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Rui Rangel reduziu substancialmente a pena de Duarte Lima

09.02.18

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(Já o disse aqui anteriormente - mas, aproveito o recente caso mediático, que pelo menos a mim nada surpreende, para chamar outra vez a atenção para isto.)
Toda a gente minimamente inteligente é capaz de perceber que a história que Duarte Lima conta sobre o homicídio que ocorreu no Brasil (digamos que) não bate certo em vários aspectos. E, continuando este a ser considerado o principal suspeito pela justiça brasileira, e sendo que o móbil do crime terá sido dinheiro, que cada um tire então as suas conclusões quanto ao carácter deste ex-líder parlamentar da bancada do PSD.
Ora, tendo em conta o que pensam sobre Duarte Lima, interroguem-se sobre porque razão é que alguém iria querer reduzir a pena de prisão dada a uma pessoa destas... E, consequentemente, reflictam sobre que carácter é que é preciso também alguém ter para usar o seu cargo judicial para uma coisa destas.

Pois bem, "Excelentíssimo" Senhor Juiz Rui Rangel, vá para imprensa controlada dizer o que quiser (incluindo escrever colunas no jornal "Correio da Manhã", dizendo cinicamente que escreve tais palavras "com carinho") que há muita gente que já sabe o quão corrupta é a sua classe judicial de juízes (pessoalmente, sempre que penso em juízes, por alguma razão, penso sempre em Maçonaria) e há também quem saiba que todos esses falsas organizações e até partidos políticos que são por vós, propagandistas do sistema, montados não passam de armadilhas para controlar os insatisfeitos.
Sendo você um irmão do ex-director da SIC, Emídio Rangel, também o que é que era de esperar de um membro de tal família?

E, relativamente a todo este processo mediático, reparem no seguinte, de muito importante...
Uma das razões para se ser aplicada a prisão preventiva a alguém - como terão certamente já muitos reparado em alguns dos casos que são noticiados - é o "perigo de perturbação do decurso do inquérito ou da instrução do processo" (artigo 204.° do Código de Processo Penal).
Ora, quem é que estará em melhor posição para interferir no decorrer de um processo judicial do que alguém que pertence ao topo das instituições judiciais - e que, por isso, terá certamente uma alargada rede de contactos dentro da mesma (incluindo, obviamente, entre a própria classe de juízes que irá julgar tal suspeito)?
É apenas uma de várias contradições legais, que só demonstram que este tipo de leis (nas quais se incluem a "imunidade parlamentar" e afins) não derivam de quaisquer princípios éticos ou de Justiça, mas são antes leis aprovadas por quem as cria para beneficiar os próprios e os seus amigos.
(Votem carneiros!)

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colocado por Fernando Negro às 00:26