em como o governo imediatamente mentiu sobre a ocorrência, ou não, de um acidente com um piloto de helicópteros de combate aos incêndios e sobre a causa do incêndio em Pedrógrão Grande. Há, claramente, uma intenção de tentar minimizar a percepção pública das desgraças consequentes destes incêndios florestais, para impedir que surja um sentimento de revolta com as mesmas. Pois, tal Revolta poderá levar a que se investigue seriamente quem é que anda a dar ordens aos incendiários que têm sido apanhados.)

Autoria e outros dados (tags, etc)

colocado por Fernando Negro às 09:16

Jornalismo e Inteligência Artificial

09.10.17

dumb-reporter-new-york-times.jpg

Um comentário que deixei, na página de notícias "ZAP" do portal aeiou.pt, à notícia "Brevemente, esta notícia será escrita por um robô", que fala sobre um futuro próximo em que os jornalistas que temos irão ser substituídos por Inteligência Artificial.
Comentário esse que, não surpreendentemente, não foi publicado. Sendo que, de qualquer modo, já tinha eu decidido não deixar mais quaisquer críticas ou avisos nessa página, depois de terem lá repetidamente censurado comentários meus - por razões aparentemente ridículas, que nada tiveram a ver com qualquer indecência da minha parte.*

 

Fernando Negro (#comment-275134)

Se interpretarmos "artificial" como sinónimo de "falsa", há já muito que tal inteligência se instalou no jornalismo convencional.


Os meios de comunicação de massas pouco mais são, hoje em dia, do que grandes gaiolas mentais cheias de papagaios, que nunca saem das mesmas para investigar o que quer que seja e que se limitam a repetir o que lhes é dito pelos governos e grandes interesses económicos - que, de acordo com a "inteligência" de tais jornalistas convencionais, supostamente nunca mentem.

Desde repetir alegações da parte de governos, que anteriormente foram apanhados a mentir, como factos inquestionáveis, a não apontar (ou reparar sequer em) as inconsistências dos comunicados oficiais, a repetidamente apresentar certas afirmações duvidosas como verdades (como que o Planeta está mais quente do que nunca) sem nunca apresentar uma única prova que seja do que é afirmado (pois, os gráficos verdadeiros provariam o contrário), há já muito tempo que o jornalismo convencional é uma contínua emissão de propaganda com origem e destino em pessoas cuja inteligência se pode considerar equiparada à "artificial".

Pois, que venham os robôs, então. Os supostos humanos que lá estão a fazer este muito triste papel pouco diferentes são dos seus futuros substitutos.

 

* (Sendo de notar que, um desses meus comentários consistia numa crítica à livre circulação de pessoas no dito "Espaço Schengen", a propósito da notícia de que dois suspeitos de pertencerem ao Estado Islâmico tinham fugido da polícia portuguesa, após terem conseguido atravessar toda a Europa, desde a Finlândia, sem terem sido detidos em alguma fronteira - e que depois pude eu constatar que tinha sido censurado, por violar uma regra desta página na Internet, que se diz intolerante com a dita "xenofobia", confirmando o que já dizia eu há uma década, de que iria chegar o dia em que quem se assuma contra esta União Europeia é considerado "xenófobo".)

Autoria e outros dados (tags, etc)

O que de mais tenebroso e horrível as elites podem fazer

07.10.17

[E, já que é de coisas doentias, que são cometidas pelas elites, que falamos de, aproveito para deixar aqui só mais uma pequena compilação de alguns factos, difíceis de encarar, que revelam a verdadeira face daquelas que são, na sociedade podre que temos, as pessoas que são vistas como exemplos a seguir e/ou que merecem todo o respeito, da parte dos demais.]

1) Nota à seguinte notícia: Reparem em como a Polícia irá abafar esta descoberta, não dando respostas satisfatórias às perguntas (que, de qualquer modo, a imprensa controlada não irá fazer) de (1) que pessoas são essas que aparecem em tais filmagens, (2) quem é que anda a fazer essas filmes e (3) como é que teve tal pessoa, de destaque na sua sociedade, acesso a tais filmagens.

https://zap.aeiou.pt/policia-encontrou-videos-decapitacao-no-computador-peter-madsen-175750

2) Nota à seguinte entrevista: Reparem em como esta iniciativa foi prontamente bloqueada pelo serviço PayPal e outros que servem para angariar dinheiro. - https://theworldjudge.com/trying-to-shut-down-pedophiles-will-get-you-shut-down-paypal-against-craigrsawyer-w-v4cr/



3) Nota ao seguinte vídeo: Se isto é o que alguém, que nem pertence a uma classe que se possa considerar verdadeiramente elitista, pôde ver, imaginem o que serão as festas realmente elitistas?



4) Nota à seguinte notícia: E, a seguinte entrevista, é para quem ainda tenha dúvidas de que o pior que se faz é algo a que se vai tendo cada vez mais acesso, à medida que vai uma pessoa sendo promovida em círculos elitistas. (A propósito de "mulheres nuas" que são mencionadas em tal entrevista, alguém aqui já ouviu falar nos mais de 20 minutos que foram cortados do filme "Eyes Wide Shut"? - http://forum.prisonplanet.com/index.php?topic=157208.msg935683#msg935683)

https://www.prisonplanet.com/ex-banker-claims-he-was-invited-to-take-part-in-child-sacrifice-rituals.html

Autoria e outros dados (tags, etc)

Não acreditem em tudo o que ouvem sobre estes atentados

26.08.17

A propósito de mais um relato (agora, relativo ao recente atentado ocorrido em Barcelona) de que um dos terroristas terá supostamente sido estúpido o suficiente para deixar um documento de identificação no local do crime, aproveito para chamar a atenção também para o seguinte...
Quando os média de massas (formados por jornalistas acéfalos, que nunca questionam o que a polícia afirma, e outros cúmplices com tudo isto) nos dizem que foram encontrados documentos de identificação nas viaturas usadas pelos terroristas, isso é o que a polícia diz... E, quando nos dizem estes mesmos média de massas (incluindo, até, com supostas reconstituições feitas no local onde tudo ocorreu) que os terroristas em causa se recusaram a ser capturados vivos e tiveram de ser mortos pela polícia, isso é o que a polícia diz.
Parem e pensem sobre isto.
Porque razão é que um terrorista (que depois de ter cometido um atentado foge do local do crime - e, com isto, prova que não quer ser apanhado) seria estúpido ao ponto de, não só levar um documento de identificação para o local de um ataque, como, em cima disso, se esquecer do mesmo em tal local? (Sendo que, isto ocorre em grande parte destes atentados...)
Sabem como é que foi identificado um dos supostos autores do 11 de Setembro, que ia num dos aviões que embateram contra uma das torres em Nova Iorque? Através de um passaporte que foi encontrado numa das ruas adjacentes da cidade, que supostamente caiu de tal avião aquando do embate e da explosão - e que, miraculosamente, não foi queimado ou danificado pela mesma.
Também, sabiam que há filmagens do suposto terrorista do atentado da Maratona de Boston que mais tarde apareceu morto, a ser capturado vivo pela polícia? E, que a tia do mesmo, que o reconheceu em tais filmagens, foi ameaçada para não falar sobre isto?

Autoria e outros dados (tags, etc)

colocado por Fernando Negro às 09:32

Conheçam o canal do YouTube "BanTheBBC"

22.08.17

A propósito da notícia (e reacções à mesma) - [1] [2] - de que o maior órgão de propaganda do Império Britânico, a BBC, iniciou a sua maior expansão de sempre desde a década de 1940, deixo aqui uma colectânea de vídeos do que fazem alguns cidadãos britânicos que não querem ser lavados ao cérebro pelo mesmo - e que, por isso, se recusam a pagar o equivalente ao nosso imposto de Contribuição Audiovisual (que, no Reino Unido, só paga quem vir este lixo de canais televisivos).

Autoria e outros dados (tags, etc)

Um resultado do imposto de Contribuição Audiovisual que vem na factura da electricidade (ou o "serviço público" da RTP em acção)

10.08.17

oliver.png

Não só não avisam as pessoas - e ainda mentem, repetidamente - sobre o que de mais importante se passa, como também se põem a gozar com quem o faz... (Paguem impostos, carneiros!)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Portugal é o 2º país da Europa com maior percentagem de borregos

04.07.17

sheep.jpg

 

Portugal é o segundo país da Europa onde mais se confia nas notícias

[BOM DIA] Quinta-feira, 22 de junho de 2017, às 09:49

Portugal é o segundo país europeu onde mais se confia nas notícias, a seguir à Finlândia, apresentando uma percentagem de confiança a rondar os 58%, revela um estudo divulgado esta quinta-feira.

De acordo com o Digital News Report 2017, realizado pelo Reuters Institute for the Study of Journalism, a confiança nos media varia de forma significativa nos 36 países analisados, sendo a Finlândia o país onde a confiança atinge a percentagem mais elevada (62%), enquanto a Grécia e a Coreia do Sul são os países com o nível de confiança mais baixo (23%).

A confiança desce sete pontos percentuais, para 43%, desde o referendo do ‘Brexit’.

Quase um terço da amostra (29%) afirma que evita as notícias frequentemente ou por vezes e destes, quase metade (44%) diz fazê-lo porque as notícias têm um efeito negativo no seu humor e um terço (33%) diz que não confia na veracidade das notícias.

O estudo revela ainda que em Portugal, as três marcas offline mais usadas como fonte de notícias são a SIC, a TVI e a RTP, enquanto no online as mais citadas são o Notícias ao Minuto, o Sapo e a SIC Notícias.

O relatório traça também o perfil de tendência política dos respondentes relacionando-o com os órgãos de comunicação social, concluindo, por exemplo, que o Diário de Notícias é mais lido por pessoas com tendência ideológica mais de esquerda, enquanto o Observador é mais lido por pessoas com tendência mais de direita.

O relatório, baseado num inquérito online a 70 mil pessoas, em 36 países, sublinha que mais de metade dos respondentes (54%) utilizam as redes sociais como fonte de notícias, mas salienta um declínio no uso do Facebook nalguns países onde aumentou a popularidade das “apps de messaging”.

Relativamente ao papel das redes sociais, apenas um quarto (24%) acreditam que as redes sociais fazem um bom trabalho na separação dos factos da ficção, comparando com os 40% que acham que os media fazem um bom trabalho.

Em países como os Estados Unidos, a probabilidade de alguém acreditar mais nos media é duas vezes superior (20%/38%) e a Grécia surge como o único país onde as pessoa acreditam num melhor trabalho das redes sociais, porque a confiança nos órgãos de comunicação social é muito baixa (28%/19%).

O estudo conclui também que as plataformas estão a evoluir, graças ao aumento das aplicações e dos smartphones, tornando-se uma forma predominante de aceder às notícias.

De uma maneira geral, os alertas de notícias nos telemóveis estão a transformar-se numa das formas mais importantes de descobrir notícias, com a Suécia, os Estados Unidos (EUA) e a Coreia do Sul a mostrar um grande aumento na percentagem de pessoas que acedem às notícias desta forma.

O relatório refere que vários órgãos de comunicação social procuram atingir receitas online sustentáveis, assistindo-se a um aumento considerável de pessoas disponíveis para pagar por notícias online nos EUA, com um crescimento dos 9% para os 16%.

No entanto, entre todos os países, apenas um em cada dez paga por notícias online, sendo que esta é uma tendência mais predominante nos países nórdicos, como a Noruega (26%) e a Suécia (20%).

Mais de metade dos utilizadores de internet dos 36 países (54%) afirmam que usam as redes sociais como uma fonte de notícias, a cada semana, mas isso varia entre os 76% no Chile e os 29% no Japão e Alemanha. Um em cada dez afirma que as redes sociais são a sua principal fonte de notícias.

O relatório refere que a preocupação com a baixa qualidade das notícias e com as ‘fake news’ oferece às organizações de media a oportunidade de demonstrar o valor do jornalismo de qualidade, já que o inquérito demonstrou que “elevados níveis de falta de satisfação em relação à qualidade das notícias e comentário, em geral, e nas redes sociais em particular”.

O estudo será apresentado em Portugal em setembro, altura em que serão revelados dados mais específicos sobre o país.

Autoria e outros dados (tags, etc)

colocado por Fernando Negro às 09:01