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Sinal de mãos maçónico?

27.10.17

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O recorte que se encontra à direita deste texto foi retirado de uma notícia do jornal "Correio da Manhã" (sim, o mesmo do qual o ex-Primeiro Ministro e suposto escritor José Sócrates não gosta e que tem revelado as escutas ordinárias desta personagem) sobre o mediático processo relativo à Operação Marquês.

Reparem na expressão nada amigável, ou (pelo menos, para mim) cara de "tudo- -menos-boa-pessoa", de quem faz tal gesto (que, poderão confirmar se o tentarem fazer, não é um gesto natural, em que o dedo indicador fique caído - mas antes um gesto que, para ser feito, exige um esforço da parte de quem o faz)...

(Podem clicar na imagem, para a ampliar.)

Será uma mensagem privada, a dizer algo do tipo: "Não se preocupem, que estou a fazer tudo para afundar este processo"?

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colocado por Fernando Negro às 01:19

O futuro Primeiro-Ministro e o banqueiro

25.10.17

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Na primeira metade da década passada, uma pessoa que conheci poucos anos depois, servia à mesa num restaurante de um muito conhecido bairro de Lisboa.
Chegou-se a um dia diferente dos outros e o restaurante foi fechado para servir de local para um encontro privado entre duas pessoas.
Que pessoas eram essas?
O futuro Primeiro-Ministro José Sócrates e aquele que era o mais poderoso banqueiro do país, Ricardo Salgado - que decidiram ir lá almoçar nesse dia e não queriam mais ninguém no restaurante.
Tendo em conta que Sócrates era ainda alguém de relativamente pouca importância política e não oriundo de uma família abastada (e também para quem sabe como funciona a hierarquia oculta do poder estabelecido) está-se mesmo a ver quem é que, não só pagou por tudo isto, como também estava acima de quem, na escala hierárquica por onde seguem as ordens e directrizes.
E, dito isto... Concluam o que quiserem, relativamente ao mediático processo judicial que está em curso - e às declarações que vão sendo proferidas por José Sócrates, de que nunca se encontrou pessoalmente com Ricardo Salgado.

(Já agora, no final do almoço, nenhum deles deixou gorjeta aos empregados do restaurante. E, por causa disso, a pessoa que conheci e que os serviu não votou em Sócrates nas eleições legislativas seguintes, quando tal figura se tornou Primeiro-Ministro.)

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Universidades e Maçonaria

23.10.17

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Quem tenha pesquisado com alguma profundidade sobre a temática das sociedades secretas, saberá que é no decorrer do trajecto universitário que, por norma, é alguém recrutado para as mesmas - quando, de entre os seus colegas, alguém dá provas de possuir superior inteligência e capacidade de trabalho. E, a confirmar o que eu digo, temos por exemplo o seguinte excerto, de um artigo sobre o lançamento recente de um livro sobre a Maçonaria em Portugal:


"Na maçonaria, o recrutamento acontece (...) sobretudo no terreno fértil das faculdades e das juventudes partidárias. (...) O importante é assegurar que a rede de influência em sectores-chave da sociedade nunca perde vitalidade. (...) A maçonaria revela muito mais interesse pelas universidades do país, porque convém a esta organização atrair novos elementos que tenham já dado provas de que o sucesso profissional está garantido."
--- Jornal "i", sobre o livro O Fim dos Segredos de Catarina Guerreiro

Ora, tendo obviamente tal conhecida sociedade secreta preferência por quem é mais promissor, será de esperar que, entre os recrutados, haja aqueles que mais tarde obtêm posições de destaque nesse mesmo meio universitário - nomeadamente, entre o corpo docente e entre quem é eleito pelo mesmo para as reitorias destas universidades, certo? (E, consequentemente, assim que se instalem maçons dentro destes mesmos órgãos dirigentes, é de esperar que os que já lá estão dêm preferência a quem é membro desta sociedade, quando se trata de admitir novos docentes para tais universidades, certo? E, com o passar do tempo, facilmente dá para ver em que sentido é que tudo isto evolui, certo? Aliás, quem é que acham vocês que está atento e dá indicações para que se recrutem os alunos que se destacam?)

Tendo isto em conta, reparem então no seguinte, relativamente à composição da suposta "Comissão Técnica Independente", formada por 12 pessoas, que produziu o relatório sobre os incêndios na zona de Pedrógão Grande:

  • Metade dos nomeados foram-no pelos partidos políticos com assento parlamentar
  • A outra metade foram-no pelo "Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas"


Juntando o que eu digo e é também reportado, sobre a Maçonaria, com o facto de que a maior parte dos partidos com assento parlamentar são partidos controlados pelo poder estabelecido (incluindo o Bloco de Esquerda) e o facto de que foi um partido do sistema, o PSD, quem propôs que se formasse esta Comissão...

Acham mesmo que esta Comissão é verdadeiramente "independente"?

E acham, por isso, que podemos acreditar no que diz esta Comissão?

(Aliás, por extensão... Acham que os corpos docentes e respectivos dirigentes das universidades deste país são instituições nas quais podemos confiar, para o que quer que seja?)

Nota de interesse: O último estabelecimento de ensino em que eu estive inscrito (uma faculdade pública desta amostra de país) tem agora um departamento inteiro dedicado ao suposto estudo e também à emissão de proganda sobre a impostura científica das "alterações climáticas". As mesmas "alterações climáticas" que são mencionadas no relatório desta suposta comissão "independente". (Como eu digo na minha colocação anterior... Podemos confiar, no que quer que seja, hoje em dia, que seja oriundo do Estado?)

Outra nota de interesse, esta para compreender o que eu aqui estou a insinuar: Por ser a cultura portuguesa uma não tão sofisticada, não existe termo equivalente na nossa língua. Mas, para quem souber ler inglês, procure informar-se sobre o que é uma "whitewash".

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colocado por Fernando Negro às 17:18

Sou eu o único que sabe disto?!

21.10.17

Ora, veio ontem dizer o director nacional da Polícia Judiciária (PJ), perante todo o país, que não têm sido encontrados indícios que associem o fogo posto ao crime organizado.

 

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(Fotografia tirada desta página da TVI, com o vídeo das declarações em causa.)

 

E, venho eu dizer, neste meu humilde blogue, que isto não é bem assim... E, passando a explicar o que quero eu com isto dizer...

Primeiro que tudo, sobre a credibilidade deste director e da sua instituição, é preciso lembrarmo-nos de que foram estes os mesmos que, logo após a tragédia de Pedrógrão Grande, prontamente vieram dizer que tinham (rapidamente) descoberto que a causa do fogo tinha sido a queda de um raio. Coisa que, depois se veio a saber ser <mentira>. (E, pessoalmente, num incêndio de tão grandes dimensões, achei mesmo muito estranho como é que era possível alguém descobrir, com certeza, tão rapidamente a causa do mesmo - e vir logo dizê-lo ao país inteiro...)

Segundo, as pessoas que realmente se preocupam com este fenómeno dos fogos postos, já têm dito em debates televisivos que os engenhos usados para provocar um incêndio (quando se tratam de actos planeados, não cometidos por pirómanos ou outras pessoas doentes) são artefactos que se autodestroem no momento da combustão/explosão - e, como tal, não deixam vestígios da sua existência. Por isso, se é estar à procura de provas físicas de mão criminosa nestes incêndios o que quer dizer o acutal director da PJ, quando fala em não conseguir detectar crime organizado... Não é por aí que, a existir, terá o mesmo de ser apanhado... Como em qualquer crime, a pergunta que se deve fazer é: "Cui Bono?" E, a partir daí, procurar por ligações entre as entidades que beneficiam destes incêndios e quem é apanhado a ateá-los ou que é suspeito de tal.

Terceiro, essa cara de domesticado e submisso (como quem recebe ordens fortes vindas de cima), conjuntamente com o constante olhar para baixo e incapacidade de olhar os entrevistadores nos olhos - aos quais se junta a típica colagem de factos/argumentos, que nada têm a ver com o assunto, para tentar apoiar o que se diz, que costumam fazer os políticos - não inspira mesmo confiança nenhuma quanto à sua honestidade, senhor director da PJ... (Vídeos <aqui> e <aqui>.)

Mas, indo ao que, de mais importante, eu quero aqui dizer... Deixo então, em baixo, a seguinte informação - para a qual anteriormente já deixei, neste blogue, uma hiperligação - mas agora, apenas sob a forma de um excerto, especificamente sobre o que interessa para este caso, em particular, das afirmações do actual director nacional da PJ.
Dizia eu, há uns anos, sobre o que sei do facto de muitos destes fogos serem postos, o seguinte:

 

Pessoalmente, já tive conhecimento de:

- Um caso, no sul do país, a que assistiu alguém que conheci, em que foi visto algo ser atirado por uma aeronave que passou e depois começou um incêndio no mesmo local.
- E de um parque natural, neste país, aonde eu me deslocava frequentemente, num trabalho de voluntariado, em que um incêndio teve início, a meio da noite, pelo que me lembro, em 7(!) locais diferentes e onde, no decorrer do qual, alguém foi apanhado no local por militares e depois de algumas agressões confessou ter provocado o incêndio a mando de outrem.

 

(Ora, sendo eu uma pessoa mesmo muito anti-social, que pouco viaja por este país e que se relaciona com mesmo muito pouca gente...)

Se eu sei disto, não haverá muito mais gente, neste país, que saiba de histórias iguais ou semelhantes?

E, não são estes indícios de crime organizado?!

Já agora... Que tal deixarmos de ligar - ou de dar credibilidade alguma - ao que dizem os vários órgãos do Estado (que, sendo quem dá o dinheiro dos contribuintes às empresas privadas de combate aos fogos, poderá estar envolvido em tudo isto) e passarmos antes a prestar muito mais atenção ao que têm a dizer as pessoas que nada terão a ganhar com tudo isto?

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colocado por Fernando Negro às 18:44

Quem lucra com estes fogos florestais

17.10.17

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(Estando este blogue de férias, esta é apenas uma colocação de "ensaio" - e que não seguirá o meu habitual estilo de publicação, de incluir hiperligações com as provas do que digo. Mas, de qualquer modo, o que a seguir afirmo são coisas que têm sido ditas na imprensa controlada nacional - mais propriamente, em entrevistas e debates televisivos que já pude apanhar.)

Primeiro que tudo, um muito importante dado estatístico:

O número de ignições por habitante em Portugal é 10x superior ao dos outros países europeus. (10x!)

E, dito isto, passemos ao que tenho a apontar...
No início do mês passado, ao ligar o meu computador, deparei-me com uma notícia na secção "ZAP Notícias" do portal aeiou.pt a dizer "Preço da madeira queimada não para de cair. Quem ganha com os fogos?" - no que é claramente mais uma demonstração de estupidez (ou cumplicidade) por parte da vergonhosa classe jornalística portuguesa, perante as repetidas desgraças que ocorrem neste país, causadas pelos incêndios florestais...
Ora, queriam com isto obviamente lançar a suspeita de que será a indústria madeireira quem lucra com estes fogos - e, por isso, quem poderá estar por trás dos mesmos... Mas, recorrendo a uma lógica mesmo muito simples - e que a classe jornalística portuguesa não é capaz de (ou que, conscientemente, não quer) usar - analisemos o que é sugerido nas entrelinhas.
Se fosse a indústria madeireira quem ganhasse significativamente com estes incêndios florestais, teríamos obviamente o mesmo fenómeno, de fogos constantes durante o Verão e não só, a ocorrer em toda a restante Europa (que também tem zonas florestais) certo? E, se isto não acontece, é porque alguma coisa distingue Portugal dos restantes países europeus...
Logo, temos de fazer a muito importante pergunta:

O que distingue Portugal, em termos de incêndios florestais, dos restantes países europeus?

(Já viram que pergunta difícil é de se fazer? Nem com um curso de jornalismo é alguém capaz, de tão complicado que é chegar à mesma...)

E, a resposta óbvia é:

O facto de serem empresas privadas quem combate (e lucra imensamente com) estes mesmos fogos.

Na quase totalidade ou maior parte (não consigo saber exactamente, porque a imprensa controlada não investiga isto) dos restantes países europeus, são as forças do próprio Estado quem combate os fogos florestais - e, deste modo, não há empresas privadas que tenham interesse em que estes ocorram, para depois poderem combatê-los.
A indústria madeireira já se tem defendido, dizendo que não lucra com estes fogos - pois, a madeira que daí advêm é de má qualidade e não pode ser usada para pasta de papel ou para mobília de qualidade. Pelo contrário, o que estes incêndios representam, é uma grande perda de matéria-prima para essa mesma indústria. (E, reparem em como muitas vezes são as próprias fábricas da indústria madeireira que, por se situarem em zonas florestais, são afectadas por estes mesmos incêndios!...) O único uso significativo que se poderá dar à madeira queimada, é usá-la para contraplacados - que, entre outras coisas, integram mobília de baixa qualidade.
Ora, quem compra esta mobília de baixa qualidade são as classes mais baixas - que, com a dita "crise", já nem dinheiro para estar a comprar mobília têm. E, não estou a ver uma economia nacional de tal modo vibrante - no decorrer desta suposta "crise" - que justifique que fosse a restante indústria que produz e usa contraplacados - e que tem cada vez menos clientes - pôr o seu próprio país a arder - e, com isso, reduzir o poder de compra dos seus potenciais clientes...
Resumindo: O preço da madeira queimada "não pára de cair" para valores tão baixos, porque ninguém a quer comprar!
Quem, inquestionavelmente, lucra muito com tudo isto são as empresas privadas de combate aos fogos. Pois, embora os valores que são pagos às mesmas sejam sempre, muito convenientemente, omitidos pela imprensa controlada, se há pilotos que deixam de fazer as suas preciosas férias de Verão para andar (a arriscar a sua vida) a combater estes fogos, é porque certamente um muito bom salário recebem para tal. Ou seja, é porque muito dinheiro têm tais empresas para lhes pagar, por receberem muito dinheiro da parte do Estado para combater tais incêndios. Tão simples como isso.
O facto da imprensa controlada, neste país, estar constantemente a apontar (de forma implícita) o dedo (e, com isto, a desviar as atenções) para a indústria madeireira - ao mesmo tempo que quase nunca aponta esse mesmo dedo para a indústria de combate aos fogos (e, muito importante, nunca revela que valores recebe e quanto lucra esta indústria para combater estes fogos) - é, logo em si, muito revelador de que há aqui uma muito importante ligação, pela qual passam enormes fluxos monetários, que é constante, consciente e muito convenientemente escondida.
Restando a nós fazer a pergunta: Porquê?

(E, também muito importante, reparem em como o governo imediatamente mentiu sobre a ocorrência, ou não, de um acidente com um piloto de helicópteros de combate aos incêndios e sobre a causa do incêndio em Pedrógrão Grande. Há, claramente, uma intenção de tentar minimizar a percepção pública das desgraças consequentes destes incêndios florestais, para impedir que surja um sentimento de revolta com as mesmas. Pois, tal Revolta poderá levar a que se investigue seriamente quem é que anda a dar ordens aos incendiários que têm sido apanhados.)

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colocado por Fernando Negro às 09:16

Sol de pouca dura

15.10.17

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É o que tenho eu a dizer, a quem esteja agradado com o que se está a passar relativamente ao megaprocesso judicial resultante da "Operação Marquês".
A investigação policial que esteve na origem deste processo apenas foi bem-sucedida porque a actual Procuradora-Geral da República, Joana Marques Vidal, foi nomeada em 2012 por Cavaco Silva, quando este era Presidente da República.
Isto porque, a Polícia Judiciária em Portugal trabalha sob a orientação do Ministério Público, cujo líder máximo é quem ocupa o cargo de Procurador-Geral da República (PGR). E, reparem em como foi o anterior PGR, Pinto Monteiro, quem deu a indicação para que se destruíssem escutas telefónicas no decorrer do processo "Face Oculta", que deveriam ter sido usadas para acusar José Sócrates anteriormente.
Tal como já dizia eu, há vários anos, no 7º comentário a <esta> colocação - e tal como poderão facilmente deduzir todos os que estejam atentos ao que Cavaco Silva publica (reparem em como José Sócrates ficou todo fulo com tal publicação) - apesar de não ser este Presidente da República propriamente um "empecilho" aos planos da Nova Ordem Mundial (pelo contrário, foi ele quem, sem efectuar sequer um referendo, meteu Portugal na União Europeia) não faz este último parte do clube dos bilderbergers e afins - e, por isso, nem sempre joga a favor dos últimos.
Ora, depois de ter cometido um erro ao nomear Pinto Monteiro para PGR anteriormente, parece que acertou Cavaco Silva na sua intenção de nomear alguém íntegro e honesto para este cargo, ao ter depois escolhido Joana Marques Vidal, em 2012. E, em clara consequência disso, temos assistido, desde então, a toda uma série de processos instaurados contra altas figuras do poder estabelecido, com já algumas condenações em resultado disso (Maria de Lurdes Rodrigues, Duarte Lima).*
Mas, infelizmente (e por culpa das mesmas pessoas indirectamente responsáveis por este avanço), todos estes desenvolvimentos positivos irão ter um fim...
Pois, tendo o povo português, entretanto, cometido o muito estúpido acto de eleger Marcelo Rebelo de Sousa para Presidente da República, assim que chegar a vez de este nomear um PGR, obviamente que não irá este membro do Clube Bilderberg fazer o mesmo que Cavaco - mas, antes nomear alguém que receba ordens do poder estabelecido e intervenha a favor do mesmo, quando tal for preciso. E, o termo do mandato da actual PGR... É já no próximo ano de 2018.

* (E, reparem em como, apesar de terem sido Lurdes Rodrigues e Duarte Lima condenados... Lurdes Rodrigues veria depois a sua pena ser anulada por uma juíza com uma forte ligação ao PS e Duarte Lima veria a sua pena ser substancialmente reduzida pelo muito conhecido juíz Rui Rangel.)

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colocado por Fernando Negro às 10:49

E, mais uma vez, censurado...

13.10.17

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Mais um sítio português na Internet onde não irei deixar mais comentários meus, depois de ter sido, uma vez mais, censurado no mesmo. Sítio esse, cujos autores são assumidamente contra a Liberdade de Expressão - [1] [2].
Com mentalidades destas, como pode uma pessoa ter esperança neste País? São estes, então, os descendentes (e os equivalentes modernos) de quem, por mais de 40 anos, nada fez para derrubar a ditadura fascista em que vivíamos?
Fica aqui então o último comentário* que deixei no sítio de notícias sobre novidades tecnológicas "Pplware", à notícia "Librem 5: Vem aí um smartphone com Linux 'puro'", que fala sobre o futuro lançamento de um telemóvel cuja empresa responsável pelo mesmo diz ser seguro de utilizar (depois de ter esta mesma empresa andado a lançar também alguns computadores portáteis relativamente aos quais diz o mesmo).

 

Fernando Negro (#comment-2022231)

Primeiro que tudo, em termos de sistemas operativos para telemóveis que tenham "como principal foco a segurança e a privacidade dos utilizadores", já existe um, que se chama Replicant - https://www.replicant.us/ - e que é totalmente formado por Software Livre.
Mas, até mesmo o criador de tal SO alerta os seus utilizadores de que, a nível do hardware (por não ser este também "livre") não há qualquer garantia de segurança, ao usar uma pessoa telemóveis com um SO totalmente livre: https://www.replicant.us/freedom-privacy-security-issues.php (Sendo a situação a de que, enquanto não forem os desenhos de todas as peças de hardware dentro de um telemóvel também passíveis de ser inspeccionados, nunca poderá uma pessoa ter qualquer garantia de que poderá usufruir de "privacidade" ou "segurança" com um destes aparelhos. E, podem ver na seguinte colocação, o resultado de uma inspecção que houve a nível do software: https://www.fsf.org/blogs/community/replicant-developers-find-and-close-samsung-galaxy-backdoor)
Aliás, a mesma coisa se passa com os modernos computadores (ou, mais especificamente, com as placas-mãe) que agora se vendem - que, desde há vários anos, quando foram adoptadas os novos BIOS "UEFI", já vêm com o equivalente a um sistema operativo embebido na placa-mãe, que não pode ser removido: https://libreboot.org/faq.html#hardware-compatibility (E, isto, já para não falar da suspeita que existe relativamente aos novos microprocessadores da Intel: https://trisquel.info/en/forum/secret-3g-intel-chip-gives-snoops-backdoor-pc-access)
Acho, no mínimo, (mesmo) muito estranho que não tenham as pessoas da estadunidense (terra do Snowden) "Purism" consciência(?) disto... E, pessoalmente, olho para o lançamento deste tipo de aparelhos como quem assiste a "truques para idiotas" ou à montagem de armadilhas. Pois, não me surpreenderia, em nada, se quem estivesse por trás desta empresa estadunidense Purism fossem as mesmas entidades que a toda a gente espiam, através das várias "portas dos fundos" que têm os modernos equipamentos informáticos.

 

* (Relativamente ao que poderá ter motivado a censura deste comentário... A palavra "idiota" não é, na língua portuguesa, usada como insulto - mas antes, apenas como uma forma curta e directa de classificar alguém como "pouco inteligente". Que possa esta ser uma palavra deselegante de se usar, concordo. E, que possa alguém mesmo muito sensível - como uma criança - em circunstâncias muito particulares, sentir-se ofendido com a mesma, admito. Mas, não é um insulto. E, a prova disso, é o repetido uso da mesma no nosso dia-a-dia, até em títulos de várias obras. E, isto tudo para dizer... Eu não veja nada no meu comentário que justifique a censura do mesmo. E, assim sendo, a única dedução que consigo fazer é que, talvez, por estar a publicitar um lançamento destes sem apontar os aspectos para os quais eu chamo atenção, tenha o autor de tal colocação se sentido, ele próprio, um "idiota" - e, como tal, não queira ter publicado um comentário a partir do qual outras pessoas poderiam também concluir o mesmo sobre este autor. No fundo, a mesma razão pela qual suspeito que um outro comentário meu, num outro sítio português na Internet, tenha sido também censurado.)

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Assim se vê o afundamento (ou suicídio?) político do PC

11.10.17

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Concordem ou não as pessoas com as posições que, até recentemente, eram defendidas pelo PCP, uma coisa que ninguém podia negar (e isto, oiço até da parte de pessoas que me são próximas e que são fortemente anticomunistas) era que, ao menos, era este um partido formado por pessoas coerentes e fiéis aos seus princípios. Pois, por mais ou menos votos que tivessem (no passado recente, isto é) nunca abandonavam (e bem, na minha opinião) os seus princípios, continuando sempre a bater-se pelos mesmos.
Mas, eis que chegamos às últimas eleições legislativas, de 2015, e somos surpreendidos com a inédita atitude do PCP (a nível deste tipo de eleições nacionais) de formar uma coligação com o partido que toda a gente sabe ser centrista, mas dito "socialista", o PS.
Que já tinha havido anteriores tentativas, da parte do PS, Bloco de Esquerda e seus satélites, como o "Partido Livre", de formar uma suposta "união das esquerdas", sabia eu. Mas, o que pensei foi que o PCP fosse se manter coerente, como sempre, com os seus princípios - e que, consequentemente, não se fosse deixar levar por esta ideia, que toda a gente minimamente atenta e consciente politicamente sabe ser uma farsa, por não ser o PS (que privatiza empresas, em vez de nacionalizá-las, quando está no governo) um partido que se possa considerar de "esquerda" (sendo este também o caso do dito "Bloco de Esquerda", que mais recentemente já se começava a assumir antes como "social-democrata").
Pois, pelos vistos, estava enganado. E, a "tacanhez" e rigidez política da parte dos comunistas deste país, que sempre se limitaram a seguir fórmulas, que já vão a caminho de um século de existência (pelos fundadores do seu partido criadas), foi quebrada - mas, não para melhor... E, em vez de terem os militantes desta ideologia adoptado novos métodos de luta, adequados ao século XXI, que passem por novas fórmulas que não impliquem uma cedência dos seus princípios (ex: criar sítios de notícias e análise na Internet, do tipo Infowars.com ou GlobalResearch.ca, de orientação comunista ou socialista) decidem estes fazer o que era, até agora, impensável... Começar a trair (ou ceder em) os seus próprios princípios, no que toca à sua actividade política.
E, dito isto, tenho eu apenas a dizer o seguinte - que sei que não irá ser lido pelos militantes de tal partido, mas que aqui deixo, para saberem outras pessoas qual é a opinião que tem sobre isto alguém que ainda se assume como "socialista libertário", atento à corrupção que assola este país...


Militantes do PCP,

A partir do momento em que começa uma pessoa, grupo ou partido - por questões políticas ou para ganhar alguns (muito) pequenos avanços - a ceder nos seus princípios, deixa de haver (realmente) um limite para até onde poderá ir tal incoerência. Pois, a lógica que se adopta, desde o início, é sempre a mesma. Se se faz esta pequena cedência aqui, por causa disto, também se pode então fazer mais outra pequena cedência ali, por causa daquilo. E, passo a passo, quando derem por isso, já em muito se terão vocês desviado daquele que era o vosso caminho inicial. E, quando forem finalmente pôr as mãos na cabeça por causa disto, já não irão ser capazes de se reconhecer como eram dantes. Isto é, quando derem por vós, depois de irem fazendo pequena cedência após pequena cedência, irão estar transformados em algo que não era o que queriam ser, inicialmente. E, mesmo que decidam depois voltar atrás em tudo isto, quem vos garante que os vossos herdeiros políticos não irão enveredar outra vez por esse caminho? Afinal de contas, vocês já deram o (mau) exemplo. E, quando voltarem tais herdeiros políticos a enveredar por esse caminho, que garantia têm vós de que irão eles parar na mesma altura que vocês decidiram parar?

Também, muito importante, com que cara, orgulho e coerência é que, a partir de agora, poderão vocês continuar a assumir-se como um partido dito "revolucionário" - depois de, não só serem cúmplices com, como serem até autores ou proponentes de medidas reformistas? A vossa reputação política fica, com isto, em muito manchada, perante quem é verdadeiramente socialista e revolucionário. Pois, o "PS" a quem se decidiram aliar, não só é uma farsa de partido - que de "socialista" apenas tem o nome - como (toda a gente bem informada sabe) está feito com os grandes interesses económicos que dominam a nossa sociedade.

E, ainda mais importante de notar, é o seguinte... Esta iniciativa de "unir" as supostas esquerdas, partiu de partidos que não o vosso - que foram o Bloco de Esquerda mais o seu satélite "Partido Livre" e o próprio PS. Ora, se foi a própria falsa esquerda quem teve esta ideia de vos meter no mesmo saco do que a mesma, é porque certamente, de algum modo, isto é vantajoso e benéfico para a mesma (deixo neste texto, mais abaixo, uma dica para a explicação) - e não para vocês, que (supostamente) defendem ideias opostas a ela. Ou seja, se foi a falsa esquerda quem teve e vos propôs esta ideia, é porque é ela quem irá usar-vos na implementação de e ganhar com a mesma - e não o contrário. (E, isto é da mais simples e elementar lógica que qualquer pessoa minimamente inteligente deve ser capaz de recorrer a e reparar em.) E, não será a vossa inteligência capaz de perceber que, se teve esta "união das esquerdas" como resultado expectável a desilusão da parte dos vossos militantes mais fiéis aos princípios comunistas (que obviamente se traduziu num abandono do apoio por partes destes e numa redução dos seus votos) terá sido tal resultado também um dos objectivos de quem teve a ideia desta suposta "união"?

Também, que história é esta de, em vez de defenderem ideias mais coerentes com os vossos princípios revolucionários, de tornar os salários menos desiguais, em termos do valor recebido, são vocês próprios quem sugere ideias típicas da falsa esquerda, de insentar de impostos as pessoas que menos ganham, em vez de lutar pela subida dos salários das mesmas, para que possam estas pagar confortavelmente tais impostos? Estar a fazer quem mais estuda e trabalha ter de pagar por quem menos o faz é estar a pôr trabalhadores a serem roubados por outros trabalhadores. E, não deveria o dinheiro de tais impostos, através da subida dos salários de quem menos ganha, ser antes pago (originalmente) pelas entidades empregadoras - isto é, pelos capitalistas, vossos supostos inimigos (e não pelos trabalhadores, vossos supostos protegidos)?

E, depois admiram-se de perder Câmaras Municipais, por ter uma boa parte desses trabalhadores não gostado destas vossas (inusitadas e incoerentes) tomadas de posição e (manifestamente injustas) medidas reformistas de carácter de "Estado Social", típicas da falsa esquerda (que o que quer é desincentivar o progresso na sociedade - ao roubar, cada vez mais, de quem mais se esforça por fazer avançar a mesma)?

Obviamente que, no infeliz panorama político que temos, pouca gente que seja socialista gostará que vocês percam votos. Mas... Associam-se aos corruptos e depois não querem ser vistos também como mais uma farsa de partido?


Pois mal, PCP. De progressistas sempre tiveram vocês pouco. Mas, parece que agora também de coerentes vão tendo cada vez menos...

P.S. - Essa história do vosso partido satélite "Os Verdes" continuar a falar em "aquecimento global" antropogénico - quando já toda a gente bem informada sabe que isso é uma enorme mentira - gostava eu um dia de entender...

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