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Não foram as "vacinas" contra o sarampo que eliminaram a doença

18.04.17

measles.png

 

[Mais uma carta que hoje enviei, a quem me é próximo, por causa da propaganda que (por acaso) pude ontem ver ser emitida na televisão...]

 

Assunto: Para quem pense que o recente surto de sarampo é culpa da não vacinação

A propósito do que foi ontem noticiado em Portugal, sobre um surto de sarampo que ocorreu, venho partilhar convosco o seguinte.

Não foram as "vacinas" contra o sarampo que eliminaram esta doença. E, para o provar, envio (em anexo) uma fotografia de ecrã [imagem que está no início desta colocação], que tirei de uma parte de um documentário, que por enquanto ainda pode ser visto no YouTube. (Sendo o gráfico que apresento um relativo à realidade estadunidense, que, como todos sabem, tem uma população muito maior do que a portuguesa - sendo, por isso, os seus dados estatísticos muito mais correctos do que se a amostra fosse uma população muito menor.) E, para mais informações, podem vocês ver esse mesmo bom documentário - e clicar nas opções do YouTube para accionar as suas legendas em português: https://www.youtube.com/watch?v=8L7Aliz9U60


E, aqui vão também alguns extras:

1) Crianças que morrem por causa da "vacina" contra o sarampo: https://www.prisonplanet.com/over-100-measles-vaccine-deaths-zero-measles-deaths-since-04.html

2) A maior parte das crianças que apanham sarampo foram "vacinadas" contra o mesmo: https://www.prisonplanet.com/what-they-wont-admit-about-measles-outbreaks-most-children-who-catch-measles-were-already-vaccinated.html

(A constatação anterior foi exactamente a mesma que eu fiz relativamente ao tétano, quando - no decorrer de um trabalho de voluntariado que fiz - quiseram que eu me "vacinasse" contra o mesmo - tendo eu, na altura, constatado este mesmo tipo de incidência (em que, de entre as pessoas que tinham apanhado esta doença, a percentagem que tinha sido vacinada contra ela era sensivelmente a mesma que a de pessoas vacinadas na população, em geral - ou seja, a vacina era ineficaz) - após o cruzamento de várias informações a que tive acesso, com pesquisas na Internet, em artigos de revistas científicas, como a "New Scientist", e afins.)

Se acreditam que os nossos governos são incapazes de mentir sobre uma coisa destas, então estão ainda num nível de desenvolvimento, em termos de consciência social, semelhante ao das crianças que acreditam no Pai Natal...

«the broad masses (...) more readily fall victims to the big lie than the small lie, since they themselves often tell small lies in little matters but would be ashamed to resort to large-scale falsehoods. It would never come into their heads to fabricate colossal untruths, and they would not believe that others could have the impudence to distort the truth so infamously. Even though the facts which prove this to be so may be brought clearly to their minds, they will still doubt and waver and will continue to think that there may be some other explanation. For the grossly impudent lie always leaves traces behind it, even after it has been nailed down, a fact which is known to all expert liars in this world and to all who conspire together in the art of lying.»
--- Adolf Hitler, "Mein Kampf" (https://en.wikipedia.org/wiki/Big_lie)

Os casos do Sócrates, Ricardo Salgado e afins chegam a ser quase ridículos, pelo facto de serem apenas estas as pessoas que são apanhadas (http://blackfernando.mypress online.com/semanario_entrevista.html). E, se não acreditam no que eu digo, procurem por declarações por parte de quem investiga (a fundo) o fenómeno da corrupção em Portugal, a dizer a mesma coisa: https://www.google.pt/search?q=paulo+morais +corrupção&tbm=vid

Quando o governo e meios de comunicação de massas (ambos controlados pelos grandes interesses económicos) vierem demonizar quem recuse ser injectado - e recuse também que os seus filhos sejam injectados - com agentes patogénicos e substâncias altamente tóxicas, exijam sempre provas do que vos dizem estes, quando afirmam que é tudo culpa da não vacinação.

As hiperligações numeradas, que eu acima apresento, foram o resultado de uma pesquisa de apenas dois minutos, que fiz, usando o termo de procura "measles site:www.prisonplanet.com" (tendo como objecto de pesquisa um sítio na Internet, que já vos recomendei em carta anterior). E, se fui eu capaz de encontrar esta informação em tão pouco tempo, quem se preocupe mais com este assunto, muito mais poderá encontrar.

Aproveitem, enquanto podem, para se informarem sobre isto. Pois, tudo o que é conteúdo mais incómodo no YouTube já começou a ser escondido (https://www.youtube .com/watch?v=7bnQrajRfTM) - e poderá (leia-se deverá) no futuro próximo ser também eliminado. Ao poder estabelecido não interessa nada que as pessoas saibam desta enorme mentira (e daí a já existente - e também crescente - demonização de pessoas que, como eu, sabem e denunciam a Verdade sobre este fenómeno). Se as pessoas começarem a questionar a veracidade do que lhes dizem sobre este assunto e procurarem informar-se, por si próprias, sobre o mesmo, dando-se conta do enorme logro de que foram vítimas, sabe-se lá o que mais é que poderão começar a questionar e sobre o que mais é que poderão começar a procurar a Verdade sobre (por si próprias). Isto é... O que eu aqui denuncio, e ao qual vos apelo, uma vez mais (nas entrelinhas), é algo de *imensamente subversivo* - e que pode, em vós, instilar muito maus hábitos (do ponto de vista de quem governa)...

E, o que posso acrescentar ao que já vos tenho dito sobre este assunto, é que as verdadeiras razões que se escondem por trás desta enorme mentira não são meramente lucrativas - e eu não vos estou a dizer o que de pior sei sobre esta história das vacinas...

 

[Ao qual aproveitei para fazer o seguinte acrescento.]

 

Assunto: Para quem pense que o recente surto de sarampo é culpa da não vacinação (adendo)

Também, outra coisa que aproveito para acrescentar, é que...

Eu não nego - nem nunca neguei - o (sobejamente) conhecido facto de que (pelo menos no caso de alguns agentes patogénicos) se uma pessoa apanhar uma doença e conseguir vencer a mesma, dificilmente deverá apanhá-la uma outra vez - por ter, neste processo, criado anticorpos contra a mesma.

Este é um facto científico que já está mais do que estabelecido - e a razão pela qual (tal como dizem os médicos) há até doenças que convém apanhar-se quando se é pequeno. Assim como, terá certamente sido este facto que serviu de inspiração para a criação das vacinas.

O que se passa, é que ser-se "vacinado" contra uma doença não é o mesmo que apanhá-la.

As diferenças exactas entre estes dois fenómenos não as conheço eu, por não ser bioquímico, nem ter paciência para estar quase a tirar um curso nesta área científica, só para os compreender. Mas, o que suspeito que aconteça, é o que a seguir transcrevo, de um comentário recente que fiz, sobre esta história das vacinas, ao qual depois acrescentei um outro:

O próprio cientista que as inventou (Edward Jenner) reconheceu mais tarde que as mesmas não funcionavam.
As razões pelas quais várias doenças foram erradicadas, a nível mundial, não foi por causa da introdução das vacinas, mas sim devido a melhorias nas condições de higiene e nutrição (que, respectivamente, diminuíram a exposição aos agentes patogénicos e fortaleceram o sistema imunitário das pessoas, em geral).
O que, na melhor das hipóteses, uma "vacina" faz, é expor as pessoas a uma versão modificada de um vírus ou bactéria - e não ao verdadeiro agente patogénico em si. Sendo que, as defesas que poderão ser formadas, são contra a versão modificada de tal agente e não contra o verdadeiro.
--- http://blackfernando.mypressonline.com/apodrecetuga_censurado.html

Sobre o que dizia eu do próprio inventor das mesmas ter depois dito que elas não funcionavam, não me preocupo sequer em providenciar hiperligações. Pois, nem é preciso ir mais longe do que a própria página na Wikipedia sobre este cientista para constatar isto:
(https://en.wikipedia.org/wiki/Edward_Jenner#Later_life) "Returning to London in 1811, Jenner observed a significant number of cases of smallpox after vaccination."
Sendo o que é dito logo depois - "He found that in these cases the severity of the illness was notably diminished by previous vaccination" - algo que, para mim: (1) não faz sentido, porque as pessoas são diferentes umas das outras, em termos de resistência às doenças, e não há maneira de averiguar tal coisa para uma mesma pessoa; e (2) ou uma tentativa de "salvar a face", da parte de alguém que constatou que tinha seriamente posto o "pé na poça", ou na melhor das hipóteses (3) mais uma conclusão errada da parte de alguém que já comprovadamente tinha tirado conclusões erradas (que levaram à introdução das vacinas)...
--- http://blackfernando.mypressonline.com/apodrecetuga_censurado.html

De qualquer modo, não preciso eu de saber exactamente como funciona o processo de imunização. Pois, basta-me olhar para os dados estatísticos da incidência de várias doenças, antes e depois da introdução das supostas "vacinas" - tal como os que são mostrados no documentário de que já vos falei (https://www.youtube.com/watch ?v=8L7Aliz9U60) - para saber que estas injecções (pelo menos, tal como são elas, hoje em dia, dadas à população, em geral) em nada ajudam a prevenir as doenças que supostamente combatem.

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colocado por Fernando Negro às 14:52

Como avisar as pessoas disto, num país de gente (mesmo muito) ignorante, de mentalidade fechada e também pouco inteligente?

01.02.17

vaccination_myths.jpg

 

No seguimento de uma colocação num dos blogues cuja consulta recomendo (pela sua extensa documentação da corrupção que assola o nosso país) na qual se referenciava a possível falta de vacinas no Serviço Nacional de Saúde como um sério problema, decidi expor, nos comentários a tal colocação, parte do que sei sobre a (verdadeira) natureza das vacinas (e também de alguns dos "cuidados médicos" que nos são prestados por este mesmo SNS).
Comentários esses, nos quais (como é hábito meu) incluí hiperligações para as provas e argumentos de quase tudo o que afirmava - que podiam ser consultados por qualquer pessoa, que duvidasse de algo do que eu dizia.
A resposta por parte da autora da colocação original?
Censurou-me os comentários em causa (e ainda gozou com isso, na mensagem que me enviou de confirmação de tal).
Podem ver <aqui> o actual estado da página onde fiz eu os meus comentários e <aqui> a versão não censurada, que fui eu capaz de guardar, da mesma.

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A vitória do Brexit poderá ser algo de mau por ocorrer nesta altura

24.06.16

brexit.jpg

 

(Interrompo as minhas "férias literárias", para vir aqui fazer um importante aviso.)

Reparem que foi um governo fantoche da União Europeia quem organizou este referendo. E, se decidiu tal governo fazer uma coisa destas, foi obviamente porque isto acaba por ser benéfico para o mesmo - ou, por outras palavras, para os interesses que estão por trás do mesmo (pois, não havia uma muito forte pressão nas ruas para que tal acontecesse e que não deixasse a este governo outra alternativa que não fosse realizar este referendo). Ora, se assim é, temo-nos então de interrogar: "Porque razão fez o governo britânico este referendo?"

E, as respostas a tal interrogação são óbvias...

O UKIP não pára de subir nos resultados eleitorais. E, se nada fosse feito, obviamente que os sentimentos anti-UE acabariam por levar este partido não-alinhado ao poder. Ora, sendo o actual governo, ou outro governo fantoche da UE que lhe siga, quem "decide" sair da União Europeia (pois, o UKIP ainda não tem força suficiente para ganhar umas eleições britânicas), temos então duas vantagens. Primeiro, tenta-se deste modo roubar eleitorado ao UKIP e manter, dentro do possível, o controlo da situação. Segundo, se for um partido fantoche da UE quem decide como sair da mesma, obviamente que tal partido irá fazê-lo da pior maneira possível, para com isso tentar "demonstrar" que sair da UE é uma coisa má.

Assim sendo, muito pouco de bom é de esperar nos próximos tempos, para o Reino Unido, com esta vitória do Brexit. E, o que provavelmente irá acontecer, é que tal sirva de motivação para uma maior (/mais acelerada) destruição da Economia do mesmo. (Lembrem-se de que estamos a assistir a uma destruição propositada das várias economias europeias. [fontes])

A sairem diferentes países da UE, para que tal seja feito da melhor maneira possível, terá de ser feito por partidos não alinhados com os interesses que estão por trás da mesma. E, ainda assim, é preciso ver que, numa Economia ocidental imensamente privatizada e onde os grandes interesses económicos que a dominam são exactamente os que estão por trás da UE, o processo de reconquista da independência dos vários países europeus será tudo menos fácil...

E, a título de curiosidade, deixo aqui o que recentemente respondi a alguém na Internet, que perguntava o que achavam as pessoas do possível Brexit - onde destaco agora (a "negrito") o que já há duas semanas dizia eu sobre isto ser possivelmente uma coisa má de ocorrer nesta altura.

 

 

[–] Fernando_Negro 2 points 16 days ago

A União Europeia é uma coisa mesmo muito má. Logo a começar por algo que nos afecta directamente a todos, que é esta história da "moeda única" - que, entre outras coisas, desde que foi implementada em Portugal, reduziu o poder de compra das pessoas. (Pergunte a quem é mais velho e viveu no tempo do escudo se as coisas não estão hoje em dia muito mais caras e se, quando vão às compras, o dinheiro estranhamente "desaparece" muito mais rápido do que a que estavam habituados...)

A União Europeia é - tal como a União Norte-Americana, União Africana etc - um governo "regional" cujo objectivo último é fundir-se com outros governos "regionais" num único Governo Mundial fascista (/"antidemocrático", ou o que lhe quiser chamar): http://www.prisonplanet.com/financial-times-editorial-admits-agenda-for-dictatorial-world-government.html

A União Europeia é uma criação do Clube Bilderberg (http://www.prison planet.com/leaked-1955-bilderberg-docs-outline-plan-for-single-european-currency.html), formado pela oligarquia ocidental, que anda há décadas e há séculos a explorar os povos europeus e restantes povos do mundo. E, se quiser você saber o que este Clube é, pode ler um livro cuja primeira versão foi censurada em Portugal, mas cuja segunda versão ainda está à venda: http://6.fotos.web.sapo.io/i/o41140ea4/17596647_i1zW0.jpeg

A União Europeia é, em parte, uma concretização do sonho fascista do século XX de criar um único superestado europeu. Não sendo por acaso que grande parte das suas características são uma concretização dos planos de alguns dos fascistas que se reorganizaram após a derrota na 2ª Guerra Mundial (https://en.wikipedia.org/wiki/National_Party_of_Europe), não sendo por acaso que o Clube Bilderberg e algumas organizações ocidentais têm nazis entre os seus membros (http://paramimtantofaz.blogspot.pt/2010/06/quem-sera.html) e não sendo por acaso que serviu o Clube Bilderberg como veículo para gastar parte do ouro que foi pilhado pelos nazis na 2ª Guerra Mundial (fonte: Daniel Estulin, que escreveu o livro censurado em Portugal, numa qualquer entrevista de rádio, de que não me lembro exactamente). Tem mais informação sobre isto, muito resumida, aqui: http://octopedia.blogspot.pt/2015/09/os-estados-unidos-querem-enfraquecer_16.html?showComment=1442507517665 #c1790505247670078841

A União Europeia assemelha-se também à União Soviética, em termos do modo antidemocrático como é gerida. Fazendo a não-eleita Comissão Europeia lembrar o Politburo Soviético: http://www.prisonplanet.com/articles/march2006/020306socialistdictatorship.htm

E, a União Europeia em nenhum lado surgiu por vontade dos povos europeus, mas por vontade de políticos corruptos maçons e afins, fantoches dos grandes interesses económicos ocidentais (veja para onde vão os nossos ministros trabalhar, depois de deixarem os seus cargos). Em muitos países a adesão à mesma não foi sequer referendada. E, no caso do nosso país, o partido actualmente no poder nem sequer cumpriu a promessa de referendar um dos seus muito importantes tratados (de Lisboa), que retiravam ainda mais soberania/independência nacional.

Quanto mais centralizado o poder, pior é. Veja o quão corruptos e tirânicos se tornam os estados que governam sob grandes extensões de território, onde quase ninguém sabe o que andam as pessoas no seu governo central a fazer, como começa a ser o caso da UE (https://euobserver.com/justice/121489 + http://blackfernando.blogs.sapo.pt/ue-proibe-a-franca-de-banir-o-uso-de-um-33442) e o quão mais democráticos são os pequenos estados, onde podem as pessoas manter os seus políticos debaixo de olho e sob pressão, como é o caso da Islândia (http://www.independent.co.uk/news/world/europe/icelands-pots-and-pans-revolution-lessons-from-a-nation-that-people-power-helped-to-emerge-from-its-10351095.html). Não foi por acaso que os Impérios caíram, ao longo da História. E, a evolução a sério da Humanidade, em termos de melhorias no bem-estar e na qualidade de vida, começou com o surgimento dos estados-nação, há poucos séculos (http://blackfernando.blogs.sapo.pt/os-ditos-referendos-independentistas-37545 + http://blackfernando.blogspot.pt/2014/10/o-exercito-zapatista-de-libertacao.html).

Por estas e por várias outras razões (https://www.youtube.com/watch? v=rNJ05NfM-4Y), se o Brexit ganhar, será um bom passo na direcção de um Reino Unido mais democrático e onde se viva melhor. Mas, sendo a situação a de que as pessoas que estão no poder, no Reino Unido, são os políticos fantoches da UE... Case ganhe o Brexit, é de esperar que tais fantoches arruínem de propósito a economia britânica, para tentar fazer desta um exemplo. ("Vêem? É nisto que dá sair da UE!") Mas, o mais provável é aproveitarem-se da pouca diferença de votos para aldrabar os resultados.

E, respondendo à sua pergunta sobre se estaríamos nós também melhor se não fizéssemos parte da UE, pergunte, uma vez mais, a quem viveu a época antes do "euro" - e outras importantes implementações europeias - se não vivia melhor nesse tempo.

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Habemus Mendax

03.01.15

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Jorge Mario Bergoglio, conhecido como papa Francisco - que foi informador do regime fascista argentino e que pertence à Companhia de Jesus, criada pela oligarquia europeia para dominar o Vaticano - acaba de dar uma prova mais (das várias que tem dado, com as suas reformas que visam destruir, desde dentro, a Igreja - e os valores que esta supostamente defende) de que está no Vaticano para fazer cumprir a agenda elaborada pelos seus verdadeiros amos (ou, suponho, "amo" - se tivermos em conta o líder espiritual de muitos dos elementos das elites) que nada de cristãos (e mais de satânicos) têm, ao ter anunciado, recentemente, que tenciona se juntar à luta "ambientalista" pela desindustrialização do Mundo, com base no falso pretexto do "aquecimento global" antropogénico.
(E, sabido isto... De que provas mais precisa alguém, para acreditar no que Daniel Estulin diz, de que este papa é um fantoche do Movimento Sinarquista?...)
Mas, não se preocupem, se tudo isto resultar em ainda mais pobreza...
Pois, para além de sempre ter colaborado com regimes fascistas e seus semelhantes, a Igreja Católica sempre foi muito conhecida pela sua caridadezinha e esmolas que dá aos pobres.
Por isso, podem começar a rezar, desde já, para que alguma alma caridosa tenha pena de vós, no futuro, quando andarem desamparados na rua - e consequentemente vos tire a Dignidade, ao vos oferecer uma pequenina parte do dinheiro resultante de um trabalho que vos nega e que, segundo verdadeiros princípios humanitários, também deveria ser vosso, por direito.

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colocado por Fernando Negro às 16:32

Nazis na CIA

02.10.14
Excelente documentário, com informação inédita, sobre como os nazis recrutados pelos EUA, no final da Segunda Guerra Mundial - e também alguns fascistas italianos - foram usados pela CIA, na assistência que esta deu aos regimes ditatoriais sul-americanos - inclusivamente, em campos de tortura, onde eram experimentadas novas armas biológicas em prisioneiros políticos.
O documentário tem sido exibido pelo canal Odisseia. E, irá passar outra vez, nos próximos dias 21 e 22 deste mês.

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colocado por Fernando Negro às 17:56

Sobre a natureza fascista do golpe ocorrido na Ucrânia

27.02.14
(Uma outra tradução que fiz, com vista a que fosse também publicada no blogue "Da Rússia", do jornalista José Milhazes, mas esta, uma pela qual tal autor não mostrou interesse em publicar...)



EUA e UE Conjuntamente com Terroristas Ucranianos Erguem o Regime Nazi

Declaração da Presidente do Partido Socialista Progressista, Nataliya Vitrenko


23 de Fevereiro de 2014


[traduzido do inglês em: http://tarpley.net/usa-and-eu-are-erecting-a-nazi-regime-on-ukrainian-territory/]


Os acontecimentos na Ucrânia estão a excitar o mundo inteiro. Precisamos de entender a essência do que está a acontecer. O Partido Socialista Progressista da Ucrânia, como um partido da Oposição de Esquerda, que lutou e está a lutar contra o rumo das políticas domésticas e exteriores seguidas sob a direcção da desestabilização Laranja e de Yushchenko e contra a aliança do Partido das Regiões e do Partido Comunista liderada por Yanukovych, considera necessário fazer uma avaliação.

No dia 22 de Fevereiro, militantes e terroristas do Parlamento Euromaidan executaram um golpe neonazi recorrendo à força armada.

Violando todas as normas da Constituição e da lei internacional e pisando os valores europeus, o Parlamento excedeu a sua autoridade e cometeu actos criminosos. Washington e Bruxelas - que disseram ao mundo e a toda a humanidade que a Euromaidan é uma acção não violenta do povo ucraniano, para fazer uma escolha europeia e proteger a democracia e os valores europeus - deviam agora admitir honestamente que o povo ucraniano não teve nada disso. Usaram um golpe nazi, executado pelos insurgentes, terroristas e políticos da Euromaidan para servir os interesses geopolíticos do Ocidente.

As provas irrefutáveis disso são:

1) A mudança de governo ocorreu de modo inconstitucional. Isto violou a Lei europeia. Em violação da XIIIª secção da Constituição (que descreve em detalhe o procedimento para alterar a Constituição), sem a participação do Tribunal Constitucional, o sistema estatal do nosso país foi alterado pelo Conselho Supremo (Parlamento) da Ucrânia;

2) Indo além dos poderes do Parlamento da Ucrânia, violando o artigo 19º da Constituição, o Parlamento nomeou supervisores para os:
- Ministério do Interior,
- Serviço de Segurança da Ucrânia e
- Procuradoria-Geral da República.

Estes supervisores estão instalados com o objectivo de exercer a violência política da Euromaidan sobre as instituições constitucionais do estado para promover os interesses do Ocidente de modo inconstitucional;

3) O Presidente ucraniano Yanukovych (ao qual o nosso partido se tem oposto tal como tornamos claro nos últimos quatro anos) foi destituído dos seus poderes constitucionais numa violação grosseira da Constituição. A Constituição não providencia o direito ao Verkhovna Rada (Parlamento) da Ucrânia de retirar poder ao presidente da maneira que isto acabou de ser feito. A Constituição providencia um procedimento detalhado de impugnação que está especificado por escrito. Mas outra vez, não guiados pela Lei, mas antes por alegada expediência revolucionária, desprezando o princípio europeu da presunção da inocência, Yanukovych foi removido do seu cargo e foi nomeado um novo presidente em violação da Constituição;

4) O Parlamento, ansioso por defender os militantes e terroristas da Euromaidan, perdoou e fez heróis de todos os seus membros, iniciando o processo de lhes dar a presidência. Isto significa que não serão prestadas contas por aqueles que usam a força armada para matar civis ou agentes da autoridade inocentes, que se apoderam de e destroem edifícios de escritórios e armazéns com recurso à força armada, que executam linchamentos, ou que exercem chantagem e executam raptos. Isto cria uma base para a formação de uma maquinaria de estado repressiva neonazi.

Washington e Bruxelas devem ouvir os nossos avisos. Nós consideramo-las responsáveis por tudo o que fizeram para transferir poder para as forças políticas responsáveis pelo estabelecimento deste regime nazi totalitário na Ucrânia, com a inevitável violação grosseira dos direitos e liberdades de milhões dos nossos concidadãos.

Os EUA e a UE devem saber que esta usurpação do poder por partidos e movimentos políticos incluindo forças neonazis (tais como o "Svoboda" e o "Sector de Direita"), anunciou a implementação de uma revolução nacional sob as máximas "Ucrânia para os ucranianos", "Glória à nação - morte aos inimigos", "Ferramentas moscovitas e comunistas para a forca!" e outros.

Começando a 22 de Fevereiro, este novo governo deve assumir toda a responsabilidade em toda a Ucrânia pela violação dos direitos e liberdades dos cidadãos.

Insurgentes e terroristas continuam a capturar edifícios administrativos da Euromaidan e autoridades locais no Sul e Leste da Ucrânia. Usando métodos terroristas, os votantes foram destituídos dos seus direitos e da autoridade dos seus representantes eleitos em assembleias locais. Civis que defendiam as suas escolhas foram impiedosamente alvejados por homens armados com Kalashnikovs, espingardas e outras armas de combate, como por exemplo a 22 de Fevereiro em Lugansk.

Militantes aos quais não foi dada qualquer autoridade policial legítima atribuíram a si próprios poderes policiais de emergência, usando machados e paus para bloquear as principais vias de comunicação centrais, mandando parar carros para efectuar inspecções e verificações de documentos de passageiros e prendendo pessoas. Bloquearam a entrada para o aeroporto e desta maneira violaram grosseiramente a Convenção Europeia dos Direitos do Homem e das Liberdades Fundamentais, a qual garante a inviolabilidade da pessoa, a liberdade de movimento, a presunção da inocência e o direito à segurança e à vida. Todas as pessoas da Ucrânia foram humilhadas e foram-lhes negados a sua dignidade e os seus direitos.

Logo a 23 de Fevereiro representantes do novo governo anunciaram a formação da nação ucraniana: proclamam que qualquer pessoa que use a língua russa será sujeita à destituição do seu estatuto de nativo de etnia ucraniana e será descriminada em termos de direitos civis e políticos.

O novo regime já anunciou a sua intenção de banir a emissão de canais da Federação Russa no território da Ucrânia, apelidando-os de canais de televisão de um estado hostil. Esta é a maneira da qual o novo governo defende os valores europeus da liberdade de expressão e da liberdade de imprensa.

O regime está a preparar listas de inimigos que estão sujeitos a proscrição. Este mecanismo irá destituir de direitos civis e políticos todos aqueles que não partilham as visões neonazis das novas autoridades ucranianas.

Por todo o país, continuam a ocorrer mórbidos linchamentos. Pessoas estão a ser espancadas e apedrejadas, enquanto membros indesejáveis do Verkhovna Rada da Ucrânia são sujeitos a fortes intimidações e oficiais locais vêm as suas famílias e crianças serem alvo de ameaças de morte se não apoiam a instalação deste novo poder político. As novas autoridades ucranianas estão a queimar em massa os escritórios de partidos políticos de que não gostam e anunciaram publicamente a ameaça de processamento criminal e proibição de partidos políticos e organizações públicas que não partilham a ideologia e os objectivos do novo regime.

Militantes da Euromaidan estão-se a apoderar de igrejas ortodoxas como o Mosteiro de Kiev-Petchersk, procurando transferi-las para elementos cismáticos do clero como Filaret. A intenção é apoderarem-se de todas as igrejas da Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscovo para conformá-las ao Vaticano.

Em nome do Partido Socialista Progressista da Ucrânia, declaramos que não reconhecemos a legitimidade deste golpe e não reconhecemos como legítimas as actividades nas novas autoridades ucranianas. Condenamos a total violação dos direitos e liberdades dos cidadãos da Ucrânia com base em critérios nacionais, étnicos e culturais, religiosos e políticos.

Apelamos ao Parlamento Europeu e ao Conselho de Segurança da ONU, pedindo a sua intervenção imediata no que está a acontecer na Ucrânia, para proteger os direitos e liberdades dos cidadãos, para impedir o espoletar por parte do novo governo ucraniano de uma Terceira Guerra Mundial no continente euro-asiático.

--- Nataliya Vitrenko, Presidente do Partido Socialista Progressista

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Tentativa de golpe fascista na Ucrânia

13.02.14

(Uma tradução que fiz, para ser publicada na espécie de "secção do leitor" do blogue do jornalista José Milhazes, de um muito bom texto sobre a situação na Ucrânia, que foi publicado na última edição da revista Executive Intelligence Review.)

Potências Ocidentais Apoiam Golpe Neonazi na Ucrânia

por uma Equipa de Pesquisa da EIR


2 de Fevereiro - Nações ocidentais, lideradas pela União Europeia e pela Administração Obama, estão a apoiar um golpe abertamente neonazi com vista a uma mudança de regime na Ucrânia. Se o esforço for bem sucedido, as consequências irão estender-se muito para além das fronteiras da Ucrânia e dos seus estados vizinhos. Para a Rússia, tal golpe constituiria um casus belli, vindo como vem no contexto da expansão da defesa antimíssil da OTAN para a Europa Central e da evolução de uma doutrina EUA-OTAN de "Ataque Global Rápido", que presume que os Estados Unidos podem lançar um primeiro ataque preventivo contra a Rússia e a China e sobreviver à retaliação.

Os acontecimentos na Ucrânia constituem um potencial espoletar de uma guerra global que poderá rápida e facilmente escalar para uma guerra termonuclear de extinção. Na Conferência de Segurança de Munique deste fim-de-semana, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia Sergei Lavrov teve uma acalorada troca de palavras pública com o Secretário-Geral da OTAN Anders Fogh Rasmussen, na qual o último acusou a Rússia de "retórica belicosa" e Lavrov respondeu citando o programa de defesa antimíssil europeu como uma tentativa de assegurar uma capacidade de primeiro ataque nuclear contra a Rússia.

Nas suas declarações formais em Munique e uma semana antes no Fórum Económico Mundial em Davos, Suíça, Lavrov também criticou severamente os governos ocidentais por apoiarem organizações terroristas neonazis no seu zelo em colocar a Ucrânia sob controlo da União Europeia e da Troika para apertar a forca da OTAN em volta da Rússia.

No entanto, Lavrov subestimou o caso.

Desde que o Presidente Viktor Yanukovych anunciou que a Ucrânia estava a retirar os seus planos de assinar o Acordo de Associação da União Europeia em 21 de Novembro de 2013, organizações apoiadas pelo Ocidente constituídas por remanescências da colaboracionista nazi durante e imediatamente após a guerra Organização de Nacionalistas Ucranianos (ONU-B) e seus sucessores lançaram uma campanha de provocações com o objectivo de não apenas derrubar o governo do Primeiro Ministro Mykola Azarov, mas de derrubar o democraticamente eleito Presidente Yanukovych.

A Parceria de Leste da UE foi iniciada em Dezembro de 2008 por Carl Bildt e Radek Sikorski, os ministros dos negócios estrangeiros da Suécia e da Polónia, no seguimento da confrontação militar da Geórgia com a Rússia na Ossétia do Sul. A Parceria de Leste teve como alvo seis países que eram antigas repúblicas da União Soviética: três na região do Cáucaso (Arménia, Azerbeijão, Geórgia) e três na Europa Central de Leste (Bielorússia, Moldávia, Ucrânia). Não era intencionado que estes fossem convidados para uma adesão completa à UE, mas antes atraídos para uma posição em que estivessem sob o controlo da UE através dos chamados Acordos de Associação, cada um deles centrado num Acordo Profundo e Compreensivo de Mercado Livre (APCML). O principal alvo do esforço era a Ucrânia. Sob o Acordo de Associação negociado com a Ucrânia, mas não assinado, a economia industrial da Ucrânia teria sido desmantelada, o comércio com a Rússia teria sido ferozmente atacado (com a Rússia a terminar o seu regime de mercado livre com a Ucrânia, para impedir que os seus mercados fossem inundados através da Ucrânia) e os jogadores dos mercados europeus teriam se agarrado às exportações agrícolas e de matérias-primas da Ucrânia. O mesmo regime de austeridade mortífera que foi imposto aos estados mediterrânicos da Europa sob a burla do resgate da Troika teria sido imposto à Ucrânia.

Mais do que isto, o Acordo de Associação exigia "convergência" em assuntos de segurança, com integração em sistemas de defesa europeus. Sob tal acordo melhorado, os acordos de tratados de longo prazo sobre o uso por parte da Marinha Russa dos cruciais portos da Crimeia no Mar Negro teriam sido terminados, dando ultimamente à OTAN uma base avançada na fronteira imediata da Rússia.

Enquanto as reportagens ocidentais promoviam as manifestações na Praça da Independência de Kiev (Maidan Nezalezhnesti, ou Euromaidan como é agora chamada) como inicialmente pacíficas, o facto é que, desde o início, os protestos incluíram assumidos neonazis de núcleo duro, hooligans futebolísticos de direita e veteranos de guerra "Afghansy" das guerras no Afeganistão, na Chechénia e na Geórgia. De acordo com o membro do parlamento ucraniano Oleh Tsaryov, 350 ucranianos regressaram ao país vindos da Síria em Janeiro de 2014, depois de lutarem ao lado dos rebeldes sírios, incluindo grupos ligados à al-Qaeda como a Frente al-Nusra e o Estado Islâmico do Iraque e da Síria (EIIS).

Logo no fim-de-semana de 30 de Novembro-1 de Dezembro de 2013, os autores dos distúrbios estavam a atirar cocktails Molotov e apoderaram-se da Câmara Municipal de Kiev, declarando-a um "quartel-general revolucionário". Manifestantes do Partido Svoboda da oposição, anteriormente chamados Socialistas-Nacionalistas, marcharam sob a bandeira vermelha e negra da Organização de Nacionalistas Ucranianos de Stepan Bandera (ONU-B), os colaboradores nazis que exterminaram judeus e polacos como um adjunto da máquina de guerra nazi e em cumprimento das suas próprias ideias radicais sobre pureza étnica, durante a Segunda Guerra Mundial.

A máxima do Partido Svoboda, "Ucrânia para os ucranianos", era o grito de guerra de Bandera durante a colaboração da ONU-B com Hitler após a invasão nazi da União Soviética. Foi sob essa máxima que execuções em massa e limpezas étnicas foram cometidas pelos lutadores fascistas de Bandera. Fontes ucranianas relataram que o Partido Svoboda estava a efectuar treinos paramilitares durante o Verão de 2013 - meses antes do Presidente Yanukovych ter tomado a sua decisão de rejeitar o Acordo de Associação da UE.

O carácter neonazi, racista e anti-semita do Svoboda não desencorajou os diplomatas ocidentais - incluindo a Secretária de Estado Assistente dos EUA para os Assuntos Europeus e Euro-asiáticos Victoria Nuland - de se encontrarem publicamente com o líder do partido Oleh Tyahnybok, que tinha sido expulso do movimento Nossa Ucrânia em 2004 pelos seus discursos fortes contra "moscovitas e judeus" - usando nomes ofensivos e depreciativos para descrever ambos.

O reavivar fascista de Bandera tem vindo a decorrer à vista de todos desde a "Revolução Laranja" de 2004, quando Viktor Yushchenko foi instalado como Presidente da Ucrânia através de uma campanha de rua apoiada por interesses estrangeiros em muito financiada pela Fundação Renascença Internacional de George Soros e mais de 2,000 outras organizações não governamentais europeias e norte- -americanas, depois de ter sido oficialmente declarado o derrotado numa luta presidencial renhida com Viktor Yanukovych. A 22 de Janeiro de 2010, uma das últimas acções de Yushchenko como Presidente, depois de perder a sua reeleição para Yanukovych por uma larga margem, foi nomear Stepan Bandera um Herói da Ucrânia, a qual é uma alta honra de Estado. A segunda mulher de Yushchenko, Kateryna Chumachenko, foi ela própria um membro do grupo juvenil da banderista ONU-B em Chicago, onde ela nasceu, de acordo com relatos de notícias. Nos anos 1980, Chumachenko chefiou os escritórios de Washington do Comité do Congresso Ucraniano da América (no qual a influência da ONU-B era grande na altura, de acordo com a Enciclopédia de Internet da Ucrânia) e do Comité Nacional de Nações Cativas, antes de se mudar para o Gabinete para os Direitos Humanos do Departamento de Estado. Em Janeiro de 2011, o Presidente Yanukovych anunciou que o estatuto de Herói da Ucrânia de Bandera tinha sido oficialmente revogado.

A ONU-B: Um Pouco de História

O legado da ONU-B de Bandera é crítico para entender a natureza da insurreição armada que agora decorre na Ucrânia. A Organização de Nacionalistas Ucranianos foi fundada em 1929, e dentro de quatro anos, Bandera tornou-se o seu líder. Em 1934, Bandera e outros líderes da ONU foram presos pelo assassinato de Bronislaw Pieracki, o Ministro polaco dos Assuntos Internos. Bandera foi  libertado da prisão em 1938 e imediatamente entrou em negociações com o Quartel-General da Ocupação Alemã, recebendo fundos e tratando de providenciar treino Abwehr para 800 dos seus comandos paramilitares. Por altura da invasão nazi da União Soviética em 1941, as forças de Bandera consistiam em pelo menos 7,000 lutadores, organizados em "grupos móveis" que se coordenavam com as forças alemãs. Bandera recebeu 2.5 milhões de marcos alemães para realizar operações subversivas dentro da União Soviética. Depois de ter declarado um estado ucraniano independente sob a sua direcção em 1941, Bandera foi preso e enviado para Berlim. Mas manteve as suas ligações e o seu financiamento nazis, e os seus "grupos móveis" foram abastecidos e foi-lhes dada cobertura aérea pelos alemães durante o resto da guerra.

Em 1943, a ONU-B de Bandera efectuou uma campanha de exterminação em massa de polacos e judeus, matando uns estimados 70,000 civis durante apenas o Verão desse ano. Apesar de Bandera estar ainda na altura a comandar as operações da ONU-B desde Berlim, o programa de limpeza étnica foi dirigido por Mykola Lebed, o chefe da Sluzhba Bespeki, a organização de polícia secreta da ONU-B. Em Maio de 1941, num plenário da ONU em Cracóvia, a organização emitiu um documento, "Luta e Acção da ONU Durante a Guerra", o qual declarou, em parte, "moskali, polacos, judeus são hostis para nós e devem ser exterminados nesta luta". ("Moskal" é calão ucraniano depreciativo para "moscovitas", ou russos.)

Com a derrota dos nazis e o fim da guerra na frente europeia, Bandera e muitos líderes da ONU-B acabaram em campos de pessoas deslocadas na Alemanha e na Europa Central. De acordo com Stephen Dorrill na sua conceituada história do MI6, MI6: Inside the Covert World of Her Majesty's Secret Intelligence Service, Bandera foi recrutado para trabalhar para o MI6 em Abril de 1948. A ligação para os britânicos foi arranjada por Gerhard von Mende, um antigo nazi de topo que tinha chefiado a Divisão do Cáucaso do Ministério do Reich para os Territórios Ocupados de Leste (Ostministerium). Von Mende recrutou muçulmanos do Cáucaso e da Ásia Central para lutar ao lado dos nazis durante a invasão da União Soviética. Após o final da Segunda Guerra Mundial, ele trabalhou para os britânicos através de uma companhia de fachada, a "Research Service on Eastern Europe", a qual era uma agência de recrutamento principalmente para insurgentes muçulmanos que operavam dentro da União Soviética. Von Mende foi instrumental no estabelecimento de um grande centro de operações da Irmandade Muçulmana em Munique e em Genebra.

Através de von Mende, o MI6 treinou agentes da ONU-B e largou-os dentro da União Soviética para efectuar operações de sabotagem e de assassinato entre 1949 e 1950. Um relatório do MI6 de 1954 elogiou Bandera como "um trabalhador do submundo profissional com um passado terrorista e com noções impiedosas acerca das regras do jogo".

Em Março de 1956, Bandera foi trabalhar para o equivalente alemão da CIA, a BND, então chefiada pelo Gen. Reinhardt Gehlen, o chefe dos serviços secretos militares alemães na Frente de Leste durante a Segunda Guerra Mundial. Mais uma vez, von Mende foi um dos seus patrocinadores e protectores. Em 1959, Bandera foi assassinado pelo KGB na Alemanha Ocidental.

O assassino de topo da ONU-B de Bandera, Mykola Lebed, o comandante no local da polícia secreta do grupo, chegou ainda mais longe após o final da Segunda Guerra Mundial. Lebed foi recrutado pelo Corpo de Contra-Espionagem do Exército dos EUA (CCE) em Dezembro de 1946, e por altura de 1948, estava na lista de pagamentos da CIA. Lebed recrutou aqueles agentes da ONU-B que não foram com Bandera e o MI6, e participou em vários programas de sabotagem por trás da Cortina de Ferro, incluindo a "Operação Cartel" e a "Operação Aerodinâmica". Lebed foi trazido para a cidade de Nova Iorque, onde estabeleceu uma companhia de fachada da CIA, a "Prolog Research Corporation", sob o controlo de Frank Wisner, que era o chefe da Direcção de Planos da CIA durante os anos 1950. A Prolog operou até aos anos 1990, tendo sido em muito reavivada quando Zbigniew Brzezinski era o Conselheiro de Segurança Nacional de Jimmy Carter.

Em 1985, o Departamento de Justiça dos EUA lançou uma investigação ao papel de Lebed no genocídio durante a guerra na Polónia e na Ucrânia Ocidental, mas a CIA bloqueou a investigação e esta foi eventualmente largada. Contudo, em 2010, após a publicação de milhares de páginas de registos de guerra, os Arquivos Nacionais publicaram um relatório documental, Hitler's Shadow: Nazi War Criminals, U.S. Intelligence, and the Cold War, de Richard Breitman e Norman Goda, o qual incluiu um relato detalhado da colaboração nazi durante a guerra de Bandera e de Lebed e do envolvimento destes em execuções em massa de judeus e polacos.

É este legado Bandera-Lebed, e as redes que se formaram no período pós-guerra, que estão no centro dos recentes acontecimentos na Ucrânia.

Denunciando

A 25 de Janeiro de 2014, vinte e cinco líderes ucranianos de partidos políticos e organizações cívicas e religiosas, incluindo a antiga candidata presidencial e membro do parlamento Natalia Vitrenko, enviaram uma carta aberta ao Secretário-Geral das Nações Unidas e aos líderes da UE e dos EUA, a condenar publicamente o apoio ocidental à campanha neonazi de realizar um golpe sanguinário contra um governo eleito legitimamente.

A carta aberta lia, em parte: "Vocês devem perceber que, ao apoiar as acções das guerrilhas na Ucrânia (...) vocês próprios estão directamente a proteger, a incitar e a encorajar neonazis e neofascistas ucranianos".

"Nenhum destes opositores (Yatsenyuk, Klitschko e Tyahnybok) esconde que estão a continuar a ideologia e as práticas da ONU-EIU (...) Aonde quer que as pessoas da Euromaidan vão na Ucrânia, elas disseminam, para além das máximas acima mencionadas, símbolos neonazis, racistas (...) Confirmando também a natureza neonazi da Euromaidan está o constante uso de retratos dos executores sanguinários do nosso povo, Bandera e Shukhevych - agentes da Abwehr."

A carta aberta fazia a pergunta aos líderes ocidentais: "Deixaram a ONU, a UE e os EUA de reconhecer a Carta e o Veredicto do Tribunal Internacional de Crimes de Guerra de Nuremberga, em que os nazis hitlerianos e seus ajudantes próximos foram condenados? Deixaram os direitos humanos de ser um valor para os países da UE e da comunidade internacional? É a devoção dos nacionalistas ucranianos a Hitler e aos seus assassínios em massa de civis agora considerada democracia?"

Apenas nos dias recentes, com cenas de violência em grande escala por parte de manifestantes armados a atravessar finalmente o nevoeiro da propaganda, é que os média ocidentais pegaram no carácter neonazi da desestabilização em curso. A revista Time, colocou, a 28 de Janeiro, no título da sua cobertura feita desde Kiev "Rufias de Direita Estão-se a Apoderar da Insurreição Liberal da Ucrânia", caracterizando um grupo de hooligans neonazis chamado Spilna Sprava ("Causa Comum", mas as iniciais ucranianas soletram-se "SS") como estando perto do centro dos protestos.

No dia seguinte, a 29 de Janeiro, o The Guardian colocou num título "Na Ucrânia, Fascistas, Oligarcas e Expansão Ocidental Estão no Centro da Crise", com o rematar: "A história que nos é contada acerca dos protestos que decorrem em Kiev tem uma ligação à realidade feita apenas muito por alto". O repórter do The Guardian Seumas Milne escreveu candidamente, "Você nunca saberia através da maior parte das reportagens que nacionalistas de extrema-direita e fascistas têm estado no centro dos protestos e dos ataques a edifícios governamentais. Um dos três principais partidos da oposição a chefiar a campanha é o anti-semita de direita dura Svoboda, cujo líder Oleh Tyahnybok afirma que uma 'máfia moscovita-judaica' controla a Ucrânia. O partido, agora a gerir a cidade de Lviv, liderou uma marcha iluminada por tochas de 15,000 pessoas no início deste mês em memória do líder fascista ucraniano Stepan Bandera, cujas forças lutaram ao lado dos nazis na Segunda Guerra Mundial e participaram em massacres de judeus".

A Counterpunch publicou também, a 29 de Janeiro, um artigo de Eric Draitser, "Ucrânia e o Renascimento do Fascismo", que começou com o aviso: "A violência nas ruas da Ucrânia é muito mais do que uma expressão de ira popular contra um governo. É, em vez disso, meramente o último exemplo da ascensão da mais insidiosa forma de fascismo que a Europa viu desde a queda do Terceiro Reich (...) Numa tentativa de tirar à força a Ucrânia da esfera de influência russa, a aliança EUA-UE-OTAN aliou-se, não pela primeira vez, com fascistas".

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Há 75 anos, no vizinho Estado Espanhol...

29.07.13
(Um filme, que também só vi já depois de me ter "reformado" do activismo anarquista e que penso que possa ser interessante para algumas das pessoas que consultam este blogue - e que deixo aqui como sugestão para as férias em que sei que muitos estarão. A visualização do mesmo, talvez seja melhor que seja feita na sua versão original, em inglês. Embora o castelhano seja algo que a muitos possa despertar mais sentimentos.) ;)

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colocado por Fernando Negro às 10:26